17ª Parábola - As 10 virgens ou as 10 Moças (Mt 25.1-13)
Parábolas de Jesus • Sermon • Submitted • Presented
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Texto
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1 — Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens que, pegando as suas lamparinas, saíram a encontrar-se com o noivo. 2 Cinco delas eram imprudentes, e cinco, prudentes. 3 As imprudentes, ao pegar as suas lamparinas, não levaram óleo consigo, 4 mas as prudentes, além das lamparinas, levaram óleo nas vasilhas. 5 E, como o noivo estava demorando, todas ficaram sonolentas e adormeceram. 6 Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis o noivo! Saiam ao encontro dele!”
7 — Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lamparinas. 8 E as imprudentes disseram às prudentes: “Deem a nós um pouco do óleo que vocês trouxeram, porque as nossas lamparinas estão se apagando.” 9 Mas as prudentes responderam: “Não! Porque então vai faltar tanto para nós como para vocês! Vão aos que o vendem e comprem óleo para vocês.” 10 E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa do casamento. E fechou-se a porta. 11 Mais tarde, chegaram as virgens imprudentes, dizendo: “Senhor, senhor, abra a porta para nós!” 12 Mas o noivo respondeu: “Em verdade lhes digo que não as conheço.” 13 Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora.
Introdução
Introdução
Boa noite irmãos -
.Pela décima e última vez, Mateus usa uma parábola para nos dizer a que se assemelha o Reino dos Céus: o Reino dos Céus é como…
Várias vezes, ele o comparou com realidades quotidianas: um homem que semeia seu campo (Mt13.24), um grão de mostarda (Mt13.31), um pouco de fermento (Mt13.33), um tesouro escondido (Mt13.44), uma pérola preciosa (Mt13.45), uma rede cheia de peixes (Mt13.47).
Outras vezes, o Reino dos Céus foi comparado à nossa relação com quem tem autoridade: com o rei que quer fazer as contas com seus servos (Mt18.23), com o dono de casa que contrata trabalhadores para sua vinha (Mt20.1) e, ainda, com o rei que celebra as bodas de seu filho (Mt22.2).
Agora, a parábola nos diz que o Reino dos Céus será como as moças convidadas para abrilhantar uma festa de casamento.
E essa parábola tem algo profundo.. um alerta profundo - Quando estudamos a conclusão do sermão do monte, em Mateus 7, há no texto um alerta de Jesus aos discípulos que considero o mais assustador de todos os alertas já proferidos por ele: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (v. 22–23). Algumas pessoas com certeza absoluta de que pertencem a Cristo vão perceber que isso não é verdade no último dia – e esta é uma ideia aterradora. Contudo, se existe uma passagem à altura deste alerta de Mateus 7 no quesito terror, é a parábola das virgens prudentes e néscias, nos primeiros versículos de Mateus 25.
Nós fechamos o capítulo 24 com a parábola do Servo fiel e infiel, nessa grande perícope que mostra o sermão prófético de Jesus sobre os últimos dias
E na noite de hoje vamos reforçar o mesmo tema do capítulo anterior: a importância da vigilância para o retorno de Jesus. Além disso, enfatizar a necessidade de preparação para sua vinda.
Então vamos uma questão histórica para começarmos:
Jesus compara o reino dos céus com uma festa de casamento. Esse é o pano de fundo dessa parábola. No tempo de Jesus, normalmente havia três estágios no processo matrimonial. Primeiro, vinha o compromisso, quando era feito um contrato formal entre os respectivos pais da noiva e do noivo. Segundo, seguia-se o noivado, cerimônia realizada na casa dos pais da noiva, quando promessas mútuas eram feitas pelas partes contratantes diante de testemunhas, e o noivo dava presentes à sua noiva. Terceiro, o casamento, no qual o noivo, acompanhado dos seus amigos, buscava a noiva na casa de seu pai e a levava em cortejo de volta para sua casa, onde se fazia a festa do casamento.
