DEUS É SOBERANO
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DEUS É SOBERANO
DEUS É SOBERANO
Introdução: Alguns que contestam a eleição eterna e incondicional de Deus dizem: “Se Deus escolhe, antes da fundação do mundo, quem será salvo e quem será condenado, isso pode ser visto como uma forma de favoritismo divino. Como pode um Deus justo escolher arbitrariamente uns para a salvação e deixar outros para a condenação eterna?”
Resposta: Deus seria injusto na eleição se o homem merecesse algo d'Ele, mas o homem não merece nada de Deus; sendo assim, Deus escolhe a quem Ele quiser. Isso é graça divina, não mérito humano.
E dizem mais: “Se a eleição é soberana e predestinada por Deus, então a liberdade humana de escolher entre o bem e o mal não seria meramente ilusória?”
Resposta: Seria ilusória se o homem tivesse a capacidade de fazer o bem. O homem é livre conforme a sua natureza, e sua natureza é pecadora. Dessa forma, ele sempre escolherá o mal, nunca a Deus (Rm 3.10-18; Ef 2.1-3).
Também dizem: “Se Deus já escolheu quem será salvo, já que a salvação é garantida para os eleitos e está determinada desde a eternidade, então a pregação do Evangelho seria desnecessária?”
Resposta: (1) Não sabemos quem são os eleitos; (2) Deus ordenou a Paulo que pregasse em Corinto porque Ele tinha muito nessa cidade (At 18.9-10); (3) é por meio da pregação do Evangelho que Deus decidiu chamar os eleitos (Rm 10.14-15); e (4) a pregação do Evangelho é uma ordem de Cristo.
Dizem mais: “Como pode Deus ser justo e amoroso se Ele cria pessoas com o destino eterno de sofrimento, sem qualquer possibilidade de salvação?”
Resposta: Deus não destinou nem criou pessoas para o sofrimento eterno. Ele provou Adão, que desobedeceu e caiu (Gn 3.1-7), e toda a humanidade caiu com ele (Rm 5.12). Assim, toda a raça humana, por seus pecados, está destinada ao sofrimento eterno (Rm 6.23).
Resumindo: O homem é um ser caído, pecador, e não merece nada de Deus, a não ser a justa condenação divina. Deus é o Criador de tudo, é onipotente, santo, justo e soberano. Se Deus quisesse, Ele poderia deixar toda a humanidade ir para o inferno, e não seria injustiça da Sua parte, pois ninguém merece nada d'Ele e todos estariam recebendo a justa condenação pelos seus pecados. Mas Deus não quis; Ele decidiu salvar alguns, e isso não é mérito dos escolhidos, mas graça de Deus.
Com isso, chegamos à seguinte conclusão: Deus é soberano e pode escolher quem Ele quiser. Paulo apresenta isso em Romanos 9.14-29. Não iremos ver todo esse texto hoje, mas iremos lê-lo completamente.
Lição: Deus É Soberano E Pode Escolher Quem Ele Quiser.
Texto: Romanos 9.14-29.
Após a introdução à Carta aos Romanos (Rm 1.1-7), Paulo explica o Evangelho (Rm 1.18-8.39). Ele ensina que a salvação é tanto para judeus quanto para gentios, pois todos estão debaixo do pecado (Rm 3.9), e que essa salvação vem somente pela fé no sacrifício de Jesus Cristo (Rm 3.21-31). Após esse ensino, o apóstolo decide prevenir uma má compreensão do seu ensinamento, pois muitos poderiam considerar uma falha na palavra de Deus em relação às promessas ao Seu povo, Israel, já que Ele agora está tratando com os gentios (a Igreja). Paulo, nos capítulos 9 a 11, aborda essa questão e mostra que não, Deus não rejeitou Seu povo Israel. Em Romanos 9-11, essa seção pode ser chamada de “A Dispensação da Graça: O Evangelho e Israel”. Essa seção trata do passado, presente e futuro de Israel. Inicialmente, ele expõe o passado de Israel: ele começa com sua dor pela incredulidade do povo (Rm 9.1-5) e, então, explica a razão dessa incredulidade: a eleição divina (Rm 9.6-29). “E não pensemos que a palavra de Deus tenha falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas” (Rm 9.6). Paulo deixa claro, em Romanos 9.6-13, que a salvação é pela eleição divina, e não por descendência sanguínea. Ele, então, nesse texto que lemos, busca responder às possíveis objeções que possam surgir. Nessas possíveis objeções, o apóstolo apresenta a liberdade e o propósito de Deus.
