Jonas 3

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Texto: Jonas 3
Título: “QUANDO A GRAÇA DE DEUS SUPERA AS EXPECTATIVAS”

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Introdução
Não sei vocês mas, quando assisto televisão, ou acesso informações em jornais online, as vezes me questiono: “Será este o limite da maldade humana?”
Mas partindo deste questionamento, sigo com o seguinte: “Algo pode ser feito por estas pessoas?” Por estes indivíduos que vivem em depravação total?
Mas vejam só. Eu não vivo assim? Também. Mas como fui alvo da graça do Senhor, tenho a liberdade para lutar contra a influência do pecado em minha vida. Desenvolvendo assim, pela graça, a santidade. Buscando uma vida piedosa.
Veja, nós que pregamos, tanto quanto vocês, as vezes podemos esquecer o que Deus faz na vida de pecadores. Especialmente através da pregação. A pregação é a ferramenta. Pois através dela, Deus faz algo que diz respeito a sua natureza, a despeito da voz que possuímos e esta como o canal que ele usa para posteriormente manifestar o que cabe somente a si mesmo, que é: A Graça.
O que pode/deve ser feito pelos homens? Para frear o mal, para comunicar a cura que Nosso Senhor Jesus, assim propôs? A pregação da graça do Senhor! Porém, não é a pregação por si só que mudará os homens. Não! Eu me refiro a algo maior.
A graça de Deus fará isso! A ação de Deus em resgatar os perdidos. O interessante é que, as vezes nós pregamos com uma expectativa muito baixa. Porque isso acontece?
Porque focamos mais na dimensão que o pecado tomou na vida daqueles que vivem sob seu julgo, do que na graça de Deus. Na ação do Senhor em redimir pecadores perversos.
Deste modo, refletiremos nesta noite, sobre (PROPOSIÇÃO): "QUANDO A GRAÇA DE DEUS SUPERA AS EXPECTATIVAS”, e os resultados que testemunharemos quando o Senhor agir deste modo.
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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Destaco para nós hoje, três verdades bíblicas encontradas neste contexto: QUANDO A GRAÇA DE DEUS SUPERA AS EXPECTATIVAS.
E a primeira verdade é:
1ª PECADORES OBSTINADOS OBEDECEM AO SENHOR:
Nosso texto nos apresente o profeta Jonas, que na cena seguinte clamava pela sua vida.
Ele fora alcançado pela graça, no momento onde Deus poderia, de forma justa, tê-lo punido. Mas o Eterno responde salvando o morte certa! Como resultado desta graça em sua vida, o que acontece na cena seguinte? Deus o chama novamente (v.1) e ele respondeu o chamado do Senhor.
Quando Deus disse: “Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo.” (v.2).
Diz o texto: “Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive, segundo a palavra do SENHOR.” (v.3a).
Outrora ele estava obstinado, era “imparável” na sua fuga. Parecendo Frank na história que se passa no filme: Prenda-me se for capaz. Ele seguia até as últimas consequências. Mas ele não poderia fugir de Deus.
O Senhor usa a dor e a morte iminente para dar-lhe um chacoalhão e ele clama, grita, das profundezas da morte. E dali, o Senhor o resgata. Ele é alvo da graça. Graça tão profunda que, o serviço não exigiria somente da sua voz, mas da disposição física também. Mas para este Jonas, nessa cena, isso era mínimo.
No v.3b está escrito que: “Ora, Nínive era cidade mui importante diante de Deus e de três dias para percorrê-la” (ARA). Na NVI, a tradução deste trecho está da seguinte forma: “Era uma cidade muito grande; sendo necessários três dias para percorrê-la”.
Creio que para o contexto que temos neste capítulo, a NVI possui uma melhor tradução. Pois dos v.1-4, nos é apresentada a resposta do profeta, tanto como o seu trabalho em Nínive. Veja que aquele que era obstinado, agora, após ser alvo da graça do Senhor, torna-se obediente. Ao ponto de, uma grande cidade, que demandaria muito esforço físico, não tornar-se uma desculpa para o “não fazer o serviço.”
