O Cânon Bíblico
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I. Introdução
I. Introdução
Pergunta inicial: Como sabemos quais livros pertencem à Bíblia?
“A questão do cânon bíblico é de fundamental importância para a fé cristã, pois diz respeito à lista de livros que compõem as Sagradas Escrituras.” citeturn0search0
Importância do tema:
Define os limites da revelação especial de Deus.
A doutrina reformada enfatiza que a autoridade das Escrituras não depende da igreja, mas de Deus.
Objetivo da aula:
Explicar como o cânon foi formado e reconhecido pela igreja.
Demonstrar que o cânon é auto-autenticado, não imposto pela igreja.
II. Definição de Cânon Bíblico (5 min)
II. Definição de Cânon Bíblico (5 min)
O que significa "cânon"?
Derivado do grego kanón (régua, medida, padrão).
Refere-se aos livros divinamente inspirados e autoritativos.
Cânon fechado vs. aberto
O cânon está completo e não pode ser alterado.
Rejeição de acréscimos (como os deuterocanônicos) e novas revelações.
III. O Cânon do Antigo Testamento (10 min)
III. O Cânon do Antigo Testamento (10 min)
Reconhecimento dos 39 livros
Base: A revelação dada ao povo de Israel.
Jesus e os apóstolos usaram o cânon hebraico.
O Concílio de Jâmnia (90 d.C.) confirmou o que já era aceito pelos judeus.
Por que os protestantes rejeitam os livros deuterocanônicos?
Não faziam parte do cânon hebraico.
Nenhum livro deuterocanônico é citado como Escritura no Novo Testamento.
Contêm doutrinas conflitantes (exemplo: oração pelos mortos em 2 Macabeus 12:45-46).
Citação relevante:
“A Septuaginta é uma tradução dos livros judaicos para o grego feita, possivelmente, durante o reinado de Ptolomeu Filadelfo (285-245 a.C.) ou até meados do século I a.C., para a biblioteca de Alexandria, no Egito. Os tradutores não se limitaram a traduzir os livros considerados canônicos pelos judeus. Eles traduziram os demais livros judaicos disponíveis.” citeturn0search0
IV. O Cânon do Novo Testamento (10 min)
IV. O Cânon do Novo Testamento (10 min)
Reconhecimento dos 27 livros
Escritos por apóstolos ou seus associados diretos.
Uso pelas igrejas primitivas como Escritura.
Harmonia doutrinária com o Antigo Testamento e os ensinos de Cristo.
Critérios para canonicidade
Apostolicidade: Escrito por apóstolos ou testemunhas oculares.
Ortodoxia: Coerência doutrinária com a fé bíblica.
Uso eclesiástico: Aceitação e uso contínuo pela igreja primitiva.
O cânon não foi decidido por concílios, mas reconhecido pela Igreja
O Concílio de Cartago (397 d.C.) ratificou o que já era aceito.
A autoridade do cânon vem de Deus, não da Igreja.
Citação relevante:
“A igreja não nos deu o cânone do Novo Testamento da mesma maneira que Sir Isaac Newton não nos deu a força da gravidade.” — J. I. Packer citeturn0search13
V. O Testemunho da Confissão de Fé Batista de 1689 (5 min)
V. O Testemunho da Confissão de Fé Batista de 1689 (5 min)
Capítulo 1, §2
Lista os livros do Antigo e Novo Testamento reconhecidos como Escritura.
Afirma a exclusão dos apócrifos, pois não são inspirados.
Capítulo 1, §3
Rejeita qualquer livro além dos 66 como Escritura inspirada.
Reafirma a suficiência da revelação bíblica.
Citação relevante:
“Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do Cânon da Escritura; não têm, portanto, autoridade na Igreja de Deus, nem devem ser de qualquer modo aprovados ou empregados senão como escritos humanos.” citeturn0search9
VI. Aplicações e Conclusão (5 min)
VI. Aplicações e Conclusão (5 min)
O cânon é obra de Deus, não da igreja.
*“A autoridade das Escrituras Sagradas, pela qual devem ser cridas, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja
