A DIFERENÇA ENTRE OS FILHOS DE DEUS E OS FILHOS DO DIABO

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Este sermão explora a distinção entre os filhos de Deus e os filhos do diabo, enfatizando que a verdadeira filiação a Deus é marcada pela prática da justiça, enquanto a vida na injustiça é característica dos filhos do diabo. Através de 1 João 3:7-10, João ensina que aqueles que vivem de acordo com a justiça, em santidade e amor, são filhos de Deus, enquanto os que praticam o pecado e a injustiça pertencem ao diabo. O sermão alerta contra as doutrinas que toleram o pecado e exorta os crentes a viverem de maneira consistente com sua nova natureza em Cristo, rejeitando a prática do pecado. A conclusão destaca que, se somos filhos de Deus, nossa vida deve refletir a justiça divina, e não a injustiça, como evidência da verdadeira transformação que Cristo opera em nós.

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A DIFERENÇA ENTRE OS FILHOS DE DEUS E OS FILHOS DO DIABO

Introdução: As pessoas dizem: "Todo mundo é filho de Deus". Isso não é verdade, pois a Bíblia diz que nos tornamos filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo (Jo 1.12). Mas será que todos que tomam uma decisão, aceitam Jesus Cristo como seu Salvador e O recebem como Senhor são, de fato, filhos de Deus? Infelizmente, não! Nem todo aquele que diz "Senhor, Senhor" é filho de Deus. Existem dois tipos de pessoas no mundo: os filhos de Deus e os filhos do diabo. Todos os ímpios e descrentes são filhos do diabo, e há aqueles que se dizem crentes, mas, no fundo, são descrentes e também filhos do diabo. Sendo assim, o que diferencia os filhos de Deus dos filhos do diabo? O que os diferencia é a vida na justiça.
Lição: O Que Diferencia Os Filhos De Deus Dos Filhos Do Diabo É A Vida Na Justiça.
Texto: 1João 3.7-10.
Nesses versículos, João encerra o seu tema "Deus é justiça" e, no verso 10b, faz a transição para o tema "Deus é amor", que vai de 3.11 até 5.4. Ele conclui o tema da justiça apresentando os dois tipos de pessoas que existem no mundo: os filhos de Deus e os filhos do diabo. Seu objetivo é deixar claro para seus ouvintes o que eles são e o que os anticristos são. Eles são de Deus, enquanto os anticristos são do diabo. E isso não é difícil de saber, pois ambos são conhecidos pela vida que vivem. Quem vive na justiça é filho de Deus, enquanto quem vive na injustiça é filho do diabo.
João usa, nesse texto, duas vezes o substantivo "justiça", duas vezes o adjetivo "justo" e quatro vezes o verbo "pecar". Para ele, viver no pecado é o contrário de viver na justiça. A justiça é sinônimo de santidade e pureza, enquanto o pecado é sinônimo de injustiça. Seus ouvintes precisam compreender isso para não viver dessa forma, nem aceitar as doutrinas dos anticristos, que levavam os crentes a viver na prática do pecado, ou seja, na injustiça. Viver pecando deliberadamente era o estilo de vida dos anticristos, e isso tornava evidente a quem eles pertenciam: ao diabo.
João quer que entendam que, sendo nascidos de Deus, devem viver praticando a justiça e em santidade. Veremos isso neste texto por meio de duas verdades.
Os filhos de Deus vivem na prática da justiça; já os filhos do diabo, não (7-8).
A verdade que não podemos esquecer: quem é de Deus pratica a justiça; quem é do diabo pratica o pecado.
7 Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. 8a Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio.
João apresenta dois tipos de pessoas: aquele que pratica a justiça e aquele que pratica o pecado. Para o apóstolo, a diferença vem da origem de cada um: Deus ou o diabo. Ele quer que seus ouvintes saibam o que é realmente viver na justiça. Assim, eles saberiam diferenciar os filhos de Deus dos filhos do diabo.
João começa chamando fortemente seus filhos na fé: "Filhinhos!" Ele está chamando a atenção dos seus ouvintes para algo muito importante que irá dizer: "Não vos deixeis enganar por ninguém". Essas palavras indicam que a doutrina dos anticristos era um misto de justiça com pecado. Isso provavelmente se devia ao entendimento dos gnósticos, que acreditavam que a matéria era má e o espírito era bom. Com isso, eles se sentiam livres para pecar, dizendo que o que importava era o espiritual, e não o material. Sobre isso, João alerta: "Não vos deixeis enganar por ninguém".
João, então, mostra como eles não se deixariam enganar por ninguém: conhecendo a vida prática de cada um. Para ele, se alguém vive na prática da justiça, é porque é justo, assim como Deus é justo. Por outro lado, se alguém vive na prática do pecado, é porque é injusto, assim como o diabo é.
O que seria praticar a justiça? A resposta pode estar em Ezequiel 18.5-9 e no Salmo 15. Ou seja, praticar a justiça é ser justo, fazer o que é correto, ser direito, não prestar culto a outros deuses, não ser idólatra, não ser adúltero, não ser impuro, não oprimir ninguém, não difamar ninguém, não fazer mal a ninguém, ser honesto, íntegro, falar a verdade de coração, não roubar, ajudar os necessitados, não emprestar algo a um irmão visando lucro, ser imparcial, honrar quem teme ao Senhor, honrar sua própria palavra, ser obediente à palavra de Deus e fazer a Sua vontade. Viver na justiça é tudo isso e muito mais. Já viver na injustiça é o contrário de tudo isso.
Aplicação:
Isso nos leva a analisarmos a nós mesmos: que tipo de vida tenho vivido? E não só isso, também nos leva a analisarmos muito bem as doutrinas que temos ouvido, a fim de não dizermos "amém" para tudo.
