esdas 25/02/

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O PACTO DE ESDRAS: PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS PARA LÍDERES CRISTÃOS[1]
 
INTRODUÇÃO:
No dia 1º de Janeiro de 2001, a humanidade inaugurou um novo século. Caracterizado pelo dinamismo, pela tecnologia e pela sofisticação. Uma nova era, onde tudo deve acontecer simultaneamente e muito rápido.
De acordo com sociólogo Zygmunt Bauman “a modernidade atual é caracterizada pela fluidez e pela constante mudança, em contraste com a modernidade sólida do passado, onde as estruturas sociais e instituições eram mais estáveis e previsíveis”. (​Zygmunt Bauman, Modernidade Líquida, p. ?).
E, nas últimas décadas, de fato, a sociedade experimentou uma volatilidade sem precedentes. E precisou se reinventou de forma intensa e acelerada, assumindo uma configuração quase que completamente inédita na história.
Dentro desta nova configuração, as relações humanas se tornaram muito mais complexas. Criando um cenário bem desafiador para os líderes contemporâneos. Deixe-me oferecer-lhe um exemplo.
 Há alguns dias visitei um ancião da Igreja. Ele parecia estressado e muito sobrecarregado. Depois de orar por ele, perguntei: Que desafios o senhor enfrenta como líder da igreja? Ele respondeu: Administrar simultaneamente uma grande demanda de atividades (envolvendo família, trabalho, projetos pessoais, etc) e liderar diferentes “perfis” de pessoas da minha congregação.
Esta situação não é muito incomum. Encontrar líderes da Igreja fazendo um malabarismo para conseguir atender as múltiplas demandas pessoais e religiosas. A maioria procura orientações sobre como exercer uma liderança mais eficiente e menos desgastante. Eles estudam livros, buscam materiais na internet, assistem a palestras de coaching, procuram os gurus da liderança, etc. Porém, muitos ainda se sentem confusos com tantos métodos e estratégias disponíveis.
Esta pesquisa aborda alguns princípios essenciais para a liderança na IGREJA, fundamentados no pacto de um antigo escriba pós-exílico. Será analisado como ele conseguiu exercer uma liderança transformadora, eficiente e capaz de deixar um legado para as gerações posteriores, apesar dos desafios que enfrentou na sua época. Este estudo vai extrair três princípios bíblicos da liderança de Esdras, o סֹפֵר (sō·p̄ēr), e mostrar como aplicá-los à liderança da IGREJA.
DESENVOLVIMENTO
Esdras, sacerdote e escriba
Parece que Esdras havia se tornado uma figura proeminente. Sadrac Meza diz que  “por alguma razão, os judeus o consideravam o segundo em importância depois de Moisés. Nesta passagem (Esdras 7:1-10) ele aparece como um homem especial” [1].
Hernandes dias Lopes comenta que “Esdras foi um dos grandes líderes do período pós-cativeiro babilônico. Ele era levita, da família de Arão (7.1–5) e versado na lei de Deus (7.6). Ele tinha sobre si a boa mão de Deus e o favor do rei Artaxerxes (7.6). Era um mestre da Palavra (7.6,10) e também um homem de oração e jejum (8.21–23)[2]”.
O livro que leva seu nome é dividido em duas sessões. A primeira parte vai do capítulo 1 ao 6 relatando o decreto de Ciro e o retorno de Zorobabel. A segunda sessão começa no capítulo 7 e se estende até o final do livro. Alguns comentaristas acreditam que entre o capitulo 6 e 7 exista um lapso temporal de aproximadamente 58 a 60 anos[3] e que a história de Ester tenha acontecido neste período.
 O pacto de Esdras
Depois do exílio, Esdras, o sacerdote, voltou da Babilônia levando consigo os livros de Moisés e dos profetas (Ed 6.18; Ne 9.14,26-30)[4]. Sua jornada até a antiga cidade de Jerusalém durou cerca de quatro meses. Um período de tempo suficiente para refletir sobre os desafios que enfrentaria ao chegar à antiga cidade.
Em Jerusalém, Esdras se deparou com um cenário caótico. Além da oposição de inimigos ele encontrou um povo desanimado, espiritualmente frio, convivendo matrimonialmente com povos pagãos e indolentes em relação ao templo de Deus. Seguramente, eram tempos complicados, tudo havia mudado em menos de um século e o povo havia iniciado um novo ciclo na sua jornada. Esse tempo exigia uma ação firme e corajosa. Por isso, ele decidiu fazer um pacto com Deus para poder contar com Seu auxilio e sabedoria divina.
Esdras havia dedicado a sua vida a estudar, e a praticar a Lei do SENHOR, e a ensinar todos os seus mandamentos ao povo de Israel. (NTLH Esdras 7:10)
Este texto apresenta três princípios fundamentais:
                                                     Estudar     
A PALAVRA DE DEUS (TÔRAH)
O PACTO DE ESDRAS
                                                   Viver
                                                 Ensinar
 
