Criados para Adorar
O Sentido da Nossa Vida é Glorificar a Deus e Deleitar-se Nele para Sempre
SHECHINAH - palavra caldaica que significa lugar de descanso, não encontrada nas Escrituras, mas usada pelos judeus posteriores para designar o símbolo visível da presença de Deus no tabernáculo e, posteriormente, no templo de Salomão. Quando o Senhor conduziu Israel para fora do Egito, ele foi adiante deles “em uma coluna de nuvem”. Esse era o símbolo de sua presença com seu povo. Para referências feitas a ela durante as peregrinações pelo deserto, ver
SHEKINAH Uma manifestação da presença pessoal de Deus a qual assumiu a forma de uma nuvem. Essa nuvem geralmente aparece nas representações do Velho Testamento do tabernáculo e do templo (por exemplo,
NT-2 - A comunhão no NT. A palavra grega traduzida como “comunhão” é koinōnia. Ela é traduzida de várias maneiras como “companheirismo”, “compartilhamento”, “parceria” e “contribuição”. Embora não seja usado com frequência, koinōnia é um termo teologicamente significativo. Ele aparece em
KOINONIA. Palavra grega que com frequência é traduzida ou explicada como “companheirismo”, cujo alcance vai além do simples sentimento de amizade ou mesmo de amor. Na antiguidade, uma koinonia era também o que hoje chamamos de “corporação”, visto que nela duas ou três pessoas tinham uma propriedade em comum.
O verbo paralelo, koinonein, aparece com frequência tanto no Novo Testamento como na literatura secular no sentido de compartilhar. O substantivo plural, koinonoi significa então “companheiros”. Por isso, uma frase como “a koinonia [comunhão*] do Espírito Santo” pode querer dizer qualquer ou todas as coisas seguintes: (1) o companheirismo do Espírito com o crente; (2) a corporação ou corpo que tem o Espírito como sua possessão e herança comum (ou seja, a igreja); (3) o compartilhar dos bens do amor que é resultante da presença do Espírito.
Comunhão é participação, partilha e companheirismo em torno do abraço do evangelho pelas pessoas de Deus.
A comunhão descreve a unidade e comunidade da igreja que pode existir por causa do evangelho. Como tal, é importante notar que a comunhão com outros cristãos pode existir porque Deus tomou a iniciativa de nos trazer a um relacionamento correto com ele. Deus Pai, através de Jesus Cristo e pelo Espírito, estabeleceu, por sua graça, uma relação pactual com a humanidade. Aqueles que crêem no evangelho estão unidos no Espírito através do Filho ao Pai (
O Senhor auxilia e protege todos aqueles que o adoram em temor filial, a despeito da nação à qual possam pertencer. Sem dúvida, essas exortações repetidas eram consideradas necessárias pela tentadora condição em que os filhos de Israel se encontravam: as zombarias do adversário atacariam o povo, elas seriam amargamente sentidas pelos sacerdotes e ministros, e aqueles que eram prosélitos gemeriam em segredo, sob o desprezo dirigido à sua religião e ao seu Deus. Tudo isso seria muito desconcertante para a fé, por isso os repetidos pedidos para que se confiem no Senhor.
O Sentido da Vida se Cumpre Nela Toda; e os Propósitos de Deus, em Toda a Terra (Sl 115.16-18)
O Deus soberano é digno de toda nossa consagração (115:16–18)
Algumas verdades importantes podem ser vistas aqui.
Em primeiro lugar, o lugar de nossa consagração (115:16). “Os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens”. O Senhor está entronizado no céu, e ali Ele reina e manifesta a sua grandeza e sua glória. Ao homem foi dada responsabilidade especial na terra, sobre a qual governa como vice-regente de Deus (
O pregador não pode magnificar o Senhor estando em seu caixão, nem o trabalhador cristão manifesta o poder da graça divina pela atividade diária enquanto jaz na sepultura.
O túmulo não projeta voz; de ossos mofados e vermes que se alimentam da carne não surge som algum de ministração do evangelho nem de cântico gracioso. —C. H. SPURGEON
Nós que ainda vivemos garantiremos que os louvores de Deus não se acabem entre os filhos do homem. Nossas aflições e depressões de espírito não nos farão interromper nossos louvores, nem a idade avançada e enfermidades contínuas apagarão as brasas celestiais. Não, nem mesmo a morte em si nos fará pôr fim a esta encantadora ocupação. Os mortos espiritualmente não podem louvar a Deus, mas a vida dentro de nós, nos constrange a fazê-lo. —C. H. SPURGEON
Só ao Deus Soberano Toda Glória, pois é Misericordioso; a Origem da Idolatria é o Ego (Sl 115.1-3)
O Deus soberano é digno de receber toda glória (115:1–3)
Esses três versículos destacam estas três verdades:
Em primeiro lugar, a quem não deve ser dada a glória (115:1a). “Não a nós, SENHOR, não a nós…”. Os reis, os príncipes, os governantes, os comandantes e os grandes deste mundo gostam de receber glória, mas toda glória dada ao homem é vanglória, é glória vazia, é idolatria, é abominação. Deus não divide a sua glória com ninguém. Este versículo coloca, outrossim, o machado afiado da verdade na tendência arrogante do nosso coração de autoglorificação e autoidolatria. Nas palavras de Spurgeon, “se é angelical recusar uma glória indevida, roubada do trono de Deus (
Purkiser destaca que, num tempo em que estamos correndo o risco de colocar o bem-estar do homem acima da glória de Deus, esse salmo é sobremaneira relevante, oportuno e urgente.
