A importância do amor ao próximo

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Introdução

Nós estamos refletindo sobre a “Inteligência Espiritual”, isso implica em viver nesse mundo, mas lembrando que temos uma identidade celestial, ou seja, estamos nesse mundo de passagem. Por isso, devemos viver nesse mundo de forma inteligente e de forma sábia.
Vimos até aqui que para vivermos nesse mundo de forma inteligente precisamos buscar agradar a Deus, viver um estilo de vida diferente e precisamos dedicar tempo ao Senhor.
Hoje vamos compreender que para vivermos de forma inteligente nesse mundo devemos amar o nosso próximo. Mas o que o significa “amar o próximo?” Precisamos entender que amar o próximo não é simplesmente aquilo que eu almejo fazer, mas é realizar aquilo que o meu semelhante necessita. Então, amar ao próximo quer dizer “ajudar o próximo diante de suas necessidades”, isso exige um custo muito alto, isto é, exige sacrifício.
Você tem amado o próximo? Quais são as suas atitudes diante das necessidades do próximo? Diante disso, iremos estudar sobre a importância do amor ao próximo, para isso precisamos voltar os nossos olhos para a Palavra de Deus.

Transição

Veremos três aspectos do amor ao próximo.

Desenvolvimento

1° Amar ao próximo é um mandamento (Mt 22.34-40)

Jesus estava diante de pessoas que estudavam a lei e que tinham bastante conhecimento. No capítulo vinte e dois do versículo vinte e três até o trinta e três, o texto relata que Jesus estava diante dos saduceus, que era um pequeno grupo religioso, e que pessoas de grande influência fazia parte desse grupo. Eles não acreditavam na ressurreição e questionaram a Jesus sobre isso.
Logo depois, a partir do versículo trinta e quatro, o texto relata que Jesus estava diante dos fariseus, que eram um grupo religioso que observava a lei de Moisés e ensinava ao povo judeu. E um dos fariseus perguntou a Jesus a respeito de qual seria o maior mandamento. Diante disso, veremos os dois mandamentos citados por Jesus:

1° Amar a Deus (v. 37-38)

Mateus 22.37-38
37 Respondeu Jesus: “ ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’.
38 Este é o grande e primeiro mandamento.
Jesus responde que o primeiro mandamento é amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo entendimento.

2° Amar o próximo (v. 39)

Mateus 22.39
39 E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’.
O segundo mandamento é amar o próximo como a si mesmo. Esse mandamento de amar ao próximo está desde o Antigo Testamento, onde Deus mostra para o povo de Israel, que eles deveriam obedecer o mandamento de amar o próximo em sua vida cotidiana.
Levítico 19.16–18 NVI
16 “Não espalhem calúnias entre o seu povo. “Não se levantem contra a vida do seu próximo. Eu sou o Senhor. 17 “Não guardem ódio contra o seu irmão no coração; antes repreendam com franqueza o seu próximo para que, por causa dele, não sofram as conseqüências de um pecado. 18 “Não procurem vingança, nem guardem rancor contra alguém do seu povo, mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor.
O texto diz: “Amar o seu próximo”. Na bíblia existe quatro tipos da palavra amor. O primeiro é o amor “Eros”, que se refere ao amor romântico, o segundo é o amor “Philos”, que é o amor entre amigos, o terceiro é o amor “Storge”, que é o amor pela família, amigos e pessoas próximas. O quarto é o amor “ágape”, que é o amor incondicional de Deus.
Nós devemos amar o próximo com o amor “ágape”, ou seja, com o mesmo amor com que Deus nos amou, entregando Jesus para morrer na cruz (Jo 3.16).
O versículo termina dizendo: “Como a si mesmo”, isso quer dizer que devemos medir o nosso amor pelos outros da mesma maneira em que nós amamos a nós mesmo.
Amar o próximo é um mandamento de Deus e que nós devemos obedecer. Vimos que a palavra de Deus ordena que amemos o nosso próximo, mas como eu faço isso de forma prática?

2° Relacionamento de amor ao próximo (Cl 3.12-14)

Paulo está escrevendo para a igreja que está na cidade de Colossos, trazendo instruções para a vida prática do cristão. Diante disso, ele irá instruir a respeito do relacionamento com os irmãos, porém, pode ser aplicado no relacionamento com o próximo. Nós que somos cristãos precisamos lembrar que se relacionar com o próximo faz parte da vida. Considerando isso, veremos três atitudes que devemos colocar em prática ao se relacionar com o próximo:

1ª Se revestir de sentimentos afetivos (v. 12)

12 Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.
O texto afirma que somos povo escolhido de Deus, santo e amado. Isso quer dizer todos aqueles que nasceram de novo, ou seja, que um dia entregaram suas vidas a Cristo Jesus.
Paulo compara a vida do cristão antes da conversão que era cheia de ira, raiva, maldade, maledicência, conforme o versículo 8:
Colossenses 3.8 NVI
8 Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar.
Agora o apóstolo Paulo mostra, a vida nova que temos por meio de Cristo, por isso, devemos nos revestir de sentimentos afetivos ao nos relacionarmos com o nosso próximo.
Paulo lista cinco sentimentos afetivos que precisamos colocar em prática:
Compaixão - É ser compassivo e ter simpatia ao sofrimento de alguém.
Bondade - É o ato de ser bondoso e generoso em relação as necessidades do próximo.
Exemplo prático - Oferecer meu tempo ao próximo, partilhar uma refeição.
Humildade - é quando a pessoa age com simplicidade, sem arrogância e busca o bem-estar do próximo.
Exemplo prático - Reconhecer que o próximo é melhor do que eu em alguma coisa. Saber reconhecer quando está errado.
Mansidão - é quando a pessoa é amável, gentil e calma.
Exemplo prático - Estou jogando futebol e alguém me dá uma entrada firme, mas eu não vou me vingar, ou seja, pagar com a mesma moeda.
Paciência - no sentido original essa palavra significa “resistência”, o indivíduo que resiste as provocações, que tem o ânimo longo e não se explode facilmente.
Exemplo prático - Alguém está me provocando ou me zoando, mas eu ignoro ao invés de querer partir para a violência.

