O PROBLEMA DA INCREDULIDADE (2)

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Lucas 11.33-54
 
Semelhantemente ao último sermão, hoje o sermão estará dividido em 3 pontos, cada um desses pontos correspondendo a uma das perícopes do texto.
É interessante notar que Lucas esteve dividindo este capítulo em duas partes, no primeiro momento alando sobre a necessidade de crer, pedir, bater e buscar. E na segunda parte alertando aos seus discípulos quanto ao perigo da incredulidade.
PARTE 1
v.33-35 “33 Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador, a fim de que os que entram vejam a luz. 34 São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. 35 Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas. 36 Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz.” [1]
- Inicialmente, deixe-me relembrar o contexto de todos o ensino de Jesus contido neste capítulo. Jesus está falando contra a incredulidade dos homens que lhe cercam, em especial contra os religiosos da época, fariseus e escribas. Eles estão cegos e surdos para a verdade e Deus, por isso que diante do Salvador do mundo, olham para aquilo que não importa, e prestigiam como se tive algum valor (a exclamação da mulher). Diante da revelação de Deus e de todos os sinais que estão sendo demonstrados, eles querem mais e pedem que lhe seja dada uma prova (o sinal de Jonas).
Nesses versículos Jesus continua confrontando a incredulidade dos homens perante a revelação de Deus.
- Observe que Jesus começa a ilustração dizendo: “Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador, a fim de que os que entram vejam a luz.”
- Jesus conta essa parábola para mostrar que a sua palavra é uma lâmpada acesa que não deve ser colocada em local escondido.
- Lucas 11.33 é semelhante a Lucas 8.16. O contexto de ambos os textos é o mesmo “permita que a luz ilumine seu coração. Não obstrua a luz de Deus”. Em Mateus 5.15, esse mesmo texto carrega um sentido paralelo, lá, Mateus dá ênfase ao testemunho, nesse sentido, o texto de Mateus estaria dizendo: “Sejam minhas testemunhas”. Em ambos os casos, a parábola de Lucas também está carregada da ideia de conduzir a luz com o fim de iluminar os outros.
- Neste caso, em resposta ao texto anterior, em que o povo pede um sinal, neste texto, Jesus está dizendo para eles, vocês não precisam de mais sinais. Pois a luz é dada e é visível em Jesus.
- Mas, considere que a parábola está denunciando exatamente o comportamento fruto da incredulidade, produzido pelo povo. Eles estão recebendo a luz de Deus e escondendo, ignorando seu poder e função de iluminar, estão buscando esconder, apagar essa luz.
- Imagine que você entra numa casa, durante a noite, e vê que não há lâmpadas escondida debaixo da mesa, certamente essa seria uma estranha impressão, diríamos o que aquela lâmpada faz naquele lugar.
- Esse texto tem um elemento complexo, no sentido de que Deus está denunciando a longa incredulidade daquele povo. Eles são a descendência de Abraão, correto? Ou seja, aquele povo escolhido para ser o povo de Deus entre todos os povos da terra. De modo que esse modo, recebeu de maneira especial a orientação de Deus, as leis de Deus, o testemunho de Deus, os estatutos de Deus, o juízo de Deus, a palavra de Deus.
- Tudo o que eles receberam, exigia deles uma resposta imediata, contudo, eles resolveram esconder a luz. Com a imagem de um lugar escondido na casa, eles colocaram a luz que Deus lhes deu na adega ou talvez na fenda do muro; ela está escondida do campo de visão de todos, de modo que não produza nenhum efeito.
- Daí vem Cristo, que pegou a luz de Deus e a colocou ao ar livre para que todos a vissem.[2]
- Aplicação 1: Temos sido iluminados por essa luz? Muito bem, onde temos colocado ela? Ela está posta, de maneira que possa iluminar a nossa vida e a dos outros?
- Os três versículos (34-36), passam da luz da casa para a luz em termos do corpo.
