DE VOLTA AOS PRINCÍPIOS

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Capítulo 2: “Porquê?” é a grande pergunta

Introdução:

A pergunta do capítulo procura responder a seguinte pergunta: “Por quê a igreja deve conhecer e viver os princípios bíblicos de ser igreja?” ou “Qual o propósito de Deus para a sua igreja, o Seu povo?”
Fabrício Freitas oferece uma resposta: “Ao olhar para o Novo Testamento, tenho aprendido que adorar a Deus e tornar o seu nome conhecido deve ser o meu único propósito de vida. As demais coisas serão consequências de eu assumir de forma plena esse propósito.” (p. 26)
Para isso, necessário é refletirmos sobre nossas agendas, compromissos e ações, como discípulos e como líderes:
Por que precisamos retornar aos princípios e valores do Novo Testamento?
Por que não podemos simplesmente permanecer como estamos?
Por que precisamos refazer algumas perguntas básicas sobre a missão da igreja ou até mesmo sobre o que é ser igreja?
A pergunta “por que estamos realizando isto ou aquilo” nos apresenta duas possibilidades:
a renovação da confiança para perseverarmos no que estamos fazendo;
a oprotunidade para corrigirmos o rumo.
Não é suficiente ficarmos atentos às novidades em relação a métodos e estratégias para crescimento de igreja. Precisamos retornar aos princípios bíblicos, indentificá-los, estudá-los, vivê-los e ensiná-los; enfim, contar com a direção do Espírito Santo quando à forma com que daremos vazão a esses princípios em nossas igrejas, em nossos contextos.” (p. 27)

A fonte de autoridade para a igreja multiplicadora:

