Você entendeu direito? Lucas 7.11-17
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Leitura bíblica: Lucas 7.11-17
Leitura bíblica: Lucas 7.11-17
11 Em dia subsequente, dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e numerosa multidão.
12 Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela.
13 Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!
14 Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te!
15 Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe.
16 Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo.
17 Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
João sempre foi um homem trabalhador e responsável. Certo dia, ao chegar ao trabalho, ouviu um colega comentar que o chefe estava insatisfeito com a equipe e pretendia fazer cortes. A conversa era vaga, mas João interpretou que ele estava na lista de demissões. Sem confirmar a informação, movido por orgulho, tomou uma decisão precipitada: resolveu pedir demissão antes de ser dispensado, acreditando que assim manteria sua dignidade.
Saiu do emprego convicto de que fizera a escolha certa. Porém, dias depois, encontrou um ex-colega que lhe contou a verdade: a empresa não iria demitir ninguém, apenas reestruturar práticas, cortar desperdícios, remanejar funções para melhorar o ambiente de trabalho. Na verdade, João estava cotado para uma promoção.
Ele percebeu tarde demais que havia agido com base em uma interpretação errada dos fatos e agora estava desempregado por con ta de uma interpretação errada e uma decisão impensada.
Assim como João, muitas pessoas andam perto de Jesus, ouvem falar d’Ele, veem Suas obras, frequentam às reuniões no templo por longos anos, mas tiram conclusões erradas sobre quem realmente é Jesus.
As multidões que seguiam Jesus em Naim estavam impressionadas com o milagre da ressurreição, mas será que entenderam de fato que Jesus era o próprio Deus, Senhor da vida e da morte?
Não adianta estar perto de Jesus sem reconhecê-Lo como Salvador e Senhor. Uma compreensão errada sobre Cristo pode levar a decisões desastrosas para a vida eterna.
Assim como João tirou conclusões erradas e sofreu as consequências disso, muitas pessoas ao longo da história também tiveram uma compreensão equivocada sobre Jesus e terminaram mal.
No episódio em Naim, uma grande multidão acompanhava o Mestre, mas será que todos realmente entenderam quem Ele era? O que significava Sua compaixão pela viúva? Qual era o verdadeiro propósito do milagre que Ele realizou? E como o povo reagiu a tudo isso?
Essa passagem nos conduz a uma reflexão essencial: quem é Jesus de verdade? Para responder a essa pergunta, observaremos três momentos dessa história. Primeiro, veremos o coração compassivo de Jesus, que não apenas enxergou a dor da viúva, mas agiu com misericórdia (vv. 11-13). Depois, testemunharemos Seu poder absoluto sobre a morte, quando Ele simplesmente ordenou e o jovem ressuscitou (vv. 14-15). E, por fim, analisaremos a reação do povo, que reconheceu algo grandioso, mas que não compreendeu corretamente quem é Jesus (vv. 16-17).
A grande ideia dessa passagem é clara: "Não basta estar próximo de Jesus, ser alvo de Sua compaixão, ver Seu poder sendo manifestado, é preciso entendê-Lo corretamente como o Senhor da vida, o Salvador que veio trazer redenção e a verdadeira esperança, cuja ressurreição não é apenas um retorno à vida terrena, mas a glorificação que garante a vitória final sobre a morte.".
Muitas pessoas seguem a Cristo por diferentes razões – algumas buscam milagres, outras procuram consolo, outras apenas O acompanham sem um compromisso real. Mas a pergunta que ecoa desse texto e guiará nossa reflexão é: Você entendeu direito?
Hoje, cada um de nós precisa examinar sua fé. Será que realmente conhecemos Jesus ou apenas temos uma ideia superficial sobre Ele? Estamos interpretando corretamente Suas palavras, Seus milagres e Sua missão? Ao longo deste sermão, veremos que a resposta a essa pergunta pode mudar completamente nossa relação com Cristo.
1. Jesus se compadece da mulher (11-13)
1. Jesus se compadece da mulher (11-13)
No domingo passado refletimos sobre a cura do servo do centurião romano. Naquele fato, Jesus atende a um pedido vindo de um homem no qual o próprio Senhor reconheceu sua fé, dizendo que nem em Israel havia visto fé como a dele. Hoje, o milagre que Jesus realizou, narrado somente pelo evangelista Lucas, Jesus reaiza o seu maior milagre, independente da fé, ou do pedido de alguém.
