EBD #06 - OBEDIÊNCIA: OBRIGAÇÃO OU CONSEQUÊNCIA?
Cristianismo Bem Explicado - Augustus Nicodemus • Sermon • Submitted • Presented
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Dinâmica
Dinâmica
"Obedecer ou Não Obedecer?" (Jogo de Decisões)
"Obedecer ou Não Obedecer?" (Jogo de Decisões)
Objetivo:
Objetivo:
Refletir sobre as consequências das escolhas e como elas se relacionam com a obediência a Deus. Essa dinâmica ajuda os alunos a pensar em situações práticas da vida cotidiana e como suas decisões podem impactar sua caminhada espiritual.
Como fazer:
Como fazer:
Divida os alunos em dois grupos.
Cada grupo representará uma perspectiva diferente:
Grupo 1: "Decisões baseadas na vontade de Deus."
Grupo 2: "Decisões baseadas em sentimentos ou conveniência pessoal."
Apresente situações hipotéticas.
Leia uma situação por vez e peça para cada grupo decidir rapidamente como agiriam nesse cenário. Após cada decisão, discuta as razões por trás das escolhas.
Exemplos de Situações Hipotéticas:
Exemplos de Situações Hipotéticas:
Aqui estão várias opções de situações que você pode apresentar durante a dinâmica:
"Você está em um grupo de amigos que está falando mal de outra pessoa."
Pergunta: "Você falaria algo para defender a pessoa ou ficaria calado para não causar conflito?"
"Deus pede que você doe parte do seu dinheiro para ajudar alguém."
Pergunta: "Você obedeceria a Deus, mesmo que isso significasse abrir mão de algo importante para você?"
"Você precisa perdoar alguém que te machucou profundamente."
Pergunta: "Você perdoaria essa pessoa, mesmo sem sentir vontade, porque sabe que é o certo?"
"Você prometeu ir à igreja para ajudar em um evento, mas surge um convite tentador de amigos para sair no mesmo horário."
Pergunta: "Você manteria seu compromisso com a igreja ou aceitaria o convite dos amigos?"
"Você percebe que um colega de trabalho está sendo injustiçado, mas pode perder seu emprego se falar algo."
Pergunta: "Você defenderia seu colega, mesmo correndo riscos pessoais?"
"Você está cansado e não quer orar, mas sente que precisa conversar com Deus sobre algo importante."
Pergunta: "Você oraria, mesmo sem vontade, ou deixaria para depois?"
"Você descobre que um amigo próximo está cometendo um erro grave, mas ele pediu segredo."
Pergunta: "Você confrontaria seu amigo ou guardaria silêncio para não magoá-lo?"
"Você recebeu uma promoção no trabalho, mas sabe que outro colega merecia mais do que você."
Pergunta: "Você aceitaria a promoção ou abriria mão dela para ser justo?"
"Você está em um momento financeiro difícil e sente que Deus está chamando você para ajudar alguém ainda mais necessitado."
Pergunta: "Você confiaria em Deus e ajudaria, mesmo sabendo que isso poderia piorar sua situação?"
"Você foi convidado para participar de uma atividade missionária (Missão Caiuá), mas isso exigiria sacrifício de tempo e energia."
Pergunta: "Você aceitaria o desafio ou recusaria por falta de motivação?"
"Você está em um relacionamento e percebe que a outra pessoa não compartilha seus valores cristãos."
Pergunta: "Você continuaria o relacionamento ou terminaria, mesmo que isso fosse doloroso?"
"Você está em um momento de dúvida espiritual e sente que precisa buscar ajuda, mas tem vergonha de admitir isso para alguém."
Pergunta: "Você procuraria ajuda ou manteria seus sentimentos escondidos?"
"Você foi injustiçado no trabalho, mas sabe que reagir com raiva não é a atitude certa."
Pergunta: "Você responderia com paciência e mansidão, mesmo que isso fosse difícil?"
