O Apóstolo João era Calvinista?
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O livro de João na Bíblia é um grande começo. É um grande ápice, não é? Quando pensamos nas doutrinas profundas da Bíblia, se viemos estudando desde Gênesis, ela vai crescendo. A revelação a respeito de Deus está presente em todos os outros Evangelhos. Quando chegamos em João, isso se torna um cume alto de ar rarefeito para um homem, um homem sem Deus. Quero falar sobre João e sobre as doutrinas essenciais do Evangelho em João, mas antes quero chamar atenção para algo. É muito comum ver as pessoas falarem: “Olha, eu não tenho desculpas” para que as pessoas rejeitem ou tenham como desculpa mesmo o rejeitarem as doutrinas do Evangelho. Uma delas é falarem que não seguem doutrinas, mas Jesus. Isso é muito comum em nossos dias. Essa frase não quer dizer absolutamente nada, não é? Outras pessoas pegam as doutrinas bíblicas e as colam em alguns homens para servir de desculpa para a rejeição de seus corações, que são inimigos da verdade de Deus. Essas duas coisas são completamente fúteis, não são? Não há substância na frase de alguém que diga que segue Jesus e não segue doutrinas. É uma frase vazia e fútil, porque não quer dizer absolutamente nada. O que é seguir Jesus? Seguir Jesus não é seguir uma luz que vemos de madrugada passando em nosso quarto, em nossa casa? Seguir Jesus não significa acordar de manhã e enxergar um halo na nossa porta e sair seguindo aquilo durante o dia. Seguir a Jesus não é seguir o vulto da nossa imaginação caída, não é do nosso misticismo. Para o homem seguir Jesus, ele tem que nascer de novo. Ele tem que ser uma nova criatura, uma nova criação. Ele tem que ser fruto de uma obra soberana do Espírito Santo de Deus. Em 1 Pedro 1:23, a Palavra de Deus diz que estamos sendo gerados de novo. Essas pessoas seguem Cristo sendo geradas de novo, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus viva e que permanece para sempre. Ou seja, os homens que seguem Jesus foram regenerados pela obra do Espírito Santo através da palavra de Deus. Seguir a Jesus é algo que não se encaixa em frases vazias ou misticismos. Supersticiosos, seguir a Jesus não é seguir uma visão, uma impressão ou um sentimento. O Espírito Santo nos leva à palavra de Deus, nos regenera pela palavra de Deus, e na palavra de Deus, contemplamos a sabedoria e a santidade de Deus: sua santidade absoluta, sua majestade absoluta, sua glória absoluta. Ao olharmos e contemplarmos a Deus através do Espírito, na palavra de Deus, enxergamos aquilo que nunca tínhamos visto antes. O ser humano sente a depravação de seu coração. Isso é seguir Jesus. “Eu sigo Jesus, não sigo doutrinas.” É uma frase fútil, vazia. O homem então se depara com a doutrina tremenda e terrível da depravação humana, do coração enganoso do homem, como Jeremias 17:9 diz: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Essa é a doutrina sobre o homem. Então, o homem se sente sobrecarregado com seu pecado, com sua impureza. Isso é seguir Jesus. Esses são os passos iniciais, como Isaías 6:5 diz: “Então eu disse: Ai de mim, pois eu estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros e habito no meio de homens de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.” Essa é a realidade. Isso é começar a enxergar Deus e segui-lo. O homem se depara com a verdade da doutrina sobre o homem caído e a santidade de Deus. Então ele descobre que ele é indesculpável, que não há nada que o justifique diante desse Deus. Como está em Lucas 5:8? Ele responde, ao ver Deus como Ele é. Como Simão Pedro disse, “E vendo isso, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, porque eu sou um homem pecador.”
Esse homem começa a repudiar tudo o que ele é em si mesmo. Ele vê a impureza e a imundice em contraste com a pureza e a santidade de Deus. É assim que o homem começa a seguir Deus. Ele começa a enxergar todas essas doutrinas sobre Deus e sobre si mesmo. Então ele, como Jó, diz em Jó 42:5-6: "Eu conhecia a ti só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem; por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza." Isso é seguir a Cristo? Estar em contato com todas essas verdades, e essas verdades dominarem o coração e as nossas mentes pela atuação do Espírito Santo, que nos regenerou para enxergar essas verdades espirituais. Não há doutrina mais terrível para nós do que a doutrina real da depravação do homem e da santidade de Deus. A depravação do homem coloca-o sob a ira de Deus; é uma doutrina que diz que o homem já nasce assim, maligno e depravado, diferente de Deus. A realidade dessa doutrina invade nossos corações, nossas mentes, e vemos toda essa poluição. É assim que seguimos a Jesus. A famosa frase em nossos dias, "Eu sigo a Cristo, não as doutrinas", sai da boca de homens que estão indo para o inferno. Porque seguir a Jesus não é seguir uma impressão, uma visão, um sentimento, uma luz. Seguir a Jesus é ser guiado pela palavra de Deus, pelas verdades que o Espírito imprime em nossos corações, é dizer como Davi em Salmos 119:105: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho." Eu sigo por esse caminho que a tua palavra me indica, dirigir-me que as doutrinas da tua palavra revelam para mim. A tua palavra é a lâmpada que me guia. É a luz para os meus pés. Eu ando pelos caminhos que ela indica. O homem não pode criar ideias sobre seguir a Cristo. Afinal, alguém não pode seguir a Cristo de maneira que isso mostre seu completo desamparo em suas próprias faculdades caídas? Só quando a palavra de Deus infalível invade nossos corações. Só quando o Espírito nos regenerou, não é pela palavra de Deus, nos levando à própria palavra, nos fazendo entender essas doutrinas, e a Regeneração. Começamos a ver como Provérbios 30:5-6 diz: "Toda a palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso." A palavra de Deus é tudo. Não existe seguir Jesus a não ser seguindo a Jesus assim. É andar com Jesus, ser guiado