SE VOCÊ É FILHO DE DEUS, PURIFIQUE-SE!

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Neste sermão, o pregador nos chama a refletir sobre a verdadeira natureza da filiação divina e como ela deve impactar nossa vida prática. Ele destaca que ser filho de Deus não deve ser visto apenas como um rótulo religioso, mas como algo que exige transformação e pureza, tanto no presente quanto no futuro. Através de 1 João 3:1-3, o pregador explica que a filiação divina é uma realidade presente, mas que será plenamente realizada na vinda de Cristo, quando nossos corpos serão glorificados. Ele nos desafia a viver de acordo com nossa identidade como filhos de Deus, purificando-nos já agora, com base na esperança da transformação futura. A purificação é um processo contínuo que exige imitar a pureza de Cristo e viver em obediência à verdade. O pregador também alerta sobre o perigo da hipocrisia, que engana o crente e o impede de viver autenticamente de acordo com sua filiação divina, enfatizando que ser filho de Deus deve se refletir em todas as áreas da vida, tanto dentro como fora da igreja.

Notes
Transcript

SE VOCÊ É FILHO DE DEUS, PURIFIQUE-SE!

Introdução: Em nosso subconsciente, sem percebermos, podemos ver a filiação divina simplesmente como um rótulo ou uma identidade religiosa, sem compreender o impacto profundo que essa filiação deve ter na vida prática. Podemos também enxergar a filiação divina como um caminho para realizar nossos próprios desejos pessoais ou como uma maneira de garantir sucesso material, saúde ou prosperidade. Ou, ainda, podemos vê-la apenas como algo futuro. Pior ainda, podemos interpretá-la como uma licença para viver sem regras ou responsabilidades. Ou, ainda mais grave, podemos entender a filiação divina como algo que não exige mudança de comportamento ou arrependimento, acreditando que, como filhos, sempre seremos aceitos, independentemente de nossas atitudes ou pecados.
Essas visões equivocadas sobre a filiação divina podem estar presentes em nosso subconsciente. E a maneira de nos livrarmos delas é entendendo corretamente o que significa ser filho de Deus. João, em 1 João 3.1-3, nos mostra que a filiação é um estado futuro, perfeito, de pureza como a de Cristo, mas que já deve ser vivido no presente. Os verdadeiros filhos de Deus não apenas serão purificados na vinda de Cristo, mas já se purificam hoje. João deixa claro que quem é filho de Deus se purifica a si mesmo.
Lição: Quem É Filho De Deus Se Purifica A Si Mesmo.
Texto: 1João 3.1-3.
João já havia mostrado, nos versículos 28 e 29 do capítulo 2, como podemos estar confiantes diante de Cristo em Seu tribunal, vivendo na justiça. Viver na justiça está ligado à permanência em Cristo (v. 28). Cristo pagou pelos nossos pecados para que fôssemos feitos justiça de Deus (2Co 5.21); ou seja, Cristo nos tornou justos e, por isso, devemos viver na justiça. Mas também vimos que viver na justiça está ligado ao novo nascimento (v. 29). Deus, que é justo, nos gerou e, como Seus filhos, devemos viver na justiça. Isso nos dará confiança para estar na presença de Cristo em Sua vinda.
João, a partir do verso 28 do capítulo 2, começou a tratar sobre "os filhos de Deus serem justos", porque "Deus é justo". Ele trata, em 1 João 2.28-3.10, de um ponto importante para viver na justiça: a santificação. Para João, a pureza não é algo futuro para se contemplar, mas algo presente para se viver. Ele quer que seus leitores entendam que a filiação não é somente algo futuro, mas também algo presente; duas vezes, ele repete a frase "somos filhos de Deus" (vv. 1-2). O apóstolo entende que seremos puros como Cristo é, e esse estado perfeito de pureza deve ser vivido hoje pelos filhos de Deus. João está certo de que "a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança". Ele não quer que seus ouvintes esperem a vinda de Cristo para se tornarem puros, mas que se purifiquem já no presente como filhos de Deus; ou seja, eles precisam ser conscientes de que já são filhos de Deus e, por isso, devem se purificar a si mesmos. Não é porque a pureza perfeita é futura que não devemos nos purificar hoje. Para João, o que seremos perfeitamente, em Cristo, no futuro, deve refletir em nossa vida presente. A santificação presente é reflexo da santificação futura.