Este Jonas, é totalmente diferente do Jonas que encontramos no capítulo 1. A graça do Senhor mudou a vida deste homem. Assim como mudaria a dos pecadores mais perversos.
Passemos então a segunda verdade:
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2ª O PECADORES MAIS PERVERSOS SE ARREPENDEM:
Sim, quando a graça supera as expectativas, os mais perversos se arrependem e dão testemunho disso em suas vidas.
Quando os ninivitas — os piores dentre os piores na face da terra, à época — ouviram a pregação do profeta, creram em Deus.
Eles creram e proclamaram um jejum. O que é interessante, pois eles tomaram referência do jejum de algum lugar, não é mesmo? Alguém pode pensar, mas o jejum não é uma disciplina espiritual cristã? Sim! Entretanto, assim como para nós ele representa algo importante, como o abrir mão de pequenos prazeres, tanto quanto declarar que o que nos sustenta é somente o Senhor. Para as religiões pagãs, o jejum tem um fim em si mesmo.
O que neste caso fora apresentado é que, o jejum para eles, tornou-se algo diferente.
Ao testemunharmos este jejum coletivo, testemunhamos algo que um povo orgulhoso não faria, caso o Senhor não transformasse seus corações. Abandonar o prazer, mesmo sendo o mínimo, é algo radical a se fazer para aqueles que idolatram a mesma. Eles assim fizeram. Iniciando do cidadão comum, chegando até ao rei de Nínive.
Assim como, cobriram-se de panos de saco, do maior até o menor. O rei não estava fora nesse ato público. Onde declarava com isto: humilhar-se diante do Senhor. Para que assim Ele fizesse como desejasse. Tanto o cidadão comum, como o rei. Sim, o rei. Aquele que representava todo o poder que o povo possuía. Eles se humilharam diante do Senhor Deus. Frente a pregação de Jonas.
Mas não somente isto. Eles reconhecerem publicamente que possuíam um “mau caminho e que havia violência em suas mãos” (v.8b). Verifiquem as palavras deles. Verifiquem a humilhação e confissão deles.
O que me leva a lembrar das confissões que o apóstolo Paulo faz nas escrituras. Afirmando ser o principal dos pecadores, tanto como reconhecendo que outrora fora um perseguidor de Cristo e que fizera muito mal aos cristãos. Sua história pregressa era perversa, com um caminho mão e cheio de violência.
Mas até ele, um ninivita entre os judeus — vamos adjetiva-lo assim — por ser terrível contra os cristãos, os discípulos de Cristo. Quando a graça o alcançou, ele deixou de ser Paulo, o apóstolo da violência, e tornou-se Paulo, o apóstolo do amor.
O obstinado e o maior dos perversos mudarão, quando a graça do Senhor entrar em ação.
Passemos então a terceira e última verdade:
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3ª OS PECADORES DESFRUTAM DO SUMO DA GRAÇA
Da pura graça. Aquela onde não há necessidade de sinal algum. Somente a pregação e a ação redentora do Senhor.
Há um contraste interessante entre a graça sobre o profeta e a graça sobre os Ninivitas, a rigor não há diferença. Apenas no contexto quando esta é manifestada.
Vejamos o Profeta. Ele foi alvo da graça e não somente “testemunhou”, no sentido de ver para crer. Mas ele tocou e foi tocado pela assombrosa soberania do Senhor, tanto quanto pela sua graça, quando fora vomitado pelo grande peixe na praia.
Assim o profeta foi alvo da redenção do Senhor. Tal qual o discípulo e apóstolo de Cristo, Tomé. Quando encontra-se com Nosso Senhor, o que acontece? O Senhor admoesta sua posição incrédula. Exortando-o a tocar no Senhor, e sentir que ele era real. Após o toque Tomé diz: “Senhor meu e Deus meu!”
A resposta de Jesus para ele é a seguinte: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.” (Jo 20.26-29). Jonas viu e tocou (num sentido corpóreo), e por fim experimentou da graça do Senhor. Semelhante a ele, fora com o apóstolo Tomé.
