RELIGIÃO E DINHEIRO
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INTRODUÇÃO
É pecado desejar ter dinheiro?
O pecado é o dinheiro se tornar o Deus e o centro de nossa vida (1 Timóteo, 6.10; Lucas, 16.13).
Dinheiro é necessário para sobrevivermos, ainda mais em um mundo capitalista, mas o dinheiro não deve ser o principal, mas o acessório.
Não devemos nos movimentar pelo dinheiro. Ex.: sua promoção no trabalho não deve estar atrelada ao dinheiro, mas ao serviço.
É uma linha muito tênue de buscarmos riquezas de forma consciente para glorificar a Deus e a riqueza se tornar um ídolo e o centro de nossa vida.
Por isso, respondo que não é pecado desejar uma melhor condição financeira, mas é pecado que esse desejo seja o objetivo final de sua vida.
2. CONTEXTUALIZAÇÃO
Israel estava sendo infiel ao Senhor.
O orgulho havia tomado conta de seu coração e estavam retendo aquilo que o próprio Deus havia entregue a eles.
O fato de Israel estar infiel e colocando o coração no dinheiro, Deus retém bençãos.
E ainda exorta o povo a voltarem à aliança, se arrependerer e colocarem Deus no centro de suas vidas.
Deus chama o povo à uma mudança de vida e à uma restauração. Vejam que é o próprio Deus quem chama o povo ao arrependimento. O convite gracioso de Deus para que o povo se arrependa e voltem a guardar os estatutos do Senhor.
E o mais legal é que, ainda que o povo tenha se rebelado e sido infiel, Deus continua sendo fiel e ainda chama o povo para colocá-lo à prova.
A confiança do povo - e nossa - deve sempre estar na provisão de Deus.
I. DISCERNINDO O NOSSO TEMPO
Vivemos na pós-modernidade. Nem mesmo os grande estudiosos conseguem explicar o que é esse tempo, mas é um tempo de avanços tecnológicos, de globalização, de industrialização, de mais acesso aos bens de consumo, etc.
Os dias que vivemos nos levam a sermos imediatistas. A tecnologia avançou tanto que tudo tem que ser para ontem.
O consumo está em alta e quem não consome, não está na moda.
O estímulo ao consumo é diário, basta ver como os algoritmos trabalham quando pesquisamos qualquer coisa.
A opção da sociedade foi estimular o consumo, por isso que tornamos um “sociedade de consumo".
Infelizmente, o ser humano está reduzido aquilo que ele consome, tem ou desfruta. Basta olhar pros influencers e todas as estratégias de vendas.
A revista traz uma comparação do consumo à uma religião:
1) Ganhamos uma nova identidade (consumidores) e o consumo deixou de ser o atendimento à uma necessidade e se tornou o centro da vida das pessoas, se tornando a religião das pessoas;
2) Se o consumo se tornou a religião, os shoppings centers e os marketplaces se tornaram os templos, onde os fiéis consumidores adoram o consumo; e
3) A mídia se tornou o sacerdote dessa religião, indicando onde e o que devem consumir.
Essa é a sociedade que somos chamados a proclamar o evangelho.
Como proclamaremos?
A revista nos traz dicas de como desmascarar os falsos pressupostos da filosofia consumista, à luz das Escrituras.
II. O CONSUMISMO E O VALOR HUMANO
Qual é o valor humano?
a) A MÁXIMA CONSUMISTA
A primeira máxima consumista é “você é o que você tem” ou “você vale o quanto tem".
A sociedade de consumo nos categoriza conforme nossas posses.
Antigamente, na cultura grega/helênica, importante era ser (inteligente, pensador, etc).
Hoje, importante é ter.
O valor do indivíduo se resume aquilo que ele possui, ao seu dinheiro e ao seu poder aquisitivo.
E isso está tão enraizado em nossa sociedade que já nascemos e crescemos sendo jogados para o consumo. Para sermos o que temos.