Para João, e os outros autores bíblicos, a vida cristã na Terra é reflexo daquilo que somos e seremos em Cristo no céu. Os filhos de Deus devem refletir aquilo que já têm em Cristo aqui na Terra. Ou seja, a verdadeira natureza que já temos em Cristo no céu (quanto à glorificação futura) deve refletir em nossas vidas hoje. O crente deve refletir a nova imagem, que foi criada por Cristo e que é futura, hoje. Os filhos de Deus devem ser como Ele é: puro. A razão para se purificar, no texto, está na filiação divina (v. 1), na futura transformação (v. 2) e na firme esperança (v. 3).
A filiação divina (1).
A purificação de si mesmo acontece pela consciência de que a sua filiação divina já é uma realidade hoje.
1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.”
João começa convocando seus ouvintes a se maravilharem com a grandeza do amor que Deus Pai nos concedeu: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai.” João está maravilhado com o amor de Deus e chama seus leitores a observar, considerar e refletir sobre esse grandioso amor. A grandeza desse amor está no que Deus fez por nós (“nos tem concedido o Pai”). E a admiração de João é ainda mais significativa ao lembrarmos quem nós éramos (pecadores) e quem é Deus (puro). Por isso, não éramos filhos, mas passamos a ser pela fé (cf. Jo 1.12).
É maravilhoso demais o que Deus fez por nós, “a ponto de sermos chamados filhos de Deus”. E João ratifica isso dizendo: “e, de fato, somos filhos de Deus.” Com isso, João está fundamentando a certeza da salvação. Quem crê em Jesus Cristo pode ter certeza da filiação divina, pode ter certeza de que faz parte da família de Deus.
Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a Ele mesmo.” O mundo não vê aquilo que nós já somos em Cristo: filhos de Deus. O mundo não compreende o nosso comportamento, nossas posições, nossas decisões, nossas atitudes, etc. Isso não é de se estranhar, pois o próprio Senhor Jesus não foi reconhecido: “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não o receberam.” (Jo 1.10-11).
Irmãos, o que João quer deixar claro é que não esperamos ser filhos de Deus; nós já somos filhos de Deus. Assim, o que já somos posicionalmente em Cristo (filhos de Deus) deve ser vivido já aqui neste mundo. E essa é a questão central de João: Se você realmente é um filho de Deus, você manifestará na sua vida a nova natureza que está em conformidade com Deus.
Ao chamar os leitores a se maravilharem da grandeza do amor de Deus, João os motiva a viver em conformidade com aquilo que já têm em Cristo: a filiação divina. Nós somos filhos de Deus e devemos viver em obediência ao Pai Celeste. Quem realmente é filho de Deus vive como filho de Deus, e isso implica a purificação de si mesmo, porque faz parte da sua nova natureza. Se eu sou consciente de que já sou filho de Deus, eu me purificarei.
A futura transformação (2).
A purificação de si mesmo dá-se pelo entendimento daquilo que seremos no Dia da manifestação do Senhor Jesus Cristo.
2 Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.”
João reafirma que “somos filhos de Deus”, porém “ainda não se manifestou o que haveremos de ser”. A expressão “o que haveremos de ser” se refere à nossa filiação completa, à transformação do nosso corpo, à glorificação. E isso sabemos que “ainda não se manifestou”. Sabemos também, como é dito por João, “que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele”. A manifestação diz respeito ao arrebatamento. Nesse evento, seremos transformados à semelhança de Cristo. Paulo afirma isso em sua carta aos filipenses: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da Sua glória, segundo a eficácia do poder que Ele tem de até subordinar a Si todas as coisas” (Fp 3.20-21). Essa transformação ocorrerá ao “vê-lo como Ele é”.
João está falando da filiação posicional e perfeita. Nós “já” temos a filiação posicional, mas “ainda não” temos a filiação perfeita (completa). O que João quer dizer é: já somos filhos de Deus, mas ainda não completamente. Ele deseja que a vida presente de seus ouvintes seja um reflexo da vida futura.
Hoje, nós vemos Jesus Cristo apenas pela palavra, mas um dia O veremos face a face, e ao vê-Lo face a face, seremos transformados à Sua semelhança. O entendimento disso deve me levar à purificação. Entender que serei purificado completamente na vinda de Cristo deve me incentivar à purificação. Se eu realmente estou entendendo isso, eu vivo isso.