Jesus se compadece de uma viúva, moradora da cidade de Naim, que eu creio que no auge de seu amargo lamento, na miséria da situação que estava enfrentando, não conseguiria demonstrar qualquer vestígio de fé.
Naim era uma pequena cidade, mais ou menos a 10 km ao sul de Nazaré e 34 km de Cafarnaum, onde Jesus curou o servo do Centurião, ficava próxima do monte Tabor.
O comentarista Wirsbe fez um comentário bem interessante desse episódio: “Temos o encontro de dois grupos, a caravana da vida e a caravana da morte; de dois filhos únicos, Jesus, o Unigênito do Pai, vivo, destinado a morrer, e o filho único da viúva, morto, destinado a viver; de dois sofredores, a viúva enlutada e Jesus, o homem de dores; e de dois inimigos, a morte o último inimigo a ser vencido e Jesus aquele que matou a morte e arrancou seu aguilhão”.
O rei de todos os terrores, a morte, era o motivo de reunir uma grande multidão no verso 12, mas o Rei da Vida, o Senhor dos senhores era o motivo de reunir a multidão do verso 11 com a multidão do enterro. Diante do coral da morte, que para nós seria a única coisa pela qual a gente não dá jeito, O dono da vida se compadece da pobre mãe enlutada.
Uma mãe enterrando um filho jovem já é uma tristeza que nem conseguimos imaginar, mas a situação daquela mulher era ainda pior, porque ela era viúva e estava enterrando o seu único filho. Isso significa que ela estava lidando, além da perda do filho, com a solidão e o abando que a cercariam dali para frente. Uma viúva, sem filhos, naquele cenário era desprezada totalmente pela sociedade ficando vulnerável à miséria e sem qualquer garantia de sustento ou proteção. Seu futuro parecia estar selado em um caminho de dor e desamparo, sem esperança de recomeço. No entanto, é justamente nesse cenário de total desespero que Jesus se aproxima, revelando não apenas Sua compaixão, mas também Seu poder absoluto sobre a vida e a morte.
Aquele esquife, que era um tipo de maca para transportar o corpo do morto enrolado em lençois, porque não tinha caixão naquela época, não carregava apenas o corpo do jovem morto, mas carregava também toda a dor daquela mãe. Nesse cenário de dor conseguimos ver que nosso Deus se relaciona conosco não de forma distante, mais próxima. Jesus se compadece de nossa dor, de nossa tristeza, de nossa aflição. Aquela viúva, mergulhada na dor não demonstra fé, não pede nada e nem espera nada, ela apenas está acompanhando não apenas o fim de seu filho mas o seu próprio fim. Mas o encontro de Jesus com aquele enterro moveu o coração do Senhor, que cheio de ternura e amor se compadece daquela mulher.
O que podemos aprender com esses versículos é sobre quanta tristeza o pecado trouxe ao mundo. Todos os aspectos dessa história estão repletos de infelicidade. E devemos lembrar que toda aquela infelicidade foi trazida ao mundo por intermédio do pecado. Deus não criou a morte no princípio, quando fez todas as coisas, pois “tudo quanto fizera […] era muito bom” (Gn 1.31). O pecado é a causa de toda infelicidade. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12).
Jamais devemos esquecer essa grande verdade. O mundo que nos cerca está cheio de tristeza. Enfermidades, dores, pobreza, trabalho árduo e problemas existem por todos os lados. De uma extremidade a outra da terra, as histórias das famílias estão repletas de lamentações, choro, lamúrias e aflições. E de onde provêm? O pecado é a fonte e a raiz de onde fluem todas essas infelicidades.
Se não existisse o pecado na terra, não haveria lágrimas, inquietações, doenças, mortes ou funerais. Devemos suportar com paciência esse estado de coisas. Não podemos mudá-lo. Devemos agradecer a Deus porque no evangelho encontramos o remédio e porque esta vida não é a única. Mas, enquanto isso, devemos reconhecer com exatidão a quem pertence a culpa; o pecado é culpado por todas essas coisas.
