Águas profundas
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Ezequiel 47.1-12
Ezequiel 47.1-12
Introdução
Introdução
Ezequiel, assim como Jeremias e Zacarias, tinha duplo ofício. Era tanto sacerdote quanto profeta.
Ele foi contemporâneo de Jeremias, que era 20 anos mais novo do que ele.
Também foi contemporâneo do profeta Daniel, levado cativo à Babilônia em 605 a.C., na primeira investida de Nabucodonosor contra Jerusalém. Daniel e Ezequiel tinham a mesma idade.
No ano de 597 a.C., Ezequiel, durante a segunda investida da Babilônia contra Judá, reino sul, Ezequiel e sua esposa estavam entre os 10 mil judeus que foram levados cativos para a Babilônia (2Rs 24.11-18).
Após cinco anos de cativeiro, em 593 a.C., no momento em que Ezequiel estava à beira do rio Quebar, na cidade de Tel-Abibe, os céus se abriram repentinamente, e ele teve visões de Deus. Ali, aos trinta anos, ele recebe o chamado de Deus para ser profetas entre os judeus exilados na Babilônia.
Entre os anos de 593-585 a.C., os profetas que estavam entre os cativos na Babilônia profetizavam paz para Jerusalém (Ez 13.3, 16). Ezequiel, por outro lada, no mesmo período, profetizava que, na verdade, Deus traria juízo sobre Jerusalém, por causa do pecado da nação, e que ela seria totalmente destruída.
Passados 12 anos de cativeiro, No ano de 586 a.C., após um ano de cerco pelo exército de Nabucodonosor, a cidade de Jerusalém foi invadida. Morte e destruição. O templo destruído e milhares de famílias desterradas de Jerusalém para a Babilônia. Apenas os pobres e miseráveis ficaram na cidade, vivendo sobre os escombros do que antes era a habitação do Senhor (Ez. 32.21-33).
Quando os exilados na Babilônia souberam da destruição da cidade sagrada, a tristeza se abateu sobre o povo e a esperança apregoada pelos falsos profetas desapareceu. Então, exatamente nesse momento, Deus muda a profecia de Ezequiel, que passa a pregar a restauração futura do reino e o retorno do povo à terra santa, além das bênção finais do reino messiânico.
É nesse contexto que está o texto tema do nosso Retiro de 2025, aqui, no Monte Moriá.
1 Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas de debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham de baixo, do lado direito da casa, do lado sul do altar.
2 Ele me levou pela porta do norte e me fez dar uma volta por fora, até à porta exterior, que olha para o oriente; e eis que corriam as águas ao lado direito.
3 Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos.
4 Mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos.
5 Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar.
6 E me disse: Viste isto, filho do homem? Então, me levou e me tornou a trazer à margem do rio.
7 Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia grande abundância de árvores, de um e de outro lado.
8 Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis.
9 Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio.
10 Junto a ele se acharão pescadores; desde En-Gedi até En-Eglaim haverá lugar para se estenderem redes; o seu peixe, segundo as suas espécies, será como o peixe do mar Grande, em multidão excessiva.
11 Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal.
12 Junto ao rio, às ribanceiras, de um e de outro lado, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer; não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio.
Convido vocês a examinarmos o texto com cuidado e beber do alimento espiritual que o Senhor, ao inspirar o texto, falando pela boca do seu servo, preparou para nós, sua igreja, corpo de Cristo.
Resumo do Texto
A partir do capítulo 40, Deus deu a Ezequiel uma visão do tempo novo, visto que o primeiro havia sido destruído.
No capítulo 47.1, o ser celestial conduziu Ezequiel à entrada do tempo. Enquanto observava, Ezequiel notou que, por baixo da porta do tempo, estava saindo água, que corria em direção ao oriente. O ser celestial pegou uma trena e mediu quinhentos metros. Então, pegou Ezequiel e o fez atravessar as águas até o outro lado. Ezequiel informa que as águas eram rasas e davam no calcanhar. Ou seja, deva para atravessar andando.
O ser celestial, mediu mais quinhentos metros, ao atravessar as águas, elas davam pelo joelhos, permitindo que a travessia ainda pudesse ser realizada andando.