Paulo usa, como fez em boa parte da carta, a forma de diatribe, onde ele cria um opositor imaginário com suas dúvidas. Durante sua vida cristã, Paulo deve ter debatido com muitos opositores judeus. Sabendo das suas objeções, ele prevê quais dúvidas seus leitores em Roma teriam, e então já faz as perguntas e as responde ao mesmo tempo. Este texto pode ser dividido em duas partes. Na primeira parte, do verso 14 ao 18, Paulo mostra que Deus é justo; na segunda parte, do verso 19 ao 23, com uma sequência de perguntas, ele mostra que Deus é o Criador. Assim, a eleição está baseada naquilo que Deus é e naquilo que o homem é. Deus é o Criador de tudo, santo, justo e soberano; o homem é apenas criatura, pecador, injusto e fraco. Entender a essência de Deus e do homem é crucial para compreender a eleição divina. Deus, como Criador e ser soberano sobre Sua criação, tem direitos sobre ela; por outro lado, o homem, como criatura e ser pecador, não tem direito a nada diante do Criador.
Dividirei este texto em duas partes. Na primeira parte, do verso 14 ao 18, veremos que Deus tem o direito de mostrar misericórdia ou endurecimento para com quem Ele quiser. Na segunda parte, do verso 19 ao 29, veremos que Deus é o Senhor de tudo e faz o que Ele quiser, sem contestação de ninguém.
Deus tem o direito de mostrar misericórdia ou endurecimento para com quem Ele quiser (14-18).
Nesses versículos, Paulo mostra que Deus não é injusto. Após apresentar a eleição de Isaque e Jacó, em Romanos 9.6-13, Paulo imagina alguém questionando seu ensino com a afirmação: “Deus é injusto!” Com isso, no verso 14, ele levanta duas perguntas sobre a possível injustiça de Deus e, na mesma hora, responde que não: “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus?” Será que Deus não seria injusto por escolher uns e outros não? Paulo responde: “De modo nenhum!” O apóstolo já havia falado que Deus não é injusto; ao contrário, Deus é o justo juiz de toda a terra (Rm 2.5; 3.5-6).
Mais uma vez, Paulo mostra que Deus é justo, agora em relação à eleição, e a base do seu argumento está no Antigo Testamento. Paulo divide seu argumento em duas partes: uma afirmação positiva, do verso 15 ao 16, e uma negativa, do 17 ao 18. Todas as afirmações são fundamentadas no AT.
A afirmação positiva: Deus tem misericórdia de quem Ele quiser (15-16).
“15 Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.”
Para mostrar que Deus é justo, Paulo cita Êxodo 33.19. No contexto desse texto, no verso 18, Moisés pede para ver a glória de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória.” Ele deseja ver a manifestação da glória (literalmente “peso”) de YHWH. É como se ele estivesse pedindo para ver Deus como Ele é, o que é impossível, pois Deus diz: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá” (v. 20). O Senhor o responde, no verso 19: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR”. Moisés receberia a “bondade” de Deus e conheceria o “nome do SENHOR” (“YHWH”). Essa bondade e revelação de Deus para com Moisés eram imerecidas; Moisés não merecia o favor divino, e ninguém merece. Deus deixa isso bem claro na sequência do verso 19: “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer”. A primeira expressão, “ter misericórdia”, que é um verbo em hebraico, significa aqui mostrar bondade misericordiosa. Já o verbo “compadecer” significa aqui mostrar amorosa compaixão. Deus mostra bondade misericordiosa e amorosa compaixão com quem Ele quiser. O próprio Deus está dizendo isso a Moisés, e esse é o ponto de Paulo.
Toda a humanidade necessita da bondade misericordiosa de Deus? Sim! Mas, por ser pecadora, ela a merece? De maneira nenhuma! E por não merecê-la, Deus tem o direito de mostrar misericórdia a quem Ele quiser e se quiser, porque não está obrigado a ter misericórdia. Por isso, Paulo diz, no verso 16: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” Podemos exemplificar isso com o desejo de Isaque de abençoar Esaú (Gn 27).
Aplicação: Nossa salvação não dependeu do nosso querer, mas de Deus, que teve misericórdia de nós. Até porque não queríamos saber de Deus; foi Ele quem quis nos salvar.
A afirmação negativa: Deus endurece a quem Ele quiser (17-18).
“17 Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.”
Paulo agora mostra que Deus é justo, mesmo quando Ele endurece o coração de alguém. Ele cita Êxodo 9.16, onde o contexto trata da sétima praga (chuva de granizo). No verso 15, é dito: “Pois já eu poderia ter estendido a mão para te ferir a ti e o teu povo com pestilência, e terias sido cortado da terra”. Se Deus quisesse, Ele poderia ter tirado a vida de Faraó (“terias sido cortado da terra”). Por que Deus poderia ter tirado a vida dele? Porque Faraó era um pecador; assim, Deus poderia tirar sua vida na hora que Ele quisesse. Mas por que não o fez? Verso 16: “mas, deveras, para isso te hei mantido, a fim de mostrar-te o meu poder, e para que seja o meu nome anunciado em toda a terra.” Deus suspendeu ou prorrogou o julgamento de Faraó porque tinha um propósito. Ele o levantou à posição de rei para cumprir o Seu propósito; o Seu propósito era mostrar em Faraó o Seu poder e também para que o Seu nome fosse proclamado por toda a terra; o que de fato aconteceu (Js 2.10-11; 9.9-10; 1Sm 4.8).
Aplicação: Você nunca se perguntou por que a pessoa não morre quando peca (como, por exemplo, Ananias e Safira, em Atos 5.1-10)? Por dois motivos: ou Deus irá salvar esse pecador, ou Deus tem um propósito para Sua glória com ele, como teve com Faraó.
Deus poderia ter exterminado Faraó quando Ele quisesse, porque Faraó era pecador, assim como Ele exterminou muitos no momento em que pecaram (p. ex. Lv 10.1-2; 2Sm 6.6-7; 1Rs 13.9, 18-24; At 5.1-10), contudo não o fez porque tinha um propósito. Entretanto, há uma outra questão a se resolver: o endurecimento do coração de Faraó (Êx 4.21; 7.3; 10.1; 14.4). Deus também endureceu o coração de outras pessoas na Bíblia, como os egípcios (Êx 14.17), Seon, rei de Hesbom (Dt 2.30), as cidades que guerrearam contra Israel (Js 11.20) e os judeus (Rm 11.7-8). Para entendermos a questão do endurecimento, precisamos lembrar que o coração humano é duro por natureza. Por exemplo, o povo da antiga aliança, o povo de Israel, era um povo teimoso (Êx 32.9; 33.3, 5; 34.9; Dt 9.6, 13; 10.16; 31.27). Se o povo de Deus no Antigo Testamento era um povo teimoso e duro, imagine os outros povos que não conheciam Deus. Assim, Faraó, como todo ser humano pecador, tinha o coração duro por natureza. Diante disso, há, pelo menos, duas possibilidades de como foi que Deus endureceu Faraó e os outros: (1) Deus o endureceu deixando-o livre, o que fez com que ele endurecesse seu coração por natureza, ou (2) Deus endureceu diretamente o seu coração. Estou mais inclinado à primeira opção, mas, seja um ou seja o outro, Deus não é injusto. O homem pecador pode ser ilustrado com frutas estragadas, sobre as quais o dono da frutaria faz o que quiser.
Paulo conclui essa parte com o verso 18: “Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.” Dizer que Deus é injusto ao escolher uns para a salvação é entender as coisas da nossa perspectiva injusta, e não da perspectiva justa de Deus.
Aplicação:
Ninguém! Nenhuma pessoa merece nada de Deus, a não ser a condenação.
Todo ser humano já tem o coração teimoso e duro por natureza.
Se há alguma injustiça, ela é da nossa parte, não de Deus.
Qual tem sido minha atitude ao reconhecer que é a misericórdia de Deus a razão da minha salvação?
Deus é o Senhor de tudo e faz o que Ele quiser, sem contestação de ninguém (19-23).
Paulo afirmou, nos versos anteriores, que Deus não é injusto quando tem misericórdia de alguém nem quando endurece alguém. Com isso, ele já prevê a possível pergunta e já a faz, no verso 19: “Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade?” A NVI captou melhor as perguntas de Paulo, ela diz assim: “Mas algum de vocês me dirá: ‘Então, por que Deus ainda nos culpa? Pois, quem resiste à sua vontade?’” Esse questionamento não é de alguém deseja compreender a soberania de Deus, mas de alguém que tem o coração duro e não quer reconhecer essa verdade. Ele entendeu muito bem, só não quer aceitar. Aplicação: Muitas vezes, não é falta de compreensão que nos leva a não receber uma verdade bíblia, mas dureza de coração.
