O Amor e a Ira de Deus

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Textos João 3:16 e João 3.36

João 3.36 ARA
Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

INTRODUÇÃO:

Aspectos introdutórios do Evangelho de João;

Foi escrito aproximadamente no ano de 90 d.C
Escrito na cidade de Éfeso, na Ásia (Atual Turquia)
≠ dos Evangelhos Sinóticos é um Evangelho didático
Teologia básica focada na identidade de Cristo
Jesus é, sem dúvidas, o Filho de Deus
Expressa o caráter de Jesus “O verbo que habitou entre nós”

Contexto Amplo do Capítulo 3: Jesus instrui Nicodemos acerca do novo nascimento

Nicodemos era mestre e não compreendia o que Jesus falava(Jo 3:10): Nenhum conhecimento substitui a consiência da nossa condição diante de Deus (1Co 2:5)
Boas ações ou boas obras (nossas justiças) não é sinônimo de santidade ou intimidade com Deus (Is 64:6)
Quem não nascer de novo não herdará o Reino dos céus (Jo 3.3)
O que é o nascer de novo? ou O que é conversão ? R: Conversão é a obra do Espírito Santo que consiste na mudança de estado de incrédulo/perdido para crente/salvo operada no indivíduo que, ouvindo o evangelho, reconhece, arrependido, sua condição de pecador condenado e crê em Cristo ressurreto como seu único e suficiente Salvador, entendendo que a obra do Filho de Deus na cruz fez provisão completa para o perdão do ser humano. Essa real conversão redunda, inclusive, na transformação moral da pessoa que passa a anelar a santidade de vida e a experimentar progresso no aperfeiçoamento do seu caráter cristão. (1Pe 1.23) Na Teologia Reformada chamamos esse processo de Regeneração onde anteriormente não havia disposição, inclinação ou desejo pelas coisas de Deus, agora elas são dispostas e inclinadas às coisas de Deus.

A) Porque Jesus enfatiza a necessidade de um novo nascimento?

Culpa herdada; Pecado imputado; Adão como representante da humanidade, pecou e com isso toda a sua decendência se fez caída com ele. (Rm 5:19) e (Rm 3:23)
Morte espiritual - Arbírtrio corrompido, a nossa capacidade de escolher o bem e praticá-lo foi perdida.
Somos totalmentes depravados, o pecado afetos todos os âmbitos da nossa vida, nascemos rejeitando a Deus. (Sl 51:5)
O caráter unilateral da aliança de Deus para com seu povo, nos leva a conclusão de que sem uma ação do próprio Deus o ser humano é incapaz de se voltar à Deus. (Ge 15:17) e (Ef 2:5)

PROPOSIÇÃO: SOMOS SALVOS DA IRA DE DEUS

1. A Missão do Filho - O Amor de Deus

João 3.16 ARA
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Pacto de Redenção; Na Cruz Deus cumpre a sua promessa de salvação, Ele redime o seu povo e restitui a comunhão que antes havia sido perdida por conta do pecado e da iniquidade no coração do homem. (Rm 5:19)

Esse Pacto da Redenção incluiu um acordo de que o Filho:

• Viria ao mundo como um homem e viveria como homem sob a lei mosaica (

OBS: Cuidado com o Universalismo. Todo mundo não significa cada indivíduo.

O universalismo, que foi rejeitado pelo Concílio de Constantinopla, em 543, é uma crença que nos últimos anos tem ganhado popularidade em muitos círculos cristãos. O universalismo afirma que, no final, todas as pessoas serão salvas. Neste caso, a mensagem evangélica do julgamento e do inferno é negada ou omitida, tanto na pregação como no ensino.

Ensinamentos que Transformaram o Mundo A Glória de Deus na Cruz

A cruz revela o amor de Deus. Prestemos atenção ao que João diz em sua primeira carta: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou seu Filho para ser a propiciação pelos nossos pecados” (

2. Exposição do Texto Bíblico

João 3.36 ARA
Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.
Exegese Bíblico-gramatical:
- Por isso: É predominantemente uma locução coordenativa conclusiva, exprimindo uma conclusão ou uma consequência. Pode também ser uma locução adverbial com significado de consequentemente. 
- Crer, do Grego = Pisteu pisteúō [crer, confiar], pístis [fé, confiança] - I. Clássico. 1. pistós, que é atestada em primeiro lugar, significa a. “crédulo” (também com uma nuança de “obediente”) e b. “fidedigno”, ou seja, fiel, confiável. 2. ápistos significa a. “desconfiado” e b. “indigno de confiança”, “não confiável”. 3. pístis tem o sentido de a. “fé”, “certeza”, “confiança”, e b. “fidedignidade”, e c. “garantia” ou “segurança” no sentido de um penhor ou um juramento com as duas nuanças de “probidade” e “prova”. 4. pisteúō significa “confiar” (também “obedecer”), “crer” (palavras) e, no passivo, “gozar de confiança” (cf. o sentido posterior “confiar em”). 5. apisteúō usualmente significa “ser suspeito” ou “não crer” (palavras). 6. apistía significa “infidelidade”, “falibilidade”, também “desconfiança”. 7. pistóō significa “fazer alguém um pistós”, ou seja, indica uma pessoa presa a um compromisso ou contrato e, portanto, confiável
Crer não é auto sustentável, crer não se resume em acreditar, crer não é apenas confessar; (Mt 7:22)
- Vida Eterna: vida real e genuína, vida ativa e vigorosa, devota a Deus, abençoada, em parte já aqui neste mundo para aqueles que colocam sua confiança em Cristo, e depois da ressurreição a ser consumada por novas bênçãos (entre elas, um corpo mais perfeito) que permanecerão para sempre. Sem começo e nem fim, aquilo que sempre tem sido e sempre será
- Todavia:  Conjunção Coordenativa Adversativa.  Uma oposição ou restrição ao que foi dito.
- Se mantém rebelde: ἀπειθέω = apeitheo; não deixar-se persuadir / recusar ou negar a fé / negar a fé e obediência / não obedecer — desobediência ativa.
- Contra o Filho: (João 10:30) (Lucas 10:16) Rejeitar a Cristo, viver em desobência ativa é o mesmo que blasfemar contra Deus, é manchar o caráter Santo de Deus, é acumular condenação sob si mesmo, é condenar o pecado em público (com a faxada de crente) e deleitar-se com o pecado no privado.
- Como consequência: Não terá a vida e permance no alcance da ira de Deus.

