Rm 8. 1-4 - Inocentes

O Poder do Evangelho  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 20 views

Nessa seção, Paulo também dará início ao ensino da obra do Espírito Santo na vida do crente, mostrando sua manifestação e operosidade.

Notes
Transcript
INOCENTES
Romanos 8. 1-4
No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), instituído pela Lei nº 8.078/1990, é a principal legislação que protege os consumidores contra cobranças indevidas. O artigo 42 do CDC é especialmente relevante nesse contexto. Ele estabelece que:
O consumidor cobrado indevidamente tem direito à restituição em dobro do valor pago em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo no caso de erro justificável por parte do fornecedor.
Além disso, o artigo proíbe que o consumidor inadimplente seja exposto ao ridículo, ameaçado ou constrangido durante o processo de cobrança.
Você sabia disso? É importante saber caso um dia seja cobrado indevidamente.
No texto de hoje, Paulo irá falar de uma cobrança indevida, não pela inexistência da dívida, mas sim por sua quitação antecipada.
No último sermão Paulo deixa claro que um homem sem Deus está totalmente perdido, ele não tem saída ou escapatória, que a lei requer dele uma conduta que ele não pode cumprir. A verdade é que a Lei cobra do homem a perfeição.
Sabedor disso, Paulo se vê (7.24) perdido, com uma dívida enorme em seu nome para pagar. Contudo, não podendo ele pagar, não há escapatórias para Paulo, a não ser que alguém pague a sua conta, e é justamente isso que acontece. Jesus paga a dívida de Paulo, e assim o isenta de qualquer dívida, como bem afirma o texto de Colossenses 2. 13-14 “E quando vocês estavam mortos nos seus pecados e na incircuncisão da carne, ele lhes deu vida juntamente com Cristo, perdoando todos os nossos pecados. Cancelando o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, cravando-o na cruz.”
Essa é a tônica da passagem de hoje, a libertação oferecida por Cristo.
Nessa seção, Paulo também dará início ao ensino da obra do Espírito Santo na vida do crente, mostrando sua manifestação e operosidade.
(8.1) “Agora, pois, já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus. 2Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte”.
Desde o início da carta, é muito claro na mente de Paulo, que todo homem é pecador, e assim, tem uma enorme dívida com Deus (3.23ª “todos pecaram”; 6.23ª “o salário do pecado é a morte”). Diante dessas verdades todos nós somos culpados e estamos condenados à morte.
No decorrer da carta, Paulo vê que nada, e nem ninguém pode absolve-lo da culpa, nem ele mesmo, nem mesmo a lei que é santa. A lei é como fio de alta tensão, que apesar de ser algo benéfico se não for manuseado de forma correta, ele mata. Da mesma forma é a lei, para que ela não nos cause mal, deve ser obedecida perfeitamente, algo que ninguém, salvo Jesus, consegue fazer.
É por isso que as últimas palavras de Paulo, no capítulo anterior, clamavam por ajuda: “Quem me livrará do corpo desta morte?”, Apesar da pergunta Paulo conhece a resposta. Ele revela que somente Jesus pode salvá-lo, ao passo que aqui ele deixa claro o ministério salvífico de Cristo.
Condenação é o contrário da justificação. É por isso que Paulo inicia sua prédica afirmando que nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo, isso porque Jesus pagou toda a nossa dívida a Deus, ou seja, nada e nem ninguém pode levantar acusação contra aqueles a quem Cristo justificou. Nem o mundo, nem a lei, nem o diabo, nem mesmo a nossa consciência.
Miquéias 7:19 afirma claramente que depois de perdoados, Deus “lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar”; verdade ratificada em Hebreus 10.17 que diz Também dos seus pecados e das suas iniquidades jamais me lembrarei”
O perdão de Deus é total, Ele não é como nós, que guardamos magoas ou ficamos cobrando juros. Tão pouco é como o mundo que cobra de forma insistente e por vezes até indevidamente.
A afirmação de Paulo se dá, porque anteriormente, ele deixou claro que a sua consciência da lei, o revelava o quanto era pecador, de tal forma a se considerar legitimamente culpado.
Essa é uma fragilidade que todos nós temos. Quantos de nós já tem o perdão total de Deus, mas ainda não se perdoaram. Hora ou outra ficamos relembrando de erros que cometemos, e por causa disso deixamos de viver, aproveitar oportunidades, de nos relacionarmos, de servirmos, e até mesmo de adorarmos. O medo, a culpa, o remoço nos paralisa.