"Você está em um ambiente onde todos estão fazendo algo errado, mas você sabe que não deve seguir o exemplo."
Pergunta: "Você permaneceria firme em seus princípios ou cederia à pressão do grupo?"
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Introdução: A Dualidade da Obediência
Introdução: A Dualidade da Obediência
Pergunta inicial para reflexão em grupo:
"Vocês já fizeram algo que sabiam ser certo, mas não tinham vontade de fazer? Como foi essa experiência?"
Quando obedecemos a Deus, o fazemos por obrigação ou porque somos salvos? Essa é uma pergunta difícil, pois traz aspectos distintos que se entrelaçam.
Tópico 1: A Soberania de Deus e Sua Vontade
Tópico 1: A Soberania de Deus e Sua Vontade
Texto-base: "Deus é soberano, Criador dos céus, da terra, do tempo e da história, e nada acontece fora de seu divino propósito."
Pontos para discussão:
Explique que Deus usa causas secundárias (nossas decisões e ações) para cumprir Seu propósito eterno.
Podemos dizer que a vontade de Deus prevalece porque ele é soberano, Criador dos céus, da terra, do tempo e da história, e nada acontece fora de seu divino propósito. Por outro lado, em sua sabedoria o Senhor guia o universo, a história e as circunstâncias por meio daquilo que chamamos de causas secundárias, isto é, métodos pelos quais cumpre sua divina vontade mediante a participação de terceiros. Nesse propósito geral de Deus estão a humanidade que ele criou e, também, os anjos, que são seres morais, com capacidade de escolha, discernimento, consciência e responsabilidade pelo que fazem.
Pergunte aos alunos:
"Vocês já perceberam alguma situação em que, olhando para trás, viram que Deus estava guiando suas decisões, mesmo que vocês não soubessem disso na hora?"
Tópico 2: A Responsabilidade Humana
Tópico 2: A Responsabilidade Humana
Texto-base:
"Portanto, Deus ordenou o curso da existência de todas as coisas de tal maneira que os seres humanos e os anjos participam ativamente da construção da história dentro desse propósito geral e maravilhoso. Isso significa que, às vezes, uma pessoa não está consciente de que, ao tomar uma decisão, na verdade está cumprindo o propósito eterno estabelecido pelo Senhor. De igual modo, quando uma pessoa se recusa conscientemente a fazer determinadas coisas sem que se transfira a Deus a responsabilidade por seus atos, o indivíduo também está cumprindo o propósito divino."
Pontos para discussão:
Explique que, embora Deus seja soberano, Ele nos dá liberdade para tomar decisões e somos responsáveis por elas.
No caso da pessoa que foi escolhida por Deus antes da fundação do mundo para fazer parte de sua família, ela será levada, ao longo da vida, a caminhar de acordo com os propósitos divinos de tal modo que também se tornará responsável por suas decisões e atitudes. Isso significa que nem sempre a ação de Deus em suas criaturas, mesmo nos eleitos, as deixa felizes.
Pergunte:
"Se Deus já tem um plano, por que ainda somos responsáveis por nossas escolhas?"
Relacione isso com a conversão: mesmo sendo salvos, continuamos tendo um coração imperfeito e precisamos aprender a obedecer.
Tópico 3: Fazendo o Certo Mesmo Sem Sentir
Tópico 3: Fazendo o Certo Mesmo Sem Sentir
Texto-base: "É possível agir corretamente, ainda que não sintamos vontade de fazê-lo?"
Pontos para discussão:
Quando uma pessoa se converte e seu coração é regenerado, ela não se torna um autônomo cuja vontade se encontra em perfeita harmonia com Deus. Não somos assim. Apesar de salvos, nosso coração continua alheio à santidade do Senhor. Não poucas vezes, pegamos-nos fazendo as coisas certas, ainda que pelos motivos errados, pois somos constrangidos pela consciência e pelo senso de responsabilidade. Frequentemente, o coração não tem o menor desejo de fazer determinadas coisas, mas fazemos porque sabemos que é o certo.
