EXCLUA O PECADO DA SUA VIDA

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Neste sermão, é enfatizado que, assim como as empresas alimentícias seguem rigorosos protocolos de higiene para garantir a segurança dos produtos, os cristãos também devem "excluir" o pecado de suas vidas. O apóstolo João, em 1 João 3.4-6, nos ensina que viver em Cristo significa viver em santidade, sem espaço para o pecado. A nova vida em Cristo é incompatível com a prática do pecado, pois Cristo veio para remover o pecado e, nele, não há pecado. Aqueles que continuam vivendo no pecado não compreenderam a obra redentora de Cristo. O sermão destaca que viver em Cristo implica odiar, abandonar e rejeitar o pecado, buscando uma transformação real que reflete o caráter e a natureza de Cristo. A prática contínua do pecado revela a falta de entendimento sobre o sacrifício de Cristo e sua santidade. A conclusão alerta que, se não excluirmos o pecado, ele nos excluirá da vida eterna, assim como o exemplo de Balaão, que sofreu grande castigo por não se afastar do pecado.

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EXCLUA O PECADO DA SUA VIDA

Introdução: Muitas empresas do setor alimentício, como Nestlé, PepsiCo e Coca-Cola, têm rígidos protocolos de higiene para garantir que seus produtos sejam seguros para consumo. Elas seguem normas de segurança alimentar e controlam rigorosamente a presença de impurezas. Seja na indústria alimentícia, na de cosméticos, na farmacêutica ou na de produtos de limpeza, há uma grande preocupação com a limpeza. A busca por impurezas é intensa, e o objetivo é encontrá-las e excluí-las.
Nossa busca não é por sujeiras materiais, mas pela sujeira espiritual — o pecado. Devemos encontrá-lo e excluí-lo, pois a nova vida em Cristo não nos permite viver no pecado. A nova vida em Cristo exclui o pecado.
Lição: A Nova Vida Em Cristo Exclui O Pecado.
Texto: 1João 3.4-6.
O apóstolo João, desde o verso 28 do capítulo 2, trata sobre viver na justiça, pois Deus é justo. Os crentes devem viver em justiça, assim como Deus é justo (1Jo 2.28-29). Em 1João 2.28-3.10, ele mostra que viver na justiça significa viver em santidade. João ensinou que quem é filho de Deus se purifica (1Jo 3.1-3). Essa purificação ocorre pela consciência de que a filiação divina já é uma realidade hoje (v. 1). Além disso, ela se dá pelo entendimento do que será revelado na manifestação do Senhor Jesus Cristo (v. 2). Também acontece pela esperança que se tem em Cristo (v. 3). A advertência que João quer passar aos seus ouvintes é: Se você é filho de Deus, purifique-se!
Para João, a filiação divina não pode ser desculpa para viver no pecado. Pelo contrário, ela é uma grande motivação para vivermos em santidade. Esse é o grande diferencial entre os filhos de Deus e os anticristos, falsos crentes, que são filhos do diabo (1Jo 3.8, 10).
Ainda tratando de uma vida pura e livre do pecado, João apresenta a essência do pecado. O pecado não é uma simples falha ou fraqueza humana, mas uma ofensa a Deus, pois significa viver de forma independente de Deus; ou seja, viver sem lei, em desrespeito e rebeldia à Lei de Deus. João também expõe a contrariedade de viver no pecado. Cristo veio para remover o pecado, e Ele não tem pecado. Alguém que afirma crer n'Ele e vive pecando deliberadamente ainda não se converteu. O apóstolo nos ensina que a nova vida em Cristo exclui o pecado. Ou seja, não é possível viver a nova vida em Cristo e, ao mesmo tempo, praticar o pecado. Quem vive a nova vida em Cristo não pode viver no pecado. O pecado não tem lugar na nova vida em Cristo. Viver em Cristo implica afastar-se do pecado. A nova vida em Cristo não pode coexistir com o pecado. Neste texto que acabamos de ler, podemos ver algumas razões para isso.
O pecado leva à iniquidade (4).
4 Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.”
“Todo” aqui é um alerta para todo crente. “Todo aquele que pratica o pecado” refere-se a uma ação contínua e constante de pecar. A ideia é: todo aquele que está praticando o pecado. Quem está praticando o pecado “também transgride a lei”. O verso pode ser traduzido da seguinte forma: “Todo aquele que pratica o pecado também pratica a transgressão da lei”.
A expressão “transgride a lei” é um verbo em grego que significa “iniquidade, existência sem lei”; ou seja, o sentido é de comportar-se em total desrespeito ou em desafio aberto à lei. Trata-se de um estado ou disposição para o que é ilegal, ou seja, a ilegalidade. Essa palavra aparece em:
