Será que Deus me ouve?
Cristianismo do dia-a-dia • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 43 viewsO sermão "Será que Deus me ouve?" baseado em Lucas 11:1-13, garante que Deus sempre ouve as orações. Jesus ensina a forma certa de orar com reverência e dependência, e garante que Deus responde no tempo certo e pelo motivo certo, baseado na bondade divina. Mesmo pecadores podem orar com confiança, pois Deus não nos ouve por nossa bondade, mas pela Sua. Jesus nos convida a orar sempre, assegurando que nossas orações são importantes para Deus.
Notes
Transcript
Objetivo: mostrar que as atenções de Deus estão sempre voltadas para aquele que ora.
Palavra-chave: garantias
Introdução
Introdução
Jesus estava orando em certo lugar e, quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: — Senhor, ensine-nos a orar como também João ensinou os discípulos dele.
Então Jesus disse: — Quando vocês orarem, digam: “Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; o pão nosso de cada dia dá-nos diariamente; perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixes cair em tentação.”
Jesus disse ainda: — Se um de vocês tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, dizendo: “Amigo, me empreste três pães, porque outro amigo meu chegou de viagem e eu não tenho nada para lhe oferecer”; e se o outro lhe responder lá de dentro: “Deixe-me em paz! A porta já está fechada, e eu e os meus filhos já estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães”, digo a vocês que, se ele não se levantar para dar esses pães por ser seu amigo, ele o fará por causa do incômodo e lhe dará tudo de que tiver necessidade.
— Por isso, digo a vocês: Peçam e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, a porta será aberta. Quem de vocês, sendo pai, daria uma cobra ao filho que lhe pede um peixe? Ou daria um escorpião ao filho que lhe pede um ovo? Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai celeste dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!
Certa feita, um tio meu postou no Facebook a seguinte frase sobre oração: “Orar é melhor maneira de não se fazer nada e achar que está ajudando”. Ele crê na existência de um mundo espiritual, contudo se opõe a quase tudo que pode ser identificado com o Cristianismo, inclusive a oração. Para ele, a oração não faz e não pode fazer nada.
Nós, cristãos, nem sempre somos diferentes. Nós cremos que a oração deve ser praticada, mas muitas vezes sentimos que, por alguma razão, não seremos ouvidos por Deus. Pode ser por consciência pesada, ou por alguma fraqueza na fé, ou simplesmente porque achamos que não oramos da maneira certa. Alguém já disse que a maior prova disso é o fato de orarmos tão pouco.
Mas Jesus dá garantias de que nossas orações são ouvidas e, se lembrarmos sempre dessas garantias de Cristo, nossa vida de oração certamente será muito melhor.
As garantias da oração.
I. Forma certa (Como)
I. Forma certa (Como)
1De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. 2Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; 3o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; 4perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixes cair em tentação.
A primeira garantia da oração dada por Jesus é que ele nos ensinou a forma correta de orar. Aqui no texto de Lucas, temos a versão mais curta da bem conhecida oração do Pai-Nosso. Essa é a oração que o próprio Jesus Cristo ensinou aos discípulos quando estes lhe pediram instrução neste assunto.
Assim como os discípulos, nós não nascemos sabendo orar. E, para piorar, aprendemos muitas formas de oração erradas durante a nossa vida. Aprendemos, por exemplo, orações automáticas, onde o mero ato de repeti-las nos proporciona perdão de pecados ou uma “iluminação” especial. Aprendemos também a reivindicar nossos direitos espirituais e “tomar posse do que é nosso”, determinando uma benção qualquer. Ou ainda achamos que a oração só é “forte” em locais especiais, como os montes. São métodos criados pelo homem que não encontram respaldo na Escritura.
Mas o nosso Deus tem uma forma própria de se comunicar conosco, o que exige de nós que saibamos conversar com Ele da maneira que Ele quer.
Jesus mesmo nos ensinou a forma correta de orar, de maneira que podemos dividir uma oração em basicamente duas partes:
a) Reverência
a) Reverência
2...Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino.
Oração é uma forma de culto. É um momento em que você se aproxima de Deus de maneira especial, deixando de lado diversas distrações para se concentrar em seu Criador, Dono e Pai. Certamente não é um momento sem importância e devemos agir com toda reverência, pois estamos diante do Todo-Poderoso e Ele exige reverência daqueles que se aproximam dele (Ex 3.5).
Jesus, em sua oração modelo, nos mostra isto. Ele não ignorava que as pessoas, ao orarem, possuem certas expectativas. Podem desejar uma cura, ou um aumento de salário, ou que Deus lhe aponte o “amor de sua vida”.
Mas, apesar de não haver nada de errado com esses pedidos, eles certamente não são o mais importante. Cristo nos ensina que nossa oração deve começar reconhecendo quem Deus é e o que Ele faz. O principal e mais urgente momento de nossa oração, é aquele em que exaltamos a Deus, pois Ele deve ser o motivo maior da oração.
A preocupação aqui, não é se passamos mais tempo pedindo do que glorificando em santa reverência, pois até na oração modelo a seção de pedidos é mais extensa que a de glorificação, contudo, é nessa parte que nosso coração deve estar mais concentrado.
