Criados para Adorar

Criados para Adorar: Adoração, Rendição, Oração  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Convidar os Irmãos a abrirem a Bíblia em Sl 115.1.
Enquanto isso, mencionar a série, Criados para Adorar: Adoração, Rendição, Oração.
Mencionar também a lição de hoje: Criados para Adorar.
Ler o texto:
Salmo 115.1 RAStr
1 Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade.
Orar.
Estabelecer a ideia exegética.

O Sentido da Nossa Vida é Glorificar a Deus e Deleitar-se Nele para Sempre

Pergunta 2: Qual é o fim principal do homem?
Resposta: O fim principal do homem é glorificar a Deus, e deleitar-se nEle para sempre (O CATECISMO BATISTA de William Collins e Benjamin Keach).
1Coríntios 10.31 RAStr
31 Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.
Romanos 11.36 RAStr
36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!
Por isso, “Criados para Adorar”: a adoração começa e conduz ao nosso deleite e à nossa glorificação a Deus.
Um colega meu de faculdade, ao ter eu pregado para ele o real sentido da vida, acusou Deus de ser vaidoso...
Deus não é vaidoso de ter fundado nossa vida nessa base; ele é Deus (soberano), e isso dá ordem à nossa vida.
Aos mesmo tempo que os que confiam em coisas passageiras se tornam espiritualmente fracos e desorientados, os que adoram a Deus são fortalecidos, renovados e cheios do Seu Espírito (BATISTA DO POVO. Lições das células).
Esse sentido da vida, para o descrente, é apenas indireto; mas para nós é um sentido direto, privilégio saber!
Provérbios 16.4 RAStr
4 O Senhor fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.
2Coríntios 2.14–16 RAStr
14 Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.15 Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.16 Para com estes, cheiro de morte para morte para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas?
Pergunta de prosseguimento: então, o que é adoração, e como ela normalmente acontece?
Adorar é sentir a presença de Deus (shekinah), perfeita e infinita; e o quanto ela nos faz bem, ele nos ama pela graça!
Adorar é experimentar [...]. É irromper na Shekinah (a glória ou a radiância [...] a presença imediata ) de Deus ([...] habitando no meio de seu povo [...] em oposição a um Deus abstrato ou distante), ou, melhor ainda, ser invadido por ela (FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).
Adorar é avivar a consciência pela santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purgar a imaginação pela beleza de Deus, abrir o coração ao amor de Deus, consagrar a vontade ao propósito de Deus (FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).

SHECHINAH - palavra caldaica que significa lugar de descanso, não encontrada nas Escrituras, mas usada pelos judeus posteriores para designar o símbolo visível da presença de Deus no tabernáculo e, posteriormente, no templo de Salomão. Quando o Senhor conduziu Israel para fora do Egito, ele foi adiante deles “em uma coluna de nuvem”. Esse era o símbolo de sua presença com seu povo. Para referências feitas a ela durante as peregrinações pelo deserto, ver

SHEKINAH Uma manifestação da presença pessoal de Deus a qual assumiu a forma de uma nuvem. Essa nuvem geralmente aparece nas representações do Velho Testamento do tabernáculo e do templo (por exemplo,

Podemos viver com Deus distante e abstrato; mas, se somos filhos, ele nos aproxima, se revela, nos atrai!
Deus está ativamente buscando adoradores. Jesus declarou: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores” (João 4.23). É Deus quem busca, atrai, persuade. A adoração é a resposta humana à iniciativa divina (FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).
A adoração acontece por ação do Espírito no nosso espírito sincero, e repercute na razão, emoção e vontade.
Sua realidade central encontra-se “em espírito e em verdade”. Ela acende-se dentro de nós somente quando o Espírito de Deus toca nosso espírito humano. Fórmulas e rituais não produzem adoração, nem o faz o seu desuso formal (FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).
Seja a sós com Deus ou no meio de seu povo, se nossa adoração for apenas formal, não tiver amor, ela será vã.
Jonas 2.8 RAStr
8 Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso.
Tiago 1.26 RAStr
26 Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã.
1Coríntios 13.1–3 RAStr
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
A expectativa de ouvir Deus é preparo; silêncio e conversa. Antecipe-se ao culto (koinonia, louvor, salmos, corpo).
Habacuque 2.20 RAStr
20 O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.
Um motivo por que a adoração deve ser considerada como Disciplina Espiritual é que ela é um meio ordenado de agir e viver, que nos põe diante de Deus de modo que ele possa transformar-nos [...].
A primeira avenida que leva à adoração é calar toda atividade de iniciativa humana. [...] François Fénelon disse: “Feliz a alma que por uma sincera renúncia de si mesma se mantém incessantemente nas mãos do Criador, pronta a fazer tudo o que ele quer; que nunca se detém dizendo para si mesma uma centena de vezes por dia: ‘Senhor, que queres que eu faça?’” (FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).