- Claramente, o olho permite que a luz entre no corpo e assim “é a candeia do corpo”. Em outras palavras, ela é a fonte de luz em seu corpo e o guia na direção que você deve seguir.
- Aqui temos um contraste entre luz e trevas. Se os teus olhos forem bons (iluminados), todo o seu corpo será iluminado. A referência aqui é a uma ideia de saúde, se seus olhos foram saudáveis. Portanto, a saúde desses olhos por meio dessa luz, proporciona saúde do corpo “todo seu corpo será luminoso”.
- Se os teus olhos foram maus, o teu corpo ficará em trevas. Temos um contraste com a parte anterior, se “olhos bons” é uma referência a saúde. Aqui, “olhos maus” é uma indicação a maligno e perverso. Ou seja, o texto fala sobre “integridade espiritual” versus a uma “geração perversa”.
- Já no verso 35 ele diz: “Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas”. [3] - Em outra tradução diz: “Tome cuidado”.
- Tenham cuidado ao que vocês absorvem. Vocês devem ter certeza de que “a luz que está em ti não seja trevas”.
- Todo o povo de Deus deve examinar o próprio coração. Examinar cuidadosamente a si mesmo e certificar-se do que está sendo ensinado.
-  Observação: Eu e meus companheiros de ministério, temos a plena certeza de que ensinamos o Evangelho e pregamos a santa palavra de Deus. E você, tem o dever de acreditar em nós sem qualquer dúvida e questionamento. Deve ficar calado e aceitar tudo o que está ouvindo apenas dizendo aleluia. Correto? Claro que não, você deve ter maturidade cristã suficiente, para examinar tudo o que está ouvindo, à luz da Escritura, e examinando se isso é ou não a Palavra de Deus.
- Todo Cristão tem o dever de examinar cuidadosamente aquilo que recebe.
- Contudo, a pergunta que eu me faço é: será que os crentes de nossas igrejas conhecem a Bíblia o suficiente para fazer isso? Será que conhecem sua teologia para fazerem tal exame?
- Cuidado para que você não confunda, pensando que em ti há luz, quando na verdade o que há é trevas.
- Por fim, o verso 36 diz: “Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz. [4]
- Eu, particularmente vejo esse texto como desafiador, o senhor está nos confrontando. Nos chamando ao autoexame, olhar para dentro de si e encarar o próprio coração.
- Ele diz: “todo o teu corpo... sem ter qualquer parte em trevas...” Somente assim seremos todo iluminados.
Em Efésios 4.17 a Escritura nos diz: “17 Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, 18 obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, 19 os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. 20 Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, 21 se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, 22 no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, 23 e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, 24 e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”. [5]
- Estas palavras, portanto, dirigem-se com grande seriedade a cada ouvinte em particular, desafiando-o a examinar se sua capacidade de percepção intelectual já não está obscurecida por ainda não ter reconhecido a verdade revelada em Jesus Cristo (v.35).
- A pessoa, porém, que aceita e acolhe Jesus Cristo reconhece nele não apenas a glória do Unigênito cheio de graça e verdade (cf. Jo 1:14), mas é transformado na imagem dele de glória em glória (2 Co 3:18).
PARTE 2
V.37-44 “37 Ao falar Jesus estas palavras, um fariseu o convidou para ir comer com ele; então, entrando, tomou lugar à mesa. 38 O fariseu, porém, admirou-se ao ver que Jesus não se lavara primeiro, antes de comer. 39 O Senhor, porém, lhe disse: Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade. 40 Insensatos! Quem fez o exterior não é o mesmo que fez o interior? 41 Antes, dai esmola do que tiverdes, e tudo vos será limpo. 42 Mas ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças e desprezais a justiça e o amor de Deus; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas. 43 Ai de vós, fariseus! Porque gostais da primeira cadeira nas sinagogas e das saudações nas praças. 44 Ai de vós que sois como as sepulturas invisíveis, sobre as quais os homens passam sem o saber”! [6]
- A primeira coisa que destacamos no texto é que, embora haja uma relação tensa entre Jesus e os fariseus, nada lhe impede de atender ao pedido e comer com eles. Tudo o que foi dito anteriormente, foi dito contra os fariseus e sua incredulidade. Os mesmos fariseus acusaram Jesus de ser endemoninhado, operar por meio do maioral dos demônios.