No mundo antigo, as amigas da noiva iam até a casa dela para aguardar a chegada do noivo.
Não devemos imaginar essas jovens sentadas em algum lugar, na estrada, no meio da noite, vencidas pelo sono enquanto o óleo de suas lâmpadas acaba e estas se apagam. É melhor vê-las ocupadas, na casa da noiva, enfeitando-a e cuidando dos últimos preparativos. Não podemos afirmar com certeza que a passagem também faça alusão à noiva, como algumas versões bíblicas indicam em notas de rodapé. É fato, no entanto, que a parábola não se refere à noiva. Ela focaliza as damas de honra, e, especialmente, as cinco néscias.5 As dez moças deviam acompanhar a noiva à casa do noivo, ou dos pais dele, onde, de acordo com o costume, acontecia o casamento.
É óbvio que o noivo, no caso, é o Senhor Jesus, retratado em sua gloriosa e inesperada segunda vinda. O noivo promete buscar sua noiva, mas a hora não é marcada. A noiva precisa estar pronta, preparada. Portanto, o propósito primário dessa parábola é acentuar a importância de estar preparado para a vinda do noivo.
.Era costume que o noivo chegasse ao entardecer. Contudo, as damas de honra precisam esperar muito tempo até que ressoe o grito: O noivo está chegando! Faz parte da tradição dos casamentos que o noivo chega atrasado. Ele deixa que esperem por ele. Na parábola que está diante de nós, as moças precisam esperar um tempo especialmente longo. Tornam-se sonolentas e acabam adormecendo. Todas as dez. O Senhor não as critica por terem adormecido. Porém, o que torna prudentes as moças prudentes e tolas as moças tolas é algo diferente. É o fato de que as sábias, para o caso de uma espera QUE VAI DEMORAR, trouxeram óleo de reserva, para reabastecer as lâmpadas. Levar ou não levar o azeite depende, porém, sobretudo, da primeira preocupação das moças. Quem só está preocupado com a execução da tarefa pela qual foi contratado se contenta de levar o azeite estritamente necessário. Quem se preocupa com o êxito da festa toma as providências para que esta não fracasse, em hipótese nenhuma.
As néscia não se lembraram disso. A trama gira em torno dessa demora do noivo. As virgens néscias não se esqueceram de trazer azeite; ao contrário, a demora do noivo mostra que elas não trouxeram o SUFICIENTE.
É engraçado , mas há quem interprete essa passagem com alegorias do tipo - fontes rabínicas tardias, afirma que as virgens representam os estudiosos judeus, as lâmpadas a Torá e o óleo as boas ações. As virgens tolas são estudiosos judeus que estudam a Torá, mas que não praticam boas ações. Portanto, elas são excluídas da Câmara de Instrução. Infelizmente isso é muito ingenuo, ignoram tanto a narrativa quanto o genero da Parábola.
Imagina O óleo não se aplica às "boas obras" ou ao "Espírito Santo". Irmãos É apenas um elemento dessa narrativa que mostra que as virgens tolas não estavam preparadas para a demora e, portanto, ficaram de fora no final. Em um sentido real, é a demora do noivo que distingue as virgens sábias das tolas. Qualquer interpretação que ignore esse elemento central da história está fadada a se perder, não tem como.
.Essas dez virgens, portanto, representam a igreja à espera do retorno de seu Senhor. A igreja tem em seu seio, como está implícito, os que estão preparados e os que não estão. Essa parábola ensina que a igreja está dividida em dois grandes grupos: não os ricos e os pobres, os capitalistas e os socialistas, os sábios e os ignorantes, os homens e as mulheres, mas os que estão preparados para a segunda vinda de Cristo e os que não estão. e ESSES nunca nasceram de novo. Sua fé em Cristo é meramente intelectual, e não fé salvadora. Por ocasião da segunda vinda de Cristo, muitos que se dizem cristãos serão deixados de fora das bodas, como as cinco virgens néscias. Hoje, muitos são batizados, membros da igreja, participam dos cultos, trabalham na igreja, mas nunca se converteram verdadeiramente. Quando Jesus voltar, esses ficarão de fora. MEUS IRMÃOS essa parábola deixa claro que havia uma enorme diferença entre essas virgens, assim como há uma profunda diferença entre os membros da igreja, a mesma que há entre o joio e o trigo, entre os que são crentes nominais e os que são verdadeiramente convertidos.