pela verdade, ser liberto pela verdade. É compreender cada uma dessas verdades pela atuação do Espírito Santo em nós. O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, é o princípio também da sabedoria, como diz Provérbios 9:10. Ou seja, seguir a Jesus começa com uma visão correta de Deus. Se o homem não conhece a doutrina, ele não conhece Deus; ele não está seguindo nada. Essa é a tragédia do misticismo. Ou então de uma pessoa que constrói uma ideia de Jesus em sua própria mente: ela acha e usa essas desculpas. É nesse ponto, quando somos regenerados pelo Espírito através da palavra, que nós somos lançados aos pés de Cristo. Aos pés da Cruz, nesse ponto de miséria, clamamos por misericórdia, por graça. Cada uma dessas doutrinas, a misericórdia, a graça de Deus, começam a brilhar para nós. E nós tomamos, então, o julgo de Cristo, que é a verdade de Deus, auxiliada pela capacitação do poder do Espírito Santo em nossas vidas. Se a luz de Deus não brilha em nossas vidas, não estamos seguindo nada, a não ser a nossa própria mente caída, nossa superstição, nosso misticismo, nossas experiências. Nos aproximamos de Deus, sendo levados pelo seu Espírito através da palavra de Deus, penetrando e entendendo cada uma dessas doutrinas que Deus revelou para nós. A questão é: estamos seguindo a Cristo? Se estamos seguindo a Cristo, nós nos rendemos a ele. E nós não nos rendemos a uma luz, uma impressão. Nos rendemos à sua palavra com nossa mente que, antes, era inimiga da verdade de Deus; agora vê a verdade de Deus como uma expressão maravilhosa da sua mente. Você está pronto para sofrer por causa dessa verdade? Porque para você, ela não é um livro nem doutrinas; é a expressão da mente de Deus. Você está disposto a morrer pela verdade? É assim que os apóstolos seguiram a Cristo. Proclamaram a verdade, viveram pela verdade e morreram pela verdade. Então, quem segue a Cristo está disposto a abraçar as doutrinas; ele nunca diz: "Essa doutrina não aceito, não suporto, não gosto." Essa expressão do coração regenerado nem está no Reino de Deus, que dirá, seguindo a Cristo? Seguir a Cristo é submeter-se aos seus preceitos. É servi-lo com alegria. O olhar de um discípulo fica fixo em Cristo. A Bíblia diz: "Mantenham seus olhos fixos em Cristo." Como você faz isso? Você acorda de manhã, tenta ver Cristo, tenta ver uma luz. Tenta sentir algo no coração e, depois, vê uns flashes e tenta seguir aquilo o dia inteiro? Se é isso, você precisa de um psiquiatra. Manter os olhos fixos em Cristo é manter os olhos fixos na sua palavra. É manter os olhos fixos na verdade. É manter os olhos fixos na revelação que ele mesmo fez de si mesmo. É isso, mantemos os olhos fixos em Cristo, não olhando para o céu para tentar ver alguma coisa atrás das nuvens ou achar que a nuvem está parecendo com alguma coisa. As pessoas gostam de olhar para nuvens. Você não tenta ver Cristo em nuvens? Nem dentro do seu quarto, você mantém os seus olhos fixos na verdade de Deus? Você medita nela dia e noite? E a luz? E agora? Então, há prazer em agradá-lo. E você agrada a ele: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama." Você agrada a Cristo vivendo pela verdade que ele revelou. Olhos fixos, como Paulo disse em 1 Coríntios 11:1: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo." Você se regozija por ser altamente favorecido em ter tido os seus olhos abertos para ver a verdade, ser santificado pela verdade, ser dirigido pela verdade? Você se apega à verdade de Deus com todo seu coração. Quem segue a Cristo não é quem anda pela vida seguindo um vulto, uma ideia ou algumas experiências. Quem segue a Cristo é aquele que está decidido a fazer aquilo que ele mandou. Em sua palavra, como está em João 14:21: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama." E aquele que me ama será amado do meu Pai. E eu o amarei e me manifestarei a ele. Ele faz isso. Ele obedece por várias razões: pela autoridade que vê em Cristo, em Deus, por amor à vontade de Deus revelada em sua palavra, por reverência à sua sabedoria que ele conhece em sua palavra. Ele faz isso por zelo, pela honra de Deus, pela fé. Ou seja, os mandamentos de Cristo dominam seu coração. Isso é seguir a Cristo? Embora os inimigos possam tentar persuadir os inimigos de Deus a negligenciar a verdade, o homem está pronto para seguir a verdade, proclamar a verdade e morrer pela verdade. Quem segue a Cristo evita todo pecado conhecido. Quem segue a Cristo ora para que ele revele os pecados desconhecidos. Quem segue a Cristo ama a santidade. Quem segue a Cristo anda com Deus e, por isso, vence os inimigos de Deus. Quem segue a Cristo mortifica os pecados. "Eu sigo a Cristo, não doutrinas" é uma frase vazia, fútil, da nossa era, da nossa geração. É uma frase que termina no inferno, que termina na perdição eterna. Então, essa é a primeira coisa que precisamos entender: jogar isso fora. A segunda coisa, a primeira, o cara disse que seguia a Cristo e não doutrinas, é pegar as doutrinas essenciais do Evangelho e ligá-las a um homem e dizer: "Eu não sigo o que Lutero falava. Eu sigo." Tem gente que não segue ninguém, não é? Em quem os puritanos falavam. O que Calvino falou, não sigo. Elas tentam pegar a palavra de Deus e ligar ao nome de alguém para justificar a sua inimizade à verdade. Mas o livro de João é o cume. É o Everest dessas verdades. As doutrinas sobre Deus, através da sua palavra, são proclamadas pela boca de Cristo. Alguém perguntou o que era a teologia reformada. Ela é a doutrina que é fundamentada sobre a graça de Deus. No seu coração, está simplesmente uma lente que amplia um tema persistente em toda a Bíblia, desde Gênesis até o fim. Como eu disse, de Gênesis, chegamos aqui em João, num ápice. Tudo depende de Deus, que Deus é soberano sobre todas as coisas, que tudo deve a Ele e Ele não deve nada a ninguém; que tudo o que existe foi criado para Ele, por Ele e para a sua glória. Tudo que não existe para a sua glória, tendo