- Jesus não é um menino ressentido ou mimado, o Salvador dos perdidos não cria, a partir de si mesmo, barreiras para a propagação do Reino de Deus.
- Ele entra na casa do fariseu, todos os olhos estão voltados para ele, e não demora muito para que acusem Jesus de “não lavar as mãos, antes de comer”.
- Ah, cuidado com a sua ideia de afastar as pessoas de você, querendo colocar-se em uma zona de conforto, vivendo “em paz”, confortavelmente sem atender as exigências do Evangelho, que é iluminar, ser luz, anunciar o Reino de Deus.
- Observe que Jesus começa seus “ais” sobre os fariseus (vv. 39–44) com a hipocrisia de suas tradições alimentares (vv. 39–41) e depois acrescenta três “ais” sobre suas tradições orais e práticas em geral. A primeira é a antítese interna/externa que define a hipocrisia.[7]
- O princípio básico é encontrado em Levítico 11.33; 15.12, (33 E todo vaso de barro, dentro do qual cair alguma coisa deles, tudo o que houver nele será imundo; o vaso quebrareis[8]) segundo o qual a carne impura profana uma panela de barro.
- Isso foi então desenvolvido mais adiante na tradição oral. Eles tentaram manter o exterior das xícaras e pratos impecáveis, mas não foram tão cuidadosos com as entranhas, onde a comida era encontrada.
- Jesus usa isso como uma imagem do pecado. Eles queriam parecer piedosos na superfície, enquanto “por dentro estão cheios de ganância e maldade”. As aparências tinham prioridade sobre a realidade. Desde que parecessem espirituais para os outros, não importava muito como eles realmente estavam por dentro.[9]
- A realidade é que eles são “tolos” (em Provérbios o tolo é a pessoa que ignora Deus), pois Deus fez tanto o interior quanto o exterior da pessoa e exige que ambos sejam limpos. Não cuidar da piedade interior é tão ridículo quanto lavar o exterior enquanto ignora o interior de um vaso. Estas pessoas podem ser ritualmente limpas na aparência, mas por dentro são imundas, cheias de ganância e práticas perversas.[10]
- A única maneira de ser limpo aos olhos de Deus é vencer a ganância, e Jesus sugere no capítulo 11, versículo 41 que isso pode apenas ser realizado sendo “generoso para com os pobres”. Os fariseus foram “insensatos” em ignorar isso. O termo por trás de “generoso” é eleēmosynē, referindo-se à “esmola”. Quando se dá dinheiro ou alimento para ajudar os pobres a escapar de sua miséria, ele se torna um remédio para a alma e cura a ganância que os consumiu.[11]
- Daí temo o primeiro “Ai” (v.42)-  Jesus denuncia que eles centram-se em sua preferência pelas coisas menores que os ajudam a ter boa aparência (dízimo) enquanto ignoram o que Deus considera as áreas maiores da vida (amor e justiça).[12]
O que são “ais” – São oráculos de julgamento, significam que a ira de Deus está chegando.