PRIMEIRO PRINCÍPIO: O ESTUDO DA PALAVRA
Esdras era um סֹפֵר (sō·p̄ēr) (Esdras 7:6) ou seja, um cronista ou escriba, versado na exposição dos escritos de Moisés e dos profetas. Isso significa que ele conhecia profundamente a Palavra de Deus.
No inicio do capítulo 7, Esdras, é apresentado como “bom conhecedor das leis de Moisés, dadas pelo Senhor”(v.6). Segundo Ellen White ele “foi impressionado pelo Espírito de Deus a esquadrinhar os livros históricos e poéticos da Bíblia e, dessa maneira, tornar-se familiarizado com o significado e o entendimento da lei”[5] Em acordo com Ellen White, Sadrac Meza diz que o “desejo dominante [de Esdras] havia sido estudar a lei divina - seus princípios, instituições, privilégios e exigências; e agora, por amor e zelo, ele se dedicava, como atividade de sua vida, ao trabalho de instruir, reformar e edificar outras pessoas”[6].
Dessa forma, as “bênçãos de Deus eram uma resposta ao compromisso de Esdras estudar (literalmente “buscar”) “a lei do Senhor” e de observar e ensinar os regulamentos e princípios de Deus. Este é o único texto do AT que relaciona o verbo darás (buscar) a tôrah (lei)”[7].
É evidente que Esdras praticava o estudo transformador da Palavra de Deus. Muito além da superficialidade religiosa. E isto lhe garantia força e sabedoria para lidar com as questões seculares do império persa e religiosas do povo de Israel.
SEGUNDO PRINCÍPIO: A PRÁTICA DA PALAVRA
O cativeiro Babilônico foi uma experiência humilhante para a nação judaica. Eles haviam abandonado a Palavra de Deus e colheram os resultados. Isso seguramente deixou marcas profundas no coração de Esdras. Por isso, ele decidiu não apenas se familiarizar com a palavra, mas viver os seus princípios.
“Durante o cativeiro, o conhecimento da vontade de Deus se havia perdido em certo grau. Esdras reuniu todos os exemplares da lei que pôde encontrar”[8].
A micro estrutura literário no capítulo 7:10 de Esdras, coloca a palavra hebraica praticar no centro do versículo.
 