NT-2 - A comunhão no NT. A palavra grega traduzida como “comunhão” é koinōnia. Ela é traduzida de várias maneiras como “companheirismo”, “compartilhamento”, “parceria” e “contribuição”. Embora não seja usado com frequência, koinōnia é um termo teologicamente significativo. Ele aparece em

KOINONIA. Palavra grega que com frequência é traduzida ou explicada como “companheirismo”, cujo alcance vai além do simples sentimento de amizade ou mesmo de amor. Na antiguidade, uma koinonia era também o que hoje chamamos de “corporação”, visto que nela duas ou três pessoas tinham uma propriedade em comum.

O verbo paralelo, koinonein, aparece com frequência tanto no Novo Testamento como na literatura secular no sentido de compartilhar. O substantivo plural, koinonoi significa então “companheiros”. Por isso, uma frase como “a koinonia [comunhão*] do Espírito Santo” pode querer dizer qualquer ou todas as coisas seguintes: (1) o companheirismo do Espírito com o crente; (2) a corporação ou corpo que tem o Espírito como sua possessão e herança comum (ou seja, a igreja); (3) o compartilhar dos bens do amor que é resultante da presença do Espírito.

Sumário de Teologia Lexham Comunhão na Vida da Igreja

Comunhão é participação, partilha e companheirismo em torno do abraço do evangelho pelas pessoas de Deus.

A comunhão descreve a unidade e comunidade da igreja que pode existir por causa do evangelho. Como tal, é importante notar que a comunhão com outros cristãos pode existir porque Deus tomou a iniciativa de nos trazer a um relacionamento correto com ele. Deus Pai, através de Jesus Cristo e pelo Espírito, estabeleceu, por sua graça, uma relação pactual com a humanidade. Aqueles que crêem no evangelho estão unidos no Espírito através do Filho ao Pai (

Hebreus 13.15 RAStr
15 Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.
1Coríntios 14.15 RAStr
15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.
A Bíblia descreve a adoração em termos físicos. O significado básico da palavra hebraica que traduzimos por adoração é “prostrar”. A palavra bênção literalmente significa “ajoelhar-se”. Ações de graça referem-se a “uma extensão da mão” (FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).
Quanto mais conhecemos Deus (existência, caráter), melhor o adoramos; resulta em confiança, benção (Sl 115.9-15).
Salmo 115.9–15 RAStr
9 Israel confia no Senhor; ele é o seu amparo e o seu escudo. 10 A casa de Arão confia no Senhor; ele é o seu amparo e o seu escudo. 11 Confiam no Senhor os que temem o Senhor; ele é o seu amparo e o seu escudo. 12 De nós se tem lembrado o Senhor; ele nos abençoará; abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Arão. 13 Ele abençoa os que temem o Senhor, tanto pequenos como grandes. 14 O Senhor vos aumente bênçãos mais e mais, sobre vós e sobre vossos filhos. 15 Sede benditos do Senhor, que fez os céus e a terra.
Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus, Vols. 1 & 2 O Deus Soberano é Digno de Inteira Confiança (115:9–11)

O Senhor auxilia e protege todos aqueles que o adoram em temor filial, a despeito da nação à qual possam pertencer. Sem dúvida, essas exortações repetidas eram consideradas necessárias pela tentadora condição em que os filhos de Israel se encontravam: as zombarias do adversário atacariam o povo, elas seriam amargamente sentidas pelos sacerdotes e ministros, e aqueles que eram prosélitos gemeriam em segredo, sob o desprezo dirigido à sua religião e ao seu Deus. Tudo isso seria muito desconcertante para a fé, por isso os repetidos pedidos para que se confiem no Senhor.