- Esses fariseus se sentiam bem consigo mesmos porque eram tão assíduos em dar o dízimo até mesmo aos menores itens como hortelã, arruda e ervas. A legislação sobre o dízimo vem de Deuteronômio 12.11–19; 14.22–29; e Números 18.21–29, com cada família compartilhando este dízimo da colheita em uma refeição sagrada com os levitas (Dt 12.15–19). Esses dízimos foram para os Levitas como sua sagrada “herança” (Nm 18.21). A cada três anos, o dízimo não era compartilhado apenas com os Levitas, mas também com os órfãos e as viúvas (Dt 14.28, 29). Os fariseus foram muito criteriosos ao observar isso, o dízimo de todo tipo de alimento, não apenas as grandes colheitas.[13]
- Essa prática não estava errada em si mesma. O que estava errado era o que eles negligenciavam, “a justiça e o amor de Deus”. Ao ignorar os atos de misericórdia, eles se tornam culpados diante de Deus. Como diz Miquéias 6.8, Deus exige de nós o “agir com justiça e amar a misericórdia e caminhar humildemente com seu Deus”. O dízimo é bom, mas não sem o maior dever de amar a Deus e ao próximo.[14]
O Segundo “Ai”.
centra-se na prática de exigir “os assentos mais importantes nas sinagogas e saudações respeitosas nos mercados”. Eles não querem apenas parecer importantes. Eles querem que todos à sua volta saibam o quanto são importantes. Este orgulho ostensivo é um pecado grave em todas as épocas. Conheço muitas pessoas que obtiveram o título de Doutor em Ministério não tanto pelas ferramentas e conhecimentos ministeriais que adquiriram, mas para que pudessem ser chamados de “doutores” e tivessem maior autoridade nos ambientes ministeriais (até mesmo para lograrem posições pastorais em igrejas maiores). Assentos em sinagogas (e em muitas igrejas até hoje) eram designados às famílias e eram lugares de prestígio. Ser cumprimentado como “senhor” ou “professor isso ou aquilo” (alguns estudiosos exigem isso) diz a todos o respeito que devem lhe dar. Tudo isto é um pecado — não receber respeito, mas exigir e viver para tal respeito.[15]
O Terceiro “Ai”.
Enuncia a acusação, não tanto um pecado que eles estejam cometendo, mas os seres odiosos que eles se tornaram. Quando alguém entra em contato com uma sepultura (e o corpo que ela contém), eles se tornam imundos por sete dias. Isso é verdade mesmo com “sepulturas não marcadas”. A pessoa que caminha sobre elas inadvertidamente ainda está imunda. Estes fariseus hipócritas contaminam as pessoas por sua própria natureza, pois estão espiritualmente mortos por dentro e se tornaram sepulturas escondidas, a mesma imagem dos “túmulos caiados” em Mateus 23.27. Portanto, as pessoas que não conhecem sua verdadeira natureza são contaminadas pelo mero contato com sua corrupção interna. Elas pensam que estes fariseus são modelos de piedade e não se dão conta de quão vazios estes hipócritas realmente são.[16]
PARTE 3
v.45-52 “45 Então, respondendo um dos intérpretes da Lei, disse a Jesus: Mestre, dizendo estas coisas, também nos ofendes a nós outros! 46 Mas ele respondeu: Ai de vós também, intérpretes da Lei! Porque sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos nem com um dedo os tocais. 47 Ai de vós! Porque edificais os túmulos dos profetas que vossos pais assassinaram. 48 Assim, sois testemunhas e aprovais com cumplicidade as obras dos vossos pais; porque eles mataram os profetas, e vós lhes edificais os túmulos. 49 Por isso, também disse a sabedoria de Deus: Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, e a alguns deles matarão e a outros perseguirão, 50 para que desta geração se peçam contas do sangue dos profetas, derramado desde a fundação do mundo; 51 desde o sangue de Abel até ao de Zacarias, que foi assassinado entre o altar e a casa de Deus. Sim, eu vos afirmo, contas serão pedidas a esta geração. 52 Ai de vós, intérpretes da Lei! Porque tomastes a chave da ciência; contudo, vós mesmos não entrastes e impedistes os que estavam entrando.[17]
- Esse terceiro ponto do sermão poderia estar conectado com o ponto anterior, mas, por uma questão didática, eu o separei.