Mais quinhentos metros foram medidos e agora, as águas davam na altura da cintura do profeta durante a travessia. Ainda era possível atravessar as águas a pé.
Novamente, o ser celestial mede mais quinhentos metros, mas agora, já não era mais possível atravessar as águas do rio que se formou, a não ser a nado.
O rio tinha ficado tão profundo, que Ezequiel precisou de ajuda do ser celestial para retornar à margem do rio. Ao retornar à margem do rio, Ezequiel notou que havia abundância de árvores nas duas margens do rio.
Outro fenômeno observado por Ezequiel foi que, a partir do momento que as águas chegaram ao Mar Morto, as águas salgadas se tornaram doces. Algo extraordinário aconteceu, enxames de peixes passaram a povoar as águas do Mar Morto, levando vida a medida que suas águas eram invadidas pelas águas do rio que nele desembocavam. Ezequiel chegou a notar que a variedade de peixes eram tão grande quanto a que existe no Mar Mediterrâneo.
Por onde as águas do rio passava, brotava vida. De suas águas, os pescadores tiravam o seu sustento.
Contudo, o profeta foi informado de que os charcos e os pântanos continuarão sem vida, porque o sal continuará lá.
Uma característica especial será vista nas árvores. Elas darão frutas todo mês, servindo de alimento. Suas folhas, por outro lado, servirão como medicamento.
Ensinamentos do Texto
Ensinamentos do Texto
Boa teologia, desassociada de vida, produz falsa segurança e lhe joga no exílio de uma vida sem Deus.
mensagem dos falsos profetas;
mensagem de Ezequiel
Uma nação destruída, famílias destroçadas, miséria, dor, sofrimento e morte foi o resultado de uma nação que resolveu trocar ao voz de Deus, que os confrontava, para ouvir mensagens que agradavam aos seus ouvidos e aos seus sentimentos. Será que essa não tem sido a sua realidade?
135 anos depois da queda de Israel (reino norte) em 722 a.C., Jerusalém, após experimentar três ataques violentos do exercício de Nabucodonosor, foi totalmente destruída. Isso aconteceu porque a nação escolheu uma teologia centrada no homem, porque uma teologia teocêntrica ou cristocêntrica traz exigência com as quais a nação não gostaria de atender.
O sucesso ministerial não é medido pela ausência de adversidade. Elas, na verdade, a lapidam e a consolidam. (Daniel, Jeremias e Ezequiel).
Uma vida consagrada não é uma redoma que isolará você das dificuldades da vida.
Daniel vai para o cativeiro
Ezequiel vai para o cativeiro
Jeremias, para escapar do cativeiro, tem que fugir para o Egito, onde viveria os últimos dias de sua vida.
Conclusão
O estudo de Ezequiel 47.1–12 revela uma poderosa mensagem de restauração e renovação. A visão do rio que se fortalece à medida que avança, transformando águas rasas em um fluxo imponente, simboliza a transição do julgamento divino para a esperança de uma nova vida. Assim como o templo, fonte de bênçãos, irradia águas vivificantes que trazem saúde e abundância, somos convidados a deixar que a verdadeira teologia — aquela centrada em Deus — nos conduza através das adversidades. Enquanto falsos profetas oferecem uma falsa segurança baseada em palavras agradáveis, o verdadeiro chamado divino nos desafia a viver uma fé que aceita a dor e a dificuldade como parte do processo de purificação e crescimento. Essa passagem, portanto, nos lembra que o sucesso ministerial e a vida espiritual não se medem pela ausência de crises, mas pela fidelidade em meio a elas e pela transformação que o Espírito opera em nossas vidas.
Questões para Fixação
O que simbolizam as diferentes profundidades das águas medidas na visão de Ezequiel?
Como a transformação das águas salgadas em doces ilustra a restauração prometida por Deus?
De que maneira a visão do rio aponta para a diferença entre a mensagem dos falsos profetas e a mensagem verdadeira de Deus?
Qual o significado da abundância de árvores e vida nas margens do rio, conforme apresentado no texto?
Como podemos aplicar os ensinamentos desta passagem em nossas vidas, especialmente em tempos de dificuldade e mudança?