Nossa incompreensão não nos dá o direito de questionar Deus, e Paulo sabe muito bem disso: “20 Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?” Quando diz “ó homem”, Paulo está mostrando a insignificância do homem. A ideia é: Quem és tu, um miserável homem, ou um desprezível humano, para responder/questionar a Deus com críticas. O homem é um nada diante de Deus. O homem foi criado por Deus, ele é um nada diante do Criador. E esse é ponto de Paulo: “Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?” Provavelmente, a parte b do verso 20 é uma citação de Isaías 45.9-10. O homem não é nada mais do que um vaso de barro, que veio do pó da terra, criado por Deus. É uma loucura, um absurdo, o homem discutir com Deus. Aplicação: Nós também agimos assim, quando questionamos a forma soberana, sabia, fiel, justa e boa de Deus conduzir nossa vida.
A resposta do verso 20 é obvia: não; o homem não pode questionar a forma como Deus o fez. Paulo, então, faz outra pergunta, no verso 21: “Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?” A resposta é sim! O apóstolo usa a figura de oleiro, uma figura bem presente naquela época. É obvio para qualquer um daquela época, e também de hoje, que o oleiro tem total autoridade sobre a massa para fazer dela o que quiser. Semelhantemente é Deus sobre a Sua criação.
Diante disso, Paulo quer saber qual seria a reação ou a respota do questionar ao saber que Deus deseja tornar conhecido a Sua ira, dar conhecer o Seu poder e mostrar a riqueza da Sua glória. Ele diz, nos versos 22 e 23: “Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão”. Esses versos é melhor entendido com o ponto de interrogação no verso 23.
A questão é: O que dizer se Deus quis fazer isso que está nos versos 22 e 23? Seria dizer que Deus é injusto? Ou dizer que Deus não pode fazer isso? Como Paulo tem mostrado, Deus tem o direito, Ele é Senhor de tudo e faz o que Ele quiser, sem a contestação de ninguém. Se é o Seu desejo tornar conhecido a Sua ira, dar a conhecer o Seu poder e mostrar a riqueza da Sua glória, Ele pode sim fazer isso. Para isso, Deus “suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição”. A ideia é que Deus é paciente com os vasos da ira. Deus tolera o pecador por causa do Seu propósito de tornar conhecido a Sua ira, dar a conhecer o Seu poder e mostrar a riqueza da Sua glória. A ideia de “preparados” é de “estar prontos”. Já “perdição” significa “destruição”. Essa ação de se preparar é do próprio homem, não de Deus. Os homens, por conta dos seus pecados, estão prontos para a destruição, mas Deus os tolera ainda um pouco por causa do Seu propósito.
Deus também suporta os vasos de ira, “a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão”. Vasos de “misericórdia”, como visto anteriormente, são os que Deus decidiu ter misericórdia (v. 15-16, 18). A expressão “preparou de antemão” significa “preparar antes”, e, fora aqui, Novo Testamento, essa palavra é vista somente em Efésios 2.10.
a
Conclusão: Conclusão:
Santo Agostinho (354-430 d.C.):
"Deus, que elegeu os que havia de salvar, não os elegeu por méritos, mas pela Sua graça."
(Comentário sobre a Epístola aos Romanos, 8, 30)
"Não é porque nós cremos que fomos escolhidos, mas porque fomos escolhidos, é que nós cremos."
(Sobre a Predestinação dos Santos, 13, 13)
São João Crisóstomo (349-407 d.C.):
"Deus não escolhe arbitrariamente, mas Ele escolhe aqueles que Ele sabe que seguirão a Sua vontade."
(Homilia sobre Efésios, 2, 3)
"A eleição de Deus não é por causa da nossa obra, mas pela graça divina."
(Homilia sobre Romanos, 31)
Santo Irineu (130-202 d.C.):
"Deus predestinou os homens à vida eterna, e esse plano de eleição é realizado por Sua graça e misericórdia."
(Contra as Heresias, 5, 36)
São Basílio Magno (329-379 d.C.):
"Deus escolheu, pela Sua bondade, aqueles que seriam salvos, não em virtude de alguma justiça ou obra própria, mas pela Sua graça infinita."
(Sobre o Espírito Santo, 16, 38)
São Gregório de Nazianzo (329-390 d.C.):
"A escolha divina é o mistério profundo que somente a sabedoria infinita de Deus pode compreender plenamente. A eleição é um dom de Sua graça."
(Teológica, 2, 5)
John Owen (1616-1683):
"A eleição não é arbitrária ou baseada em qualquer coisa que o homem tenha feito ou será capaz de fazer, mas é um ato puro da graça soberana de Deus."