Sem duvida alguma, ele era um homem consagrado, que tinha como alvo e ambição de sua vida conhecer a vontade de Deus, cooperar com Ele e ensinar aos outros a fazer o mesmo. Deus o chamou naquele momento para fazer uma obra especial[9]. Inspirou gerações e transformou modus de pensar daquele povo.
O mais incrível é que isso só foi possível porque “Esdras não apenas transmitia a Palavra de Deus, mas também tinha intimidade com o Deus da Palavra. Era um mestre da Palavra (7.6,10)”[10].
 TERCEIRO PRINCÍPIO: O ENSINO DA PALAVRA
Como era previsto, após aproximadamente 70 anos cativeiro, o povo judeu havia se misturado com outras nações. Como consequência, muitos de seus próprios filhos não conheciam as leis de seus antepassados e nem mesmo falavam a língua materna, o hebraico. Diante dessa realidade, Esdras, foi tomado por uma profunda preocupação com a identidade e a espiritualidade de povo.
Para Robert Fyall “esta preocupação é o resultado natural dos dois princípios citados anteriormente: estudar e obedecer à Palavra. Mas, ele adverte que “o estudo pode facilmente se tornar um fim em si mesmo” e que tanto o aprendizado quanto a obediência, quando não avançam além de si mesmos, correm o risco de se tornarem estéreos[11]”.
 Entretanto, Esdras entrelaça o ensino da Palavra, como um cordão de três dobras, ao estudo e a prática, e “assim, diligentemente proporcionou um conhecimento inestimável naquele tempo... tornou-se um mestre da lei e das profecias nas escolas dos profetas[12]”.
Ellen White continua sua contribuição a cerca do trabalho de Esdras quando diz:
“À medida que Esdras trabalhava para comunicar o que havia aprendido, aumentavam e se desenvolviam as suas capacidades para o labor. Tornou-se testemunha do Senhor perante o mundo acerca daquilo que a verdade bíblica é quando revelada na vida cotidiana do praticante. O exemplo de Esdras, em palavras e atos, levou consigo o peso da influência, pois o Espírito de Deus estava com ele. Diligentemente preparou seu coração para realizar a obra que, segundo cria, lhe fora indicada. Esquadrinhou as palavras que tinham sido escritas a respeito dos deveres do povo de Deus, e descobriu o solene voto que o povo havia feito, de que obedeceriam às palavras de Deus, e a promessa da divina bênção aos obedientes[13]”.
Esdras foi capaz de impactar toda uma geração e ainda perpetuar seus ensinamentos por séculos. Alguns até acreditam que ele tenha sido responsável por fechar o cânon do Antigo Testamento (Quem?) que temos hoje.
APLICANDO OS PRINCÍPIOS DE ESDRAS
Em um mundo dinâmico como este, onde as coisas precisam acontecer rapidamente, muitos ainda procuram um modelo ideal de liderança. Desejam descobri qual é o segredo para influenciar as pessoas sem comprometer sua saúde física, emocional e espiritual.
O segredo estar em seguir o exemplo de Esdras, como Ellen White apresenta, ao dizer:
“Mais de dois mil anos se passaram desde que Esdras preparou “o seu coração para buscar a lei do Senhor, e para a cumprir” (Esd. 7:10), mas o lapso de tempo não diminuiu a influência do seu piedoso exemplo. Através dos séculos, o registro de sua vida de consagração tem inspirado a muitos com a determinação de “buscar a lei do Senhor, e para a cumprir”. (exaltai-o p. 166) e ensinar aos outros.
O ministério de Esdras se torna um protótipo para os que vivem as labutas da liderança. “É um ministério que os retornados precisam agora[14]”. O povo de Deus ainda enfrenta desafios semelhantes aos do povo judeu após o cativeiro. Está empenhado em reconstruir os alicerces da verdade, que foram derrubados e permaneceram em ruínas por muito tempo (Daniel 8:12).
Seguramente, os tempos atuais exigem líderes e membros da igreja que sigam o exemplo de Esdras: que sejam fortes no estudo, na vivência e no ensino da Palavra de Deus.
LÍDERES: FORTES NA PALAVRA
As Escrituras devem ter primazia no coração do líder. Assim ele conseguirá desfrutar de paz e alegria em sua liderança, pois o esforço pessoal está unido ao mais sublime livro do conhecimento: A Palavra viva, que é “eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. Hb 4.12.
Para Ellen White “A simples citação da Escritura no púlpito não é suficiente... Ninguém senão aqueles que foram pessoalmente ensinados por Deus na dura escola da experiência são qualificados para “expor” a Palavra, de modo que a luz divina seja lançada sobre os problemas espirituais do crente, pois, enquanto a Escritura interpreta a experiência, a experiência é muitas vezes a melhor intérprete da Escritura. Nós mesmos devemos ser consolados, antes que possamos consolar outros[15]”.
