Cristo é nosso General
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Deus é o comandante do seu povo
Deus é o comandante do seu povo
1. Introdução/Ilustração
(Citar algmas figuras que lideram grandes vitórias em guerras, como Chruchil, Nixon....)
Demonstrar que na história comum, alguns homens são lembrados de grandes feitos e na maioria da vezes esses grandes feitos são realizados em contexto de guerra.
No entanto, a história bíblica, que é tão real quanto a história comum, a ênfase não deveria ser sobre os homens que conduziram prodigiosamente as batalhas, mas sim, sobre quem conduzia verdadeiramente as batalhas, isto é, Deus é condutor de fato dessas grandes guerras.
2. Contexto
2.1 Contexto antecedente
2.1.1 Três sinais são realizados antes da conhecida batalha contra a cidade de Jericó. Deus ordena a edificação de memoriais, a circuncisão e celebração da páscoa.
2.1.2 Em todas as ordenanças estipuladas por Deus através de seu servo Josué foram obedecidas.
2.2 Contexto precedente
2.2.1 Deus decide se manifestar diante de seu servo Josué.
3. Desenvolvimento
3.1 (v.13-15) Para que o seu povo e seus líderes reconheçam de onde virá as suas vitórias!
I - Esse pequeno trecho antes da batalha de Jericó ocorrer, parece ser construído como uma mudança de etapa dessa história da conquista da terra prometida, mas essencial para o desenrrolar, não apenas dessa batalha, mas como as outras que estariam para acontecer.
II - Josué, estava em lugar muito mais próximo de Jericó, o que significa dizer que ele provavelmente já não estava mais em Gilgal, mas agora, próximo suficiente de Jericó para batalhar contra os seus adversários.
III - O outro personagem desse enredo, surge de forma repentina ao que parece nas palavras “eis que se achava em pé diante dele”.
IV - Alguns comentaristas traduzem a expressão “que trazia na mão uma espada” como “uma espada desembainhada na mão”, enfatizando a ideia de alguém que também está em prontidão para batalhar.
V - Josué, não reconhecendo exatamente essa figura diante dele, questiona se ele era “favorável” ou pertence ao povo ou um adversário.
VI - A resposta desse personagem que já se revela a seguir, não é uma resposta direta a pergunta.
VII - A primeira parte da reposta desse personagem é explicada pelo versículo 15, pela não retomada da pergunta feita por Josué, ou seja, implicitamente, o comendante, era favorável ao povo, isto é, não era um adversário. A questão aqui, no entanto, não é responder se o homem (que já vamos ver que é a representação de Deus), estava com o povo, mas sim, o reconhecimento da autoridade que esse homem dispunha de si mesmo sobre o qual Josué deveria confiar. Esse é o enfoque da resposta desta personagem.
VIII - O homem se apresenta como “princípe” uma grande autoridade que alinhado ao termo “exército” é entendido como comandante ou genral. O termo exército é um termo muito debatido, pois algumas vezes esse termo se refere aos próprios soldados de Israel. No entanto, o contexto aqui denota a despeito do exército celestial e no caso, do próprio Deus que estaria adiante nessa batalha.
IX - A prova de que é esse comandante é uma manifestação do próprio Deus se dá na cena a seguir, quando Josué se prostra diante do comandante e adora - (יִּשְׁתָּ֔חוּ) a mesma palavra utilizada em Êxodo 4.31 “E o povo creu; e, tendo ouvido que o Senhor havia visitado os filhos de Israel e lhes vira a aflição, inclinaram-se e o adoraram.” após Deus ter demonstrado por meio de Moisés que haveria de libertar o povo. Uma outra prova de que era Deus é uma outra passagem em Êxodo que é fundamental para compreender esse contexto:
Êxodo 23.20–26 “Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado. Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não te rebeles contra ele, porque não perdoará a vossa transgressão; pois nele está o meu nome. Mas, se diligentemente lhe ouvires a voz e fizeres tudo o que eu disser, então, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. Porque o meu Anjo irá adiante de ti e te levará aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos cananeus, aos heveus e aos jebuseus; e eu os destruirei. Não adorarás os seus deuses, nem lhes darás culto, nem farás conforme as suas obras; antes, os destruirás totalmente e despedaçarás de todo as suas colunas. Servireis ao Senhor, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e tirará do vosso meio as enfermidades. Na tua terra, não haverá mulher que aborte, nem estéril; completarei o número dos teus dias.”