João 4.19–26 RAStr
19 Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta.20 Nossos pais adoravam neste monte vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.21 Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.24 Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.25 Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas.26 Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo.
Quanto mais conhecemos Deus, mais reconhecemos Jesus como Messias e Deus! Aí o verdadeiro Israel!
Romanos 9.6–8 RAStr
6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas;7 nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. 8 Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.
Romanos 2.28–29 RAStr
28 Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne.29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.
Isso vale para todos os adoradores, que, hoje, é reino e sacerdotes de todos os povos (não uma nação específica).
Apocalipse 1.5–6 RAStr
5 [...] Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados,6 e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!
Apocalipse 5.7–10 RAStr
7 Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono;8 e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos,9 e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação 10 e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.
1Pedro 2.9–10 RAStr
9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.
Isso vale para os adoradores e suas gerações posteriores, que espontaneamente continuam em adoração.
Pergunta de transição: onde e quando devemos adorar; quem ameaça a nossa adoração; e qual o resultado dela?
Oração de transição: o Salmo 115 dá a essas três perguntas as respectivas respostas!

O Sentido da Vida se Cumpre Nela Toda; e os Propósitos de Deus, em Toda a Terra (Sl 115.16-18)

Salmo 115.16–18 RAStr
16 Os céus são os céus do Senhor, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens. 17 Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio. 18 Nós, porém, bendiremos o Senhor, desde agora e para sempre. Aleluia!
Adoremos a Deus não só na Igreja, mas com a vida inteira (e eterna após) e no nosso mundo, proclamando Jesus!
Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus, Vols. 1 & 2 O Deus Soberano é Digno de Toda Nossa Consagração (115:16–18)

O Deus soberano é digno de toda nossa consagração (115:16–18)

Algumas verdades importantes podem ser vistas aqui.

Em primeiro lugar, o lugar de nossa consagração (115:16). “Os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens”. O Senhor está entronizado no céu, e ali Ele reina e manifesta a sua grandeza e sua glória. Ao homem foi dada responsabilidade especial na terra, sobre a qual governa como vice-regente de Deus (

O Tesouro de Davi Versículo 17

O pregador não pode magnificar o Senhor estando em seu caixão, nem o trabalhador cristão manifesta o poder da graça divina pela atividade diária enquanto jaz na sepultura.

O túmulo não projeta voz; de ossos mofados e vermes que se alimentam da carne não surge som algum de ministração do evangelho nem de cântico gracioso. —C. H. SPURGEON

O Tesouro de Davi Versículo 18

Nós que ainda vivemos garantiremos que os louvores de Deus não se acabem entre os filhos do homem. Nossas aflições e depressões de espírito não nos farão interromper nossos louvores, nem a idade avançada e enfermidades contínuas apagarão as brasas celestiais. Não, nem mesmo a morte em si nos fará pôr fim a esta encantadora ocupação. Os mortos espiritualmente não podem louvar a Deus, mas a vida dentro de nós, nos constrange a fazê-lo. —C. H. SPURGEON

Só ao Deus Soberano Toda Glória, pois é Misericordioso; a Origem da Idolatria é o Ego (Sl 115.1-3)

Salmo 115.1–3 RAStr
1 Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade. 2 Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles? 3 No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.
A natureza humana (carne) deseja glória, as luzes do mundo (666); o diabo tenta contra esse mandamento prioritário.
Gênesis 3.4–5 RAStr
4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.
Apocalipse 13.18 RAStr
18 Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.
Marcos 12.28–30 RAStr
28 Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos?29 Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! 30 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.
Se o Senhor há de ser Senhor, a adoração deve ter prioridade em nossa vida. [...] A prioridade divina é, em primeiro lugar, adoração; em segundo lugar, serviço. Nossa vida deve ser pontilhada de louvor, ações de graça e adoração. O serviço flui da adoração. O serviço como substituto da adoração é idolatria. Atividade pode tornar-se inimiga a inimiga da adoração.(FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).
Mas Deus frustra o intento, se compadece do homem e o salva para a melhor vida: de adoração e serviço (não ídolo).
Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus, Vols. 1 & 2 O Deus Soberano é Digno de Receber Toda Glória (115:1–3)