Devemos odiar muito o pecado. Em vez de amar, de nos apegar, de brincar e nos desculpar pelo pecado que cometemos, temos de odiá-lo com ódio mortal. O pecado é o grande assassino, ladrão, o responsável por toda peste e os transtornos deste mundo. Jamais sejamos amigos do pecado. Devemos batalhar incessantemente contra ele. O pecado é a coisa abominável, que Deus odeia. Feliz é aquele que está em harmonia com Deus e pode dizer: “Detesto o mal” (Rm 12.9).
A compaixão de Jesus, demonstrada pelo seu compadecimento pela viúva, nos ensina que Ele não é indiferente à nossa dor. Ao ver a viúva, Ele não apenas percebe sua tristeza, mas se move por ela. A compaixão de Cristo não é um mero sentimento superficial, mas um amor ativo que age em favor do aflito.
Assim como Ele enxergou aquela mulher no meio da multidão, Ele também vê cada um de nós em nossa dor. Ele conhece nossas angústias mais profundas e se importa com cada lágrima que derramamos. O Salmo 34.18 nos lembra: ”Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.”
Quantas vezes nos sentimos sozinhos em meio às lutas da vida, acreditando que ninguém entende ou se importa? Essa passagem nos lembra que Jesus vê, se compadece e age.
Contudo, muitos vivem como se Jesus fosse apenas um espectador distante de suas aflições. Buscam consolo em tantas outras coisas, mas não se voltam para Aquele que realmente pode trazer restauração. O coração dessa mulher estava esmagado pela dor, mas Jesus a encontrou naquele caminho de desespero para mostrar que Ele é a única verdadeira esperança.
O próprio Senhor declarou em Mateus 11.28: ”Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” A pergunta do título da pregação serve para refletirmos sobre isso: “Você entendeu direito?” Você entendeu corretamente como se relacionar com Jesus? E então, e você? Está perto de Jesus para reconhecer que Cristo é seu consolo e esperança, ou está depositando sua confiança em soluções passageiras e humanas?
Jesus disse àquela mulher: “Não chores”. À primeira vista, pode parecer uma palavra insensível, mas, na verdade, era um convite à esperança. O Senhor não apenas se compadece, mas tem poder para mudar nossa história. Hoje, Ele também nos diz: ”Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Isaías 41.10). Ele está presente e pode transformar nossa tristeza em alegria. Você confia nisso? Ou tem vivido como quem está preso em um funeral sem esperança?
Essa história nos desafia a confiar no Senhor mesmo quando tudo parece perdido. Não basta saber que Jesus tem compaixão – precisamos responder a essa verdade com fé e entrega. Hebreus 4.15 afirma que “não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”
Você está disposto a confiar que, mesmo em meio ao sofrimento, Deus tem um propósito? Você está pronto para deixar que Jesus, o Senhor da vida, entre em sua dor e traga nova esperança?
O encontro de Jesus com essa viúva não termina na compaixão. Seu amor se manifesta de forma concreta e poderosa. Ele não apenas se importa com a dor dela, mas intervém de maneira sobrenatural. E é isso que veremos na próxima parte desse texto: o poder de Jesus sendo revelado de forma gloriosa ao trazer o jovem de volta à vida. Afinal, Ele não é apenas alguém que se compadece – Ele é Aquele que tem autoridade sobre a vida e a morte.
2. Jesus ressuscita o jovem (14-15)
2. Jesus ressuscita o jovem (14-15)
O dono da vida, o Senhor da ressurreição triunfa sobre o coral da morte. O cumum era se afastar do morto, ele era imundo segundo a lei, quem o tocava se tornava imundo. Mas o Senhor não se afasta, ele chega perto, ele toca no esquife. Ele interrompe o cortejo fúnebre. A ordem de Jesus para a mulher “não chorar”, que naquele momento não fazia sentido, porque ao nossos olhos é até desumando pedir para uma mãe que enterra seu filho não chorar, agora vai fazer todo o sentido, porque a tristeza será tomada por grande alegria porque Jesus se encontra com ela.
O infinito poder de nosso Senhor, Jesus Cristo é demonstrado mo milagre que estamos considerando. Com poucas palavras, o Senhor Jesus concedeu vida a um jovem que estava morto. Ele falou a um defunto e, imediatamente, este retornou à vida. Em um momento, num piscar de olhos, o coração, os pulmões, o cérebro, os sentidos retornaram às suas atividades e cumpriram seus deveres. Jesus clamou: “Jovem, eu te mando: levanta-te!”. Essa foi uma voz poderosa em operação. E, de imediato, “sentou-se o que estivera morto e passou a falar”.
