O Senhor que se compadece (Mc 1.40-45)
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Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me. Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo! No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo. Fazendo-lhe, então, veemente advertência, logo o despediu e lhe disse: Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo. Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele.
O Rei Leproso
O Rei Leproso
• Durante o tempo das cruzadas, um dos reis que governou sobre o reino latino de Jerusalém, quando os reinos cristãos tomaram a terra Santa, foi o Rei Balduíno IV. • Baldúino, filho de Amalrico I, nasceu em 1161 e governou Jerusalém de 1174 a 1185, ano de sua morte. • Ele foi coroado rei sobre o reino de Jerusalém com apenas 13 anos de idade, após a morte de seu pai e, durante todo o seu reinado, sofreu com as constantes investidas dos exércitos muçulmanos, liderados pelo lendário general e grande conquistador Saladino, que desejava retomar a terra santa. • Apesar da pouca idade, Balduíno IV obteve importantes vitórias em conflitos durante o seu reinado, liderando pessoalmente as suas tropas e atingindo o feito de repelir as forças de Saladino várias vezes. • Uma das vitórias mais importantes ocorreu na Batalha de Monte Guisardo, quando Balduíno tinha apenas 16 anos. Conflito esse, em que as tropas de Jerusalém obtiveram a vitória, mesmo estando em grande desvantagem numérica. • Além desta vitória, houve a bem-sucedida defesa de Beirute, em 1182, quando Balduíno liderou as defesas da cidade contra um cerco liderado por Saladino e venceu. • Esses são apenas dois exemplos. • Claro, ele também experimentou derrotas, mas as suas vitórias ofuscam as ocasiões em que saiu derrotado. • Dessa forma, o reinado de Balduíno IV foi marcado por muitos confrontos, vitórias e grande admiração popular, até a sua morte em 1185, com apenas 24 anos de idade. • Porém, o mais impressionante de tudo e o principal motivo dele ser lembrado hoje em dia é que ele fez tudo isso tendo uma debilitada condição de saúde. • Balduíno IV era um leproso. • Ele foi diagnosticado com lepra na sua infância, enquanto brincava com outras crianças de beliscar uns aos outros. Foi notado que Balduíno, ao contrário das outras crianças, não sentia dor quando beliscado no braço, já demonstrando os sinais da falta de sensibilidade causada pela doença. • A doença apenas progrediu ao longo de sua curta vida e as feridas se espalharam e se agravaram. • Mesmo assim, apesar da lepra, há relatos de que ele participava pessoalmente dos conflitos com seus exércitos, conduzindo o seu cavalo com apenas uma das mãos, já que a lepra as afetou de tal forma, que o impossibilitou de segurar as rédeas com as duas mãos. E ele liderou suas tropas dessa forma. Totalmente debilitado. • Por fim, ele morreu por conta da doença, com apenas 24 anos. • A vida de Balduíno, entretanto, não era o padrão de vida de um leproso no mundo antigo. • A vida das pessoas com essa doença terrível não era comumente marcada por grandes vitórias militares, riqueza e glória, mas sim por uma boa cota de sofrimento.