O Deus soberano é digno de receber toda glória (115:1–3)

Esses três versículos destacam estas três verdades:

Em primeiro lugar, a quem não deve ser dada a glória (115:1a). “Não a nós, SENHOR, não a nós…”. Os reis, os príncipes, os governantes, os comandantes e os grandes deste mundo gostam de receber glória, mas toda glória dada ao homem é vanglória, é glória vazia, é idolatria, é abominação. Deus não divide a sua glória com ninguém. Este versículo coloca, outrossim, o machado afiado da verdade na tendência arrogante do nosso coração de autoglorificação e autoidolatria. Nas palavras de Spurgeon, “se é angelical recusar uma glória indevida, roubada do trono de Deus (

[...] a idolatria não se limita apenas a imagens físicas, mas pode assumir diversas formas na vida das pessoas (BATISTA DO POVO. Lições das células).
Diferente dos ídolos, que são vazios e sem vida, o nosso Deus é vivo, poderoso e presente. Adorar a Deus é o maior privilégio que podemos ter, pois Ele é o único digno de toda honra e louvor (Salmo 96.5-6). Quando O adoramos, nossa vida é preenchida por Sua paz, alegria e propósito. Ele é o modelo perfeito de amor, santidade e obediência ao Pai. Romanos 8.29 nos ensina que fomos predestinados para sermos conformes à imagem de Cristo. Isso significa que nosso chamado não é imitar o mundo, mas refletir a glória do Senhor em nossa vida. O que adoramos molda nosso caráter (BATISTA DO POVO. Lições das células).
Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus, Vols. 1 & 2 Capítulo 114: Glória ao Deus Soberano (Sl 115:1–18)

Purkiser destaca que, num tempo em que estamos correndo o risco de colocar o bem-estar do homem acima da glória de Deus, esse salmo é sobremaneira relevante, oportuno e urgente.

Todo Ídolo é Incapaz; ao Tomar o Lugar de Deus no Homem, Também o Incapacita (Sl 115.4-8)

Salmo 115.4–8 RAStr
4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. 5 Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; 6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. 7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. 8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.
Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus, Vols. 1 & 2 O Deus Soberano Considera os Ídolos dos Povos Inúteis (115:4–8)

O Deus soberano considera os ídolos dos povos inúteis (115:4–8)

O profeta Isaías, de uma maneira plena, zomba da loucura dos que creem que podem criar seus próprios deuses (

Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus, Vols. 1 & 2 O Deus Soberano Considera os Ídolos dos Povos Inúteis (115:4–8)

Em terceiro lugar, os ídolos dos povos são totalmente impotentes (115:5–7). “Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta”. Os ídolos dos povos não falam, não veem, não ouvem, não cheiram, não apalpam, não andam, não falam. São inúteis, imprestáveis, impotentes.

Em quarto lugar, os ídolos dos povos promovem engano e decepção (115:8). “Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam”. Muito embora os ídolos sejam nada, o que está por trás deles são os demônios, por isso, aqueles que fabricam os ídolos e os adoram se tornam inúteis e mortos como a própria obra de suas mãos. Nas palavras de Spurgeon, “aqueles que fazem essas coisas para adoração são tão estúpidos e irracionais quanto as figuras que eles criam”. Warren Wiersbe, nessa mesma linha de pensamento, diz: “tornamo-nos semelhantes ao Deus que adoramos”.

Comentário Bíblico Popular: Antigo Testamento Salmo 115: Israel Renuncia os Ídolos

Esse é um princípio claro do mundo espiritual: o homem se torna semelhante ao objeto de sua adoração. Seus padrões morais são moldados por seu deus. Todos que confiam em imagens se tornam impuros, fracos, obtusos e ignorantes.