Pense em uma pessoa que constantemente olha para trás em um espelho retrovisor enquanto dirige. Esse hábito pode levá-la a perder o controle do carro e a entrar em um acidente. Nossas vidas são como essa estrada: se ficarmos focados no passado e nas culpas que carregamos, não conseguiremos seguir adiante. Precisamos aprender a olhar para a frente, confiando em Deus que nos perdoou, conforme está escrito em 1 João 1:9.
(8. 2-3) 2Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte. 3Porque aquilo que a lei não podia fazer, por causa da fraqueza da carne, isso Deus fez, enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no que diz respeito ao pecado. E assim Deus condenou o pecado na carne,”
Diferentemente da lei que traz a culpa, condenação e morte, Paulo mostra que Cristo veio trazer remissão, libertação e vida.
Este é um grande contraponto entre a vida de Paulo. Anteriormente vivendo sobre a lei, ele por mais que lutasse, se via pecando, pois não tinha forças e nem meios de vencer a sua inclinação carnal. Agora, salvo em Cristo, conhecedor da graça de Deus, Paulo não mais confia em suas habilidades e conhecimentos, mas depende exclusivamente do Santo Espirito de Deus.
Paulo então deixa claro que não podermos ser mais condenados à morte, isso porque a dívida já foi paga. E quem a pagou não foi lei, pois essa dependia da perfeição do homem. O apóstolo deixa claro, que quem pagou essa dívida foi Cristo, o Deus Encarnado (3), o Filho enviado. Isso porque somente Deus poderia satisfazer as exigências do próprio Deus. Somente o Filho pode atender as requisições do Pai.
(8.4)4a fim de que a exigência da lei se cumprisse em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.”
Esta é grande distinção entre os filhos de Deus e os filhos do diabo, entre os santos e os ímpios, entre os salvos e os perdidos. Os crentes verdadeiros andam segundo o Espírito, enquanto os incrédulos andam segundo as inclinações de suas carnes.
Cristo não apenas pagou a nossa dívida, mas também nos deu condição de satisfazer as vontades de Deus por meio do seu Santo Espírito.
Foi como se Jesus tivesse pagado a nossa dívida de R$1000 com um cheque de R$ 1mi, e deixado o troco para nós.
A partir daqui Paulo irá mostrar o ministério do Espirito Santo, mostrando a sua importância e relevância na vida de todo cristão. Deixando claro que Deus tanto nos salva, como nos mantém a salvos.
Para Paulo, a única forma de vivermos de forma a agradar a Deus, é por meio do seu Espirito Santo. Jonh Stott afirma acertadamente que “o propósito de Deus não era apenas justificar-nos, livrando-nos da condenação da lei, mas também santificar-nos por meio da obediência aos mandamentos da lei”
Santidade não é o homem fazendo algo para Deus, mas Deus fazendo algo no homem. É Deus nos transformando, nos incomodando, nos aperfeiçoando. É Deus moldando Cristo em nossas vidas, tirando as arestas da velha natureza e imputando as características em nossos corações.
Quem está passando pelo processo de santidade, não se vê mais santo ou melhor, mas, sim, mas pecador, mais dependente de Deus.
Um artista pode passar horas esculpindo uma estátua, removendo pequenas imperfeições até que a obra-prima esteja pronta. Assim é nossa jornada rumo à santidade: um trabalho cuidadoso nas mãos do Grande Artista. Deus não apenas olha para o que somos, mas também para o que podemos nos tornar. Ele usa Suas ferramentas divinas para nos moldar diariamente.
Uma pessoa a qual Deus está a santificando reconhece seus pecados, e estes o incomodam, o entristece, o assusta. Ele não olha para outros, ele hora para si mesmo, pois entende que não pode santificar a ninguém, mas que precisa ele antes de tudo ser santificado. Ele olha para si.
Por isso...
Lembre-se de seus pecados apenas para confessá-los.
Apenas seus inimigos irão lembrar dos pecados.
Não ter condenação, não é desculpa para pecar, mas, sim, para servir.
Você precisa entender que não tem mais culpa, mas ainda tem pecados, e estes precisam ser confessados.
Sonde seu coração, nomeie os seus pecados, peça perdão, e peça auxilio do alto pra vencê-los.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.