sido criado para isso, está debaixo do seu juízo. Que tudo é um dom de Deus? Que Deus dá tudo o que todos têm e ninguém jamais deu nada a Deus. E essa doutrina não é e não está ligada a nome de nenhum homem. Homens a proclamaram. Homens morreram para proclamá-la. Por quê? Porque ela é a verdade de Deus revelada em sua palavra. E quando chegamos a João, estamos no cume. Todas essas verdades essenciais estão reveladas de maneira maravilhosa aqui. É óbvio que não podemos ver todas elas aqui. A graça soberana de Deus é revelada em João da maneira mais deslumbrante possível, pelos lábios do próprio Deus. É, eu diria, o Evangelho mais teológico entre todos, não é? Mas didático para nós. No grande embate da Reforma de Lutero com Erasmo, que, defendendo a doutrina da igreja católica, sustentava o livre arbítrio, Lutero disse: "Eu poderia usar a Bíblia inteira para derrubar seus argumentos frágeis, Erasmo, mas vou chamar apenas dois homens, dois generais: João e o apóstolo Paulo. Não preciso de mais nada." E ele voltou sua atenção para a visão bíblica da escravidão do homem ao pecado, da escravidão da vontade do homem, da soberania de Deus, da graça de Deus e de todas as doutrinas. Não adianta alguém ficar chateado porque diz que Jesus era reformado. Não adianta colar ideias da verdade bíblica em pessoas para depois fingir que, ao rejeitar as pessoas, nós podemos também rejeitar a verdade. E em João, temos um flagelo poderoso contra toda coisa que se levanta contra a verdade de Deus. O Evangelho de João mostra Jesus como soberano Deus; isso é maravilhoso. Nenhum outro evangelho manifesta Cristo assim. Então, todas as desculpas para se afastar e mostrar antipatia com a verdade de Deus se esvaem: "Eu sigo a Cristo e não doutrinas", é futilidade. Eu não sigo o que os homens falaram. Não vai servir, sabe? O Evangelho de João foi escrito principalmente com o objetivo de apresentar Jesus como soberano Deus. Os três primeiros evangelhos enfatizam a humanidade de Cristo, revelando-o como Deus, mas mostram-no de forma distinta: Mateus, por exemplo, enfatiza o Senhorio de Cristo, Marcos como o servo soberano, Lucas como Salvador soberano. Mas João destacou sobretudo a divindade de Cristo como Deus soberano. Ele abordou a humanidade de Cristo como os outros, mas ressaltou a autoridade suprema de Cristo como Deus criador de todas as coisas, pelas quais tudo existe para a glória dele. É no Evangelho de João que encontramos as sete expressões de Cristo, numa reivindicação inconfundível da sua divindade. João revela Jesus da maneira mais plena como Deus soberano sobre todas as coisas. E nas palavras de Jesus, escritas por João, estão todas as doutrinas essenciais do Evangelho. Poderemos vê-las todas, mas vamos nos ater à primeira de todas, aquela que eu disse que quando o homem se aproxima do Evangelho e começa a seguir a Cristo, a doutrina com a qual ele se depara primeiro não é a depravação total do homem. Essa é uma doutrina tão terrível para nós, para a humanidade. No Evangelho de João, Jesus ensinou enfaticamente a depravação total do ser humano. Jesus ensinou que todos os seres humanos não regenerados são radicalmente corrompidos pelo pecado. Seguir a Jesus é abraçar a verdade que ele expressa por meio de si mesmo. Jesus diz que o pecado afetou todo ser humano, todas as pessoas do ser humano, cada aspecto do seu ser; nada ficou de fora. Todo homem interior, suas faculdades, sua mente, sua vontade, suas afeições... está tudo poluído e tudo pervertido. Nada está livre, nada está puro, nada está digno. Jesus ensinou que o homem mentalmente é cego pelo pecado, que emocionalmente está falido por causa do pecado, que volitivamente ele está preso ao pecado; e seu arbítrio não é livre. Simplificando e incansavelmente, Jesus expôs a ruína completa de toda a raça humana por causa do pecado. Quero olhar nove aspectos dessa depravação que Jesus aponta, só nessa primeira doutrina essencial do Evangelho. Primeiro, a cegueira espiritual: Jesus ensinou que todo homem nasce cego; espiritualmente ele não fica cego; não existem alguns homens mais cegos que outros, pois o homem não é menos cego. Não é isso que alguém me disse: "Aquele cara na Olimpíada, ele é cego, e ganhou a medalha de ouro no arco e flecha". Pois isso é impossível. Não é possível que um cego… Não, ele só tem tantos por cento de visão. Esse é um argumento vago e não tem fundamento. Você não sabe o que é ser cego? Ele tem uma visão deficiente em comparação a nós, mas não é assim que o homem é? Jesus disse que todos os homens nasceram cegos espiritualmente. Eles não vêem nada. Em outras palavras, têm uma total incapacidade de entender as verdades de Deus. Homens assim são capazes de dizer frases como "Eu sigo a Cristo e não doutrinas". Não podem ver a verdade realmente como eu gostaria de ver. Eles preferem tentar ver uma luz para seguir. Então, Jesus respondeu em João 3:3: "Em verdade, em verdade vos digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus." Ele não pode, pois é cego, incapaz. Não é que ele não pode seguir, não é que ele não pode entender. Ele não pode nem ver Jesus. Não adianta você atribuir sua luta a Lutero, a Calvino, a Spurgeon ou aos puritanos. Ó José Mar. Jesus disse: "Se um homem não nascer de novo, ele não pode ver o Reino de Deus." Ou seja, ele não vê o Reino de Deus; como prêmio, não pode entrar no Reino de Deus. Não, não, não! Se ele não nascer de novo, se não for regenerado, ele não pode ver o Reino de Deus. Jesus ensinou que todos os seres humanos são cegos quando não são regenerados por Deus. Em um não regenerado, não pode vir ao Reino de Deus. Ele nasceu cego; ele simplesmente não pode compreender as verdades de Deus. A palavra para "ver" usada aqui por João, "Eido", significa conhecer, se familiarizar. Uma visão faz com que compreendamos o ambiente. Ele estava falando não para um homem ímpio; ele estava falando para Nicodemos, um homem que, aos olhos do mundo, era