Mt 7.23Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.”
Mt 23.28Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.”
Mt 24.12E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.”
2Ts 2.3Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição
A ideia aqui é que todo aquele que está praticando o pecado também pratica rebeldia à Lei de Deus. Vive conforme seus próprios desejos, de forma independente de Deus, não fazendo a vontade de Deus, seguindo seus próprios caminhos e desobedecendo a Ele. E João explica: “porque o pecado é a transgressão da lei.” O pecado significa viver de forma ilegal, sem lei, sem Deus. Podemos ilustrar isso com o anticristo e com o povo de Israel na época dos juízes.
Aplicação:
Se vivermos no pecado, viveremos em desobediência a Deus e faremos todo tipo de erro e abominação.
A nova vida em Cristo é incompatível com o pecado. Cristo nos redimiu das nossas iniquidades e nos purificou para Si (Tt 2.11-14). Deus não se lembra mais das nossas iniquidades (Hb 10.17). Os nossos membros não servem mais à impureza e à iniquidade, mas sim à justiça para a santificação (Rm 6.19).
O pecado é contrário a Cristo (5).
5 Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.”
A manifestação de Cristo foi justamente para tirar o pecado (Is 53.4-12; Jo 1.29; Rm 3.24-26; Hb 9.26, 28; 1Pe 2.24; Ap 1.5). Aplicação: O crente que ainda vive no pecado não compreendeu o propósito da vinda de Cristo. Para esse, o sacrifício de Cristo não tem nenhuma relevância.
Cristo não só removeu o pecado, mas “nele não existe pecado” (Lc 23.41, 47; Jo 8.46; 2Co 5.21; Hb 4.15; 7.26; 9.28; 1Pe 2.22; 3.18; 1Jo 2.1). Não há pecado em Cristo; e Ele se manifestou com o propósito de que não haja pecado também em nós. Estamos totalmente livres do pecado? Ainda não! Mas o pecado já foi completamente pago? Sim! Podemos ilustrar isso com uma conta que foi paga por um aplicativo, mas que leva alguns dias para ser reconhecida. O comprovante garante o pagamento, mas o reconhecimento do pagamento ocorre somente após alguns dias.
O “sabeis” de João indica que todo crente é consciente da obra salvífica e da natureza santa de Cristo. Aplicação: O crente que não sabe disso vive na pratica do pecado. Na verdade, ele ainda vive sem Cristo, porque compreender a obra salvífica e a natureza santa de Cristo é o mínimo que todo crente deve saber.
Aplicação:
Se estou na pratica do pecado, como diz o ditado popular: “estou na contramão da via”, isso significa que estou indo na direção oposta à nova vida em Cristo. Minha vida não condiz com a natureza de Cristo. Eu não entendi o sacrifício e a natureza de Cristo.
O pecado não faz parte da vida do crente (6).
6 Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.”
A ideia da expressão “permanecer nele” é de continuar no mesmo estado em Cristo, ou seja, continuar vivendo a nova vida em Cristo em obediência a Deus. Aplicação: Quem está firme em Cristo não vive pecando. Aquele que está em Cristo não continua vivendo no pecado. Quem está enraizado em Cristo não vive uma vida de pecado. Quem permanece firme em Cristo não permite que o pecado governe sua vida. Ele odeia, deste, aborrece, diz não, abandona, rejeita, repudia e abomina o pecado.
Quem vive pecando, João diz: “não o viu, nem o conheceu”. A ideia de “ver” aqui é de experimentar, vivenciar (Jo 3.36; Hb 11.5). Ou seja, quem vive pecando nunca experimentou a nova vida em Cristo. Ilustração: É como alguém que diz que uma comida é boa apenas pelo olfato ou visão, sem tê-la, de fato, experimentada.
A ideia de “conhecer” é de estar familiarizado com Cristo, conhecê-lo diretamente, pessoalmente e de maneira relacional (Jo 17.3). Trata-se também de conhecer a natureza e o caráter de alguém (Êx 6.7; Lc 18.34), nesse caso, de Cristo. Podemos ilustrar isso com o conhecimento familiar. Aplicação: Realmente experimentei uma transformação de vida por Cristo? Realmente conheço a natureza e o caráter de Cristo a ponto de esse conhecimento mudar minha vida? Esse conhecimento íntimo e pessoal de Deus me faz odiar o pecado, rejeitá-lo, entristecer-me com ele? Quando peco, sinto o peso do pecado, a ofensa que ele representa contra Deus? Quando peco, minha consciência pesa? Eu choro por isso?
Aplicação:
A pratica do pecado fala muito sobre a realidade de muitos crentes.
Na nova vida em Cristo, não há lugar para o pecado.
Conclusão: Ilustração: Balaão. Exclua o pecado da sua vida. Se você não excluir o pecado da sua vida, ele o excluirá da vida eterna.