“Leproso” (v.40)
“Leproso” (v.40)
“Aproximou-se dele um leproso...” (v.40) • O nosso texto nos diz que se aproximou de Jesus um leproso. • A lepra era, naquela época, considerada a pior de todas as doenças e contrai-la era praticamente a mesma coisa de receber uma sentença de morte. • A lepra, nos tempos bíblicos, não se trata somente daquilo que nós hoje chamamos de Hanseníase. • Poderia ser caracterizado como lepra todo tipo de doença de pele infecciosa que viesse a produzir manchas, feridas e pústulas. • Então o que chamamos de lepra hoje, na realidade, poderia se tratar de diversas doenças localizadas dentro de um espectro de doenças de pele. • A questão é que, por conta das condições de higiene e pela falta de meios para combater o avanço da doença, o indivíduo que a contraísse acabava tendo seu estado agravado cada vez mais e mais. o As manchas se espalhavam o A pele perdia a sensibilidade o As feridas se tornavam mais profundas o E podia chegar ao ponto de que partes das extremidades do corpo do indivíduo (como os dedos) definhavam, se desprendiam do resto do corpo e simplesmente caiam. • Era uma visão repugnante. • Como se a pessoa fosse um verdadeiro morto vivo. • E como se não bastasse toda essa dor física, o leproso passava também pelo isolamento social proveniente da sua doença. o Você vai se lembrar que, em 2020 iniciou a pandemia do covid-19. o Essa não é uma época da qual lembramos com prazer. Além do perigo de se contrair a doença, tivemos que passar por longos períodos de isolamento social, o que prejudicou a saúde mental de muitas pessoas. o Segundo a OMS, no primeiro ano da pandemia, a proporção de indivíduos em todo mundo com ansiedade e depressão aumentou em 25%, devido ao estresse causado pelo isolamento social. • Os leprosos do mundo antigo viviam em um completo isolamento, que não durava apenas 2 anos, mas que podia durar a vida toda. • Desde o momento em que a lepra era diagnosticada, eles eram isolados de seus amigos e de seus familiares, sendo colados para fora da comunidade e não podendo se aproximar de ninguém. • Era um isolamento sem conversas, sem brincadeiras. Sem apertos de mão ou abraços. • Nenhum único toque de carinho porque as pessoas acreditavam que, se tocassem o leproso poderiam contrair aquela doença e, ainda, ficariam impuros. • Isso porque a lepra era vista com uma doença intimamente conectada com o pecado. • De modo que se entendia que, para uma pessoa contrair lepra, ela deveria ter cometido algum pecado terrível. • O leproso era considerado cerimonialmente impuro, não podendo dessa forma participar da vida religiosa da comunidade. • Não participava dos cultos e nem podia oferecer sacrifícios no templo. • Dessa forma, eles padeciam por conta da doença, do isolamento social e do isolamento religioso.
“Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me.” (v.40)
• Agora, é interessante observar que, contra toda ordem social estabelecida, aquele leproso se aproxima de Jesus. • Ele sabia que não podia fazer isso, mas o faz. • E ele roga de joelhos, de forma humilde, demonstrando submissão. o Lucas ao contar esse milagre diz que o leproso colocou seu rosto no chão. • E ele pede, com um pedido que vem do fundo de sua alma “se quiseres, podes purificar-me.” (v.40)”. • “Se quiseres” e não “se puderes”. O leproso reconhece que Cristo tem poder para curá lo. Ele já havia ouvido falar que Jesus expulsava demônios e curava doentes. • Ele pede - não decreta ou determina que Jesus o cure, mas pede com coração humilde, reconhecendo que Jesus tem o poder para isso. • Ele reúne todo o resto de coragem e esperança que sobraram em seu coração e pede. “Se quiseres podes curar-me”. • E