Compartilhe o exemplo do autor do texto perdoando alguém contra sua vontade.
Eu mesmo já perdoei muitas pessoas que não sentia a menor vontade de perdoar, por estar consciente de que era o certo a se fazer. Isso ocorreu porque é possível uma pessoa agir corretamente, ainda que não sinta vontade de fazê-lo. Por trás de tudo está a ação persuasiva de Deus, às vezes indetectável, mas que nos possibilita fazer o certo ainda que não sintamos o menor desejo.
Pergunte aos alunos:
"Quais são algumas áreas da vida cristã em que vocês sentem dificuldade em obedecer, mesmo sabendo que é certo?"
Tópico 4: A Lição de Jonas
Tópico 4: A Lição de Jonas
Texto-base: "Jonas fez a coisa certa apesar da relutância de seu coração."
Pontos para discussão:
Relembre a dinâmica inicial sobre Jonas e conecte-a ao tema da obediência.
Um exemplo é o de Jonas, que odiava os ninivitas pagãos, corrompidos e inimigos de Israel. Dominado pela raiva que sentia daquela gente, o profeta não tinha nenhum interesse em que se convertessem. Assim, quando Deus mandou que ele pregasse aos ninivitas, a reação de Jonas foi fugir. Porém, por meio da tempestade no mar e do grande peixe, a providência divina o reencaminhou a Nínive. Jonas não sentia vontade de pregar e ver o arrependimento do povo, ainda que reconhecesse a soberania de Deus. Isso ficou claro porque não houve jeito de fugir do Senhor. Não tenho a menor dúvida de que Jonas era um homem de Deus, que fez a coisa certa apesar da relutância de seu coração. Então, não é difícil imaginar que Jonas tenha aprendido a lição.
Pergunte:
"Como vocês lidariam com uma ordem de Deus que fosse contrária aos seus sentimentos ou desejos?"
Se Deus pedisse pra você abrir mão de todas as suas amizades ruins?
Se Deus pedisse pra você abrir mão de ter um relacionamento?
Se Deus pedisse pra você abrir mão de ouvir, assistir, se vestir do jeito que você gosta?
Se Deus te pedisse pra se aproximar de alguém que você não gosta?
Se Deus te pedisse para ajudar alguém que te fez muito mal?
Um crente no Deus verdadeiro pode fazer o certo muito embora seu coração, sua vontade e suas emoções não atuem em completa harmonia. No fim das contas, o que importa é obedecer ao Senhor e realizar sua vontade. Depois que tomamos a decisão correta, as emoções nos acompanham.
Aplicação Prática: Como Obedecer Melhor?
Aplicação Prática: Como Obedecer Melhor?
Atividade final:
Peça para cada aluno escrever (ou dizer em voz alta) uma área específica em que deseja melhorar sua obediência a Deus.
Na lousa, crie uma lista de compromissos coletivos, como:
Perdoar alguém esta semana.
Ler a Bíblia diariamente, mesmo sem vontade.
Orar por uma pessoa difícil.
Encerre com uma oração, pedindo que Deus ajude cada um a obedecer, independentemente de seus sentimentos.
Conclusão:
Conclusão:
Acredito que Deus cumpre sua divina vontade em nós, a despeito de nossos sentimentos. É muito bom quando as emoções concordam e fazemos o que devemos com alegria. Porém, concordando ou não, o Senhor nos conduz pelas circunstâncias e acabamos no lugar preciso onde ele queria que estivéssemos.
Texto da lição:
Texto da lição:
Nem todos que me chamam: ‘Senhor! Senhor!’ entrarão no reino dos céus, mas apenas aqueles que, de fato, fazem a vontade de meu Pai, que está no céu.
21 — Nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor!” entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