Assim, vemos que comandante / anjo do Senhor tinha atribuições de perdoar pecados, o que somente Deus é capaz de fazer. Além disso, esse anjo exige adoração no verso a seguir:
X - O comandante do Senhor ordena que Josué tirasse as sandálias porque o lugar onde ele estava pisando era santo, exatamente o mesmo acontecimento com Moisés, o que efetivamente demonstra que esse comandante é a manifestação do próprio Deus. Somente Deus exige reverência da parte dos homens para que eles se aproximem, visto que sua santidade é a expressão de sua glória e poder, com a qual, os homens não podem suportar, não apenas pela sua finitude, mas pela sua condição pecaminosa que lhe impede de aproximar de Deus se ele não permitir ou não fazer exigir o mínimo de reverência e sujeição.
Desta forma, o fato desse comandante exigir adoração, exigir reverência a sua santidade diante de sua presença, apenas atesta que esse comandante era o próprio Deus manifestado por um aspecto da teologia denominado de Teofania:
A Teofania é um ato de Deus se manifestar na terra sem mediação (sonhos, visões e profecias), isto é, Deus assume uma forma corpórea e se manifesta com objetivo de trazer juízo, redenção ou alguma anunciação de algum ato que ele pretenderá fazer. A teofania é temporária e ela é encerrada assim que se cumpre o seu papel determinado. Na palavras do doutor Heber Campos:
“O que, então, é uma teofania? Entende-se que é o modo de revelação externa e imediata, por meio do qual Deus assume, temporariamente, uma forma física, a fim de comunicar aos homens alguma coisa de si mesmo ou deles, tanto em termos de redenção como de juízo, confrontando-se presencialmente com os recipientes de sua revelação.” (CAMPOS, 2017, p. 16)
XI - Josué, portanto, obedece a ordem do comandante.
O motivo desse pequeno texto está inserido antes da conquista das primeiras batalhas parece ser conclusivo quanto aos aspectos iniciais dessa narrativa. Josué, agora, não tinha mais que temer a liderança que Deus havia colocado sobre o povo Israel, visto que agora ele é aceito e respeitado pelo povo, tal como Moisés também foi. Josué, não precisava ser comissionado a fazer o que Deus havia ordenado, porque até aqui, em tudo, Josué seguia obedencendo ao Senhor.
Assim, o que esse pequeno texto quer nos mostrar é mais sobre a devoção pessoal de Josué para com Deus e sua submissão para com o Senhor que lhe conduz nas batalhas, Howard (2023) e Butler (2017).
Mas qual a relevância dessa devoção e dessa aparente demora para o surgimento das grandes batalhas do povo de Israel?
3. A relevância se dá porque na história de Deus, com as quais, os homens fazem parte, o personagem principal não está nas habilidades e capacidades de liderança de grandes homens, mas sim, no Deus que luta e garante as vitórias das guerras que seu povo deve travar.
4. Essa aparente demora, se dá exatamente porque o aspecto principal dessa história não é tanto as batalha em si (não que elas não sejam importantes), mas sim no coração do povo de Deus que irá batalhar contra os seus inimigos.
5. Para deixar mais claro, quando lemos efésios 6, geralmente tendenciamos a considerar que a guerra do povo de Deus contra a carne e o sangue parece ser algo real apenas no novo testamento, no entanto, as guerras no A.T, incluindo estas que está prestes a acontecer, é também sobre a verdadeira guerra dos homens, isto é, o universo espiritual, que numa visão mais honesta e bíblica de enxergar o mundo, o espiritual e o visível devem ser vistos como duas faces de uma mesma moedas, e portanto, tal ótica, é inseparável.