O Tesouro de Davi Versículo 6

O salmista parece amontoar estas sentenças com algo do espírito sombrio e sardônico de Elias quando disse: “Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e deve ser acordado.” —C. H. SPURGEON

O Tesouro de Davi Versículo 7

Eles devem ser erguidos até seus postos ou nunca alcançariam seus santuários; precisam ser fixados em seus santuários ou cairiam; devem ser carregados ou jamais se moveriam; não podem resgatar seus amigos nem escapar da iconoclastia de seus inimigos. O inseto mais mesquinho tem mais poder de locomoção do que o mais grandioso deus pagão. —C. H. SPURGEON

O Tesouro de Davi Versículo 7

Eles não podem nem mesmo alcançar o ruído gutural dos animais de ordem mais inferior; nem um grunhido ou rugido, um gemido ou nem mesmo um lamento pode sair deles. —C. H. SPURGEON

A verdade é que todo ídolo do coração (dinheiro, poder, sensualidade) reduz o homem, e o torna infeliz.
Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus, Vols. 1 & 2 Capítulo 114: Glória ao Deus Soberano (Sl 115:1–18)

[...] o povo de Deus estava sendo oprimido por povos politeístas, que julgavam seus deuses superiores ao Deus de Israel.

NO salmo anterior, as antigas maravilhas executadas por Deus foram recontadas para a Sua honra e neste salmo lhe é suplicado que se glorifique novamente a si mesmo, porque os pagãos tiravam conclusões com base na ausência de milagres, negavam inteiramente os milagres das eras anteriores e insultavam o povo de Deus com a pergunta: “Onde está o Deus deles?”.

O Tesouro de Davi Versículo 1

A repetição das palavras “não a nós” parece indicar um desejo muito sério de renunciar qualquer glória que eles em qualquer momento tenham orgulhosamente apropriado para si; e também estabelece a veemência do desejo deles de que Deus, independentemente do que lhes custasse, magnificasse o Seu próprio nome. Nestes dias, quando as primeiras vitórias do evangelho são somente lembradas como histórias de um passado vago e distante, céticos podem gabar-se de que o evangelho perdeu sua força jovial e cogitam inclusive, difamar o nome do próprio Deus. Podemos, portanto, suplicar, devidamente, pela interposição divina para que a aparente mácula possa ser removida de seu brasão e que Sua própria Palavra possa resplandecer gloriosamente, como nos dias passados. Podemos não desejar o triunfo de nossas opiniões, por amor a nós mesmos, ou pela honra de um grupo, mas podemos orar confiantemente pelo triunfo da verdade de modo que o próprio Deus seja honrado. —C. H. SPURGEON

O Tesouro de Davi Versículo 8

Aqueles que afundaram tão profundamente a ponto de serem capazes de confiar em ídolos, alcançaram o extremo da insensatez e são dignos de tanto desprezo quanto suas detestáveis deidades. Os severos discursos de Lutero eram muito merecidos pelos papistas; eles devem ser meros parvos para adorar as relíquias deterioradas que são os objetos de sua veneração.

O deus do pensamento moderno tem extrema semelhança aos deuses descritos neste salmo. O panteísmo é impressionantemente similar ao politeísmo e, contudo, difere muito pouco do ateísmo. O deus manufaturado por nossos grandes pensadores é uma mera abstração, ele não tem propósitos eternos, ele não intervém em favor de seu povo, ele se importa pouquíssimo com o quanto o homem peca, pois ele concede aos iniciados “uma esperança maior” pela qual os mais incorrigíveis podem ser restaurados.

Ele é o que o último grupo de críticos escolhe fazer dele. Diz o que eles escolheram para que ele diga; e fará o que eles se agradarem em prescrever. Deixe estre credo e seus devotos à mercê de si mesmos e eles formularão sua própria refutação, pois como agora seu deus é formado à imagem deles mesmos, eles, gradualmente, se moldarão à imagem de seu deus. —C. H. SPURGEON

Salmo 73.17 RAStr
17 até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles.
Mas quanto mais adoramos o Pai, mais nos tornamos filhos à sua imagem e semelhança.
Salmo 17.15 RAStr
15 Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.
Mais e mais aumenta nossa consciência da graça, confiança em Deus, firmeza pela proteção, benção.
Ver quem é o Senhor conduz-nos à confissão. Quando Isaías captou a visão da glória de Deus, clamou: “Ai de mim! Estou perdido! porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Isaías 6.5). A pecaminosidade penetrante dos seres humanos evidencia-se quando contrastada com a radiante santidade de Deus. Nossa volubilidade torna-se extrema uma vez que vemos a fidelidade de Deus. Entender sua graça é entender nossa culpa (FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).
Salmo 125.1–2 RAStr
1 Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre. 2 Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre.
O Tesouro de Davi Versículo 12