íntegro. Ele disse: "Nicodemos, se você não pode ver o Reino de Deus, você é cego." Cego. Ninguém pode. Aquele que não nascer de novo não pode vir a conhecer as coisas de Deus, como reveladas por Deus. É o que está sendo dito: o homem natural não aceita as coisas do Espírito, diz o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 2:14; porque eles são loucura, e não podem entendê-las, porque se discernem espiritualmente. Então, a primeira desculpa de que você não segue Jesus e não doutrinas é fato: tentar pegar as doutrinas essenciais do Evangelho, colar a um ser humano e dizer que não acredita nelas por causa daquele ser humano é, de fato, uma inverdade. Você tem que admitir que não crê em Cristo, não crê na verdade; seu coração está em inimizade com Deus. Você tem que admitir que você é essa pessoa que está descrita aqui em João 3:3, sem nascer de novo. O homem não pode vir à verdade, não pode. Ou você pode, como diz em 1 Coríntios 2:14: "O homem natural não aceita as coisas de Deus." Ele reage dessa maneira porque elas são loucura para ele, porque não pode entendê-las. Não é que ele tenha um problema intelectual; mas ele não pode amar, seu coração não pode concordar. Ele odeia a verdade, é um ser depravado. Ele odeia a verdade porque nasceu cego. Por quê? Só espiritualmente podemos ver essas verdades. Jesus disse que, para que o homem veja isso, para que ele veja o Reino de Deus, ele tem que ser regenerado. Até então, todos os seres humanos são cegos, incapazes de ver as coisas de Deus. Esse é o ensino de Cristo: seguir a Cristo é ter sido levado pelo Espírito Santo a ser regenerado para ver o Reino de Deus, para ver essas verdades e, por elas, ser guiado. Em segundo lugar, Jesus ensinou a alienação espiritual do ser humano. Jesus afirmou que cada pessoa entra neste mundo fora do Reino de Deus. Cada bebê que nasce neste mundo não nasce no Reino de Deus. Ninguém neste mundo está no Reino de Deus por nascimento ou existência; ou seja, todas as pessoas nascem separadas de Deus, alienadas de Deus, excluídas do seu Reino, separadas completamente dele. Todos os homens nascem perdidos; os homens não se perdem ao longo do caminho. Eles nascem perdidos. Jesus respondeu, então, em João 3:5: "Em verdade, em verdade vos digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus." Primeiro, ele já tinha dito que o homem não regenerado não pode ver o Reino de Deus. Agora ele está dizendo que todo homem não regenerado não pode entrar no Reino de Deus; ou seja, todo homem não regenerado está fora do Reino de Deus. Todo ser humano está alienado de Deus, fora do Reino de Deus. Ele não é filho de Deus, ele não pode chamar Deus de Pai. Todo ser humano é inimigo de Deus, fora do seu Reino. Jesus ensinou a alienação total dos seres humanos em relação a Deus. Jesus explicou que o homem deve nascer de novo. Primeiro, deve ser regenerado para depois entrar no Reino de Deus. Essa afirmação implica que o homem nasce completamente separado do Deus Santo, que ele é completamente alienado e diferente daquilo que Deus é, Santo, Santo. Ele está totalmente distante de Deus. Quando você pensa em "distância de Deus", não pense em distância física; porque a distância física só existe no mundo físico. Deus não é físico. Quando Deus diz que ele está perto daqueles que o temem, não é que ele está aqui do nosso lado e daquele que não teme. Eles estavam, sei lá, 3 km de distância. Isso é ridículo. Deus não é físico. Proximidade e semelhança. Quando Deus, quando você está perto de Deus, é porque a alienação foi quebrada, e você começou, através da regeneração e da obra do Espírito Santo, a se tornar mais semelhante a Deus em seu caráter santo. Deus diz, então, que todo homem nasce separado Dele, distante dEle, desse Deus que é Santo. Portanto, o nascimento de cada ser humano neste mundo é o nascimento de uma criatura pecadora que não está no Reino de Deus e, por isso, está afastada de Deus, três vezes Santo. Ninguém que não nasceu de novo pode entrar no Reino de Deus. O não regenerado, a Bíblia diz, o apóstolo Paulo diz em Efésios 4:18, "tendo o seu entendimento obscurecido, alheios à vida de Deus, pela ignorância que há neles, pela dureza dos seus corações." É assim que Paulo descreve cada homem não regenerado. Isso é algo solene. Todos os seres humanos têm o seu entendimento obscurecido, alheios à vida de Deus, pela ignorância que há neles. Isso estar fora do Reino de Deus é estar alienado. É assim que, quando Adão e Eva pecaram, eles foram banidos do Paraíso, e cada um dos seus filhos nasce fora do Paraíso, fora da comunhão com Deus, fora do Reino de Deus. Nenhum ser humano nasce mais no Éden de Deus, no Reino de Deus; o pecado fecha o homem fora da presença de Deus. Todos os homens não regenerados nascem e vivem fora do Reino de Deus. Então, Jesus, em João 3:5, diz: "Aquele que não nascer de novo não pode entrar no Reino de Deus." Ele já tinha dito que aquele que não é regenerado não pode ver o Reino de Deus. Essas não são as doutrinas do homem tal e do homem tal; essa é a verdade de Deus sobre o homem, sobre a corrupção total do ser humano e sobre a sua dependência única e exclusiva da misericórdia soberana de Deus, da sua graça. Em terceiro lugar, em João, Jesus ensina a morte espiritual do homem. Jesus ensinou que todos os homens não regenerados estão espiritualmente mortos, não estão doentes, não estão muito mal, não estão na UTI espiritual; estão mortos. Eles têm uma existência vazia neste mundo, uma vida espiritual ausente. E Deus, Deus é Espírito, e eles não têm nenhuma comunhão com Deus. Estão mortos. Então, em João 5:25, Jesus diz: "Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que ouvirem viverão." É isso? A regeneração é uma ressurreição. Se estou dizendo que o homem caído está espiritualmente morto, e só ele pode tirar um homem dessa morte espiritual, um homem não pode fazer nada por si mesmo. Os não regenerados estão completamente indiferentes a Deus; é isso