Somente depois de reverentemente glorificar ao Senhor, podemos passar aos demais assuntos, onde mostramos
b) Dependência
b) Dependência
3o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; 4perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixes cair em tentação.
A segunda parte da oração modelo é aquela que fatalmente passaremos mais parte, pois ela tem a ver com nosso dia a dia. Depois que reverenciamos o Senhor, podemos fazer nossos pedidos, contudo, devemos lembrar das palavras de Jesus em Lc 6.45b e 12.34.
Lc 6.45b ... porque a boca fala do que está cheio o coração.
Lc 12.34 porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
Nossa vida é muito mais que este mundo. Nossos pedidos devem incluir coisas materiais, certamente, como o sustento diário. Todavia devemos pedir pela nossa vida espiritual também. O que pedimos em oração é um bom termômetro de nossa vida espiritual, pois através dela podemos facilmente verificar se estamos sendo egoístas e materialistas.
Devemos pedir perdão pelos nossos pecados. Devemos pedir força para suportar tentações. Devemos pedir dons espirituais. Devemos pedir sabedoria. Devemos pedir pelo próximo. O que destas coisas você não têm pedido?
A segunda garantia da oração dada por Jesus é que, para Deus, ela sempre vem no...
II. Tempo certo (Quando)
II. Tempo certo (Quando)
5Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo, e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer. 7E o outro lhe responda lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; 8digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade. 9Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 10Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.
Dos versículos 5 a 8, Jesus compara a oração a um amigo meio sem noção, que chega tarde da noite para pedir pão. Mais tarde, no capítulo 18.1-8 Jesus repetirá essa linguagem com a parábola do juiz iníquo. Uma mulher passa a importuná-lo na esperança de ser atendida.
Nas duas ocasiões o argumento de Jesus é que mesmo pessoas egoístas e pecadoras atendem pedidos insistentes, quanto mais o Senhor, que não mede as coisas pela insistência, mas pelo real valor delas.
Para Deus não existe o tempo inoportuno. Pedindo da forma certa, sempre é certo orar. Deus quer nos ouvir agora, daí a insistência dos versículos 9-10: peça, que se dá; busque, que se acha; bata, que se abre. Não importa onde você esteja, não importa a hora do dia, nunca é tarde demais para falar com Deus.
Faça como está escrito em Neemias 2.4:
Ne 2.4 Disse-me o rei: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos céus.
Neemias estava em uma conversa com o rei Artaxerxes e, durante a conversa, ele orou a Deus. É claro que aqui ele não pediu pro rei esperar enquanto ele ia até o quarto dele orar. Deve ter sido a oração mais rápida da história, mas ele não tinha mais tempo e não achou certo responder ao rei da Pérsia sem antes falar com o Rei do Universo.
Poderíamos dizer que estava em cima da hora, mas não era tarde demais, nem inoportuno. Deus o ouviu.
E a última e mais bela garantia da oração dada por Jesus é que ela é ouvida pelo...
III. Motivo certo (Porque)
III. Motivo certo (Porque)
11Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? 12Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? 13Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?
Quem nunca sentiu vergonha de orar por causa de algum pecado que cometeu? Creio que a maioria, senão todos os cristãos já passaram por essa experiência. Por vezes nos sentimos tão indignos de estar na presença de Deus que não oramos, ou até oramos, mas achamos que não seremos ouvidos por causa de determinado pecado.
É verdade que um pecado não confessado e não arrependido interfere na comunhão com Deus (Is 59.1-8), mas mesmo após a confissão, por vezes nós dizemos para nós mesmos “desta vez, Ele não vai me ouvir”.
Essa sensação ocorre porque, lá dentro, cremos que Deus só nos ouve quando somos bons. É quase que por merecimento. Mas quer saber? Graças a Deus que não é assim que as coisas funcionam. Os versículos 11-13 nos mostram que Deus não nos ouve por causa da nossa bondade, mas pela bondade dEle! Aleluia!
Este é o motivo certo que garante que Deus nos ouvirá quando orarmos: Ele é bom. Ele é bom para nos dar alimentos, roupas, emprego ou qualquer outra coisa que precisarmos. Certamente Ele não é o gênio da lâmpada que realiza nossos desejos, mas está disposto a atender as nossas necessidades.
Mas o que é melhor nisso tudo é que Ele está disposto ao maior milagre possível pela bondade dEle: morar em seres humanos - esses pecadores.
Lembra do primeiro ponto da primeira garantia? Reverência? Alguém que recebeu o Espírito Santo tem motivo para não glorifica-lo em santa reverência? Ele não negou o sangue do Filho, não negou a presença do Espírito Santo e não negará a bondade do Pai.
Conclusão
Conclusão
Por isso, ore. Ore sem cessar (1Ts 5.17). Ele nos ouvirá porque nos deu a forma certa, o tempo certo e o motivo certo para isto.
Ele diz: “Eu é que sei que pensamentos que tenho sobre vós, diz o Senhor. Pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais”