Esse grande milagre nos faz olhar para o futuro: a ressurreição de todos. O mesmo Jesus que ressuscitou esse jovem, que ressuscitou o seu próprio corpo depois de sua morte na cruz, ressuscitará toda a humanidade, no último dia. “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo 5.28–29).
Quando a trombeta soar e Cristo ordenar, não haverá recusa ou escape. Todos comparecerão em seus corpos diante do tribunal e serão julgados conforme suas obras.
Aqui está uma verdade inevitável: toda a humanidade será ressuscitada, seja para a glória eterna ou para o julgamento final. Não há escapatória desse destino. Como diz Daniel 12.2:
“Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.”
A ressurreição de Naim foi um vislumbre do que acontecerá no último dia, quando Cristo, o Senhor da vida, chamará todos os mortos à existência novamente. Mas enquanto o jovem foi ressuscitado para continuar sua vida terrena, a ressurreição final determinará o destino eterno de cada pessoa. Aqueles que morreram em Cristo ressuscitarão para viver eternamente com Ele, conforme Paulo escreveu:
“Porque, assim como a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.” (1 Coríntios 15.21-22)
Os que pertencem a Cristo ressuscitarão em corpos glorificados, transformados para nunca mais sofrerem corrupção ou morte. “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1 Coríntios 15.52)
Mas para aqueles que rejeitam a Cristo, a ressurreição será para condenação. Como está escrito em Apocalipse 20.12-15, os mortos serão julgados segundo suas obras e lançados no lago de fogo.
Diante dessa verdade, a pergunta inevitável é: Você vai ressuscitar, mas para onde levará a sua ressurreição? Se Jesus te chamasse hoje, você se levantaria para a vida eterna ou para a condenação? Assim como o jovem ouviu a voz de Jesus e se levantou, um dia todos ouvirão essa voz poderosa. A única diferença será o destino final de cada um.
Este milagre em Naim nos lembra que o tempo da graça ainda está disponível. Hoje Jesus nos chama para recebermos vida n’Ele. E essa vida eterna não começa na ressurreição final, mas agora, quando passamos da morte para a vida pela fé. Como Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (João 5.24) Que possamos responder à voz de Cristo hoje e viver para Ele, pois o dia da ressurreição se aproxima.
Além disso, esse milagre também nos ensina sobre o que Jesus pode fazer espiritualmente por aqueles que ainda estão mortos em seus pecados, mesmo estando fisicamente vivos. A vida está em Cristo. Ele mesmo declarou: “Pois, assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer.” (João 5.21)
Se Ele pode ordenar que um jovem morto se levantasse, Ele pode também chamar para uma nova vida aqueles que agora estão mortos em transgressões e pecados. “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” (Efésios 2.1)
Nenhuma vida está além do alcance da graça de Deus. Ele pode chamar corações endurecidos ao arrependimento e transformar aqueles que parecem espiritualmente irremediáveis.
Por isso, jamais devemos perder a esperança. Continuemos a clamar por aqueles que amamos, mesmo que estejam afastados, seguindo pelo caminho largo. O mesmo Jesus que interrompeu o cortejo fúnebre pode interromper qualquer vida presa ao pecado e dizer: “Jovem, levanta-te!”
Diante de um milagre tão grandioso, a única resposta possível seria temor e louvor. O que aconteceu em Naim não poderia ser ignorado. As multidões que presenciaram essa ressurreição reagiram com assombro, mas será que entenderam corretamente quem era Jesus?
Isso nos leva ao terceiro ponto: A reação do povo.
3. A reação do povo (16-17)
3. A reação do povo (16-17)
A pergunta que eu começo a reflexão do último ponto é: Será que o povo entendeu direito quem é Jesus? A realização do milagre de Jesus deixou todos possuídos de grande temor e glorificavam a Deus dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e Deus visitou o seu povo! As obras de Jesus testificam quem ele é. O poder de Jesus sobre a morte trouxe temor ao povo na terra e promoveu a glória de Deus no céu. Mas será que eles compreenderam de verdade quem é Jesus?
