TENHA UMA VISÃO BÍBLICA DOS SOFRIMENTOS

A JUSTIÇA DE DEUS EM CRISTO JESUS  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão "Tenha Uma Visão Bíblica dos Sofrimentos" enfatiza a importância de adotar uma perspectiva bíblica em relação aos sofrimentos, em vez de uma visão terrena que leva a desespero e decisões inadequadas. A introdução destaca que a visão bíblica oferece clareza, discernimento e paz, ajudando os crentes a entenderem que os sofrimentos são inevitáveis neste mundo, mas temporários, auxiliados pelo Espírito Santo e benéficos para o crescimento espiritual. Através de Romanos 8.18-30, o apóstolo Paulo ressalta que os sofrimentos atuais são incomparáveis à glória futura, que a criação aguarda sua libertação, e que Deus usa os sofrimentos para conformar os crentes à imagem de Cristo. Assim, a visão bíblica dos sofrimentos não apenas fortalece a esperança, mas também proporciona uma compreensão do propósito divino em meio às tribulações, encorajando os fiéis a perseverarem com fé e paciência.

Notes
Transcript

TENHA UMA VISÃO BÍBLICA DOS SOFRIMENTOS

Introdução: Uma visão terrena das coisas restringe a capacidade de ver e entender o mundo ao redor; uma visão terrena das coisas leva a interpretações erradas de situações e evento; uma visão terrena das coisas causa falta de clareza e confusão; uma visão terrena das coisas leva a sentimentos de desespero e pessimismo; uma visão terrena das coisas leva a tomada de decisões ruins. Já uma visão bíblica das coisas fornece uma compreensão clara e precisa do mundo ao redor; uma visão bíblica das coisas oferece uma perspectiva ampla e abrangente; uma visão bíblica das coisas leva a decisões informadas e precisas; uma visão bíblica das coisas identifica as oportunidades e possibilidades; uma visão bíblica das coisas traz paz e tranquilidade; uma visão bíblica das coisas traz sabedoria e discernimento; uma visão bíblica das coisas permite uma conexão mais profunda com a realidade.
Todo mundo passa por sofrimentos (crente ou descrente) por causa do pecado e de Satanás. Nós, crentes, somos odiados pelo mundo e perseguidos pelo Diabo. Não tem como não sofrer neste mundo. A questão é qual tipo de visão estamos tendo em relação aos sofrimentos, terrena ou bíblia? Tenha uma visão bíblica dos sofrimentos.
Lição: Uma Visão Bíblica Dos Sofrimentos Nos Fortalece Na Esperança.
Texto: Romanos 8.18-30.
Paulo, em Romanos 8.1-30, está dando a certeza da salvação pelo Espírito Santo: dos versículos 1 a 11, temos a certeza da salvação pelo Espírito da vida; dos versículos 12 a 17, temos a certeza da salvação pelo Espírito da adoção; e dos versículos 18 a 30, temos a certeza da salvação pelo Espírito da glória. O Espírito Santo é quem dá vida ao crente, proporciona sua adoção como filho de Deus e garante a glória que há de vir.
Paulo encerra o versículo 17 afirmando que o crente sofre juntamente com Cristo para ser glorificado com Ele. No versículo 18, ele quer tranquilizar seus ouvintes quanto aos sofrimentos do tempo presente, que são incomparáveis com a glória que há de vir. Os sofrimentos têm um fim, um acompanhante e um resultado favorável. O que Paulo deseja é que os crentes vejam os sofrimentos sob a perspectiva divina. Eles precisam ver os sofrimentos com os olhos espirituais, baseando-se na palavra de Deus.
Um entendimento bíblico de tudo que passamos neste mundo, com e por Cristo, e a compreensão correta de tudo o que Deus têm planejado para o Seu povo e a Sua glória na consumação final nos darão a percepção da diferença entre os sofrimentos atuais do crente e a glória que há de vir. Por isso, apresentarei três verdades que precisamos saber para termos uma visão bíblica dos sofrimentos.
