Salmos 73
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· 122 viewsDesafio a se manter firme no Senhor.
Notes
Transcript
Salmos 73
CONTEXTO
A. Contexto Imediato e Literário
O que vem antes:
O Salmo 73 abre o Livro III do Saltério (Salmos 73–89), uma seção que enfatiza questões teológicas profundas, como a justiça divina, o sofrimento do justo e a aparente prosperidade dos ímpios.
O Salmo 72, que encerra o Livro II, é um salmo real de Salomão, pedindo a justiça do rei e o governo de paz sobre a terra. Isso contrasta com o Salmo 73, onde Asafe questiona a aparente falta de justiça no mundo.
O que vem depois:
O Salmo 74, que vem depois, continua o tom de lamento, focando na destruição do templo e no clamor pelo livramento de Deus.
B. Contexto Histórico e Cultural
O Salmo 73 foi escrito por Asafe, um levita e líder do culto musical no templo (1Crônicas 16.4–7 “Designou dentre os levitas os que haviam de ministrar diante da arca do Senhor, e celebrar, louvar e exaltar o Senhor, Deus de Israel, a saber, Asafe, o chefe, Zacarias, o segundo, e depois Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaia, Obede-Edom e Jeiel, com liras e harpas; e Asafe fazia ressoar os címbalos. Os sacerdotes Benaia e Jaaziel estavam continuamente com trombetas, diante da arca da aliança de Deus. Foi naquele dia que Davi encarregou, pela primeira vez, Asafe e seus irmãos de celebrarem com hinos o Senhor.” ).
Provavelmente foi composto durante o período monárquico, quando os levitas viam a corrupção dos governantes e a prosperidade dos injustos.
O salmista menciona entrar no santuário de Deus (v. 17), indicando que o templo era o local onde encontrava discernimento espiritual.
O Salmo reflete um contexto onde líderes injustos e ricos exploravam o povo, uma realidade comum nos períodos de decadência espiritual de Israel (ex.: tempos de Acabe e Manassés).
O texto sugere que muitos viam a riqueza como sinal de bênção divina, enquanto o sofrimento dos justos era um escândalo.
O Salmo 73 é uma profunda reflexão sobre o aparente sucesso dos ímpios e a recompensa dos justos. O salmista passa de uma crise de fé para a confiança em Deus após encontrar discernimento no santuário. Esse tema continua sendo relevante, pois levanta a questão da justiça divina, um dilema presente em toda a Escritura.
3. Conexões com Outros Livros da Bíblia
Jó 21:7-13 – Jó faz a mesma pergunta: “Por que os ímpios vivem e prosperam?”
Provérbios 3:5-6 – Exorta a confiar em Deus em vez de se apoiar no próprio entendimento, como Asafe aprende no templo.
Lucas 12:16-21 – A parábola do rico insensato reflete a conclusão do salmista: sem Deus, a riqueza é inútil.
Mateus 6:19-21 – Jesus ensina que a verdadeira riqueza está no céu, ecoando o Salmo 73:25-26.
ESTRUTURA
1. A bondade de Deus para com os justos (v. 1)
“Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo.”
O salmista inicia reconhecendo a bondade de Deus para com os justos, estabelecendo um princípio que será testado ao longo do salmo.
2. A crise de fé (vv. 2-14)
Declaração de quase apostasia (v. 2): “Quanto a mim, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos.”
3. O entendimento no santuário (vv. 15-22)
Evita falar precipitadamente (v. 15): “Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos.”
4. A restauração da confiança em Deus (vv. 23-28)
A segurança na presença de Deus (vv. 23-24): “Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita.”
GRANDE IDEIA
“Deus é bom para os justos, mas, em meio às provações, a fé pode vacilar; no santuário, encontramos entendimento, e assim nossa confiança Nele é restaurada.”
TEOLOGIA BÍBLICA
A Justiça Final de Deus (2Tessalonicenses 1.6–10 “Pois, de fato, é justo para com Deus que ele retribua com tribulação aos que causam tribulação a vocês e que dê a vocês, que estão sendo atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, quando ele vier, naquele Dia, para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram. Isto inclui vocês, que creram em nosso testemunho.” ).
A Verdadeira Riqueza Está em Deus - (Lucas 12.15 “Então lhes recomendou: — Tenham cuidado e não se deixem dominar por qualquer tipo de avareza, porque a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que ela tem.” ) e que nosso maior tesouro está no céu
(Mateus 6.19–21 “— Não acumulem tesouros sobre a terra, onde as traças e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntem tesouros no céu, onde as traças e a ferrugem não corroem, e onde ladrões não escavam, nem roubam. Porque, onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.”).
O Acesso a Deus por Meio de Cristo – (Hebreus 10.19–22 “Portanto, meus irmãos, tendo ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos com um coração sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e o corpo lavado com água pura.” )
A Suficiência de Deus – (João 6.35 “Jesus respondeu: — Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.”
João 10.28 “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.” ).
APLICAÇÃO
1. Evite a Inveja dos Ímpios – Às vezes, podemos nos sentir desanimados ao ver pessoas sem temor a Deus prosperarem, mas precisamos lembrar que a verdadeira prosperidade está em conhecer a Deus (Mateus 16:26).
2. Busque a Presença de Deus – Assim como Asafe encontrou respostas no santuário, devemos buscar comunhão com Deus por meio da oração, da Palavra e da vida na igreja.
3. Confie na Justiça de Deus – Mesmo que agora pareça que os maus triunfam, Deus tem o controle da história e um dia trará plena justiça em Cristo (Apocalipse 20:11-15).
4. Descanse na Suficiência de Deus – Nossa alegria e segurança não estão nas circunstâncias, mas na presença de Deus, que nos sustenta até o fim (Filipenses 4:11-13).