que está morto espiritualmente. Não há faculdades para admirar a Deus, que é Espírito, para contemplá-lo em sua palavra, para ser guiado por ele, para amá-lo, para amar a sua mente. Não há como, os mortos não podem. Não têm faculdades para olhar o mundo, desfrutar o mundo, interagir com o mundo. O homem nasce assim. Um cadáver não pode ouvir, não pode fazer escolhas; um homem morto não pode responder a Deus. Esse é o ensinamento de Cristo. Ele está falando que o homem nasce morto espiritualmente. Isso mostra que todos nós estamos mortos até que ele nos dê vida; não temos vida alguma. Ele deixa claro que o homem não contribui para a sua salvação, se pudermos chamar de contribuição a estar morto. Podemos dizer que essa é a única contribuição que Lázaro deu para a ressurreição: ele era um cadáver. A única contribuição que alguém que foi ressuscitado por Cristo pode dar é a sua morte, sua depravação, seu horror, seu pecado, sua sujeira, sua imundície. Como Jesus disse, o túmulo bonito por fora, mas cheio de imundície. Essa é a única coisa que o homem regenerado dá. Ou seja, a única contribuição é tudo aquilo que impede, a não ser que Deus tenha um fiat todo poderoso para dar-lhe morte, tirar a vida. Lázaro contribuiu apenas com isso, com os seus restos mortos. Em quarto lugar, Jesus ensinou a incapacidade espiritual do homem em João. Ele ensinou que é absolutamente impossível para os pecadores espiritualmente mortos exercerem fé para serem salvos. Eles são marcados por uma incapacidade volitiva. Não tendo o livre-arbítrio. Alguém estava conversando comigo, e o homem não tem arbítrio. Não é isso, aquilo? A Bíblia diz isso. O grande livro de Lutero diz que o nome do livro é "A Escravidão do Arbítrio." Não um homem sem arbítrio; ou seja, o homem faz escolhas, mas as suas escolhas são escravizadas pelo pecado, pela sua morte, pela sua natureza caída. Ele sempre escolhe o mal. Ele não pode fazer o bem; não pode escolher a santidade, porque ama o pecado. Não pode escolher amar a Deus, pois ama o pecado. A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; então, eles escolheram o quê? As trevas. Nós escolhemos o que amamos; todas as nossas faculdades estão na escuridão. Amam a escuridão; nossas afeições amam o pecado. O homem ama o pecado; ele sempre escolhe segundo a sua escravidão. Então, Jesus diz que ele é completamente incapaz, volitivamente de querer o que Deus quer. Então, em João 6:44, Jesus diz: "Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer." Ninguém pode fazer as escolhas que Deus faz. Em sua escravidão, muito, ninguém pode vir a mim se o meu Pai não trouxer. Através de tudo aquilo que nós vimos antes, o homem só pode ver o Reino de Deus se Deus o regenerar. V entrar. E em João 6:63-65, Jesus disse: "O Espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita. As palavras que eu vos disse são espírito e vida, mas há alguns de vós que não creem, porque bem sabia Jesus desde o princípio quem eram os que não criam e quem era o que havia de entregá-lo." E disse: "Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não lhe for concedido." Ele disse que Jesus sabia quem criam e quem não criam, e disse: "Por isso eu dissesse que ninguém pode vir a mim se o Pai não lhe conceder isso." As duas desculpas: "Eu sigo a Cristo e não doutrinas." Fato, fato inócuo. A segunda, pegar as verdades bíblicas, juntá-las ao nome de alguém para depois tentar rejeitá-las é fútil. Um homem é obrigado a rejeitar o Evangelho, aquilo que Jesus diz. Um homem tem um arbítrio, mas não é livre; está sempre inclinado segundo a sua natureza: tudo o que é mau. Não é que algo externo impeça; Jesus disse: "Não querem vir a mim para terdes vida..." Eu sou a vida de vocês. Não querem? Não há correntes externas. Todas as suas correntes são internas; é a sua natureza completamente morta para Deus. Por que um leão faminto não come capim? Ele não tem boca, não tem estômago? Você pode dizer que ele não come capim porque não quer. Mas é porque o leão, escravo da sua natureza, quer comer zebra. Olha para aquele capim todo, morrendo de fome e pensa: "Poxa, uma ovelha, comida, deve ser bom!" E não é uma ovelha. A vontade dele, seu apetite está escravizado por sua natureza. Para que o leão comece a comer o que a ovelha come, ele teria que ser transformado em uma ovelha. Então, o homem tem arbítrio, mas o arbítrio dele não é livre. Esse foi o grande debate da Reforma entre Lutero e Erasmo. Era isso que a Igreja Católica defendia, negando as verdades que saem da boca de Cristo. Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer, não estou certo? Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim se o Pai não lhe for concedido. Alguém pode argumentar assim: "Mas se o homem não pode, o homem não quer." E aí? Não pode querer por causa da sua natureza. E Deus não deve nada aos homens, porque Deus não criou os homens assim. A sua incapacidade é fruto da sua queda. Deus tem todo o direito de cobrar do homem. Era como se eu emprestasse R$100.000 ao João Marcos, e dissesse: "Max, pega esse dinheiro, nós vamos comprar aqui uma coisa e tal." E João Marcos fosse lá e gastasse todo o dinheiro. De fato, ele não tem mais dinheiro para me devolver, mas eu tenho o direito de cobrar porque ele não tem o dinheiro que eu dei a ele. Ele não tem mais, mas eu tenho todo o direito de cobrar aquilo que entreguei a ele e que ele jogou fora. Em termos inequívocos, Cristo declarou o cativeiro da vontade humana não regenerada; ele anunciou que nenhum homem pode vir a ele. Ou seja, virar a ele. Como é que alguém vai a Cristo? Não é um deslocamento no espaço e no tempo, levantando-se onde você está e vindo aqui para mim orar por você. Ninguém pode crer; ninguém pode ter a fé salvadora; ninguém pode ter um coração que concorde com a verdade, que ame a verdade, a não ser que o Pai conceda isso, a não ser que por uma obra soberana de Deus em si, a vontade humana não tem a capacidade de desejar, de