Parece que PINK concorda com Ellen White a dizer:
“Buscar meras noções da verdade, sem um esforço por uma experiência de seu poder em nossos corações, não é o caminho para aumentar nossa compreensão das coisas espirituais. Somente está em condições de aprender de Deus aquele que sinceramente entrega a sua mente, consciência e afeições ao poder e governo do que é revelado a ele[16]”.
É possível ser um líder de IGREJA sem o poder que emana das Sagradas Escrituras, apoiado unicamente na sabedoria e métodos humanos. Como alguns que usam certas passagens da Bíblia para poder influenciar a decisão das pessoas e alcançar os seus objetivos (2 pd 3:16, Mt 4: 6). Mas, apresentações, repletas de uma oratória vazia e superficial, demonstram a necessidade do verdadeiro poder.
O resultado é perceptível: frustração, cansaço, desânimo e uma liderança enfraquecida. Afinal, a verdadeira autoridade do líder repousa inteiramente na eficácia da Palavra de Deus. Portanto, aquele que lidera deve fazê-lo com a Bíblia, não apenas nas mãos e na mente, mas, sobretudo, no coração, pois é assim que se exerce uma liderança verdadeiramente transformadora e permanente.
Neste ponto, é necessário recordar as palavras do senhor Jesus “Está escrito: “Nem só de pão [da sabedoria, estratégias, e métodos humanos] viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. (mt 4:4).
Em resumo, da mesma maneira que Esdras, o líder precisa ter intimidade com a Palavra de Deus.
LÍDERES: FORTES NA VIVÊNCIA DA PALAVRA
Mateus 23: 1-36 consiste em uma extensa denúncia que Jesus faz contra os fariseus. Ele começou incisivamente dizendo que se deve prestar atenção ao que os fariseu dizem, mas não fazem[17]”
“Então, Jesus disse à multidão e aos seus discípulos: Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. (Mt 23: 2,3).
Aqui a expressão mestre da lei no original grego é “γραμματευς( grammateus ) que pode ser traduzido como escriba ou mestre da Lei[18]”.
Ainda de acordo com o léxico de strong:
“Na Bíblia, [um escriba é uma] pessoa versada na lei mosaica e nas sagradas escrituras, intérprete, professor. Os escribas examinavam as questões mais difíceis e delicadas da lei; acrescentavam à lei mosaica decisões sobre vários tipos, com a intenção de elucidar seu significado e extensão, e faziam isto em detrimento da religião. Como o conselho de homens experimentados na lei era necessário para o exame de causas e a solução de questões difíceis, eles tornavam-se membros do Sinédrio; são mencionados em conexão com os sacerdotes e anciãos do povo[19]”.
Os mestres da Lei ou os escribas não aparecem apenas no Novo Testamento. A versão grega do Antigo Testamento (Septuaginta) traduz a palavra hebraica סֹפֵר (sō·p̄ēr, Escriba) em Esdras 7:6 para γραμματευς (Grammateus, mestre da lei) indicando que a função do escriba era a mesma nos dois testamentos da Bíblia.
Seria perfeitamente lógico supor que os escribas, citados por Jesus em Mateus 23, fossem herdeiros da dedicação, do exemplo e do legado de Esdras, o antigo escriba.
Que fossem profundos conhecedores, praticantes e professores da Lei. No entanto, a realidade era bem diferente. Em vez de viverem o que ensinavam, muitos escribas dos tempos de jesus foram introduzindo símbolos de hipocrisia religiosa. Por isso, o Senhor alertou: “façam o que eles dizem, mas não os imitem, pois eles não praticam o que pregam”. (Mateus 23: 2, 3, tradução livre).
De acordo com W. E. Vine, Merril F. Unger e Willian White Jr. os escribas “eram ambiciosos de honra (por exemplo Mt 23:5-11), a qual exigiam especialmente dos alunos, sendo-lhes prontamente concedida, como também pelo povo em Geral...No seu regime, a devoção era reduzida a formalismo externo. Só isso era de valor, o que era governado pelo preceito externo. A vida sob a direção deles se tornou um fardo; eles mesmos buscavam fugir furtivamente dos próprios preceitos (Mt 23: 16)[20].
Francamente, é muito mais fácil dizer aos outros o que eles devem fazer. Basta apenas conhecer um pouco sobre a Bíblia e ensiná-los. No entanto, existe um dilema que líderes da IGREJA se deparam: Viver o que se prega. Para Ellen White “é possível pregar a Palavra e andar diretamente contrário a seus ensinos, revelando na vida doméstica e na vida comercial uma forma de santidade sem o poder[21]”.
Mas, os membros fiéis da IGREJA não seguirão um líder apenas por sua posição ou eloquência. Pois o impacto verdadeiro vem do exemplo pessoal, do estilo de vida e da coerência entre a mensagem e o mensageiro.