3. A Ira de Deus

O que é a Ira de Deus?
R: Parte necessária do caráter moral, que aborrece o mal e ama o bem. Deus é ativa e fortemente contrário a todas as formas de mal; e os escritores bíblicos expressam essa oposição, pelo menos em parte, ao falar da ira de Deus. Centenas de passagens bíblicas se referem à ira divina. Deus é “um Deus que manifesta cada dia seu furor” (Sl 7.11)
οργη orge 1) raiva, disposição natural do próprito caráter de Deus (Cl 3:6) 2) raiva, ira, indignação 4) raiva exibida em punição, por isso usado também para punição (Rm 1:18) 4a) de punições impostas pelos magistrados
É o descontentamento de Deus demonstrado contra o pecado e o mal; (raiva e ira humana) o desprazer que pode ser aceitável ou inaceitável como uma resposta justificada ao pecado, mas pode ser destrutiva;
A ira de Deus é sua reação ao nosso pecado;
É tanto a expressão de uma atitude pessoal, emocional do Jeová Trino, quanto de seu amor pelos pecadores: é a manifestação ativa de seu ódio de irreligião e mal moral;

Conclusão: O Cálice de Jesus na Cruz

Marcos 14:35,36
Marcos 14.35 ARA
E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora.
Marcos 14.36 ARA
E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.
Lucas 22.44 ARA
E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.
O que seria seria “aquela hora” ?
1º Evento: Todos os três Evangelhos Sinópticos relatam a oração agonizante de Jesus no Getsêmani no sentido de que seu Pai removesse “este cálice” dele (Mc 14:36). Lucas acrescenta que Ele estava em tal angústia de espírito que “seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão” (Lc 22:44).
“É estranho ao Espírito de Jesus, que Ele tenha clamado para que o cálice fosse removido, se esse não significasse outra coisa senão o sofrimento e morte pessoais, especialmente à luz dos martírios cristãos subsequentes, quando os indivíduos alegremente sofreram a mesma forma de morte como expressão de amor por Jesus. Algo mais profundo do que simplesmente a morte deve ser visto no cálice. No Antigo Testamento, o cálice é uma metáfora para a punição e retribuição divina pelo pecado”. Em sua identificação com a humanidade pecadora, Ele é o objeto da santa ira de Deus contra o pecado e, no Getsêmani, à medida que a hora da paixão se aproximava, o pleno horror daquela ira lhe estava sendo revelado.37 Muito embora tivesse conhecimento de que sua morte era o âmago de sua missão messiânica, e mesmo que Ele próprio se tenha prontificado a cumprir essa missão, o terror do cálice da ira de Deus contra o pecado era tão amargo que Ele não pôde fazer outra coisa senão clamar por livramento – se fosse possível (Mc 14:35). Contudo, Ele se submeteu completamente, para cumprir sua missão.
Teologia Sistemática § 4. Ele Suportou a Ira de Deus

Nossos padrões especificam “a ira de Deus” como um extremo particular da carga de dores à qual Cristo, por amor de nós, humilhou-se a levar. A palavra ira é o termo bíblico familiar para expressar qualquer manifestação do desagrado de Deus contra o pecado. Cristo, embora fosse inerente e perfeitamente santo, levou nossos pecados. Ele foi “feito pecado” (

Teologia Sistemática de Wayne Grudem (4) A Dor de Suportar a Ira de Deus

Mais difícil ainda que esses três aspectos da dor de Jesus foi a dor de suportar sobre si a ira de Deus. Como Jesus carregava sozinho a culpa de nossos pecados, Deus Pai, o poderoso Criador, o Senhor do universo, derramou sobre ele a fúria de sua ira: Jesus se tornou objeto do intenso ódio e da vingança contra o pecado que Deus tinha guardado com paciência desde o início do mundo.

Marcos 15.34 ARA
À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
2º Evento: É o grito de desamparo na cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Na verdade, essa é uma citação de Salmos 22:1 e certamente significa, pelo menos, que Jesus é alguém que participa do sofrimento da humanidade. O ponto de vista que afirma que Jesus experimentou um sentimento de completo abandono por parte do Pai é mais satisfatório. Ainda, é possível que “o peso do pecado do mundo, sua completa auto-identificação com os pecadores, envolveu não meramente um sentimento, mas um real abandono por parte de seu Pai”.
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