amar a Cristo, a santidade, a pureza. O homem ama o pecado, o pecado é a sua diversão; o pecado é o seu amor, o pecado é o seu amante. Ele não consegue conceber uma vida, uma diversão sequer, um prazer sequer, divorciado do pecado, ele não vê nada de bom na santidade. Ninguém pode vir a mim. Ele usou intencionalmente essa palavra, sabe? Ele fazia uma distinção significativa. O homem não tem capacidade. E o homem não quer. Nenhuma pessoa não regenerada tem a capacidade de acreditar, de ter a fé salvadora em Cristo. Não é porque ele não tem permissão; não é porque alguém pede. Não há argumentação; como se essa verdade fosse uma barreira dizendo que um homem quer ir para o céu e Deus não deixa. É como dizer que um leão está louco para comer capim e tem um monte de gente atrás dele dizendo: "Não, não pode comer." Você não pode comer. Não, não há uma capacidade inerente no homem; não há nada impedindo-o; ele odeia a Deus, ele odeia a verdade. Quantas vezes Deus desse mundo, tantas vezes ele seria assassinado. Jesus disse: "O mundo me odeia." A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas. Essas palavras de Cristo tornam manifestas a profundidade da nossa depravação; ela expõe a teimosia invencível da natureza humana no seu amor invencível ao pecado. Aqui, moço, ele tira a vontade humana completamente escravizada pelos seus apetites e prazeres, completamente escravizada pelo pecado. Quer não ser pelo poder soberano de Deus, não pode ser quebrada. As pessoas gostam de se sentir independentes. Isso é parte da depravação humana. O homem queria, desde o Éden, ser independente de Deus. E pensam que podem abandonar o pecado ou ser santos se assim o desejassem. Nunca conseguem querer, e nem poderiam. Jesus disse que há uma impossibilidade absoluta: "Ninguém, absolutamente ninguém pode vir a mim, a não ser que o Pai o traga." Essa não é a doutrina que alguém falou; não é nem João que está falando; João está dizendo o que Jesus disse. Não crê no que os apóstolos disseram? Já é uma blasfêmia. Muitas pessoas gostam de fugir das verdades, dizendo que Paulo disse isso ou Paulo disse aquilo. Jesus falou sobre a escravidão espiritual, algo que piora ainda mais. Ele diz que todo homem não regenerado tem sua natureza dominada pelo pecado; e quando um escravo, ele é obrigado a obedecer ao seu mestre. Um pecador perdido sempre opta por obedecer ao pecado; ele nunca opta pela santidade. Jesus disse em João 8:34: "Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado." Jesus não disse isso com palavras difíceis de entender. Ele é claro e direto quando fala sobre isso. Ele proclamou que todo homem não regenerado e perdido não é o mestre de seus pecados, não é senhor de seus pecados; o pecado é senhor dele, ele é um escravo. O homem não convertido sempre peca; não há quem faça o bem. Não há nenhum. Se quer, mesmo os atos que nos parecem bons são motivados por coisas que desonram Deus: orgulho, o desejo de agradar a si mesmo, o desejo de criar um nome, o desejo de ser admirado. O escravo do pecado, no pior e no melhor é escravo da sua natureza pecaminosa, sua mente, sua emoção e sua vontade. Está ligada ao pecado. Então, sim, equívocos. Cristo declara aqui em João 8 que todos os homens que não são libertos por ele, pelo seu poder soberano, são escravos do pecado, não são livres. Não são livres nem suas mentes, nem suas emoções, nem sua vontade; são escravos. Toda a sua natureza está corrompida pelo pecado, escravizada pelo pecado desde o seu nascimento. E nenhum homem pode se libertar. Está morto, está cego; ele é escravo. Ele nasce fora do Reino de Deus. Como Paulo diz em Romanos 6:16: "Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedecer; eis ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça." Em 2 Pedro 2:19, "prometendo-lhes liberdade", fala sobre liberdade sendo eles mesmos escravos da corrupção; porque de quem alguém é vencido, de tal faz-se também servo, escravo. Então, essa é a verdade: ele é um escravo, pois foi vencido pelo pecado e foi levado cativo. O seu mestre é o pecado, e não ele é o mestre do pecado. Ele é incapaz. Ele é tão verdadeiramente ou mais acorrentado aos seus pecados do que um prisioneiro amarrado em correntes de ferro; ele não pode quebrar a cadeia; ele está morto e alienado de Deus. Todas as suas afeições, desejos, flores, homens expressam isso. Cada vez que o homem peca ou vive. Mas essa cadeia do pecado o prende até que ele esteja completamente morto e colha o seu salário, que é a morte. O salário do pecado é a morte. Você já viu algum ser humano vivo nos últimos 3000 anos? Ele recebeu o salário nesta noite. Um monte de homens que achou que eram livres do pecado estão recebendo o seu salário; estão sendo levados para o cemitério. Os homens recebem um salário. Nenhum homem é livre. Porque essa ideia perturba algumas pessoas que se dizem cristãs; é completamente inacreditável. Se nós tivéssemos só o livro de João, todas as doutrinas da graça estariam claras e evidentes, saindo da boca do próprio Cristo. Essa é a imagem que Jesus chama aqui? Os pecadores são, por natureza, escravos. Ele estava falando com judeus, com judeus piedosos, com judeus que liam a Bíblia, com judeus que participavam de cultos, que se achavam livres, que se achavam muito diferentes dos pagãos. Jesus diz: "Vocês são escravos dos seus pecados; vocês não são livres." E eles ficaram furiosos. Disseram: "Nós não somos escravos de nada; somos filhos de Abraão." Jesus disse: "Não; vocês são escravos; vocês não são livres." Vocês não têm qualquer liberdade; vocês estão presos por cadeias. Aquele que comete pecado é escravo do pecado. Em sexto lugar, Jesus disse que os homens estão sob escravidão espiritual, não só ao pecado. Ele anunciou e disse que, por causa disso, por causa da morte espiritual da alienação, de nascer fora do Reino de Deus, de ser escravo do pecado, de todas as suas afeições escravizadas pelo pecado, o homem é escravo de Satanás. Ou