qual a reação de Jesus? “Quero” (v.41) “Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!” (V. 41) • Jesus se compadece daquele homem. • Mesmo aquele sendo um homem leproso, impuro, à margem da sociedade, ainda assim Jesus se compadece dele. • E essa é uma característica maravilhosa de Cristo. • Mesmo sendo ele Deus encarnado, ao se deparar com pecadores necessitados, ele se compadece. • O coração dele se move em auxiliar esses pecadores. • E veja que essa compaixão, não é simples compaixão vazia. • Não é da boca para fora. • Mas é uma misericórdia que impele Jesus à ação. • Ele se compadece e logo depois se move para auxiliar aquela pessoa. • Vemos essa misericórdia em outros momentos, quando ele vê e se compadece da grande multidão que é formada por pessoas que são como ovelhas que não tem pastor. Ele se compadece e então passa a ensina-las (Mc 6.30-44). • Ele se compadece também da mulher que sofria com o fluxo de sangue, ao ponto de, após ela ser curada e achar que seria repreendida, a tranquilizar dizendo “Filha, a tua fé te salvou”. (Mc 5.25-34) • Quando Jairo recebe a notícia de que sua filha morreu, ele o consola e quando estava pregado na cruz, ele consola o ladrão ao seu lado com a promessa da vida eterna quando ele próprio estava prestes a morrer (Lc 23.43) o E repare que nenhuma dessas pessoas que eu citei é uma importantíssima personalidade da Galileia do primeiro século. o Não estamos falando de reis ou conquistadores ou pessoas que alteraram o curso do mundo do mundo por sua genialidade e coragem. o Não estamos falando de Balduínos e Saladinos. o Não! Eram pessoas comuns, como eu e você. o Pecadores comuns. • Sabe, o nosso Senhor Jesus tem esse traço mais do que especial: ele se compadece de homens e mulheres pecadores com um amor sincero, que não busca benefícios próprios em troca, a ponto de se mover para ajudá-los. o Quando, há milhares de anos atrás, Aristóteles pensou sobre o mundo e sobre a origem de tudo, ele percebeu que tudo o que acontece tem uma causa e propôs que, se voltarmos cada vez mais no tempo buscando encontrar a primeira causa que causou todas as outras, chegaremos ao que ele chamou de Primeiro Motor Imóvel o Porém, o Primeiro Motor Imóvel de Aristóteles está muito longe de ser o Deus que conhecemos. o O Primeiro Motor Imóvel de Aristóteles não sente, não pensa, não se revela, não se comunica, não ama. o Ele não sente nem mesmo indiferença. o Ele não sente absolutamente nada pelas criaturas que ele causou. o Jesus não é assim! o O Verbo encarnado, por meio de quem todas as coisas foram criadas, sente! o Ele se alegra com os que alegram, chora com os que choram e sente misericórdia dos necessitados o E não para por aí: ele estende a mão para ajudá-los. • Jesus se compadece do leproso, não de boca para fora, não para que ele saísse logo dali e parasse de atrapalhar. Não! Ele se compadece a ponto de querer ajudá-lo. • O Filho de Deus não sente indiferença ou nojo daquele pecador, mas sente vontade de purificá-lo. • A ponto de fazer o impensável: tocá-lo!
“Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!” (V. 41)
“Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!” (V. 41)