A Falta de Excluir o Pecado da Vida de Balaão:

Primeira Rejeição de Deus:Balaão foi chamado por Balak para amaldiçoar os israelitas, mas Deus falou com ele e lhe ordenou que não fosse (Nm 22.12). Inicialmente, Balaão obedecia à direção de Deus, mas, quando Balak insistiu e ofereceu riquezas, Balaão foi tentado e pediu permissão para ir (Nm 22.18-19).
A Luta Interior e a Queda de Balaão:Mesmo Deus dizendo a ele que não fosse, Balaão continuou sendo atraído pela possibilidade de recompensas materiais. No caminho, Deus enviou um anjo para impedí-lo, e o famoso episódio da jumenta que fala aconteceu (Nm 22.21-31). Balaão, ainda assim, não renunciou ao pecado da ganância e à sua disposição de desobedecer a Deus em troca de lucro.
Final da História e o Pecado Persistente:Apesar de inicialmente não amaldiçoar os israelitas, Balaão encontrou uma maneira de levar os moabitas a fazer com que os israelitas caíssem em pecado. Ele aconselhou Balak a tentar seduzir os israelitas com práticas idólatras e imorais (Nm 25.1-3). Essa sugestão resultou na queda espiritual de muitos israelitas, que se envolveram com as mulheres moabitas e adoraram os deuses de Moabe.
Tradução literal: 4 Todo o que está fazendo pecado faz também iniquidade, e o pecado é iniquidade. 5 E sabeis que aquele foi revelado para levar o pecado, e não há pecado nele. 6 Todo aquele que está permanecendo nele não peca; todo aquele que está pecando não o vê e nem o conhece.
Minha tradução interpretativa: 4 Todo aquele que pratica o pecado também pratica a transgressão da lei, e, de fato, o pecado é a transgressão da lei. 5 E sabeis que ele foi manifestado para remover o pecado, e, nele, não há nenhum pecado. 6 Todo aquele que permanece nele vive pecando; porém, todo aquele que vive pecando nunca o vivenciou e nem o conheceu.
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