seja, naturalmente, tudo o que o homem ama e deseja agrada a Satanás e não a Deus. Satanás não tenta convencer um homem a ser outra coisa; Satanás, como naquele filme, "O Advogado do Diabo", se não me engano, diz uma frase perfeita assim, Al Pacino que era o diabo para o jovem advogado: "Eu não quero mudar você; eu só quero que você seja você mesmo." Para você ser como Deus, você tem que ser regenerado; mas o diabo não quer mudar ninguém, porque você já nasceu, já nasceu vivendo e expressando tudo o que ele ama: o seu ódio a Deus e o seu ódio à verdade. Então, Jesus disse em João 8:44-45: "Vós tendes por pai o diabo, e vós quereis satisfazer os desejos dele?" Querem? Vocês acham divertido? Vocês se divertem com o pecado, querem satisfazer os desejos dele? Vocês acham bom pecar? Essa é a diversão de vocês. "Vós tendes por pai o diabo e quereis satisfazer os desejos do vosso pai." Ele foi homicida desde o princípio, ou seja, tudo que é dele gera morte. O pecado, e não se firmou nunca na verdade, como vós. Porque não há verdade nele; ele é mentiroso; é o pai da mentira. E vocês são filhos dele. Mas, porque eu digo a verdade, vocês não podem crer em mim. Por que vocês têm por pai o diabo; e querem satisfazer os desejos do vosso pai? Não adianta chamar isso de falta de amor, porque as próprias pessoas dizem que Jesus é amor. "Eric, está dizendo isso?" Não adianta atribuir isso ao pastor ou a Lutero. Ótima nota! Edwards, por Calvino, é Jesus. "Vós tendes por pai o diabo." Você pode odiar Jesus, mas você não pode odiar alguém fingindo que ama Jesus e odiando o que ele disse. Você não pode nem dizer que segue a Jesus e não doutrinas; e nem pode dizer que a verdade de Deus não é a expressão da mente do próprio Deus e que há inimizade para com a verdade. Isso apenas evidencia que o homem é filho do diabo. Quando o homem ouve essas verdades, se sente mal e acha duras, ele está exatamente aqui. Quando o diabo profere mentiras, diz que o homem, por exemplo, é maravilhoso, puro, lá no fundo do coração, que ele é uma criança inocente. Todo o diabo diz para o homem que ele não é tão mau assim a ponto de merecer um inferno. Quando o diabo diz ao homem que ele é livre, é mentira. Mas vocês acreditam, porque querem satisfazer o pai de vocês. Mas ele diz: "Mas porque eu vos digo a verdade, vocês não crêem em mim." Não crer na verdade evidencia isso: "Vós tendes por pai o diabo." Jesus declarou que o pai espiritual de cada pessoa não salva é o diabo. Que isso seja popular ou não, não foi alguém que disse, foi Jesus. Em todas as coisas, naturalmente, a nossa natureza concorda, ama aquilo que o diabo ama: a mentira, o engano, o pecado. E a vontade, o desejo de expressar o que o pai deles é? Ou seja, um estado permanente de inimizade contra Deus. Os judeus disseram: "Não, não; somos descendentes de Abraão. Somos livres." "Vocês não são nada disso. Filho do diabo, escravos." Mas Jesus disse: "Olhe, o relacionamento com Deus é espiritual. A genética de vocês, virem de Abraão, não tira de vocês a escravidão de vocês. Deus pode até dar Pedra, tirar filho de Abraão se Ele quiser. Mas vós tendes por pai o diabo." Que é o nosso pai? É onde temos a nossa origem, a origem espiritual de tudo que vocês são. Agora, não tem nada a ver comigo, nem com meu pai; tudo com o diabo. É onde a vontade de vocês é forjada, onde os desejos de vocês são forjados, onde os prazeres de vocês são forjados, onde eles nascem: o nascedouro espiritual. Vocês voluntariamente então optam; vocês querem fazer a vontade do pai de vocês. Seu interior está escravizado, incluindo a sua vontade a Satanás. Em sétimo lugar, Jesus ensina a surdez espiritual do homem não regenerado. Todo homem não regenerado é surdo para Deus; é incapaz de ouvir, compreender espiritualmente as verdades. As verdades essenciais, todos os que não estão assim, não são regenerados, sequer ouvem a verdade de Deus. Eles ouvem seus preconceitos contra Deus. Então, João diz em João 8:43-47: "Por que vocês não entendem o que eu digo? É porque vocês não podem suportar a minha palavra. Quem é de Deus ouve as minhas palavras. A razão pela qual vocês não ouvem é porque vocês não são de Deus." No versículo 43: "Porque não entende a minha linguagem, por não poderdes ouvir a minha palavra." Quem é de Deus escuta, e no versículo 47: "As palavras de Deus; por isso vós não escutais, porque não sois de Deus." Vocês são surdos, espiritualmente vocês não podem ouvir. O homem caído não pode ouvir, não pode compreender, não pode ouvir. Então, aprender e amar as verdades espirituais. Ele só pode ouvi-las e odiá-las. Deus disse: "Você não é livre." Ele diz: "Eu sou livre." "Você é um ser caído; ou não sou." "Você não merece nada de mim." "Eu mereço." Ele não pode ouvir. Ele não pode compreender a essência nua da mensagem divina. Eles são surdos para Deus. Ao que Jesus disse, sem ouvidos espirituais, eles são incapazes de receber a verdade. Os judeus não podiam ouvir o que Jesus ensinava. Eles estavam envolvidos nos preconceitos que a escravidão do pecado traz. Cada coisa que a verdade fala é ofensiva para o homem: ele ficou ofendido; ele não gosta; ele não pode ouvir. É como aquelas pessoas que estavam ouvindo Estevão pregar. A Bíblia diz que eles colocaram as mãos nos ouvidos. Eles não podem ouvir, não suportam; são incapazes de ouvir. Não era qualquer falha no intelecto humano para entender as palavras que foram ditas nesta noite. O problema não é intelectual; os judeus podiam entender o que Jesus estava dizendo, mas não podiam ouvir isto. Não, isso não podiam aprender aquela verdade; só podem aprender a mentira. Assim é com cada homem. Em oitavo lugar, eu disse nove, não é? Estou acabando. Então, em João, a Bíblia, Jesus declara o ódio espiritual do ser humano. Jesus disse que todo homem não regenerado dominado por aquilo que ele chama de "mundo" – o pensamento que controla o ser humano – odeia as pessoas. Não odeiam Jesus, que eles inventaram? As