Quero ser um utensilio de honra para o Senhor
Introdução
Em vista da convicção deles de que, no caso deles mesmos, “a ressurreição” – a única que reconheciam, a saber, a do pecado para a santidade, do erro para o conhecimento – já havia ocorrido, por que haveriam de preocupar-se ainda com o pecado? Eram justos a seus próprios olhos e preconcebidos (“inchados”)
Esta indiferença para com o pecado trazia como resultado o “avanço” da impiedade para “uma impiedade mais crescente” (ver o contexto, v. 16; e cf. v. 19b, “injustiça”).
(9) Por exemplo, eles chegavam a ponto de blasfemar – desdenhavam de – o verdadeiro evangelho (1Tm 1.20).
(10) Seu falso ensino (“gnosticismo incipiente”) era contagioso. “Perturbam a fé de alguns.” Eles “viravam de ponta-cabeça” (ver C.N.T. sobre João 2.15) as convicções religiosas desses membros da igreja
Fuja das tendências pecaminosas da juventude e corra após (persiga firmemente) o seguinte: a. esse estado do coração e da mente que está em harmonia com a lei de Deus (“justiça”); b. a confiança humilde e dinâmica em Deus (“fé”); c. um profundo afeto pessoal pelos irmãos, incluindo em seu benevolente interesse até mesmo os inimigos (“amor”); e d. uma compreensão isenta de perturbações, perfeita (“paz”) para com todos os cristãos (os que em oração e louvor “invocam” o Senhor Jesus Cristo – cf. Jl 2.32; Rm 10.12; 1Co 1.2 – de coração puro). O “coração puro” é a personalidade interior dos que estão “afastados da injustiça” (v. 19) e se purificaram efetivamente (v. 21).
O homem que manuseia corretamente a palavra da verdade, não a muda, não a perverte, não a mutila nem a distorce, nem faz uso dela com um propósito errôneo em mente. Ao contrário, ele interpreta as Escrituras em oração e à luz das Escrituras. Aplica seu sentido glorioso, corajosamente e com amor, a situações e circunstâncias concretas, fazendo-o para a glória de Deus, para a conversão dos pecadores e para a edificação dos crentes.
A estreita conexão entre as duas inscrições é evidente, ademais, pelo fato de que as palavras de ambas provavelmente se derivem do mesmo incidente do Antigo Testamento, a saber, a rebelião de Coré, Datã e Abirão (Nm 16). Himeneu e Fileto, em sua rebelião contra a verdadeira doutrina e a vida santa, se assemelhavam a esses perversos da antiga dispensação. Nesses dois casos de rebelião contra a autoridade constituída, havia incredulidade em referência ao que Deus havia revelado claramente. Em ambos os casos, os líderes envolveram outros em seu delito. A implicação é que, assim como a rebelião de Coré e os demais terminou em duro castigo contra os rebeldes e seus seguidores, assim também sucederá na presente rebelião de Himeneu e Fileto, que terminará em desastre para eles e seus discípulos, a menos que se arrependam.
