O evangelho da Graça - Gl 2.1-10

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Introdução

A graça é a maior dadiva divina que o mundo precisa. Todo o homem é pecador e precisa da graça de Deus. O Deus daBíblia é o Deus da graça (1 Pe 5.10).
Mas, o que é a graça? Graça é o favor imerecido de Deus, mas dado gratuitamente (no hebraico חֵן ḥēn/no grego - χάρις charis).
Graça significa que não há nada que possamos fazer para que Deus nos ame mais. E não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos.
O Evangelho é a proclamação da graça de Deus. Ele é o Evangelho da graça. O mundo pode fazer quase tudo tão bem ou melhor que a igreja. Você não precisa ser cristão para construir casas, alimentar os famintos ou tratar dos doentes. Há apenas uma coisa que o mundo não pode fazer - o mundo não pode oferecer graça. Sabemos que há pessoas decepcionadas com a graça, por terem sido enganadas por falsos pastores, que lhes fizeram promessas de prosperidade.
Em Efésios 2.1-10, Paulo apresenta a doutrina bíblica da graça salvadora. Para entendermos o ensino de Paulo façamos algumas perguntas:

1)   QUEM É O AUTOR DA SALVAÇÃO?

Deus é o autor da salvação. A salvação vem do Senhor (Is 43.11,12). Nenhum homem pode fazer qualquer coisa pela sua salvação pessoal.  Paulo declara de forma solene: “Ele nos deu vida”(Ef 2.1). Gramaticalmente, esta é a frase principal que resume a ideia chave deste texto bíblico. Encontramos duas verdades neste versículo:
A salvação é comparada a uma ressurreição espiritual
Diz John Stott que
“Cristo estava morto, mas Deus o ressuscitou e o exaltou; e vós também estáveis mortos, mas Deus vos ressuscitou e exaltou em Cristo.
Deus é o sujeito da ação vivificadora -
É Deus quem dá a vida. O homem é passivo e apenas se beneficia da ação divina. Teologicamente, Deus é o autor da regeneração (novo nascimento) do homem morto espiritualmente no pecado (Jo 3.1-8).

2. QUEM É O OBJETO DA SALVAÇÃO?

 Paulo diz “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”. O objeto da salvação é o homem pecador que está morto espiritualmente. Entendemos que na condição de realizar o bem natural (comer, beber, dormir, etc.); o bem cívico ou moral (respeitar autoridades, cuidar da família, pagar as contas, etc.), o bem religioso ( ir a igreja, ajudar ao próximo). O problema é que tudo isso brota de um coração orgulhoso que não pratica tais coisas para a glória de Deus, ou como resultado da fé.
Esse homem, morto espiritualmente é o alvo da salvação de Deus. Ele necessita nascer de novo, ou seja, ser regenerado espiritualmente (Jo 3.1-8). Paulo fala que antes de sermos vivificados por Deus, outrora, a nossa situação era:
2.1 Andávamos segundo o curso deste mundo (Ef 2.2)
O espírito da época que caracteriza a humanidade alienada de Deus. A ideia é de um estilo de vida determinado pela época.
O termo mundo significa todo sistema social ou a sociedade que se opõe a Deus. Veja o que João recomenda aos crentes em 1 Jo 2.15,16 e Tiago declara de forma objetiva e direta em Tg 4.4.
2.2 Andávamos sob a influência e domínio de Satanás (Ef 2.2)
 Antes da nossa conversão estávamos no império das trevas (Cl 1.13). Neste império, Satanás é o imperador, com totais poderes sobre os seus escravos (Jo 12.31). Paulo acrescenta que o mesmo espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Este espírito é de Satanás, que age naqueles que por natureza, são filhos da desobediência. A Bíblia faz uma diferença clara entre os filhos do Diabo e os filhos de Deus (1 Jo 3.7-10).
2.3 Andávamos atendendo às nossas paixões da carne, da nossa natureza corrompida (Ef 2.3).
 Significa que obedecíamos aos ditames da razão e da vontade corrompidas. Vivíamos para atender às paixões da carne, da nossa natureza corrompida (Gl 5.19-21). Éramos totalmente depravados no entendimento, nas ações, no falar e no agir (Rm 3.9-18). Observe que Paulo fala que, mortos espiritualmente, vivíamos para agradar o mundo, o Diabo e a carne. Estas são as três fontes de tentação do crente.
2.4 Éramos naturalmente passiveis da ira de Deus (Ef 2.3)
Na condição de pecador morto espiritualmente, estávamos sob a ira de Deus (Jo 3.36). Estávamos mortos, escravizados e condenados. Deus ofereceu vida aos mortos, libertação aos cativos e perdão aos condenados. 

3. QUAL É A CAUSA DA SALVAÇÃO?

MAS DEUS, (Ef 2.4) uma expressão adversativa que contrapõe a condição desesperadora do homem morto.
A graça é a resposta de Deus à necessidade humana. Na sua condição de pecador, o único remédio é a graça de Deus. Por isso, o conceito simples da graça é favor imerecido. E esta graça veio por intermédio de Jesus (Jo 1.16,17).
A ênfase do apóstolo Paulo é que a maior manifestação da graça está na salvação que Ele realizou e oferece ao homem (Rm 3.24; 5.20). A graça de Deus tem quatro características:
É eterna (2 Tm 2.9) – existe desde a fundação do mundo;
É imerecida (Rm 11.6) – Ela não se baseia em méritos pessoais;
É soberana (Ef 1.7-9) – Deus dá graça a quem Ele quer.
É santa (Tt 2.11,12). A graça é santa e onde ela opera produz santificação.
Warren Wiersbe diz que em Efésios 2.1-10 somos lembrados de quatro coisas que Deus faz por nós:
a)   Ele nos amou -v.4 cf. 1 Jo 4.7-10
b)   Ele nos vivificou v.5 cf. Jo 5.24
c)   Ele nos exaltou v. 6 cf. Jo 12.1-2
d)    Ele nos guarda vv. 7-9
Em Efésios 2.8 entendemos que a fé salvadora está inclusa no dom, ou seja, um morto para ser vivificado, precisa receber também a fé para ter a vida. A fé é o instrumento ou a mão que recebe o presente da salvação. 

4. QUAL É O RESULTADO DA SALVAÇÃO?

O resultado da salvação pela graça é uma vida produtiva ou cheia de frutos. Efésios 2.10 fala das obras em relação a nossa salvação:
Rejeitadas
– As obras são rejeitadas como fundamento da nossa salvação.  Somos salvos pela graça de Deus (Rm 3.20; Gl 2.16).
Preparadas – Deus nos criou, somos obra dele (poemas)em Cristo Jesus (2 Co 5.17). Ele também preparou obras para que andássemos nelas. Todo o cristão precisa produzir frutos, obras que demonstram a existência da fé em seu coração. A fé sem obras é morta (Jo 15.5).
A graça de Deus transforma fichas em ouro, pedregulhos em pérolas, doença em saúde, fraqueza em força, e miséria em abundância. Paulo ensina que Deus transforma um cadáver em um ser vivente. Ele ressuscita pecadores que estão mortos espiritualmente. Ele nos tirou do cemitério do pecado e nos fazer viver para sua honra e glória.
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