(A Doutrina da Eleição, p. 225)
"Deus escolhe aqueles que Ele deseja salvar, e essa escolha é baseada somente no Seu eterno propósito e vontade, não em algo que esteja em nós."
(A Morte da Morte na Morte de Cristo, p. 45)
Jonathan Edwards (1703-1758):
"Deus, desde a eternidade, escolheu quem haveria de ser salvo, e essa escolha não se baseia em qualquer mérito ou dignidade pré-existente, mas na Sua graça soberana."
(A Liberdade da Vontade, p. 119)
"A eleição de Deus é completamente livre e imutável; Ela não é condicionada por qualquer coisa no ser humano, mas é conforme o Seu beneplácito."
(Instruções sobre a Graça Divina, p. 205)
Thomas Goodwin (1600-1679):
"A eleição é a obra de Deus na qual Ele escolhe, antes da fundação do mundo, aqueles que serão salvos, não por causa de alguma bondade ou mérito em nós, mas segundo o Seu propósito eterno e gracioso."
(A Doutrina da Eleição, p. 37)
"Deus predestinou o número certo de pessoas para a salvação e fez isso, não com base em qualquer escolha humana, mas com base no Seu amor e propósito divinos."
(O Amor Incondicional de Deus, p. 88)
Samuel Rutherford (1600-1661):
"A eleição é um ato livre de Deus, que escolhe aqueles que são iníquos e indignos, não porque tenham feito algo bom, mas por Sua graça soberana."
(A Eleição de Deus, p. 63)
"A eleição não é uma escolha que Deus faz com base em qualquer coisa que Ele anteveja em nós, mas é segundo a Sua boa vontade e prazer."
(Cartas, p. 102)
Richard Baxter (1615-1691):
"A eleição não depende da fé ou das boas obras de qualquer homem, mas é uma escolha soberana de Deus para salvar aqueles que Ele escolheu, com base na Sua graça e misericórdia infinitas."
(A Soberania de Deus na Salvação, p. 178)
Tradução literal: 14 Que diremos, pois? Não é injustiça de Deus? Não aconteceu! 15 Porque diz a Moisés: “Terei misericórdia de quem que eu tiver misericórdia e terei compaixão e de quem que eu tiver compaixão”. 16 Então, pois, não do que está desejando e nem do que está correndo, mas de Deus, que está tendo misericórdia. 17 Porque a escritura diz a Faraó que: “Para isto mesmo eu te levantei, a fim de que eu mostrasse em te o meu poder e a fim de que seja mostrado o meu nome em toda a terra”. 18 Então, pois, tem misericórdia de quem quer e endurece a quem quer. 19 Portanto, dirás-me: “Ainda é acusado de quê? Por que quem resiste a Sua vontade?” 20 Ao contrário, quem és tu ó homem, que tem respondido a Deus? O objeto não falará ao que o moldou: “Por que me fizeste assim?” 21 Ou o oleiro não tem autoridade sobre o barro de fazer com a sua massa, certamente, um vaso para honra e outro para desonra? 22 E se Deus, que está querendo mostrar a ira e tornar conhecido o Seu poder, carregou em muita paciência os vasos de ira, que estão sendo aperfeiçoados para a destruição, 23 também para que tornasse conhecido a riqueza da Sua glória nos vasos de misericódia, os quais, preparou antes para a glória?
Minha tradução interpretativa: 14 Diante disso, o que diremos? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! 15 Pois Ele diz a Moisés: “Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de que eu quiser ter compaixão”. 16 Assim, não depende de quem quer ou de quem se esforça, mas de Deus ter misericórdia. 17 Pois a Escritura diz a Faraó: “Para isto mesmo eu te levantei, a fim de tornar conhecido o meu poder por meio de ti e para que seja proclamado o meu nome em toda a terra”. 18 Portanto, Ele tem misericórdia de quem Ele quer e Ele endurece a quem Ele quer. 19 Logo, tu me dirás: “Por que Deus ainda põe a culpa? Pois quem resiste ao Seu plano?” 20 Mas, quem és tu, ó homem, para responder a Deus com críticas? Aquilo que foi formado não dirá ao que o formou: ‘Por que me fizeste desta forma?’ 21 Ou o oleiro não possui o direito de dominar o barro como quiser, para, da mesma massa, fazer um vaso para honra e outro para desonra? 22 E se Deus, tencionando tornar conhecido a Sua ira e dar a conhecer o Seu poder, suportou com muita paciência os vasos preparados para destruição? 23 E também a fim de que desse a conhecer a riqueza da Sua glória aos vasos de misericórdia que preparou de antemão para glória?