O valor das pessoas, hoje, é medido segundo sua capacidade de comprar.
E nós cristãos estamos caindo nessa lorota.
A sociedade consumista reduziu o ser humano de “imagem e semelhança de Deus” a meros “consumidores". O que importa, nessa sociedade, é aquilo que compramos.
Essa visão, inclusive, tem feito que muitos crentes não devolvam o dízimo, não ofertem, etc.
A generosidade e justiça bíblica está escassa no nosso tempo.
O que vale hoje é o que nós temos. Não temos valor nenhum se não tivermos nada.
b) O ENSINO BÍBLICO SOBRE O VALOR HUMANO
O valor humano não está naquilo que temos.
O orgulho é um pecado e está assolando os crentes. Muitas vezes batemos no sexo, na homoafetividade, na mentira, mas deixamos de bater no orgulho, que é a causa de muitas quedas.
O orgulho está atrelado à sociedade de consumo, pois o meu valor está naquilo que tenho e se eu tenho mais que você, sou melhor que você.
A Bíblia vem em contraponto dessa realidade.
Nós não temos valor por ter ou possuir algo. Nós temos valor porque fomos criados à imagem e semelhança de Deus.
O valor do homem é transcendente - reside no fato do ser humano ser o mais nítido espelho de Cristo em toda a criação.
Não se sinta desmerecido ou desvalorizado por não possuir muitas coisas, pois você é imagem e semelhança de Deus.
Se a Igreja não retomas a visão bíblica do valor humano, nós seremos simples consumidores religiosos - o que tem ocorrido em muitos lugares.
Por que a teologia da prosperidade e do coaching estão tão em alta?
Para satisfazer a necessidade de consumo de pessoas que perderam o significado do que é o valor humano.
O homem vale muito mais que as riquezas que tem.
III. O CONSUMISMO E A FELICIDADE
O que é felicidade?
a) A MÁXIMA CONSUMISTA
“Quem consome é feliz”. Será?
As pessoas tentam preencher um vazio existencial no consumo, mas nunca conseguirão preencher esse vazio, pois a felicidade verdadeira só é encontrada em Jesus.
Mas nós somos diariamente bombardeados com essa falsa afirmação e muitas vezes nos deixamos levar.
Não sei se você já tentou buscar felicidade ou preencher um vazio no consumismo. Eu já tentei e é uma alegria passageira. Anestesia no momento, mas depois se vai.
A felicidade na sociedade consumista é ter; quanto mais temos, mais felizes seremos. Só que, na realidade, ainda que consumamos muito, a felicidade não chega, o que responde à muitas doenças psicossomáticas e problemas.
A felicidade em Cristo é perene e eterna.
b) O ENSINO BÍBLICO SOBRE A FELICIDADE
Deus quer que sejamos felizes, mas a felicidade bíblica é oposta ao mundo.
Felicidade bíblica é o gozo e o prazer no Senhor.
O pecado maculou a felicidade plena e hoje só conseguimos sentir resquícios ou em partes tal felicidade.
Mas ainda assim, quando somos resgatados, entendemos que a felicidade está em Deus. Não existe felicidade fora de Deus.
Apesar da graça comum ser para todos, só os crentes em Cristo conseguem desfrutar felicidade verdadeira.
Como? Vejo amigos meus não crentes felizes e sorridentes?
Não é a felicidade verdadeira.
Os anseios humanos são satisfeitos somente em Deus. Deus é o único capas de nos trazer felicidade.
3. CONCLUSÃO
O consumismo tomou conta de nosso século e precisamos nos desvencilhar dele.
Precisamos sair dessa visão consumistas e nos submetermos à visão bíblica.
A única relação necessária ao homem é entre ele e Deus.
Só em Deus encontramos plena satisfação.
4. APLICAÇÃO
Aprenda a diferencias necessidade de desejo;
Aprenda a viver como um mordomo;
Tenha o Senhor como maior tesouro.