• Eu tento imaginar o coração daquele leproso naquele momento. • Ele não era uma figura importante, como o rei Balduíno - ele era um homem comum. Isolado de seus amigos e familiares. Totalmente desamparado e acostumado com o sofrimento. • Ele súplica que Jesus o cure e Jesus estende a mão e o toca. • Como aquele homem não deve ter se sentido? • Provavelmente passou por anos sem receber um abraço, um contato de uma pessoa amada e então vêm Jesus e o toca. • E a pergunta é: por que Jesus o toca? • Jesus poderia muito bem ter curado ele a distância! • Jesus poderia ter simplesmente mandado que a lepra fosse embora e ela iria embora! • Por que aqui ele decide necessariamente tocar naquele em que mais ninguém cogitava tocar? • Meus irmãos, Jesus toca nele porque está sendo misericordioso. • Esse é Jesus demonstrando compaixão! • Jesus sabia de todas as necessidades daquele homem. Não apenas da necessidade de ser curado. • Imagina o quanto o coração daquele homem foi aquecido quando Jesus o tocou? • Antes mesmo de dizer as palavras que trouxeram a cura, Jesus demostra misericórdia tocando aquele que ninguém mais ousava tocar. • E enquanto no ato da criação, Deus toca o barro para fazer o homem. • Aqui, Deus, na pessoa de Cristo, toca na carne podre do homem pecador, impuro tanto por fora quanto por dentro. o No Antigo Testamento, quando Davi trazia a Arca da Aliança de volta para Jerusalém em um carro puxado por bois, quando a Arca ameaçou cair, Uzá estendeu a mão e a segurou, cheio de boa intenção, e morreu na hora! (2 Sm 6.1-11) o Ele tocou de forma indigna a Arca que representava a presença de Deus e foi morto na hora por esse pecado. o E aqui em Marcos temos não uma representação da presença de Deus, mas a real presença de Deus, o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser (Hb 1.3), a imagem do Deus invisível (Cl 1.15), e ele próprio toma a atitude e toca o leproso. o E o leproso não morre, mas é purificado! Totalmente curado! • Em um ato de compaixão infinita e serviço humilde, Cristo estende a sua mão e diz “Quero. Eu quero te purificar.” • Ele faz isso porque ele se importa com aquele homem. • Deus Todo Poderoso preenchendo com compaixão a distância entre Ele próprio e o Homem miserável. “Ficou limpo” (v.42) “No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo.” (V. 41) • E então vem a cura. Imediatamente (“no mesmo instante”): um verdadeiro ato divino. • Jesus toca o leproso, proclama a cura e na hora o homem é curado. • Não importa o quão grave fosse o grau da doença. • Na mesma hora os tecidos se regeneraram, a carne “desapodreceu”, as pústulas secaram e as feridas fecharam. • Na hora! o Veja: quando Marcos descreve esse relato, no contexto de seu evangelho, o seu objetivo é mostrar para seus leitores que Jesus é o Filho de Deus (Mc 1.1) e que, consequentemente, Jesus era o próprio Deus. o Dessa forma, Marcos vai contra a cultura de sua época, que imputava ao César, o imperador romano, os títulos de filho de deus e deus entre os homens. o O culto ao imperador era algo bem comum na época e Marcos vai na contramão disso mostrando que o verdadeiro dignatário desses títulos é Jesus, e não César. • O primeiro capítulo de Marcos é construído para mostrar que Jesus, sendo o Filho de Deus, tem poder e autoridade divina muito superior ao poder e à autoridade do imperador. • Vemos isso quando, Marcos relata que Jesus expulsou demônios e curou doentes, mostrando poder e autoridade tanto sobre o mundo físico e sobre o mundo espiritual. • Autoridade total e absoluta com a qual o imperador romano nunca sequer sonhou. • O imperador de Roma, por mais que do alto do seu trono de arrogância se declarasse deus, nunca conseguiria nunca conseguiria curar um leproso. • Apenas o verdadeiro Deus pode fazer isso! • E o faz com uma cura imediata e completa. Aplicações • Apresentando esse milagre, Marcos nos mostra que Jesus é, de fato o Filho de Deus com autoridade sobre todas as coisas. • Ele tem poder para realizar aquilo que nenhum rei terreno jamais conseguiu fazer, possuindo autoridade sobre demônios, doenças e até mesmo sobre a lepra. • Mas o que isso diz para nós hoje? O que podemos tirar desse texto?