Agora, como se dá a manifestação da graça do Senhor sobre os Ninivitas? Eles escutam a pregação do profeta. Quais são as palavras dele? “Daqui a quarenta dias Nínive será destruída.” Resultado? Está escrito no v.5a: “Os ninivitas creram em Deus.”
Do cidadão comum, ao rei. Todos tiveram sua vida transformada. O mesmo que acontecera com os milhares que ouviram a pregação do apóstolo Pedro em Atos 2.14-36. Eles não viram, mas creram.
Agora compreendam algo. Nossos irmãos que vieram antes de nós, os que viveram à época dos profetas, e os que ouviram Jesus, tanto quanto os que testemunharam seus milagres, não são menos dignos da graça do que nós. Cristo se refere a nós quando ensina a bem-aventurança à Tomé. Mas isso não nos torna — como pessoas — mais especiais.
Porém, acredito que, assim como fora para os ninivitas, que apenas escutaram. E não testemunharam o homem sendo regurgitado pelo grande peixe. E até acredito que se eles tivessem visto este milagre, teriam ficado assombrados. Porém, aprouve o Senhor fazer de outro modo.
Eles desfrutaram do sumo da graça. Ouviram a pregação pura e simples, sendo o teor da mesma duro ou não; e clamaram por misericórdia, após ouvirem tal mensagem; e por fim converteram-se do mal caminho.
Temos duas cenas. Ambos os personagens foram alvos da graça. Porém, de maneira diferente isso fora manifestado. Entrementes, Deus fora gracioso com ambos. Um desfrutou do milagre, outros tiveram o coração movido por Deus ao arrependimento.
Bem, assim como nós, estes apenas ouviram. Bem-aventurados foram por não verem, não testemunharem. Mas desfrutarem do sumo da graça.
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CONCLUSÃO:
Em determinado momento da história. O povo do Senhor, ou pelo menos uma grande parte deles, pediu um sinal para Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 12.41; Lc 11.32).
Num discurso que visava repreendê-los, Nosso Senhor diz que o sinal que receberiam seria o de Jonas. No que consistia esse sinal e que relação teria com o Senhor Jesus?
Bem, assim como Jonas ficou três dias completos no estômago do grande peixe, do mesmo modo Nosso Senhor ficaria sepultado. Porém, esse sinal parecia para eles um sinal de condenação. Pois como declarou Nosso Senhor: “Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão;” Porque?
Bem, eles pediram um sinal. Mas estavam diante do próprio Senhor, que é a própria encarnação do amor de Deus. A verdadeira misericórdia e graça entre os homens. Eles não foram como Tomé, que ficou ali, abobalhado, perdido, até que tocou no Senhor e creu. Eles, mesmo se tocassem não acreditariam. Pois ali estava “o que é maior do que Jonas.”
Bom, mas graças ao Senhor, a graça d’Ele supera as expectativas. Daqueles que a estimam pouco ou muito. Para além do que você espera do Senhor, ou nós esperamos, Ele faz.
Que reação você deve ter diante da pregação? Pedir um sinal? Como o fizeram os judeus do primeiro século? Há vários registro bíblicos de personagens, ou povos, que não pediram sinais, ou não testemunharam algum sinal que o Senhor enviou para eles. Vide os próprios ninivitas.
Mas o que fizeram os ninivitas? Qual foi a reposta deles diante da clara e objetiva pregação?
Diz o texto, no v.8b: “… e clamarão fortemente a Deus; e se converterão, cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?”
Eles fizeram isto e esperaram no Senhor. Bem, assim como o profeta sabia e nós sabemos, Deus é gracioso. Ele respondeu o clamor e conversão do povo, positivamente. Um povo que não testemunhou um sinal, mas ouviu uma mensagem. Um povo que não confiou em suas obras, mas se arrependeu e esperou o julgamento do Senhor, quer fosse a punição iminente, ou a graça como lemos.
Quando a graça de Deus supera as expectativas, e você é alvo da mesma. Seja direta ou indiretamente. Você aprenderá a clamar e esperar no Senhor.
Para ajudá-los a refletir mais, trago algumas perguntas:
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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA?
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA?
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA?
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