É necessário entender que há uma relação direta entre a eficácia da liderança e o profundo relacionamento com Deus. Como diz Jonas Arrais “a vida deve comandar enquanto a boca persuade[22]”
LÍDERES: FORTES NO ENSINO DA PALAVRA
Certamente, o líder que se alimenta da Palavra de Deus, transbordará de grande felicidade. Como diz o profeta Jeremias: “Tu falaste comigo, e eu prestei atenção em cada palavra. Ó SENHOR, Deus Todo-Poderoso, eu sou teu, e por isso as tuas palavras encheram o meu coração de alegria e de felicidade. (Jeremias 15.16 NTLHE) . Desta forma, toda palavra de Deus, cravada no coração do líder não poderá ser oculta das pessoas. Pelo contrário, a Palavra o preencherá de tal maneira que do “seu interior fluirão rios de água viva”. (joão 7:38) para todos ao seu redor.
Como diz Ellen White:
“A graça de Cristo na alma é como uma fonte no deserto, vertendo para refrigerar a todos, e fazendo com que os prestes a perecer tenham sede da água da vida. Fazendo esta obra, é recebida uma maior bênção do que se trabalhamos unicamente para nos beneficiar a nós mesmos. É trabalhando para disseminar as boas novas de salvação que somos levados perto do Salvador... De todas as direções vêm pedidos de auxílio. Deus roga aos homens que ministrem alegremente a seus semelhantes. Há coroas imortais a conquistar; temos a ganhar o reino do Céu; o mundo, a perecer na ignorância, tem de ser iluminado[23]”.
Esdras experimentou essa graça de Deus de maneira extraordinária. Por isso, ele era cheio da Palavra, transbordava de alegria. Ele era servo da Palavra, vivia seus princípios. Ele era mensageiro da Palavra, ensinava sua mensagem. Sua liderança foi completamente fundamentada na Palavra de Deus
Seguindo o exemplo de Esdras, o líder dever ser um mestre para aqueles que estão sob sua influência. Ensinando-lhes a respeito da vontade de Deus por palavra e por exemplo.
O líder precisa ver “O chamado Daquele que ressuscitou é para que Seus seguidores cumpram a missão que Ele lhes confiou. Eles têm uma mensagem de esperança: o Senhor ressuscitou e logo retornará em glória. Isso deve ser proclamado em todo o mundo enquanto se aguarda Sua gloriosa vinda”[24].
 CONCLUSÃO
Esta é a era do dinamismo. Onde as novas tecnologias impulsionam uma evolução sem precedentes, tornando obsoletas as “novidades” em questão de dias. Esse cenário força o líder espiritual a se readaptar, obrigando-o a recorrer frequentemente a “fórmulas prontas” para o desempenho da sua função. Mas, “o abandono das Escrituras para dar lugar a técnicas seculares é algo, extremamente, prejudicial”[25].
Diante disso, o líder pode cair na tentação de folhear umas poucas páginas da Bíblia somente para preparar um sermão sem jamais absorver a essência da Palavra.
Ellen White diz que “O Livro dos livros tem o maior direito a nossa atenção. Precisamos não nos satisfazer com um conhecimento superficial, mas buscar aprender a inteira significação das palavras da verdade, e beber profundamente do espírito dos oráculos santos. Ler certo número de capítulos diariamente, ou decorar certa porção sem dar cuidadosa atenção ao sentido do texto sagrado, é de pouco proveito”[26].
É exatamente neste ponto que Esdras se torna um exemplo para a liderança da IGREJA. De acordo com Israel Loken, ele foi“um reformador exemplar, pois o que ele ensinou, ele primeiro viveu, e o que ele viveu ele primeiro se certificou nas Escrituras. Com o estudo, a conduta e o ensino colocados deliberadamente nessa ordem correta, cada um deles foi capaz de funcionar adequadamente em seu melhor: o estudo foi salvo da irrealidade, a conduta da incerteza e o ensino da insinceridade e da superficialidade.”[27]
Esdras era forte na Palavra. Ele a estudava, vivia e ensinava. Ele pode ser perfeitamente conhecido como um homem em cuja vida se exemplifica o impacto de beber profundamente “de toda palavra que procede da boca de Deus” (Dt 8:3, ARC).
Cada líder da IGREJA deve aprender com o exemplo de Esdras. Pois, sua “história revela como poucas pessoas podem fazer grandes coisas quando são conduzidas por líderes corajosos, sinceros, altruístas e tementes a Deus”[28][2]. Que estudam, vivem e ensinam Sua Palavra.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS
[1] Autores: Valmir Teixeira Barros, presidente da Associação Sul Maranhense e Leonardo Silva da Silva, Pastor Distrital na Associação Sul Maranhense.
[1] Sadrac Meza, “Esdras”, in Comentário Bíblico Latino-Americano, org. C. René Padilla et al., trad. Cleiton Oliveira et al., 1. ed. (São Paulo: Mundo Cristão, 2022), 559).
 
