36 - O Sacrifício Supremo de Cristo. Mc 1521-47
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Tema: O Sacrifício Supremo de Cristo
Marcos 15:21-47
Contexto
Histórico: A crucificação era um método de execução romano, reservado para criminosos, escravos rebeldes e inimigos do Estado. A morte na cruz era lenta, dolorosa e humilhante, podendo durar dias.
Profecias e Aspectos Bíblicos: A crucificação de Jesus cumpre diversas profecias do Antigo Testamento, como Isaías 53 e Salmo 22.
O Esfriamento Espiritual de Israel: A nação esperava um Messias político e rejeitou aquele que veio para salvar do pecado.
Estrutura
A Crucificação de Jesus (Marcos 15:22-32)
Jesus é levado ao Gólgota e crucificado entre dois criminosos.
A. O local da crucificação – Gólgota (V22)
“Lugar da Caveira” – possivelmente um local elevado ou com formato semelhante a uma caveira.
B. Oferta de vinho com mirra (V23)
Jesus recusa a bebida anestésica, escolhendo enfrentar a dor plenamente.
C. A crucificação e o sorteio das vestes (V24)
Cumprimento do Salmo 22:18: “Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançam sortes.”
D. A inscrição sobre a cruz (V25-26)
“O Rei dos Judeus” – ironia dos romanos e, ao mesmo tempo, verdade teológica profunda.
E. Os dois ladrões crucificados com Jesus (V:27-28)
Cumprimento de Isaías 53:12: “Ele foi contado com os transgressores.”
F. Zombaria dos espectadores e líderes religiosos (V29-32)
Ridicularização por parte dos transeuntes, sacerdotes e até dos criminosos crucificados ao lado de Jesus.
Aplicação
O mundo continua rejeitando Cristo, tentando adaptar o evangelho às suas conveniências.
Somos chamados a carregar nossa cruz e seguir Jesus (Lucas 9.23 “Jesus dizia a todos: — Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” ).
Frase de teólogo: “Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos ser tratados como Ele merece.” – Charles Spurgeon
Frase de transição: “A cruz de Cristo não foi um acidente da história, mas o centro do plano redentor de Deus.”
2. A Morte de Jesus (Marcos 15:33-41)
Trevas cobrem a terra, simbolizando o juízo divino.
Sinal cósmico significativo, remetendo ao juízo divino.
A. O clamor de Jesus: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (V34-36)
Citação do Salmo 22.1 “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu gemido?” – expressa o peso da separação de Deus no sacrifício substitutivo.
B. A morte de Jesus (V37)
Jesus entrega o espírito após um forte brado.
C. O véu do templo se rasga (V38)
Simboliza o acesso direto a Deus através do sacrifício de Cristo.
D. A confissão do centurião (V39)
“Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!” – reconhecimento da identidade de Jesus por um gentio.
E. As mulheres testemunham à distância (V40-41)
Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e José, e Salomé são mencionadas como testemunhas fiéis.
Jesus clama: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” – cumprindo Salmo 22:1.
O véu do templo se rasga, indicando que o acesso a Deus foi aberto.
Um centurião reconhece: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!”
Aplicação:
A morte de Jesus nos dá acesso direto a Deus e nos convida a uma vida de plena comunhão com Ele.
Precisamos reconhecer Jesus como Senhor, assim como o centurião fez.
Frase de teólogo: “A cruz de Cristo é o trono da graça, onde a justiça e o amor se encontram.” – John Stott
Frase de transição: “Se a cruz de Cristo nos dá salvação, Seu sepultamento confirma que a obra foi completada.”
3. O Sepultamento de Jesus (Marcos 15:42-47)
A. José de Arimateia pede o corpo de Jesus (42-43)
Um membro do Sinédrio que aguardava o Reino de Deus tem coragem de se identificar com Jesus.
B. Pilatos confirma a morte de Jesus (44-45)
O centurião assegura que Jesus estava realmente morto.
C. O corpo de Jesus é envolto em linho e sepultado (V46)
Sepultura nova em um túmulo escavado na rocha, pertencente a José de Arimateia.
D. As mulheres observam onde Ele foi posto (V47)
Importante para o relato da ressurreição – elas sabem exatamente onde Jesus foi sepultado.
Aplicação:
Assim como José de Arimateia se identificou com Cristo, devemos ser ousados em nossa fé.
O sepultamento de Jesus nos lembra que, mesmo nos momentos mais sombrios, Deus tem um plano.
Frase de teólogo: “A sepultura de Jesus foi o repouso antes da vitória, o silêncio antes do triunfo da ressurreição.” – Agostinho
Frase de transição: “O silêncio do túmulo de Jesus não era o fim, mas a preparação para a maior vitória da história.”
Grande Ideia:
“A cruz, a morte e o sepultamento de Jesus não são sinais de derrota, mas a prova do amor de Deus e o prenúncio da ressurreição.”
Teologia Bíblica:
Isaías 53:3-7 – O Servo Sofredor carregaria nossas dores e seria moído por nossas transgressões.
Salmo 22:1-18 – Descrição impressionante da crucificação, centenas de anos antes de Cristo.
Zacarias 12:10 – “Olharão para mim, a quem traspassaram.”
Aplicação Final
1. Você compreende o significado da cruz de Cristo para sua vida?
2. Você já entregou totalmente sua vida a Ele?
3. Você está disposto a se identificar com Jesus, mesmo em tempos de rejeição e oposição?
Desafio: Que possamos viver diariamente à luz do sacrifício de Cristo, proclamando Seu amor e aguardando com esperança a Sua ressurreição.