Em primeiro lugar, a visão de igreja multiplicadora não está baseada na experiência. Fabrício de Freitas destaca o perigo de um líder ou igreja imitar os programas e estratégias que deram certos numa determinada igreja, sem levar em consideração a validade bíblica dos princípios que nortearam os programas e as estratégias em determinada igreja e, sem levar em consideração o contexto e a forma com que Deus decidiu trabalhar por meio daquela igreja e o contexto e a forma com que Deus decidiu trabalhar em nossas igrejas, com os irmãos que fazem parte dela.
"Quando olhamos apenas para a experiência, relacionamos a benção de Deus aos métodos em si. Porém, muitas vezes nos deparamos com métodos que deram muito certo em determinado contexto e foram um desastre em outro. Sem dúvida, exemplos de sucesso nos motivam e ensinam, mas não podem ser o fundamento da nossa vida cristã e do nosso ministério.” (p. 30)
1 Peter 4:10 NVI
Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.
Em segundo lugar, a visão de igreja multiplicadora não está baseada no tradicionalismo. Segundo Fabrício Freitas: “O tradicionalismo é a simples repetição irrefleetida de métodos e programas sob o pretexto de que ‘sempre foi assim’.” (p. 31) Alguns desafios do Tradicionalismo para a Visão de Igreja Multiplicadora são: 1. Resistência à Mudança: O tradicionalismo pode levar a uma resistência à mudança e à inovação, o que pode dificultar a implementação de uma visão de igreja multiplicadora; 2. Foco na Manutenção: O tradicionalismo pode levar a um foco na manutenção da estrutura e da tradição existente, focando as atividades da igreja somente no espaço culto/templo (p. 32), em vez de buscar a multiplicação e o crescimento e 3. Limitações na Abordagem Missionária: O tradicionalismo pode levar a uma abordagem missionária mais limitada, focada em manter a própria igreja, em vez de buscar a expansão do Reino de Deus; 4. Resistência à Renovação e Reforma: O tradicionalismo pode levar a uma resistência à renovação e reforma, impedindo que a igreja se adapte às mudanças sociais e culturais; 5. Perda de Relevância: O tradicionalismo pode fazer com que a igreja perca relevância para a geração atual, tornando-a menos atraente para os jovens e os não-cristãos; 6. Enrijecimento Doutrinário: O tradicionalismo pode levar a um enrijecimento doutrinário, impedindo que a igreja explore novas perspectivas teológicas e bíblicas; 7. Desenvolvimento de uma Mentalidade de "Nós Contra Eles": O tradicionalismo pode criar uma mentalidade de "nós contra eles", onde a igreja se vê como uma fortaleza contra o mundo exterior, em vez de uma comunidade que busca alcançar e servir ao mundo; 8. Perda de Liberdade e Criatividade: O tradicionalismo pode levar a uma perda de liberdade e criatividade na adoração, no ensino e na missão da igreja; 9. Dificuldade em Lidar com Questões Contemporâneas: O tradicionalismo pode tornar difícil para a igreja lidar com questões contemporâneas, como a igualdade de gênero, a diversidade racial e a justiça social; 10. Enfraquecimento da Missão da Igreja: O tradicionalismo pode enfraquecer a missão da igreja, tornando-a menos eficaz em alcançar e servir ao mundo; 11. Perda de Conexão com a Cultura Local: O tradicionalismo pode fazer com que a igreja perca conexão com a cultura local, tornando-a menos relevante e menos eficaz em alcançar as pessoas da comunidade; 12. Desenvolvimento de uma Mentalidade de "Nós Somos os Únicos": O tradicionalismo pode criar uma mentalidade de "nós somos os únicos", onde a igreja se vê como a única instituição verdadeiramente cristã, em vez de uma parte de uma comunidade mais ampla de crentes; 13. Perda de Flexibilidade e Adaptabilidade: O tradicionalismo pode levar a uma perda de flexibilidade e adaptabilidade, tornando difícil para a igreja se adaptar às mudanças e desafios do mundo contemporâneo.
Freitas ainda argumenta: “Em todas as épocas, o mais importante sempre foram os princípios e não propriamente a forma com que eles se materializaram.” (p. 31)
Em terceiro lugar, a visão de igreja multiplicadora não está baseada na razão. Nesse ponto o autor destaca o perigo do líder ou da igreja, em si, captular-se diante do pragmatismo, “… pelo qual o que valida um método são os seus resultados” (p. 32). Assim destaca Freitas: “O anseio de liderar uma megaigrejae administrar uma grande estrutura pode levar muitos a trilhar caminhos que não são bíblicos, produzindo deteriorização e não crescimento. Uma amostra disso é tratar a obra de Deus somente pelo ponto de vista científico ou técnico, esquecendo-se que é Deus quem dá o crescimento.” (p. 33). Ainda, “… Temos que tomar cuidado para que o pragmatismo não nos leve a buscar crentes clientes, que procuram apenas a satisfação pessoal sem o compromisso com o verdadeiro discipulado.” (p. 33)

A fonte de autoridade para a visão de igreja multiplicadora é a Palavra de Deus

Fabrício de Freitas destaca que, a fonte de autoridade para vivermos os princípios da visão de igreja multiplicadora é a Palavra de Deus. O líder deve voltar-se para as Escrituras em busca de princípios, não de modelos, que devem ser aplicados e vivenciados em seu contexto histórico-social. Nas palavras de Freitas: “[...] é olharmos para o Novo Testamento e adotarmos em nosso viver diário os princípios ali encontrados [...] é termos uma vida de oração. É fazermos discípulos intencionalmente. É resgatarmos a plantação intencional de igrejas. É formarmos líderes que se multipliquem. É sermos socialmente relevantes, exercendo compaixão e graça em nossas comunidades.” (p. 33-34)
Um ministério morto sempre fará um povo morto, ao passo que se os ministros forem aquecidos com o amor de Deus, eles não podem deixar de ser instrumentos de difusão desse amor entre os outros.
George Whitefield (Evangelista Metodista)

Capítulo 3: O que é ser igreja?

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