Aplicações
Aplicações
Aos descrentes
Aos descrentes
• Se você, meu amigo, avaliando a sua própria vida se encontra na condição de não ter se submetido ao senhorio de Cristo ou ainda não leva essas questões espirituais tão a sério – afinal de contas você se considera uma boa pessoa ou, ao menos, não tão ruim quanto as demais - Se você se encontra nessa posição, venha a Jesus e saiba que apenas ele possui o poder necessário para te salvar. • A lepra, mais do que qualquer outra doença dos tempos bíblicos, serve como ilustração perfeita para nossa situação longe de Deus. o Somos pecadores de nascença e o nosso pecado corroí a nossa mente e contamina o nosso corpo por inteiro. o A nossa culpa só cresce e o pecado se espalha por todas as áreas da nossa vida, nos deixando completamente insensíveis. o E isso só aumenta e piora, sem que consigamos nos livrar por nós mesmos até que toda essa podridão de pecado nos destrua. o Meu amigo, assim como nenhum leproso é capaz de se purificar sozinho, você também não é capaz de se livrar da culpa do seu pecado sozinho. o Essa doença vai continuar te corroer e te deixar cada vez mais insensível até que seja tarde demais. o Por isso, se arrependa! Se arrependa dos seus pecados e clame a Cristo por socorro! o Se submeta a ele, à semelhança daquele leproso, com coração humilde e com fé de que apenas ele pode te salvar. o Clame igual ao leproso: “Se quiseres, podes purificar-me”. o E saiba que, se você fizer isso com arrependimento e fé genuínos, ele vai dizer “Quero!”. o Se você clamar por ele, ele não vai te desemparar e não vai se importar em estender a sua mão para você e te tocar, não importando o qual sujo pelo pecado você esteja. o Não é atoa que ele recebe o título de Amigo dos Pecadores. o Se você clamar por ele vai estender a mão para você, igual já estendeu a mão para muitos outros.
Aos crentes
Aos crentes
• Agora, meu irmão, se você já se encontrou com esse Senhor e já se submeteu a Ele, saiba que a misericórdia de Deus não é restrita apenas ao ato da conversão. • O Senhor Jesus continua se compadecendo de você e olhando para as suas fraquezas e necessidades. • Deus continua se importando com você, não importando se você é um rei poderoso e conquistador ou um escravo, se você possui uma posição de chefia em sua empresa ou um emprego mal remunerado, se você é um crente mais velho e maduro na fé que acumula vitórias ou se é um jovem cheio de dúvidas e que vive caindo sempre no mesmo pecado. Ele se importa com você. • Filho de Deus, a última coisa que Deus sente em relação a você é indiferença. • Ele não é um simples primeiro motor que deu corda no universo e se esqueceu dele. • Ele se importa com os seus estresses no trabalho, com as suas tabelas de excel, com as horas de sono perdidas para trpocar a fralda dos seus filhos, com as injustiças que você sofre, com as suas desilusões amorosas, com os seus desejos mais íntimos, com as suas dúvidas em relação ao futuro, com as lagrimas que você derrama sem que ninguém veja. Ele se importa com tudo isso. • Ele observa você em sua fraqueza e se compadece. • Mesmo havendo este grande abismo entre quem Deus é e quem nós somos, o Senhor se importa. • E a maior prova disso, é que Ele próprio, na pessoa de seu Filho Jesus, sangrou no madeiro. • Use isso meu irmão, no seu dia a dia! • Nós temos um Rei capaz de curar a lepra e restituir a carne a um homem podre, criando matéria viva de onde não existe nada e a boa notícia é que esse Rei não é indiferente em relação a nós – na verdade, ele se compadece de nós. • Quando o dia de amanhã chegar com seus muitos problemas, clame a ajuda de Jesus e ele estenderá a mão para te ajudar. • Saiba que, as vezes, essa ajuda não vem da forma que queremos ou imaginamos. • As vezes essa ajuda vem na forma de um sonoro “Não!” • Mas a ajuda vem. • E quando ele esticar as mãos para você, mesmo que de um modo que você não imaginava, se apoie nas mãos dele, sabendo que não existe absolutamente nada mais firme neste universo para nos apoiarmos em nossas lutas diárias do que as mãos perfuradas de Cristo.
Conclusão
Conclusão
• Sabe, meus irmãos, Balduíno IV em todo o seu esplendor, por mais vitórias e conquistas que tivesse, nunca recebeu uma honra maior do que a honra que o leproso em Mc 1 recebeu – a honra de ser tocado pelas mãos de Cristo. • Amado, nós também receberemos essa honra, quando finalmente estivermos reunidos com ele e então, com as mesmas mãos que tocaram o leproso e que foram pregadas na cruz em nosso favor, ele tocar nossos rostos e limpar todas as nossas lágrimas (Ap 21.3,4)
