38 - Da Incredulidade à Comissão: A Vitória de Cristo sobre a Morte. Mc 16.1-14
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· 23 viewsE uma mensagem que traz esperança par todos, porque Cristo morreu mas ressucitou para todo sempre.
Notes
Transcript
Tema: Da Incredulidade à Comissão: A Vitória de Cristo sobre a Morte e o Medo
Marcos 16.1-14
Contexto
Contexto Histórico e Cultural
O sepultamento e embalsamamento eram práticas comuns entre os judeus, e o fato de as mulheres irem ao túmulo com especiarias indica que não esperavam a ressurreição (Mc 16.1).
A crucificação era uma morte humilhante; os discípulos estavam desiludidos, pois esperavam um Messias que reinaria politicamente.
O testemunho das mulheres era desprezado na sociedade judaica, tornando notável o fato de Deus escolher mulheres como as primeiras testemunhas.
2. Contexto Imediato
Marcos 15 descreve a morte e o sepultamento de Jesus.
Os outros evangelhos relatam mais detalhes sobre as aparições pós-ressurreição, complementando o relato de Marcos.
Estrutura
1. O Túmulo Vazio: A Surpresa das Mulheres (v. 1-4)
A. A Preparação para Ungir Jesus (v. 1)
As mulheres compram especiarias para ungir o corpo de Jesus, indicando que não criam que Ele ressuscitaria.
B. A Caminhada e a Preocupação com a Pedra (vv. 2-3)
Elas questionam quem removeria a pedra, revelando falta de expectativa quanto ao sobrenatural.
C. A Pedra Removida: O Milagre da Ressurreição (v. 4)
A remoção da pedra não foi para Jesus sair, mas para as mulheres entrarem e testemunharem o túmulo vazio.
Explicação :
O verbo grego “ἀναστάς” (anastás, “ressuscitou”) no relato angélico (v. 6) destaca a ação divina.
O fato de as mulheres serem as primeiras testemunhas confirma a autenticidade do relato, pois, se fosse inventado, dificilmente envolveria mulheres em uma cultura que não as valorizava como testemunhas.
Frase de teólogo:
“A pedra não foi removida para que Cristo pudesse sair, mas para que os discípulos pudessem entrar.” –
Warren Wiersbe
Frase de transição: A surpresa das mulheres antecipa a revelação do anjo, que explica o que aconteceu com Jesus.
2. A Mensagem do Anjo: O Chamado à Fé (vv. 5-8)
A. O Anjo Anuncia a Ressurreição (vv. 5-6)
O anjo, descrito como um jovem vestido de branco, anuncia que Jesus ressuscitou.
B. A Instrução para os Discípulos (v. 7)
A ordem de ir à Galileia cumpre a palavra de Jesus (Mc 14.28).
C. O Medo e o Silêncio Inicial (v. 8)
As mulheres fogem com temor e não dizem nada a ninguém de imediato.
Explicação:
A palavra grega “ἔκστασις” (ekstasis, “espanto”) indica um assombro que ultrapassa o mero medo, expressando a perplexidade diante do divino.
A menção específica de Pedro (v. 7) enfatiza a restauração após sua negação.
Frase de teólogo:
“O chamado à Galileia lembra os discípulos de que a missão continua; a ressurreição não é o fim, mas o começo.” –
R. T. France
Frase de transição:
A mensagem do anjo não foi imediatamente compreendida, mas logo Jesus mesmo apareceu para fortalecer a fé dos discípulos.
3. As Aparições do Cristo Ressuscitado: Da Incredulidade à Fé (vv. 9-14)
A. Jesus Aparece a Maria Madalena (v. 9)
Maria Madalena, antes possuída por demônios, é a primeira a ver Jesus.
B. A Rejeição do Testemunho (vv. 10-11)
Os discípulos não creem no relato de Maria.
C. Jesus Aparece a Outros, Mas Ainda Há Incredulidade (vv. 12-13)
Jesus aparece a dois discípulos no caminho, mas o testemunho deles também não é aceito.
D. Jesus Repreende os Discípulos pela Dureza de Coração (v. 14)
A falta de fé dos discípulos contrasta com a paciência e graça de Jesus.
Explicação :
O verbo “ὤνειδισεν” (ōneidisen, “repreendeu”) no v. 14 indica uma censura forte, mas não sem graça.
O padrão da incredulidade seguido pela revelação e fé reflete o crescimento espiritual dos discípulos.
Frase de teólogo:
“A incredulidade dos discípulos não anula a verdade da ressurreição; antes, evidencia a paciência e a graça de Cristo.” – Charles Spurgeon
Grande Ideia:
A ressurreição de Cristo confronta nossa incredulidade e nos chama à fé ativa na missão de Deus.
Teologia Bíblica:
1. A Ressurreição de Cristo como cumprimento das Escrituras:
Salmo 16.10 “Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.”
Isaías 53.10 “Todavia, ao Senhor agradou esmagá-lo, fazendo-o sofrer. Quando ele der a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos.”
Atos dos Apóstolos 2.24–32 “Porém Deus o ressuscitou, livrando-o da agonia da morte, porque não era possível que fosse retido por ela. Porque Davi fala a respeito dele, dizendo: “Eu sempre via o Senhor diante de mim, porque ele está à minha direita, para que eu não seja abalado. Por isso, o meu coração se alegra e a minha língua exulta; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria na tua presença.” — Irmãos, permitam-me falar-lhes claramente a respeito do patriarca Davi: ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. Deus ressuscitou este Jesus, e disto todos nós somos testemunhas.”
2. O chamado à fé e à missão:
Mateus 28.18–20 “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: — Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.”
Lucas 24.46–49 “E disse-lhes: — Assim está escrito que o Cristo tinha de sofrer, ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia, e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando em Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas. Eis que envio sobre vocês a promessa de meu Pai; permaneçam, pois, na cidade, até que vocês sejam revestidos do poder que vem do alto.”
João 20.21 “E Jesus lhes disse outra vez: — Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.”
3. A paciência de Deus com a incredulidade:
Êxodo 4.1-17 (Moisés duvida do chamado)
Juízes 6.36-40 (Gideão pede sinais)
João 20.24-29 (Tomé e a incredulidade)
Aplicação:
1. Seja um proclamador da ressurreição:
Assim como as mulheres e Maria Madalena, fomos chamados para testemunhar.
2. Não permita que a incredulidade paralise sua missão:
Os discípulos duvidaram, mas Jesus os comissionou mesmo assim.
3. A ressurreição exige uma resposta:
A fé em Cristo ressurreto nos leva a confiar em sua Palavra e viver para Ele.