Os sofrimentos são temporários (18-25).
A falta de comparação da glória eterna com os sofrimentos mostra a temporariedade.
18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”
Paulo sabe muito bem dessa brevidade: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2Co 4.17-18).
A criação também reconhece a temporariedade dos sofrimentos.
Ela sabe que os sofrimentos passarão com a revelação dos filhos de Deus.
19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.”
Ela está ciente da brevidade dos sofrimentos e, por isso, tem esperança da libertação.
20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, 21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
“Vaidade” aqui significa fragilidade, futilidade, inutilidade; ou seja, a criação não consegue alcançar os objetivos para os quais Deus a planejou. Não voluntariamente, mas porque Deus a sujeitou (Gn 3.17-19; 5.29).
A criação vive na esperança da libertação da escravidão (sujeição) da corrupção (decadência, decomposição, deterioração). Isso é “para a liberdade da glória dos filhos de Deus”. Quando isso acontecer, os céus e a terra estarão livres definitivamente do pecado. Apocalipse 22.3a “Nunca mais haverá qualquer maldição.” Ou seja, os sofrimentos terão passado.
Ela sabe que os sofrimentos vão passar, mas, enquanto isso não acontece, geme e sofre (dor de parto).
22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.”
Sabemos que toda a criação geme e sofre por tudo que temos presenciado neste mundo: terremos, vulcões, furacões, tsunamis, inundações, secas, tufões, tempestades de areia, incêndios florestais e urbanos, etc. Toda criação sabe os sofrimentos um dia irão acabar com a revelação dos filhos de Deus; essa é a sua esperança. Enquanto isso não acontece, ela geme e sofre, aguardando a sua restauração.
Nós sabemos da temporariedade dos sofrimentos.
23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.”
“Primícias” significava “os primeiros frutos” de um campo semeado, os primeiros frutos da colheita (Lv 23.10). A presença do Espírito Santo é o início concreto da filiação divina; ou seja, a garantia da filiação divina.
Enquanto aguardamos nossa adoção completa, “gememos em nosso íntimo”. Gemer aqui não é murmurar nem reclamar, mas é sentir dor, desconforto ou desagrado (ex. Rm 7.24); é suspirar por algo (ex. 2Co 5.2-4; Fp 1.21-23); é também orar de maneira inaudível.
O fato de estarmos gemendo em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, constata que sabemos da transitoriedade dos sofrimentos.
A esperança da transformação futura nos dá a certeza da temporariedade dos sofrimentos.
24 Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?
Nós “andamos por fé e não pelo que vemos” (2Co 5.7). Ter fé é ter esperança: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1).
A esperança da transformação futura deve ser esperada com firmeza inabalável diante dos sofrimentos.
25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.”
Nossa firmeza inabalável é a vontade de Deus (Hb 10.36); ou seja, é necessário a perseverança na vida cristã. Estamos cheios de testemunhas que resistiram (Tg 5.10-11), e devemos também resistir, olhando sempre para o Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12.1-3). Tiago nos exorta à firmeza inabalável (Tg 5.7-11).
Tenha uma visão bíblica dos sofrimentos. Ter uma visão bíblica dos sofrimentos é compreender a sua temporariedade deles. Saber disso fortalece nossa esperança.
Os sofrimentos são auxiliados (26-27).
O Espírito Santo nos auxilia em nossos sofrimentos.
Ele toma parte em nossa fraqueza.
26a Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza;
“Assiste” significa ajudar, ajudar alguém a levar algo ou a fazer algo (Êx 18.22; Nm 11.17; Lc 10.40). O Espírito nos ajuda em nossa fraqueza (incapacidade). Somos fracos e estamos constantemente sofrendo por Cristo. Sem o Espírito, Já teríamos desistido a muito tempo. Nossa firmeza inabalável vem dEle.