Sua natureza é abençoar, Sua prerrogativa é abençoar, Sua glória é abençoar, Seu deleite é abençoar. Ele prometeu abençoar e, portanto, esteja certo disto: Ele abençoará e abençoará e abençoará sem cessar. —C. H. SPURGEON

Adoramos a Deus pelo que ele é e, assim, pelo que faz. Ele age. Suas maravilhas estão nas nossas vidas pessoais!
Adoramos o Senhor não só por ser ele quem é mas também pelo que ele tem feito. Acima de tudo, o Deus da Bíblia é o Deus que age. Sua bondade, fidelidade, justiça, misericórdia podem ser vistas em seus tratos com seu povo. Suas ações graciosas estão não apenas impressas na histórias antiga, mas estão gravas em nossas histórias pessoais. Conforme disse o apóstolo Paulo, a única resposta racional é a adoração (Romanos 12.1). Louvamos a Deus por quem ele é, damos-lhe graça pelo que ele tem feito (FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).

A Adoração a Deus nos Transforma, Purifica, Realiza em Comunhão, Chama

Ele nos oferece um caminho de vida abundante, onde a verdadeira festa acontece na presença de Deus, não em excessos que deixam vazio no final. Que possamos, neste tempo, avaliar o que tem ocupado o lugar de Deus em nossa vida e escolher adorá-Lo de todo o coração, para que sejamos transformados em verdadeiros discípulos de Cristo (BATISTA DO POVO. Lições das células).

FELICIDADE-(1.) Com Deus, consistindo no conhecimento de sua vontade (

Colossenses 3.16 RAStr
16 Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.
Jesus é o sumo sacerdote, Espírito presente em seus ofícios e poder, ele é o dirigente da nossa adoração e vida!
A adoração tem somente um dirigente, Jesus Cristo. Quando falo de Jesus como o Dirigente da adoração quero dizer, antes de tudo, que ele está vivo e presente entre seu povo [...].
Em segundo lugar, Cristo está vivo e presente em todos os seus ofícios [...].
Em terceiro lugar, Cristo está vivo em presente em todo o seu poder. [...] Se Jesus é nosso Dirigente, seria de esperar que ocorressem milagres na adoração. Curas, tanto interiores como exterior, serão a regra e não a exceção. O livro de Atos será não apenas algo para leitura, mas parte de nossa experiência.
Em quarto lugar, Cristo é o Dirigente da adoração no sentido de que só ele decide que instrumentalidades humanas devem ser usadas, caso se use alguma. As pessoas pregam, ou profetizam, ou cantam, ou oram segundo sejam chamadas por seu Dirigente. Desta forma não há lugar para a exaltação pessoal ou para conceitos privados. Só Jesus é honrado. A medida que nosso Chefe vivo os evoca, qualquer um ou todos os dons do Espírito podem ser livremente exercidos e alegremente recebidos (FOSTER, Richard. Celebração da disciplina).

PERGUNTA PARA REFLEXÃO E INTERAÇÃO NO GRUPO

A) Quais são algumas coisas que, sem perceber, podem estar tomando o lugar de Deus em sua vida?
B) Como o que adoramos pode moldar nossa vida e caráter?
C) Como podemos fortalecer nossa adoração verdadeira a Deus no dia a dia?

DESAFIO DA SEMANA

Durante a semana, reserve um momento de oração e reflexão e faça a seguinte pergunta: "O que tem moldado minha vida ultimamente? Estou me tornando mais parecido com Cristo ou com algo passageiro?" Escolha uma área específica da sua vida onde você sente que precisa mudar para refletir mais a Cristo (exemplo: tempo gasto com redes sociais, conversas, atitudes, prioridades no dia a dia).
Tome uma decisão prática para substituir algo que te afasta de Deus por um hábito que te aproxime Dele (exemplo: reduzir tempo nas redes sociais para ter mais tempo de leitura bíblica e oração).
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