O Evangelho para o mercado (1 Co 1.18-31)
O Evangelho Pervertido • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
Theodore Levitt, diz que o marketing pode ser definido como “o processo de conquistar e manter clientes”.
Ele é ferramenta importante para os setores da indústria, comércio e serviços.
Hoje o marketing é também muito usado na área social e de preservação ecológica.
Infelizmente com a perversão do evangelho, muitas igrejas têm usado o marketing como ferramenta para conquistar e manter clientes. Nesta perspectiva o evangelho é um negócio, é um produto e as pessoas são vistas como clientes potenciais. Fazem pesquisas de mercado, identificam-se o que as pessoas querem e oferecem os produtos desejados. Contudo, esta postura é condenada pela Palavra de Deus. O evangelho não é um produto e por isso não deve ser negociado (2 Co 3.17).
1. O EVANGELHO NÃO É UM PRODUTO
1. O EVANGELHO NÃO É UM PRODUTO
O apóstolo Paulo pode ser considerado como um conhecedor da filosofia do maketing. Analisando os homens religiosos de sua época, conclui:
“Porque tanto os judeus pedem sinais, os gregos buscam sabedoria” (1 Co 1.22).
O mercado judeu pedia curas, sinais e milagres.
O povo queria espetáculo! O mercado grego pedia filosofia, ciência, teoria e conhecimento. O povo queria sabedoria!
“Porque tanto os judeus pedem sinais, os gregos buscam sabedoria” (1 Co 1.22).
O mercado judeu pedia curas, sinais e milagres.
O povo queria espetáculo! O mercado grego pedia filosofia, ciência, teoria e conhecimento. O povo queria sabedoria!
Paulo, porém, diz que o que ele prega é a cruz de Cristo ou o Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios (1 Co 1.23). A mensagem do evangelho é contraria as expectativas do mercado. Ele estava consciente de algumas verdades teológicas sobre o evangelho:
1.1 – A pregação do evangelho de Deus
não é uma negociação comercial entre quem prega e que ouve
1.1 – A pregação do evangelho de Deus
não é uma negociação comercial entre quem prega e que ouve
O pregador é alguém que obedece a Deus numa missão. Ele não tem autonomia para mudar sua mensagem, mas apenas o dever de proclamá-la
“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1 Co 9.16).
Quem ouve o evangelho precisa de transformação espiritual, conversão e novo nascimento. O que está em jogo é o destino esterno de sua alma, não meramente uma cura física ou uma melhoria financeira:
“Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” (Mt 16.26; Mc 8.36).
1.2 – O evangelho não é um produto e por isso não deve ser negociado
1.2 – O evangelho não é um produto e por isso não deve ser negociado
“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2.17).
Mercadejar a Palavra é fazer dela um produto, ou seja, é comercializar a fé. É muito triste assistir pessoas vendendo benefícios espirituais em nome de Deus. Há muita gente profetizando, expelindo demônios e fazendo milagres em nome de Jesus. O próprio Jesus dirá:
“Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7.23).
1.3 As pessoas não devem ser vistas como um seguimento de mercado, mas como ovelhas aflitas que não tem pastor
1.3 As pessoas não devem ser vistas como um seguimento de mercado, mas como ovelhas aflitas que não tem pastor
Jesus quando olhou para as pessoas de sua época, as viu como ovelhas aflitas e não como possibilidade de mercado.
“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor (Mt 9.36).
Não devemos tirar proveito financeiro das pessoas quer estão aflitas e necessitadas, dispostas a darem tudo, para terem um alívio imediato.
1.4 Deus julgará e punirá com rigor
aqueles que transformaram a casa de Deus em casa de negócio
1.4 Deus julgará e punirá com rigor
aqueles que transformaram a casa de Deus em casa de negócio
Jesus, em seu ministério aqui
na terra, enfrentou os judeus que haviam transformado o templo em Jerusalém em uma casa de comércio:
“Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou
todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui
estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio. Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá (Jo 2.17).
Jesus é contra aqueles que negociam o evangelho e transformam espaços
sagrados em pontos de venda.
1.5 A conversão de uma pessoa é um ato
sobrenatural de Deus
1.5 A conversão de uma pessoa é um ato
sobrenatural de Deus
Quem comercializa a fé não se preocupa com a conversão das pessoas a Deus. Querem apenas lhes vender um serviço espiritual. Deus quer salvar as pessoas por meio do evangelho. É o Espírito Santo quem produz o novo nascimento ou a regeneração de uma pessoa. Para isso, Ele usa a Palavra de Deus quando a mesma é fielmente pregada (Rm 10.9-17). É por isso que Paulo ordena a Timóteo:
“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo se reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério (2Tm 4.1-5).