Ele intercede por nós, corrigindo nossa oração.
26b porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.”
A verdade é que não sabemos orar como é necessário; ou seja, como Deus deseja. Oramos muitas vezes sem reverência, pensando em outras coisas, sem saber o que dizer ou pedir, e com petições erradas (ex. Mt 20.22; Tg 4.3). O Espírito intercede, corrigindo nossa oração. No desespero, quando acabamos não conseguindo nem falar na oração, o Espírito fala por nós. Ele faz isso em nosso favor com gemidos inexprimíveis (indescritível).
O Espírito Santo nos auxilia em nossos sofrimentos segundo a vontade de Deus.
27 E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.”
O Espírito não pedirá a Deus para nos livrar de um sofrimento específico se Ele entender que isso não é a vontade de Deus. Isso é tranquilizante, pois, em meio aos sofrimentos, podemos ter a certeza de que tudo que vier sobre nós é para o nosso bem.
Tenha uma visão bíblica dos sofrimentos. Ter uma visão bíblica dos sofrimentos é compreender o auxílio do Espírito Santo nesses momentos. Saber disso fortalece nossa esperança.
Os sofrimentos são benéficos (28-30).
Todos os sofrimentos trabalham juntos para o nosso bem.
28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”
Deus tem um propósito para cada um de nós, e dentro desse propósito está o sofrimento. “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29). Quando não temos uma visão bíblica dos sofrimentos, vemos o mal no sofrimento, enquanto Deus vê o bem.
Os sofrimentos estão dentro do plano eterno de Deus para o nosso bem.
29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”
Os sofrimentos são inevitáveis na vida do ser humano, por causa do pecado, do mundo e de Satanás. Deus usa isso para conformar seus escolhidos à glória da imagem do Seu Filho.
“De antemão conheceu” significa escolher de antemão; mas isso também quer dizer que Deus teve um relacionamento íntimo e pessoal conosco antes da criação do mundo (ex. Jr 1.5). “Predestinou” significa que Deus decidiu de antemão. A ideia é mais ou menos essa: os que escolheu para Si mesmo por um relacionamento íntimo e pessoal com eles antes da criação do mundo, e também decidiu antes da criação do mundo que eles teriam a mesma forma da imagem do Seu Filho.
O plano de Deus para os Seus já está determinado e consumado: “30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”
Nosso destino final é ser semelhante a Cristo; e, enquanto isso não se concretiza, os sofrimentos nos aproximam cada vez mais de nosso destino.
Tenha uma visão bíblica dos sofrimentos. Ter uma visão bíblica dos sofrimentos é compreender o bem que vem deles. Saber disso fortalece nossa esperança.
Contextualização:
Muitos veem os sofrimentos como algo ruim, e isso acontece por causa de uma visão terrena dos sofrimentos. Os crentes que têm esse tipo de visão veem as coisas apenas do plano material. Para eles, o bem de Deus é material. Quando estão sofrendo, consideram isso algo ruim e não é de Deus. É preciso ter em mente uma coisa: Deus não está preocupado com os nossos bens e a nossa saúde; Ele está preocupado com a nossa fé.
O que pensaríamos se perdêssemos todo o nosso dinheiro, todos os nossos filhos e toda a nossa saúde? Isso é mal! O que pensaríamos se fôssemos forçados a viver como escravos? Isso é ruim! O que pensaríamos se passássemos quarenta anos no deserto da vida? Isso é ruim! Isso é o que nós pensaríamos, mas não é o que Deus pensaria (exemplos disso: Jó 1-42; José do Egito Gn 45.5-8; 50.20; o povo de Israel no deserto Dt 8.2-3, 16).
Precisamos olhar os sofrimentos pelos óculos 3D espiritual (a Bíblia). Tenha uma visão bíblica dos sofrimentos.