As obras de Jesus testificam quem Ele é. Lucas frequentemente construiu seus relatos utilizando pares de pessoas e ideias. No texto anterior, o par foi o centurião e seu servo; aqui, o foco está na viúva e seu único filho.
Mas a ideia implícita nesse texto, do povo reconhecer a Jesus como um grande pofeta que se levantou entre eles, reflete as profecias do Antigo Testamento, que apontavam para a vinda de um grande profeta de Deus. O povo de Israel conhecia bem as histórias dos milagres realizados pelos profetas Elias e Eliseu, e o povo cria que Jesus era um novo Elias ou ou novo Eliseu. A ressurreição do filho da viúva de Sarepta por Elias (1 Reis 17.17-24) e a ressurreição do filho da sunamita por Eliseu (2 Reis 4.18-37) eram lembranças poderosas de que Deus, em tempos passados, já havia mostrado Seu domínio sobre a morte.
O que chama a atenção é que nenhuma dessas ressurreições aconteceu no meio do povo judeu. Tanto Elias quanto Eliseu realizaram esses milagres entre gentios, apontando para o caráter abrangente da graça de Deus. Da mesma forma, o episódio anterior, sobre o centurião, demonstrou que a fé autêntica pode ser encontrada até mesmo fora de Israel.
Agora, diante do milagre da ressurreição do jovem de Naim, o povo não teve dúvidas de que algo divino havia acontecido. O texto diz: O temor se apoderou de todos, e glorificavam a Deus, dizendo: ‘Grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo!’” (Lucas 7.16)
Aqui vemos o problema. Eles reconheceram que o poder vinha de Deus, mas não reconheceram que Jesus era o próprio Deus. O máximo que puderam enxergar foi que Jesus era um grande profeta, como Elias ou Eliseu, mas não O Messias, o Filho do Deus vivo.
Isso implica dizer que é possível ver os milagres de Jesus, testemunhar Seu poder, e ainda assim não compreendê-Lo corretamente. A multidão presenciou algo extraordinário, glorificou a Deus por isso, mas perdeu o verdadeiro significado do milagre. Não basta reconhecer que Deus age, é preciso reconhecer quem é Jesus!
E aqui surge um alerta para nós. Muitos hoje admiram Jesus como um grande mestre, um exemplo de bondade, um profeta poderoso, mas falham em reconhecê-Lo como Senhor e Salvador. Há pessoas que convivem com os ensinamentos de Cristo, frequentam igrejas, cantam louvores, mas nunca realmente entenderam quem Ele é.
A multidão de Naim presenciou o milagre, mas não compreendeu plenamente a identidade de Jesus. E nós? Será que entendemos corretamente quem Ele é?
A reação da multidão revela um entendimento parcial sobre Jesus. Eles reconheceram que um grande profeta havia surgido entre eles e que Deus havia visitado Seu povo, mas não perceberam plenamente a identidade de Cristo. Como em outras ocasiões como em (Mateus 16.13-14; Lucas 9.18-19), em que o povo o comparou a Elias, Eliseu ou outro profeta do passado, sem enxergar que Ele era infinitamente maior. Jesus não era apenas um profeta levantado por Deus, mas o próprio Deus encarnado.
Essa cegueira espiritual não era incomum. O próprio Isaías profetizou que o Servo do Senhor seria desprezado e não reconhecido pelo Seu povo (Isaías 53.3-4). João também registra essa verdade ao dizer: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1.11).
Ainda assim, o impacto do milagre foi tão grande que a fama de Jesus se espalhou por toda parte, mesmo sem a compreensão plena de quem Ele era. A notícia correu rapidamente por toda a Judeia e além, mostrando que os atos de Cristo não podiam ser ignorados.
Ainda hoje, essa história continua a ecoar, desafiando aqueles que a ouvem a uma decisão: enxergar Jesus apenas como um grande profeta ou reconhecê-Lo como o Salvador, o Rei que venceu a morte. Para nós, que temos as Escrituras completas e testemunhamos a plenitude de Sua obra, a única resposta correta é a fé que confessa: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16).
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Diante dos fatos que refletimos no texto de Lucas, podemos concluir com algumas aplicações para a nossa vida, que o Senhor nos ensina:
Primeiro: Jesus se compadece dos que sofrem. O Senhor não é indiferente à dor humana. Ele se importa e se aproxima dos que choram. Assim como Cristo demonstrou bondade para com essa mulher, devemos também cuidar daqueles que sofrem, especialmente os mais vulneráveis. Descanse em Jesus porque Ele está cuidando de você!
