33 - Tema: O Cálice da Obediência - Mc 14-32-42
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· 118 viewsCristo nosso caalice da salvação, mesmo diante de um sofrimento ele continua e se entrega em favor dos pecadores
Notes
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Tema: O Cálice da Obediência
Texto Base: Marcos 14.32-42
Contexto
A) Contexto Imediato e Literário
a. O que vem antes
Jesus acaba de instituir a Ceia do Senhor (Mc 14.22-25), apontando para Sua morte.
Ele anuncia a traição de Judas (Mc 14.18-21) e a negação de Pedro (Mc 14.27-31).
b. O que vem depois
Jesus é preso (Mc 14.43-50) e levado ao Sinédrio para ser julgado (Mc 14.53-65).
Pedro nega a Cristo (Mc 14.66-72).
B) Contexto Histórico e Cultural
O Jardim do Getsêmani era um local de olivais, cujo nome significa “prensa de azeite”, simbolizando a pressão que Jesus sofreria.
A oração de Jesus ecoa os Salmos de lamento e submissão à vontade de Deus (Salmo 42.6–7 “Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti, nas terras do Jordão, no Hermom, e no monte Mizar. Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas cachoeiras; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.” ).
O cálice mencionado por Jesus é uma metáfora do julgamento divino (Isaías 51.17 “Acorde! Acorde e levante-se, ó Jerusalém, você que bebeu da mão do Senhor o cálice da sua ira, você que esgotou o cálice de atordoamento.” ; Jeremias 25.15 “Porque assim me disse o Senhor, o Deus de Israel: — Pegue o cálice do vinho do meu furor que está em minha mão e faça com que bebam dele todas as nações às quais eu o enviar.” ).
Os discípulos estavam acostumados com a ideia de um Messias vitorioso, mas Jesus mostra que Sua missão inclui sofrimento.
A Angústia de Jesus (Marcos 14.32–34 “Então foram a um lugar chamado Getsêmani. Ali, Jesus disse aos seus discípulos: — Sentem-se aqui, enquanto eu vou orar. E, levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. E lhes disse: — A minha alma está profundamente triste até a morte; fiquem aqui e vigiem.” )
A. Explicação do Texto
Jesus chega ao Getsêmani e convida Pedro, Tiago e João para acompanhá-lo.
Ele sente “pavor e angústia”, expressões que indicam uma grande aflição emocional e espiritual.
Ele declara: “Minha alma está profundamente triste até à morte.”
B. Aplicação ao Contexto Atual
Assim como Jesus enfrentou momentos de extrema angústia, todos nós passamos por períodos de sofrimento.
A vida cristã não é isenta de dor, mas devemos buscar refúgio na oração, assim como Jesus fez.
C. Exemplos Práticos
Cristãos que enfrentam perseguição, doenças ou crises familiares podem se identificar com essa angústia.
O exemplo de missionários que enfrentam desafios extremos ao seguir a vontade de Deus.
Frase Teológica: “O sofrimento de Cristo no Getsêmani revela a profundidade do preço da nossa redenção.” – John Stott.
Frase de Transição: Se a angústia de Jesus foi intensa, Sua resposta a essa dor nos ensina o caminho da submissão a Deus.
2. A Submissão de Jesus (Marcos 14.35–36 “E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: — Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice! Porém não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.” )
A. Explicação do Texto
Jesus se prostra e ora: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mas o que tu queres.”
Ele reconhece a soberania de Deus e submete Sua vontade ao Pai.
B. Aplicação ao Contexto Atual
Muitas vezes, queremos fugir do sofrimento, mas Deus nos chama a confiar nEle.
A submissão à vontade de Deus é um ato de fé, especialmente em tempos difíceis.
C. Exemplos Práticos
Cristãos que perseveraram na fé mesmo diante da dor, como Dietrich Bonhoeffer na Segunda Guerra Mundial.
Testemunhos de pessoas que perderam tudo, mas encontraram propósito na vontade de Deus.
Frase Teológica: “A oração não muda Deus, mas muda aquele que ora.” – C.S. Lewis.
Frase de Transição: A oração de Jesus demonstra submissão, mas a reação dos discípulos revela a fraqueza humana diante da provação.
3. A Fraqueza dos Discípulos (Marcos 14.37–42 “E, voltando, achou-os dormindo. E disse a Pedro: — Simão, você está dormindo? Não conseguiu vigiar nem uma hora? Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras. E voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os olhos deles estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. E, quando voltou pela terceira vez, Jesus lhes disse: — Vocês ainda estão dormindo e descansando! Basta! Chegou a hora; o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima.” )
A. Explicação do Texto
Jesus encontra os discípulos dormindo e os exorta: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.”
Ele declara: “O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”
Por três vezes, os discípulos falham em vigiar e orar.
B. Aplicação ao Contexto Atual
A sonolência espiritual ainda é um perigo para a igreja.
Muitos cristãos estão distraídos e despreparados para as provações.
C. Exemplos Práticos
Igrejas que negligenciam a oração e a vigilância espiritual tornam-se vulneráveis ao pecado.
A falta de compromisso com Deus em meio à perseguição ou dificuldades.
Frase Teológica: “A oração é a força do cristão e a fraqueza de Satanás.” – Charles Spurgeon.
Frase de Transição: Enquanto os discípulos dormiam, Jesus estava pronto para enfrentar a cruz por nós.
Grande Ideia:
No Getsêmani, Jesus nos ensina que a verdadeira fé se expressa em submissão à vontade de Deus, mesmo em meio à angústia, enquanto a sonolência espiritual pode nos afastar do propósito divino.
Teologia Bíblica:
Salmo 41.9 – A traição de Judas já havia sido profetizada: “Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.”
Isaías 53.10 – “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar...”
Lucas 24.26 – “Porventura, não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?”
Aplicação:
Como reagimos nos momentos de angústia? Buscamos refúgio na oração como Jesus?
Estamos dispostos a submeter nossa vontade à de Deus, mesmo quando isso significa sofrimento?
Precisamos despertar da sonolência espiritual e vigiar em oração.
Conclusão:
Jesus enfrentou o Getsêmani por nós. Ele não apenas sentiu a angústia, mas escolheu obedecer ao Pai, bebendo o cálice da ira que era nosso. Hoje, somos chamados a seguir Seu exemplo: orar, vigiar e confiar na vontade de Deus.