Conclusão: Para os que têm uma visão bíblica, os sofrimentos não enfraquecem a esperança; ao contrário, elas fortalecem a esperança. O problema, irmãos, não são os sofrimentos, mas a nossa visão, que é carnal. Tenha uma visão bíblica dos sofrimentos; e não somente disso, mas de tudo. Os sofrimentos sempre trarão dor, tristeza, perca, mas uma visão bíblica dos sofrimentos nos fortalece na esperança.
Tradução literal: 18 Pois, tenho considerado que dignos não são os sofrimentos do tempo presente em direção à glória que está prestes a revelar em nós. 19 Porque a ardente expectativa da criação que tem aguardado com expectativa a revelação dos filhos de Deus. 20 Porque a criação foi sujeitado a futilidade, não é voluntária, mas por causa do que foi sujeitando, e, em esperança, 21 que ela, a criação, será libertada da escravidão da corrupção, na liberdade da glória dos filhos de Deus. 22 Porque sabemos que toda a criação geme e sofre até agora; 23 e não sozinha, mas também eles que estão tendo as primícias do Espírito, nós e também eles conosco gememos tendo aguardado com expectativa a adoção, a redenção do nosso corpo. 24 Porque fomos salvos na esperança; mas a esperança que está vendo não é esperança; pois alguém espera o que vê? 25 E, se o que não vemos esperamos, por meio da perseverança temos aguardado com expectativa. 26 E de modo similar também o Espírito tem ajudado em nossa fraqueza; pois, Ele é quem, não sabemos orar como é necessário, mas, Ele, o Espírito, intercede com gemidos inexprimíveis; 27 e o que está examinando os corações sabe que é o pensamento do Espírito, que de acordo com Deus intercede em lugar dos santos. 28 E sabemos que tudo trabalha para o bem dos que estão amando a Deus, os que estão sendo chamados de acordo com o propósito. 29 Os que conheceu antes, também predestinou conformados a imagem de Seu Filho, para Ele mesmo ser o primogênito em muitos irmãos; 30 e os que predestinou, também a esses chamou; os que chamou, também a esses justificou; os que justificou, também a esses glorificou.
Minha tradução interpretativa: 18 Porque tenho considerado que os sofrimentos do tempo presente não são comparáveis com a glória que está prestes a ser revelada em nós. 19 Porque a ardente expectativa da criação tem aguardado com expectativa a revelação dos filhos de Deus. 20 Porque a criação está sujeitada a futilidade, não de livre vontade, mas por causa daquele que sujeitou, na esperança 21 de que também ela mesma será libertada da escravidão da corrupção através da liberdade da glória dos filhos de Deus. 22 Porque sabemos que toda criação geme e sofre junto até agora; 23 e não somente ela, mas também nós mesmos, que temos a garantia do Espírito, de fato, nós mesmos gememos em nosso íntimo tendo aguardado com expectativa a adoção, a redenção do nosso corpo. 24 Porque fomos salvos na esperança; mas a esperança que está sendo vista não é esperança, pois quem espera o que está vendo? 25 Mas, se esperamos o que não vemos, através da firmeza temos aguardado com expectativa. 26 E, do mesmo modo, também o Espírito tem tomado parte em nossa fraqueza, pois não sabemos orar como é necessário, mas o mesmo Espírito intercede em nosso favor com gemidos que não podem ser expressos em palavras; 27 e o que está examinando os corações sabe qual é a inclinação mental do Espírito, que no tocante a Deus intercede em favor dos santos. 28 E sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que estão amando a Deus, daqueles que estão sendo chamados segundo o Seu propósito. 29 Os quais escolheu de antemão, e também decidiu de antemão que teriam a mesma forma da imagem do Seu Filho, para Ele mesmo ser o primogênito entre muitos irmãos; 30 e aos que decidiu de antemão, também a esses chamou; e aos que chamou, também a esses justificou; e aos que justificou, também a esses glorificou.
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