- Mediante os três “ais” dos fariseus, Jesus, nos versículos 45–52, apresenta três “ais” correspondentes aos escribas. Um desses “peritos da lei” reclama que ao acusar os fariseus Jesus os está condenando também.
- Jesus concorda e depois acrescenta mais três que se aplicam a eles. A culpa deles é provada, porque o propósito de Jesus é levá-los ao arrependimento, mas em vez disso eles somente lhe dizem: “você insulta-nos também”. Eles não assimilaram nada das acusações.[18]
O primeiro “ai” dos escribas (11.46) centra-se nos duros fardos que eles amontoam sobre os outros enquanto nada fazem para ajudá-los a enfrentar o que for. A imagem é do jugo da lei (Mt 11.29; At 15.10), pois eles colocaram sobre o povo um peso terrível que os restringe às suas leis minuciosas. A profundidade espiritual através de regras e regulamentos nunca funciona. No entanto, não é apenas o número de rituais que eles os obrigam a cumprir. Igualmente ruim é o completo fracasso em ajudar o povo a aprender como manter essas leis e se aproximar de Deus. Em outras palavras, eles golpeiam as pessoas com regras pesadas e, ao mesmo tempo, forçam-nas a lidar com esses fardos sozinhas, sem respostas. Não há absolutamente nenhuma alegria no tipo de religião que eles criaram, apenas um terrível peso de expectativa.[19]
- O segundo “ai” aqui (11.47–48) é o fato de terem participado da perseguição e martírio dos profetas. O judaísmo no primeiro século era conhecido por monumentos e tumbas impressionantes que reverenciavam os profetas. Jesus está dizendo que eles estão construindo essas tumbas para os próprios profetas que seus antepassados assassinaram. “Eles mataram os profetas, e vocês constroem seus túmulos”. Sua construção de tumbas estava dando consentimento passivo às próprias matanças nas quais seus antepassados estavam envolvidos. Eles tinham um aspecto de reverência, mas ignoravam suas ações passadas contra os profetas e suas presentes ações contra Jesus e seus discípulos. Eles estão fazendo para Jesus e seus seguidores exatamente o que a nação apóstata havia feito aos profetas no passado, portanto, eles são culpados.[20]
- O resultado é bastante marcante (11.50): “Portanto, esta geração será considerada responsável pelo sangue de todos os profetas, derramado desde o início do mundo”. Isso não parece justo, mas o paralelo em 1Tessalonicenses 2.15, 16 afirma que eles “mataram o Senhor Jesus e os profetas” e assim “sempre amontoam seus pecados até o limite”. Eles estão cumprindo ou completando todas as más ações da nação desde o início e assim, com eles, são culpados de tudo isso. Há uma diferença de opinião sobre se o julgamento previsto é a destruição de Jerusalém em 70 d.C. ou o julgamento final. O teor apocalíptico desta passagem favorece esta última.[21]
 
Conclusão
Todo o texto aponta para o problema da incredulidade, e que os homens podem ter o “conhecimento” de Deus e mesmo assim o rejeitarem, como no caso dos religiosos. Para compreender, não nos basta conhecer, o evangelho não é mera informação que nos é passada.
- O reino de Deus exige vida, compromisso, renúncia, arrependimento dos pecados.
- Esses dois sermões, nos convocam a vida com Deus, ao arrependimento, a abandonarmos a incredulidade e crermos em Jesus como salvador.
SDG.
[1]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 11.33–36.
[2] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 325.
[3]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 11.35.
[4]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 11.36.
[5]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Ef 4.17–24.
[6]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 11.37–44.
[7] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 327.
[8]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lv 11.33.
[9] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 327.
[10] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 328.
[11] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 328.
[12] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 328.
[13] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 328.
[14] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 328–329.
[15] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 329.
[16] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 329.
[17]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 11.45–52.
[18] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 329–330.
[19] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 330.
[20] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 330.
[21] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 331.
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