Segundo: Jesus traz paz em meio à dor. Dizer para aquela mulher, naquela situação, “Não chore mais”, não significa ignorar o sofrimento, mas sim reconhecer que, com Cristo, há esperança mesmo depois da morte. Quando confiamos em Jesus, Ele transforma nosso desespero em serenidade. Quando reconhecemos Jesus como nosso Senhor e Salvador ele nos garante a vida eterna! Tranquilize seu coração em Jesus, Ele está conosco todos os dias, até a consumação dos séculos!
Terceiro: Jesus tem autoridade sobre a morte. Um toque de Jesus transformou um velório numa festa. A morte teve que soltar sua presa. O poder de Cristo é absoluto. Diante d’Ele, não há situação perdida. Creia em Jesus para ter vida e vida em abundância!
Quarto: Jesus restaura vidas completamente ”O morto sentou-se e começou a falar”. Isso nos mostra que Jesus não apenas devolve a vida, mas a restitui por completo. Seu poder não é parcial, mas total. Quando Ele nos transforma, não é só uma mudança exterior, mas uma nova vida. Quem tem a vida transformada por Jesus ganha também o testemunho dos que estão ao redor de que essa vida, verdadeiramente foi transformada!
Quinto: Jesus desafia nossa compreensão sobre quem Ele é . O povo viu o milagre e reconheceu que Deus havia visitado Seu povo, mas muitos ainda não entenderam plenamente quem era Jesus.
Hoje, a pergunta permanece: vemos Jesus apenas como um grande profeta ou o reconhecemos como nosso Senhor e Salvador?
Jesus é aquele que nos dará boas-vindas na eternidade. Assim como ressuscitou o jovem de Naim, Ele é aquele que dará vida eterna aos que n’Ele creem.
A Palavra de Jesus em João 14.19 nos conforta: “Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis.”; Em 1 Coríntios 15.20 o apóstolo Paulo declara que “de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que morreram”, isto é Ele foi o primeiro a ressuscitar glorificado para dar o exemplo de que quem crer nEle também ressuscitará para a vida eterna.
Então seja na ressurreição final ou ao nos receber no momento da morte, é Ele quem nos acolherá com amor e viveremos com Ele para sempre!
Diante disso, nosso desafio é confiar completamente em Cristo, sabendo que Ele é cheio de compaixão, tem poder ilimitado e é nossa esperança tanto para esta vida quanto para a eternidade.
Que nossa resposta seja adorá-Lo e segui-Lo de todo coração, porque nós, os filhos de Deus entendemos quem é Jesus. Você entendeu direito?
Jesus é Jesus é *o Cristo, o Filho do Deus vivo* (Mateus 16.16), *o Verbo que se fez carne* (João 1.14), *Deus conosco* (Mateus 1.23), *o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser* (Hebreus 1.3). Ele é *o Senhor* (Filipenses 2.11), *o único mediador entre Deus e os homens* (1 Timóteo 2.5), *o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo* (João 1.29), *o Salvador dos que creem* (Atos 4.12).
Ele é *o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim* (Apocalipse 22.13), *aquele que era, que é e que há de vir* (Apocalipse 1.8). *O mesmo ontem, hoje e para sempre* (Hebreus 13.8). Ele é *a ressurreição e a vida* (João 11.25), *a luz do mundo* (João 8.12), *o pão da vida* (João 6.35), *o bom pastor* (João 10.11), *o caminho, a verdade e a vida* (João 14.6).
Jesus é *verdadeiro Deus e verdadeiro homem*, *gerado, não criado, consubstancial com o Pai*, *Ele é a imagem do Deus invisível* (Colossenses 1.15), *aquele que venceu a morte e reina à direita do Pai* (Efésios 1.20-22).
Diante disso, nossa única resposta é adorá-Lo e segui-Lo de todo o coração, porque *Jesus é o Senhor dos Senhores e o Rei dos Reis* (Apocalipse 19.16), *digno de toda glória, honra e louvor pelos séculos dos séculos!* (Apocalipse 5.12).
Você entendeu? *Jesus é o próprio Deus, nosso Salvador e única esperança!*