A firme esperança (3).
A purificação de si mesmo ocorre pela esperança que se tem em Cristo.
3 E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.”
Com o “e” inicial no verso 3, João faz uma conexão lógica com o que foi dito nos versos 1 e 2. Conectado ao que foi dito anteriormente, está a atitude daquele que tem, em Cristo, a esperança da transformação do corpo, da completude da filiação divina, da glorificação: “a si mesmo se purifica”. O verbo “purificar” se refere tanto à purificação cerimonial quanto à moral. A purificação cerimonial é tornar alguém ou um objeto ritualmente limpo (ex. Jo 11.55). Já a purificação moral significa tornar-se puro, livre do pecado e da culpa (ex. Tg 4.8). João está dizendo que todo o que tem a esperança da transformação futura se purifica moralmente; em outras palavras, morre para o pecado, diz não ao pecado, não ama o pecado, rejeita o pecado, odeia o pecado.
João relata como deve ser a purificação: “assim como ele é puro”. Jesus Cristo é o padrão de pureza. Os filhos adotivos de Deus devem ter como modelo o Filho legítimo de Deus. Alguém poderia perguntar: Como posso me purificar? Primeiro, imite a pureza de Jesus Cristo; ou seja, seja puro como Jesus Cristo é. Olhe para a pureza d'Ele. Segundo, obedeça à verdade: “Tendo purificado a vossa alma pela vossa obediência à verdade...” (1Pe 1.22; ARC “Purificando a vossa alma na obediência à verdade”). A ideia é que “eles estão purificando suas almas na obediência à verdade”.
A primeira coisa que devemos nos perguntar é: Eu tenho essa esperança? A segunda pergunta é: Se eu tenho essa esperança, estou me purificando do pecado? Se eu tenho essa esperança, mas não me purifico, essa esperança pode ser apenas uma ilusão; estou apenas me enganando. A convicção do que sou e do que serei deve me conduzir à purificação. Quem é puro vive na pureza. A purificação é um processo contínuo que vai até a vinda de Cristo. A purificação é uma luta constante do filho de Deus.
João mostra o que eles são e o que serão, a fim de que vivam, no presente, em santificação. Para ele, eles devem ser no presente conforme serão no futuro. Ele está aqui corrigindo a hipocrisia de alguns.
Conclusão: A hipocrisia é um perigo. Ela torna o homem um religioso. Ela endurece o coração do religioso. Ela ama o religioso. Ela cega o devoto. Ela desvia o piedoso. Ela enfraquece o espiritual. Ela esfria o fervoroso. Ela detesta o reverente. Ela engana o falso crente, fazendo-o acreditar que é filho de Deus. Muitos crentes estão enganados pela hipocrisia. Muitos estão enganados pela mãe hipocrisia e iludidos pela sua irmã, a incoerência. Há muitos que, embora se digam crentes, são filhos de Deus apenas na igreja, mas, fora dela, são filhos do diabo, porque vivem e amam a impureza — o pecado. Não podemos nos enganar: seremos plenamente filhos de Deus na vinda de Cristo, mas já somos filhos de Deus hoje; a pureza perfeita de vida é futura, mas a pureza mediante o Espírito é presente; a filiação divina é na igreja e fora dela, a pureza de vida é na igreja e fora dela; é vinte e quatro horas por dia. Não se engane: se você é realmente filho de Deus, você se purificará a si mesmo.
Tradução literal: 1 Vede quão grande amor nos concedeu o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus, e somos, por isso o mundo não nos conhece, porque não conheceu a Ele. 2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não foi manifestado (revelado) quem seremos. Sabemos que quando for manifestado, seremos semelhantes a Ele, porque veremos ele como é. 3 E todo o que está tendo esta esperança nEle purifica a si mesmo, como Aquele puro é.
Minha tradução interpretativa: 1 Vede que grande amor nos concedeu o Pai a fim de sermos chamados filhos de Deus, e de fato somos [filhos de Deus], por isso o mundo não nos conhece, porque não O conheceu. 2 Amados! no presente momento, já somos filhos de Deus, mas ainda não foi manifestado quem seremos. Sabemos que quando for manisfestado, seremos semelhantes a Ele, porque veremos como Ele é. 3 E todo aquele que está tendo esta esperança nEle purifica a si mesmo, assim como Ele é puro.
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