[2] Hernandes Dias Lopes, Bíblia Pregação Expositiva: Sermões, Estudos e Reflexões, trad. João Ferreira de Almeida, 2a edição Revista e Atualizada (São Paulo: Hagnos, 2020), Ed 7.28
 
[3] Comentário Biblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3 p. 394.
 
[4] Norman Geisler, Willian Nix, Introdução Bíblica, p. 84
 
[5] (Ellen White, Cristo Triunfante, p. 184).
 
[6] Sadrac Meza, “Esdras”, in Comentário Bíblico Latino-Americano, org. C. René Padilla et al., trad. Cleiton Oliveira et al., 1. ed. (São Paulo: Mundo Cristão, 2022), 559.)
 
[7] Comentário Bíblico Andrews: v. 1 p. 790
 
[8] Ellen White, Cristo triunfante, p. 184
 
[9] Comentário bíblico adventista do Sétimo Dia, v. 3 p. 396
 
[10]Hernandes Dias Lopes, Bíblia Pregação Expositiva: Sermões, Estudos e Reflexões, trad. João Ferreira de Almeida, 2a edição Revista e Atualizada (São Paulo: Hagnos, 2020), Ed 7.28
 
[11] (Robert Fyall, The Message of Ezra and Haggai: Building for God, org. Alec Motyer e Derek Tidball, The Bible Speaks Today (England: Inter-Varsity Press, 2010), 106.)
 
[12] Ellen White, Cristo Triunfante, p. 184)
 
[13] Ellen White, Cristo Triunfante, p. 184)
 
[14] Esdras: Explicação e aplicação, O regresso Ger de Koning Traduzido do alemão por Werner Klaes (wklaesQyahoo.com.br): outubrode 2022. P. 52.)
 
[15] Ellen White, nossa Alta vocação, p. 203).
 
[16] John Owen). A. W. Pink, A Interpretação das Escrituras, trad. Camila Rebeca Teixeira, William Teixeira, e Cesare Turazzi, 1a Edição (São Paulo: O Estandarte de Cristo, 2018), 41–42.
 
[17] COMENTÁRIO BÍBLICO ANDREWS, v. 3, p. 160)
 
[18] léxico hebraico e grego strong, γραμματευς de 1122; TDNT - 1:740,127).
 
[19] léxico hebraico e grego strong, γραμματευς de 1122; TDNT - 1:740,127).
 
[20] Vine, W. E, Dicionário Vine: o significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento / W. E. Vine; editado por Merril F. Unger, Willian White, JR.; traduzido por Luís Aron de macedo; 1ª ed. - Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2016, p. 611).
 
[21] Ellen White, Olhando para o Alto, p. 252).
 
[22] Jonas Arrais, Procura-se um bom pastor, 1ª ed. casa publicadora brasileira, brasil, 2011, p. 34.
 
[23] Ellen White, A Ciência do Bom viver, p. 103.
 
[24] Comentário bíblico Adrews, p. 256
 
[25] Augusto Brayner, A Pregação Expositiva Como Ferramenta do Aconselhamento Bíblico, org. Christopher Vicente (Natal, RN: Nadere Reformatie Publicações, 2020, p. 22.)
[26] Ellen White, nossa alta vocação, p. 203).
 
[27] Israel Loken, Ezra & Nehemiah, Evangelical Exegetical Commentary Bellingham, WA: Lexham Press, 2011), Ed 7.10.
 
[28] Comentário Biblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3 p. 346.
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