A pregação bíblica é o meio escolhido por Deus para produzir salvação e santificação das pessoas (2 Tm 3.14-17).
Contrariamente ao que Paulo fez, muitas igrejas hoje pregam um evangelho para satisfazer as necessidades imediatas e materiais das pessoas.
O povo continua querendo espetáculo e sabedoria humana. Muitas igrejas hoje não têm pregado o evangelho da cruz, o evangelho da tribulação e o evangelho da necessidade e do arrependimento dos pecados. Prega-se muito sobre a prosperidade, psicologia de autoajuda, coach e muito pouco sobre a cruz de Cristo e salvação por Jesus como ensina o evangelho.
1. TRÊS ASPECTOS DO EVANGELHO DA CRUZ
1. TRÊS ASPECTOS DO EVANGELHO DA CRUZ
“O evangelho é o poder de Deus e sabedoria de Deus” (1 Co 1.18). O evangelho é a solução de Deus para o pecado
do homem. Ele não é uma ideologia inventada pelo homem, não é uma teoria cientifica resultado da projeção de uma mente. O evangelho é a mensagem que descreve a ação salvadora de Deus.
O evangelho é a solução de Deus para o pecado do homem. Ele não é uma ideologia inventada pelo homem, não é uma teoria cientifica resultado da projeção de uma mente. O evangelho é a mensagem que descreve a ação salvadora de Deus.
Observe que na exposição do texto é Deus o sujeito das ações. Ele usa o evangelho com três finalidades:
2.1 Deus usa o evangelho para destruir
a sabedoria humana
2.1 Deus usa o evangelho para destruir
a sabedoria humana
“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? (1Co 1.18-20).
O evangelho de Deus prevalece sobre a sabedoria dos homens, pois a mesma é passageira.
2.2 Deus usa o evangelho para salvar o que crer
2.2 Deus usa o evangelho para salvar o que crer
A filosofia faz muitas perguntas, mas não dá respostas satisfatórias. Jostein Gaarden declara:
“O melhor meio de se aproximar da filosofia é fazer as perguntas filosóficas para se fazer. Basicamente, não há muitas perguntas filosóficas para se fazer. Já fizemos algumas das mais importantes. Mas a história nos mostra diferentes respostas para cada uma dessas perguntas filosóficas do que estamos fazendo. É mais fácil, portanto, fazer perguntas filosóficas do que respondê-las.
O evangelho é a resposta de Deus para a necessidade do homem:
“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens (1 Co 1.21-25).
O evangelho é poderoso para fazer aquilo que a filosofia humana não tem poder para realizar.
O evangelho liberta o homem do poder do pecado, da morte e de Satanás. O Evangelho transforma a vida e
o caráter das pessoas, colocando-as num perfeito relacionamento com Deus.
1.2 Deus usa o evangelho para humilhar e
exaltar pessoas
1.2 Deus usa o evangelho para humilhar e
exaltar pessoas
A filosofia e o conhecimento revelam o orgulho e a soberba do homem. No contexto de Corinto, a filosofia era para os nobres e intelectuais, pessoas que se achavam superiores.
O evangelho é a revelação de Deus que vem para os humildes de coração (Mt 11.25). Deus é quem chama as pessoas para a revelação do evangelho, como Paulo declara:
“Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1 Co 1.26-29).
Deus chama pessoas humildes, para humilhar os soberbos. Deus salva os pecadores que Deus chama pessoas humildes, para humilhar os soberbos. Deus salva os pecadores que não merecem a salvação, para
que a gloria seja dEle.
“Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor (1Co 1.30-31).
CONCLUSÃO
A comercialização da fé sempre existiu e infelizmente sempre existirá. Usar a religião como meio de ganhar dinheiro é uma prática antiga que jamais acabará. Deus
julgará aqueles que a praticam, principalmente usando o evangelho e o nome de Jesus.
O evangelho de Deus é um presente. Ele teve um custo para Deus, mas é oferecido gratuitamente aos pecadores (Is 55.1-3).
Devemos pregar o evangelho da graça de Deus, oferecendo-o gratuitamente:
“Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a a brilhante Estrela da Manhã. O Espirito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a agua da vida”(Ap 22.16,17).