Então nesse contexto tiramos lições para nós:
Em primeiro lugar, Jesus convida sua igreja para desfrutar de sua alegria (Mateus 25.1 “1 — Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens que, pegando as suas lamparinas, saíram a encontrar-se com o noivo.” ).
Essa festa é o casamento do nosso Senhor, o noivo da igreja. Ao mesmo tempo que somos a noiva, somos também os convidados para a festa. A figura da noiva está implícita e somos representados explicitamente como os convidados. A vida cristã é uma expectativa constante da vinda do nosso Senhor, o amado de nossa alma. Ele prometeu voltar para buscar sua igreja.
Em segundo lugar, a igreja precisa de uma preparação adequada para participar da alegria do Senhor (Mateus 25.2–5 “2 Cinco delas eram imprudentes, e cinco, prudentes. 3 As imprudentes, ao pegar as suas lamparinas, não levaram óleo consigo, 4 mas as prudentes, além das lamparinas, levaram óleo nas vasilhas. 5 E, como o noivo estava demorando, todas ficaram sonolentas e adormeceram.” ).
Todas eram virgens, todas tomaram sua lâmpada e todas saíram ao encontro do noivo. Todas fizeram a profissão de que seguiriam o noivo, o que as levou a se separarem de suas outras companheiras e conhecidas. Todas aguardam a vinda do noivo. Havia, porém, uma diferença vital e essencial entre elas: cinco eram prudentes, e cinco eram néscias.
A insensatez dessas cinco virgens consistia na inteira ausência de preparo pessoal. Meus irmãos a prudência consiste em começar no Espírito, seguir a vida no Espírito e completá-la no Espírito. Ninguém pode entrar no céu com azeite alheio. O apóstolo Paulo escreveu em (Rm 8.9): … E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele . A graça salvadora é uma possessão pessoal intransferível. A preparação do pai não serve para o filho, nem a do marido serve para a esposa. Ninguém entra no céu por procuração. “Não podemos compartilhar o Espírito Santo com aqueles que não o têm. Ninguém pode entrar no reino de Deus pegando carona com quem tem fé genuína. Não é possível confiar na fé do pai, da mãe, da esposa ou de qualquer outra pessoa”.
Spurgeon diz é a falta do óleo da graça a falha fatal na lâmpada de muitos que professam ser cristãos. Muitos têm um nome [Cristo] pelo qual viver, mas não têm a vida de Deus dentro de sua alma. Fazem uma profissão de que seguirão Cristo, mas não têm o suprimento interior do Espírito de graça para mantê-los. Há um brilho ou luz passageira, mas não há luz permanente, nem pode haver, pois, embora tenham lâmpadas, não levam nenhum azeite consigo.
Em virtude de o noivo tardar, todas adormeceram. Mesmo aquelas virgens que tinham o azeite da graça não estavam sempre bem acordadas para servir ao seu Senhor e vigiar para a sua vinda. As prudentes, porém, esperavam com provisão, enquanto as néscias esperavam com presunção. As prudentes tiveram uma preparação adequada; as néscias, um despreparo evidente. Lâmpadas não possuem nenhuma utilidade quando desprovidas de azeite.
Em terceiro lugar, é possível fazer uma preparação inadequada (Mateus 25.6–8 “6 Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis o noivo! Saiam ao encontro dele!” 7 — Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lamparinas. 8 E as imprudentes disseram às prudentes: “Deem a nós um pouco do óleo que vocês trouxeram, porque as nossas lamparinas estão se apagando.”” ).