pessoas podem dizer: "Eu sigo a Jesus e não as doutrinas", uma verdade que ele disse. Jesus disse em João 15:18: "Se o mundo vos odeia, saibam que ele me odiou antes de vos odiar." Se eu não tivesse feito entre eles as obras que nenhum ser humano jamais fez, seriam culpados, mas eles viram e eles me odiaram a mim e ao meu Pai. Isso te arame a mim; eles vão odiar a verdade. É óbvio que esses judeus diziam: "Não, não, não; nós não odiamos Deus." O Deus que eles conceberam, mas Deus estava diante deles, e Deus estava dizendo: "Vocês me odeiam, odeiam meu pai." 24-25. A palavra que está escrita na sua lei deve ser cumprida. Jesus mencionou então o profeta: "Eles me odiaram sem causa alguma." Porque o ser humano, a Cristo, foi o único ser humano perfeito: amor perfeito em misericórdia perfeita. Ele nunca fez nada pecaminoso contra ninguém. Para que se cumprisse a palavra dos profetas, eles me odiaram sem causa. Se o mundo me odeia, se o mundoodeia vocês, saibam que primeiro me odiou a mim. A luz que sou eu veio ao mundo, mas o mundo amou as trevas. A animosidade interna de todo homem natural a Cristo, muitas vezes camuflada numa grande religiosidade exterior, como a dos judeus naqueles dias, esconde essa hostilidade, essa rebelião contra Deus e contra a verdade de Deus. Todo ser humano, por mais religioso que seja, muitas vezes mais ainda, acham que as afirmações de Jesus – "Você está morto espiritualmente, você é incapaz, não é possível se salvar; não há nada que você faça que seja bom!" – Ele era uma pessoa perfeita, o único ser humano perfeito. Então, por que foi odiado? Porque os homens o odeiam, eSIM uma causa racional. A causa é porque ele era a luz e os homens amaram as trevas. Ele diz mais: "Eles me odiaram porque eu declarei que suas obras, ou seja, tudo o que eles fazem, é mau."
O resultado é que Jesus, a personificação do amor, a exata expressão do Deus Pai, foi objeto de ódio. Isso fala da corrupção radical do coração humano. Eles me odiaram sem causa porque o homem odeia a Deus; porque ele odeia a verdade. É uma mentira; porque tudo que Deus é é ofensivo para o ser humano. E toda a sujeira do pecado é tão divertida e tão boa. O fato de que o mundo odiava Jesus e que esse ódio estava presente o tempo inteiro e nunca diminuiu até a sua morte. É evidente. Em nono lugar, Jesus falou sobre a rejeição espiritual. Jesus disse que quem odeia a ele, odeia o Pai; que a rejeição do mundo ao Pai, que é invisível, está enraizada no seu ódio a Cristo, que foi visto e na palavra que foi revelada para o homem. Ele disse em João 15:23: "Quem me odeia, odeia também o meu Pai." Eles me odiaram, me sem causa. Se o mundo me odeia – a luz veio ao mundo, mas os homens não amaram, amaram as trevas. O que quer que qualquer é o relacionamento com Cristo que pode ser inseparavelmente ligado ao relacionamento que alguém tem com o Pai? Odiar as verdades é odiar o Pai. Odiar Cristo: ninguém pode odiar a Cristo, odiar o que ele disse e amar a Deus. Ninguém pode odiar a verdade e amar a Cristo. A descrença em tudo o que Cristo é, tudo o que Cristo revelou diretamente através dos apóstolos e dos profetas, deixou o homem debaixo do juízo de Deus. Uma pessoa pode imaginar que ama a Deus enquanto não ama o que quem Jesus foi de fato, e aquilo que ele disse que ele ensinou, mas estou dizendo: não é possível. "Quem me odeia, odeia meu pai." Quem odeia a verdade não nos ama. A verdade é a nossa mente e a revelação dela. Jesus ensinou não só a depravação humana, mas como cada detalhe que vimos: em que dizer que segue a Jesus e não doutrinas é uma declaração de pessoas que estão indo para o inferno, é fútil. Pegar as doutrinas que Jesus ensinou e que depois revelou através dos apóstolos, como Lutero, hoje só chamamos um soldado general aqui, que foi João. Mas podemos convocar os profetas, todos os apóstolos, e como ficamos hoje? O próprio Filho de Deus. Não adianta pegar essas verdades que o homem odeia e colocá-las sobre outro ser humano para poder rejeitá-las; na medida que rejeito o ser humano. Essa expressão da inimizade do homem para com Deus, a luz: Deus é luz, Deus é verdade. Ele é Santo, e os homens amaram as trevas. Como eu disse no início, a verdade não é… as doutrinas da graça, elas são necessárias, são verdades. E elas colocam o homem nessa condição de uma visão em que Deus é tudo, tudo que foca na glória de Deus, o homem natural odeia. Essa verdade a respeito de Deus, essas doutrinas esmagam tudo aquilo que o ser humano é. E as doutrinas e as verdades que foram trazidas de volta na Reforma, fundamentadas na graça de Deus, não nasceram no coração de um homem. Todas essas verdades fluem da palavra, da boca de Cristo, da pena de João e de todos os outros. Que, em seu coração, é uma mente que é uma lente. Que amplia esse tema persistente de que, se não for pela graça de Deus, o ser humano nasce assim e morre assim, e que Deus não deve nada aos seres humanos, que tudo depende dele, que tudo é para a glória dele, que o ser humano não foi criado por Deus depravado. Que tudo o que ele pode receber de Deus é um dom que Deus concede para a glória de seu nome, para a glória de Cristo, regenerando o homem, trazendo-o para o seu Reino. Homens que se deparam, homens que odiavam essas verdades, como Paulo, e que, de repente, são inundados por essa verdade: "Amo essa verdade." Porque foram regenerados. Então, um homem, que em todas essas verdades sente seu coração enternecido por elas é a evidência da atuação do Espírito Santo nele. Então ele pode amar a Deus, pode amar a Cristo, pode amar o Espírito, pode amar a verdade; porque agora ele está vendo o Reino de Deus; ele está ouvindo Deus; ele está no Reino de Deus; sua vontade, seus desejos, sua volição foram libertados pelo Espírito de Deus. Ele agora não vê o pecado como via antes; ele diz: "O que abomino e me arrependo no pó e na cinza." Essa é a graça de Deus. Essa é a graça de Deus operando no homem para a glória de Cristo.
