Estudo Bíblico - A Santa Convocação (6)
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SLIDE 1
IGREJA PRESBITERIANA DE APIAÍ
PLANEJAMENTO PASTORAL – ESTUDOS DOUTRINÁRIOS
FEVEREIRO/2024
Rev. Mateus Lages
Tema: A santa convocação - o Culto segundo as Escrituras
Estudos no livro: O Que é um Culto Reformado, de Daniel Hyde.
Dia 19/02: O Culto evangélico
Saudação
Oração inicial
Leitura bíblica - Hb 10.19-22
Irmãos, Jesus mudou tudo a sua volta. O pobre se tornou rico, ao cego foi dada a visão, ao coxo a capacidade de andar e ao mudo a capacidade de cantar. O desprezado foi acolhido e o cansado recebeu descanso. Por causa do que Jesus realizou em sua vida de obediência, temos, agora, livre acesso à própria presença de Deus. Por isso, o Culto Reformado é resultado direto do Evangelho, por isso, Evangélico.
Em Hb 10.19-22, Após dez capítulos detalhando como Jesus “é o Salvador prometido aos pais no Antigo Testamento”, o autor da Epístola inicia a aplicação desta doutrina começando com “portanto”, ou seja, nós que cremos em Jesus temos “intrepidez para entrar no Santo dos Santos” (10.19). Diferente do povo do AT que ficava de longe, ao pé do Monte Sinai (Êx 20.18) e do sumo sacerdote, o único que podia entrar no Santo dos Santos uma vez ao ano - não sem medo de ser consumido -, nós temos confiança. Esta é a razão pela qual somos exortados: aproximemo-nos (10.22).
Hino 99 - Louvor ao Redentor
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INTRODUÇÃO
No primeiro estudo aprendemos que o culto a Deus é um ajuntamento solene e uma santa convocação. De modo que quando Jesus ensinou em João 4.24 “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”, tenhamos recebido a consciência de que vivemos toda a nossa vida perante o Senhor, mas em certos momentos entramos em sua presença de uma forma especial. Era assim no Antigo Testamento, quando o povo da aliança estava sempre perante o Senhor, mas tinha momentos especiais de encontro com IAVÉ. Esse encontro especial era chamado de ajuntamento solene ou santa convocação. Em Mt 16 Jesus chama de assembleia ou Igreja.
O propósito dessa série é apresentar as bases do culto Reformado, de tal forma que possamos explicar por que nós temos o culto que temos. Até aqui, vimos que nosso Culto é direcionado somente a Deus e promovidos pelos arrependidos dos pecados, de modo que não haja diferença alguma entre homem ou mulher, mas uma exigência que conduz os homens a uma responsabilidade de liderança do Culto solene e ofícios, o que não apaga o papel da mulher, porém a distingue para que aprenda, desfrute e, então, ensine. Os temas vistos até aqui foram: o Culto bíblico e pactual. Para hoje: evangélico. Nas demais semanas: histórico, alegre, litúrgico, e reverente.
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A partir disso, pensemos no tema de hoje: O Culto evangélico
Voltando a Hb 10.19-22, pergunto aos irmãos: De onde vem a intrepidez de entrar na presença de Deus? Vem de Cristo, o evangelho encarnado. Entramos “pelo”, ou seja, “por causa do” sangue de Jesus (10.19). Daniel Hyde comenta que: Esta é uma forma simples e abreviada de descrever tudo o que implicou o seu sacrifício. Além do mais, o texto explica o que seu sangue fez quando diz que entramos “pelo novo e vivo caminho’’ (10.20). De fato, o corpo de Jesus é a cortina para o Santo dos Santos. Quando vamos a Jesus com fé, é como se ele abrisse a cortina e nos permitisse entrar além do véu. O autor aos Hebreus ainda acrescenta outra verdade: temos “grande sacerdote sobre a casa de Deus” (10.21). O Salvador crucificado também foi ressuscitado e glorificado à direita de Deus. Ele agora reina como nosso grande rei-sacerdote sobre o tabernáculo de Deus, a Igreja.
Diante disso, irmãos, foi a perfeita adoração feita por Jesus ao Pai numa vida de perfeita obediência que fundamenta o nosso Culto, hoje. Como assim? O fato de Jesus ter oferecido sua vida como um Culto de adoração e obediência ao fazer a plena vontade do Pai, Jesus realiza o que, por natureza, não somos capazes e nem Israel foi. Esse, por exemplo, é o motivo para a exigência do batismo como ingresso na fé cristã e família da fé: Hebreus 10.22 “aproximemo-nos com um coração sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e o corpo lavado com água pura.” Isso quer dizer que, na “água pura”, o sinal externo, recebemos a segurança de que nossos corações foram purificados dos pecados pela fé, o sinal interno, obra do Espírito Santo.
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Sobre isso, no livro Um Caminho Melhor, Michael Horton comenta que: “Deus sempre confirmou suas promessas verbais com meios visuais. Um sinal, então, no mínimo é um testemunho, da parte daquele que promete algo, de que cumprirá a sua promessa. Assim é que a circuncisão (Gn 17) pode ser chamada de “a aliança”. Não foi por razões de higiene que a circuncisão foi assim estabelecida, mas com o propósito de indicar que o pecado era herdado de Adão desde o momento da concepção, e que ele deveria ser “cortado” do corpo para que a pessoa não tivesse cortada a própria vida. Recusar-se a participar desse rito externo era, por inferência, o mesmo que recusar o pacto e, assim, ao próprio Deus. No batismo, então, a nova aliança encontra um sinal e um selo para uma realidade mais completa. Nossa circuncisão não é o corte da nossa carne, mas o sepultamento com ele no batismo. Somos filhos totalmente consagrados a Deus porque fomos batizados no seu Filho fiel. Isso deveria nos dar um senso profundo da importância do batismo, e, portanto, um senso mais profundo da realidade maior daquilo que é ambos, sinal e selo.”
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CONCLUSÃO/APLICAÇÃO
Concluindo, aprendemos hoje sobre o tema santa convocação, que o Culto deve ser evangélico, no sentido de ser firmado na pessoa e obra de Jesus. Somente Cristo, um dos lemas da reforma protestante nos ajudam a compreender e declarar isso.
Assim, o culto evangélico apresenta publicamente Jesus Cristo em sua obra salvífica diante do povo de Deus. Desse modo, todo culto é evangelístico, pois o povo de Deus também é edificado em sua fé enquanto Deus atrai para si os incrédulos.
De modo prático, então, o Culto não deve ser o último lugar para convidar, mas o primeiro. E o Culto especial, de aniversário ou ação de graças, necessariamente, o pior, porque não fará com que o indivíduo ouça a mensagem do Evangelho em sua totalidade, mas limitadamente, diante de um acontecimento específico a ser rememorado naquela data.
Leiamos juntos o Salmo 117 : Tradicionalmente cantado na festa mais tradicional dos hebreus, da Páscoa, este salmo revela os propósitos da aliança divina como motivos para o povo e o incrédulo louvar a Deus por sua misericórdia, que o povo já recebeu, mas comunicando o seu valor espiritual, conclama os descrentes a experimentar.
Hino 107 - Perto da cruz
ORAÇÃO FINAL