Foi no grito da meia-noite que o despreparo das néscias apareceu… e o que apareceu, não foi suficiente. A chegada do noivo não representou alegria para as néscias, mas o seu desespero. Esse dia para elas foi um dia de trevas, e não de luz. O preparo delas era insuficiente. Estavam sem azeite em suas lâmpadas. Estavam imersas em densa escuridão. Spurgeon alerta: “É uma pena que alguns somente buscarão abastecer sua lâmpada quando estiverem para morrer ou quando o sinal do filho do homem aparecer no céu; mas, se buscarmos fazer esse trabalho sem o Espírito ou a graça de Deus, isso resultará em uma falha eterna”. Sabe o GUINÚ??!!
As virgens néscias pediram azeite às virgens prudentes, com uma justificava: porque as nossas lâmpadas estão se apagando (25.8). Elas começaram agora a valorizar o que haviam outrora desprezado. O pavio seco ardeu por um tempo e depois desapareceu na escuridão, como o pavio de uma vela. Essas virgens néscias pensaram que tudo estava pronto, confiando em suas lâmpadas, mesmo sem a provisão do azeite. Fica aqui o alerta: aqueles que estão adiando o seu arrependimento para a hora de sua morte são como essas virgens néscias ou insensatas. Essa hora pode ser tarde demais.
Meus Irmãos a segunda vinda de Cristo, qualquer que seja o tempo em que aconteça, vai pegar todo mundo de surpresa. Os negócios estarão seguindo normalmente, na cidade e no campo, exatamente como agora. A política, o comércio, a agricultura, a compra, a venda e a busca do prazer estarão controlando a atenção dos homens, exatamente como agora. As igrejas ainda estarão cheias de divisões e disputando acerca de insignificâncias, e as controvérsias teológicas ainda estarão em voga. Pregadores ainda estarão chamando os homens ao arrependimento, e o povo continuará adiando o dia da decisão.
Em quarto lugar, a segurança no futuro depende de diligência no presente (Mateus 25.9–10 “9 Mas as prudentes responderam: “Não! Porque então vai faltar tanto para nós como para vocês! Vão aos que o vendem e comprem óleo para vocês.” 10 E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa do casamento. E fechou-se a porta.” ).
Irmãos nós temos do Senhor a graça suficiente para aquilo que precisamos .. nem mais nem menos: as virgens prudentes não tinham azeite para dar. As néscias pediram emprestado aquilo que é individual e intransferível. Não se empresta piedade. Não se compra relacionamento com Deus. fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,misericordia, um coração compungido, um coração contrito, a pobreza em espírito, a pureza de coração, as mãos limpas...” Ou alguém tem essas realidades ou não alcança isso entre os homens. Essas bênçãos vêm do céu, não as adquirimos na terra. São adornos de uma vestimenta que não é nossa não nascemos com isso, precisamos de uma vestimenta que só pode vir de nosso Senhor Jesus Cristo. A única maneira de ter segurança quanto ao futuro é ter diligência quanto ao presente. A graça salvadora, ensina-se aqui, é uma possessão pessoal intransferível. Quando chegar o dia final da salvação, ninguém poderá livrar o seu irmão. Cada qual será o árbitro de seu próprio destino. A mera religião externa não tem o poder de iluminar.
Em quinto lugar, a porta da festa estará fechada para aqueles que deixaram o preparo para a última hora (Mateus 25.11–12 “11 Mais tarde, chegaram as virgens imprudentes, dizendo: “Senhor, senhor, abra a porta para nós!” 12 Mas o noivo respondeu: “Em verdade lhes digo que não as conheço.”” ).