6. A guerra do povo de Deus começa no coração, sobretudo, na sua relação com o Deus que luta a guerra com o seu povo. Essa é, portanto, a relevância dessa devoção pré-batalha que Deus requeriria de Josué, a fim de que ele não se ensoberbecesse ao considerar que como o comandante do povo de Israel, a conquista seria um feito grandioso de suas próprias mãos e não do Deus que luta com Josué e o povo na derrubada das muralhas de Jericó.
4. Aplicação Cristológica
4.1 Cristo é o nosso general de guerra que triunfa sobre a morte, indo adiante na batalha, venceu por nós, e delegou-nos a missão de batalhar uma guerra já vencida.
2Coríntios 2.14 “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.”
e
Colossenses 2.14–15 “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.”
A cruz de Cristo é o triunfo do general que nos trouxe a vitória, com a qual, podemos bradar como o apóstolo Paulo:
1Coríntios 15.54–55 “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
5. Aplicações do texto
5.1 O princípio de que Deus luta com o povo é primordial para sermos cuidadosos ao olhar para os personagens bíblicos, como Josué, e buscar nele algum tipo de inspiração como nossa sociedade tem feito para modelar um padrão de comportamento ideal. Por exemplo, se você quer ser bem sucedido, veja a vida de Steven Jobs ou Bill Gates, imite-os. Portanto, devemos olhar para Deus, sobretudo, para aquele que é a exata expressão de seu ser, Jesus Cristo, e assim imitá-lo. Isso não quer dizer que não devamos extrair lições de homens, como Josué, para as nossas vidas, mas o modelo perfeito com quem devemos espelhar é o Senhor Jesus Cristo. Todo boa virtude que Josué e outros personagens das Escrituras, como Moisés, tiveram, sem dúvidas vem do próprio Deus a quem em Cristo, lhe concedeu a plenitude de todas as coisas. O nosso padrão de viver deve ser Cristo. Devemos olhar para as nossas vidas e olhar para Cristo como o modelo de masculinidade, paternidade, maternidade, feminibilidade, irmandade, sobre os negócios e empreendimentos nesta vida, sobre os nossos sonhos e aspirações. É Cristo que deve ser o nosso padrão e não os gurus da internet do século 21. Homens de Deus podem ser exemplos, porém, se tais exemplos não apontarem para Cristo ou não possuir um padrão agradável ao que Cristo determinou, nem devemos hesitar ao rechaçá-los.
5.2 Não podemos submestimar as batalhas que ocorrem em nosso coração. O inimigo das nossas almas foi derrotado pelo nosso general Cristo Jesus, porém, ainda há batalhas a serem travas contra ele até o retorno de Cristo. Nós temos a certeza de a guerra já foi vencida, mas até o final dela, temos que batalhar. Porém, essas batalhas não são feitas com as nossas próprias forças, mas com a condução do Senhor dos nossos corações que deve ser Cristo, o que no entanto, muitas vezes, o pecado e Satanás, tentam disputar o senhorio do nosso coração. Antes de Cristo nos dominar, eles eram os senhores das nossas vidas, agora Cristo é o Senhor. Embora eles não tenham domínio sobre nós, ainda podemos sofrer influências deles em nossas vidas e quando cedemos o nosso coração, nós perdemos as batalhas e geralmente quando perdemos porque cedemos é justamente ocasionado pela nossa soberba e não reconhecer devocionalmente aquele que luta por nós e isso acontecer quando submestimamos o inimigo das nossas vidas. Cristo deve reinar sobre nós!
6. Conclusão
A história dos homens deve ser contada como Deus triunfou sobre todos os eventos que aconteceram, acontece e acontecerá no mundo. Não distinção entre história bíblica e história comum, a história é uma só e ela deve contar sobre os feitos do protagonista dela, isto é, o próprio Deus.
Assim, nessa parte da história bíblica e comum dos homens, estamos prontos para vermos as maravilhas que Deus esta prestes a fazer contra as muralhas de um grande cidade que até hoje será lembrada de como Deus luta com o seu povo!