Todo Ídolo é Incapaz; ao Tomar o Lugar de Deus no Homem, Também o Incapacita (Sl 115.4-8)
O Deus soberano considera os ídolos dos povos inúteis (115:4–8)
O profeta Isaías, de uma maneira plena, zomba da loucura dos que creem que podem criar seus próprios deuses (
Em terceiro lugar, os ídolos dos povos são totalmente impotentes (115:5–7). “Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta”. Os ídolos dos povos não falam, não veem, não ouvem, não cheiram, não apalpam, não andam, não falam. São inúteis, imprestáveis, impotentes.
Em quarto lugar, os ídolos dos povos promovem engano e decepção (115:8). “Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam”. Muito embora os ídolos sejam nada, o que está por trás deles são os demônios, por isso, aqueles que fabricam os ídolos e os adoram se tornam inúteis e mortos como a própria obra de suas mãos. Nas palavras de Spurgeon, “aqueles que fazem essas coisas para adoração são tão estúpidos e irracionais quanto as figuras que eles criam”. Warren Wiersbe, nessa mesma linha de pensamento, diz: “tornamo-nos semelhantes ao Deus que adoramos”.
Esse é um princípio claro do mundo espiritual: o homem se torna semelhante ao objeto de sua adoração. Seus padrões morais são moldados por seu deus. Todos que confiam em imagens se tornam impuros, fracos, obtusos e ignorantes.
O salmista parece amontoar estas sentenças com algo do espírito sombrio e sardônico de Elias quando disse: “Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e deve ser acordado.” —C. H. SPURGEON
Eles devem ser erguidos até seus postos ou nunca alcançariam seus santuários; precisam ser fixados em seus santuários ou cairiam; devem ser carregados ou jamais se moveriam; não podem resgatar seus amigos nem escapar da iconoclastia de seus inimigos. O inseto mais mesquinho tem mais poder de locomoção do que o mais grandioso deus pagão. —C. H. SPURGEON
Eles não podem nem mesmo alcançar o ruído gutural dos animais de ordem mais inferior; nem um grunhido ou rugido, um gemido ou nem mesmo um lamento pode sair deles. —C. H. SPURGEON
[...] o povo de Deus estava sendo oprimido por povos politeístas, que julgavam seus deuses superiores ao Deus de Israel.
NO salmo anterior, as antigas maravilhas executadas por Deus foram recontadas para a Sua honra e neste salmo lhe é suplicado que se glorifique novamente a si mesmo, porque os pagãos tiravam conclusões com base na ausência de milagres, negavam inteiramente os milagres das eras anteriores e insultavam o povo de Deus com a pergunta: “Onde está o Deus deles?”.
A repetição das palavras “não a nós” parece indicar um desejo muito sério de renunciar qualquer glória que eles em qualquer momento tenham orgulhosamente apropriado para si; e também estabelece a veemência do desejo deles de que Deus, independentemente do que lhes custasse, magnificasse o Seu próprio nome. Nestes dias, quando as primeiras vitórias do evangelho são somente lembradas como histórias de um passado vago e distante, céticos podem gabar-se de que o evangelho perdeu sua força jovial e cogitam inclusive, difamar o nome do próprio Deus. Podemos, portanto, suplicar, devidamente, pela interposição divina para que a aparente mácula possa ser removida de seu brasão e que Sua própria Palavra possa resplandecer gloriosamente, como nos dias passados. Podemos não desejar o triunfo de nossas opiniões, por amor a nós mesmos, ou pela honra de um grupo, mas podemos orar confiantemente pelo triunfo da verdade de modo que o próprio Deus seja honrado. —C. H. SPURGEON
Aqueles que afundaram tão profundamente a ponto de serem capazes de confiar em ídolos, alcançaram o extremo da insensatez e são dignos de tanto desprezo quanto suas detestáveis deidades. Os severos discursos de Lutero eram muito merecidos pelos papistas; eles devem ser meros parvos para adorar as relíquias deterioradas que são os objetos de sua veneração.
O deus do pensamento moderno tem extrema semelhança aos deuses descritos neste salmo. O panteísmo é impressionantemente similar ao politeísmo e, contudo, difere muito pouco do ateísmo. O deus manufaturado por nossos grandes pensadores é uma mera abstração, ele não tem propósitos eternos, ele não intervém em favor de seu povo, ele se importa pouquíssimo com o quanto o homem peca, pois ele concede aos iniciados “uma esperança maior” pela qual os mais incorrigíveis podem ser restaurados.
Ele é o que o último grupo de críticos escolhe fazer dele. Diz o que eles escolheram para que ele diga; e fará o que eles se agradarem em prescrever. Deixe estre credo e seus devotos à mercê de si mesmos e eles formularão sua própria refutação, pois como agora seu deus é formado à imagem deles mesmos, eles, gradualmente, se moldarão à imagem de seu deus. —C. H. SPURGEON
Sua natureza é abençoar, Sua prerrogativa é abençoar, Sua glória é abençoar, Seu deleite é abençoar. Ele prometeu abençoar e, portanto, esteja certo disto: Ele abençoará e abençoará e abençoará sem cessar. —C. H. SPURGEON
A Adoração a Deus nos Transforma, Purifica, Realiza em Comunhão, Chama
FELICIDADE-(1.) Com Deus, consistindo no conhecimento de sua vontade (