As virgens néscias não encontraram azeite para comprar. Chegaram atrasadas. A porta estava fechada. O clamor delas não foi atendido. O Senhor não as reconheceu como participantes da festa. Elas estavam excluídas para sempre do gozo do Senhor. Quando a porta é fechada uma vez, jamais será aberta. A porta estará fechada para sempre (25.10). Portanto, qualquer esperança maior do que a revelada na Palavra de Deus é uma ilusão e um laço. Naquele grande dia, aqueles que viveram sem azeite em sua lâmpada gritarão por misericórdia, como o pessoal lá do dilúvio gritaram para Noé, mas descobrirão que é tarde demais. Fica aqui o alerta: “Que importa invocá-lo com a palavra, quando as obras o negam?” Manter a aparência de crente sem ser crente é um risco fatal. No dia em que Jesus voltar, a porta estará fechada para sempre.
JC Ryle vai dizer: “A porta será fechada, enfim – fechada sobre toda dor e tristeza, fechada para todo este mundo malvado e ímpio, fechada para as tentações do diabo, fechada para todas as dúvidas e temores – fechada para nunca mais ser aberta”.
Em sexto lugar, precisamos aguardar a volta do nosso Senhor com permanente vigilância (Mateus 25.13 “13 Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora.” ).
Fritz Rienecker diz que as bodas são o arrebatamento dos fiéis vivos, o ressuscitar dos crentes adormecidos e a unificação de ambos com o Senhor nos ares. Jesus voltará certamente, brevemente, pessoalmente, visivelmente, audivelmente, inesperadamente, repentinamente, inescapavelmente, gloriosamente, mas não sabemos o dia nem a hora. Precisamos viver na ponta das pés, aguardando ansiosamente sua vinda. Precisamos estar prontos quando a trombeta soar, proclamando: “Eis o noivo, saí ao seu encontro!”
. Vamos lembrar de Mt7:
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. (Mt 7,22–23)
O Noivo/Senhor/Filho do homem que vem não vai nos conhecer, nem abrir as portas da sua casa/Reino pelas orações, pelas profecias, pelas curas e pelos exorcismos que tivermos realizado, mas pela nossa prudência e vigilância em fazer a vontade do Pai.
Qual é esta vontade? Qual é o azeite que nunca deve faltar, para que nossas tochas possam brilhar e iluminar a casa (Mt 5,15)?
Dar um passo atrás vai nos ajudar. A parábola anterior ajuda a compreender: as moças que levaram o azeite consigo são como “o servo fiel e prudente que o senhor constituiu sobre os seus domésticos, para dar-lhes a comida no tempo certo” (Mt 24.45).
Quem souber repartir, quem souber distribuir a comida aos que moram na casa, este poderá tomar conta da casa e tomará posse dos bens de seu senhor. Vigiar é isso: cuidar da casa e dos seus moradores. Quando o noivo vier, seja mais tarde ou menos tarde, ele vai fazê-lo entrar para participar das bodas:
Bem-aventurado aquele servo que, quando vier, o seu senhor encontrar fazendo assim. (Mt 24.46)
Daqui a pouco, tudo vai ficar bem mais claro para nós.
SDG
E olhando para o contexto ele mostra que o tema principal é a preparação para a vinda do Filho do Homem. Mesmo quando isso envolve certas formas de comportamento (Olhe a parábola que ensinamos 2 domingos atrás do servo fiel/infiel Mt 24:45-51; e vamos falar sobre a parabola dos talentos daqui 3 domingos Mt 25:14-30), esse comportamento é exigido pela repentina volta do nosso mestre Jesus.
Então essa parábola se encaixa bem nessa sequência de parábolas e estão de acordo com o que sabemos que Jesus ensinou. A primeira parábola (24:42-44) adverte sobre o fato de a vinda do Messias ser inesperada. A segunda (24:45-51) mostra que é necessário mais do que vigilância passiva: deve haver um comportamento aceitável para o mestre, o cumprimento das responsabilidades atribuídas. Essa terceira parábola (25:1-13) enfatiza a necessidade de preparação diante de uma demora inesperadamente longa.