2ª Suportar o próximo (v. 13)

13 Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.
Suportar pode significar aguentar ou carregar. Mas suportar o próximo não é simplesmente você ter que aguentar. Mas além disso, é necessário você dar o suporte para ele, ou seja, você escorar o outro quando estiver em momentos de conflitos e com rebeldia.
Suportar não é buscar os seus próprios interesses, mas buscar o bem-estar do outro. Isso significa que quando o próximo te ofender, é necessário perdoá-lo e amá-lo incondicionalmente.
Cristo morreu em nosso lugar e perdoou os nossos pecados. Por isso, precisamos seguir o exemplo dEle, perdoando os outros.

3ª Amar o próximo (v. 14)

14 Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito.
O amor fraternal derramado no coração dos cristãos, é o vínculo perfeito que mantém a unidade entre o povo de Deus.
1Tessalonicenses 4.9–10 NVI
9 Quanto ao amor fraternal, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos já foram ensinados por Deus a se amarem uns aos outros. 10 E, de fato, vocês amam todos os irmãos em toda a Macedônia. Contudo, irmãos, insistimos com vocês que cada vez mais assim procedam.

3° Atitude prática de amor ao próximo (Lc 10.25-37)

Jesus novamente diante de um fariseu, o qual quis colocar Jesus a prova e questionou Jesus dizendo: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna”? (v. 25), Jesus o fez lembrar sobre o que diz a lei (v. 26). Ele respondeu: “A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (v. 27).” Jesus afirmou que ele respondeu de forma correta e se ele viver guardando o mandamento, certamente viverá. Mas o fariseu insistiu com Jesus perguntando: “Quem é o meu próximo”? (v. 29). Para responder a essa pergunta Jesus lhe contou uma parábola que mostra quatro personagens, mas que apenas um praticou o amor ao próximo:

1° O homem ferido (v. 30)

Lucas 10.30
30 Em resposta, disse Jesus: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto.
Jesus disse que havia um homem que estava descendo de Jerusalém para a cidade de Jericó, diante do trajeto esse homem caiu nas mãos dos assaltantes, e eles tiraram a roupa desse homem e o deixou quase morto. Esse homem estava ferido, machucado, é bem provável que estava sentindo muita dor.

2° O sacerdote (v. 31)

Lucas 10.31
31 Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado.
O segundo personagem é o sacerdote, que era um homem muito importante na época, ele oferecia sacrifício de animais para perdão de pecados. Mas ele não ajudou o homem que estava ferido e quando viu passou pelo outro lado.

3° O levita (v. 32)

Lucas 10.32
32 E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado.
O levita era alguém que pertencia a tribo de Levi, e a função dele era cuidar do templo e guiar o povo na adoração. Mas quando o levita viu o homem ferido, ele não quis ajudá-lo, mas passou pelo outro lado.

4° O bom samaritano (v. 33-35)

33 Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. 34 Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. 35 No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: ‘Cuide dele. Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’.
O bom samaritano foi o único personagem que ajudou o homem ferido, pois ao ver o homem naquele situação complicada teve compaixão daquele homem. E a atitude dele foi enfaixar as feridas, derramar vinho e óleo nas feridas, esses materiais eram um kit de primeiros socorros, o óleo curava as feridas e o vinho era usado para impedir vírus e bactérias. Logo depois, o samaritano colocou o homem sobre o animal e o levou até a hospedaria e cuidou dele. Além disso, ele pagou dois denários para o hospedeiro cuidar do homem ferido e quando ele voltasse o samaritano iria pagar as despesas.
Lucas 10.36-37
36 “Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37 “Aquele que teve misericórdia dele”, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: “Vá e faça o mesmo”.
Após Jesus contar a parábola ao fariseu, ele perguntou quem foi o próximo do homem ferido e o fariseu afirmou que foi aquele que teve misericórdia dele, ou seja, foi o bom samaritano e Jesus disse para ele praticar o mesmo.
O bom samaritano foi o único que teve a atitude de amar o próximo, isto é, ele não desejou e nem planejou ajudar o homem ferido, pois estava viajando, mas diante da necessidade do homem o bom samaritano exerceu compaixão e praticou o amor ao próximo.

Conclusão

Para concluir, se nós desejamos ser inteligentes espiritualmente precisamos buscar amar o nosso próximo, pois é um mandamento de Deus e deve ser obedecido. Também precisamos exercer a bondade, humildade, a mansidão, a paciência e o perdão ao nos relacionarmos com o próximo.
Precisamos ser como o bom samaritano, que investiu tempo, interrompeu a sua viagem para ajudar o homem ferido. Será que temos a mesma atitude que o bom samaritano?
Portanto, o desafio para nós que buscamos a inteligência espiritual é amar o próximo.

Aplicação

Devemos investir tempo para ajudar o seu próximo nas necessidades dele.
Necessitamos sair da zona de conforto e amar o próximo em todas as circunstâncias, por exemplo, se o nosso próximo precisa passar a noite no hospital devemos estar lá com ele, se ele estiver passando fome devemos dar o alimento, se ele precisar ir ao médico precisamos levá-lo e assim por diante.
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