Cuidado com doutrinas que nos levam a pecar. Analise a vida de tais pessoas, como Jesus disse: Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.15-20).
Não tem como ser de Cristo e viver na injustiça, nem tem como ser do diabo e viver na justiça.
o diabo vive pecando desde o princípio”; quem é dele, da mesma forma, nunca deixou de pecar, peca continuamente e deliberadamente.
Os filhos de Deus vivem na prática da justiça, porque o Filho de Deus se manifestou justamente para pôr um fim no domínio que o diabo tinha sobre eles.
8b Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.”
Há três coisas que levam o homem a pecar: a carne, o diabo e o mundo (Ef 2.1-3). O homem vive segundo o curso deste mundo, segundo o diabo e segundo as inclinações da carne; nesse estado, não há nenhuma possibilidade de viver na justiça.
João disse, no verso 5, que "Ele se manifestou para tirar os pecados". Nesse caso, os pecados já estão pagos. Agora, Ele mostra um outro propósito da manifestação de Jesus: "destruir as obras do diabo". Jesus pôs fim às obras do diabo na vida daqueles que creem n'Ele. Provavelmente, aqui não está se referindo à vitória sobre Satanás na cruz, embora isso tenha a ver, mas pode estar se referindo ao fim da influência, interna e externa, que o diabo tinha sobre essas pessoas, que os levavam a viver na injustiça.
Aplicação:
Jesus pôs fim ao domínio que o diabo tinha sobre nós; Ele pagou pelos nossos pecados. Não faz sentido vivermos na injustiça, na prática do pecado; isso é inconcebível.
Os filhos de Deus não vivem na prática da injustiça; já os filhos do diabo, sim (9-10).
Os filhos de Deus não praticam a injustiça porque são nascidos de Deus.
9 Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”
Não é todo aquele que é crente que não vive na prática do pecado, mas é todo aquele que é nascido de Deus que não vive na prática do pecado. João quer deixar bem claro que somente o crente que é nascido de Deus não vive na prática do pecado. Aquele que se diz crente e não é nascido de Deus vive na prática do pecado.
O apóstolo João dá a razão pela qual o nascido de Deus não vive mais na prática do pecado: "pois o que permanece nele é a divina semente". A expressão "divina semente" pode ser traduzida como "natureza de Deus"; isso se refere à filiação divina, à nova vida em Cristo, à habitação do Espírito Santo no crente.
Dessa forma, o filho de Deus não pode viver mais pecando: "ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus". Em 1Jo 1.8, 10, João diz que o crente peca, e agora, no verso 9, diz que "não pode viver pecando". Os crentes pecam ou não? Não há contradição nas palavras de João. O que ele está dizendo aqui é que o nascido de Deus não peca por prazer, ele deseja naturalmente não pecar, não tem satisfação em pecar, não ama mais o pecado, o pecado não faz mais parte da sua vida. Ele não peca mais continuamente nem deliberadamente; o pecado não prevalece mais na sua vida, não o domina. É isso que João quer dizer.
O verdadeiro crente renuncia totalmente ao pecado porque ele é incompatível com a sua nova natureza. Embora caia algumas vezes, ele está lutando constantemente contra o pecado.
Lembre-se do que Jesus disse: “Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons” (Mt 7.18).
Aquele que é nascido de Deus é reconhecido por João como justo (1Jo 2.29), amável com os irmãos (1Jo 4.7), convicto da messianidade e divindade de Jesus (1Jo 5.1), vencedor do mundo pela fé (1Jo 5.4) e resistente ao pecado (1Jo 5.18). Ser filho de Deus é viver na justiça, é amar os irmãos, é estar convicto de que Jesus é o Salvador e Deus, é ser vencedor pela fé e é resistir fortemente ao pecado.
Aplicação:
Não há a mínima possibilidade de o nascido de Deus viver na prática da injustiça.
A nova vida em Cristo, conduzida pelo Espírito Santo e pela palavra de Deus, é totalmente contrária à injustiça e ao pecado.
Os filhos de Deus são conhecidos pela justiça, já os filhos do diabo são conhecidos pela injustiça.
“10 Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.”
Há apenas dois tipos de pessoas: os filhos de Deus e os filhos do diabo. João indica que podemos saber quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do diabo: sabemos disso pela vida na justiça ou na injustiça. Ele já expôs que os filhos de Deus vivem na prática da justiça; agora, mostra que os filhos do diabo não vivem na prática da justiça e, com isso, não amam os irmãos: “todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão”. Fica claro que são filhos do diabo pela expressão “não procede de Deus”; a ideia é de não ser gerado por Deus e, por isso, não amar os irmãos.
Quem é nascido de Deus pratica a justiça (1Jo 2.29); quem é nascido de Deus ama os irmãos (1Jo 4.7).
Aplicação:
Não podemos achar normal um crente viver na prática da injustiça. O que João está dizendo aqui é sério; esse estilo de vida pode ser uma evidência de incredulidade.
Só há dois tipos de pessoas: os filhos de Deus e os filhos do diabo. A pergunta é: De quem sou filho? Se sou filho de Deus, então devo viver na prática da justiça, na pureza, em santidade e em amor aos irmãos.
Conclusão: John R. W. Stott diz: “Se Cristo se manifestou e, se, quando Ele se manifestar pela segunda vez ‘haveremos de vê-lo como ele é’ e ‘seremos semelhantes a ele’, como podemos continuar vivendo em pecado? Fazê-lo é negar o propósito de Suas duas manifestações. Se queremos ser leais à Sua primeira vinda e estar preparado para a segunda, devemos purificar-nos, como Ele é puro. Agindo assim daremos prova de que nascemos de Deus” (Introdução e Comentário de 1, 2 e 3 João: 111).
O que diferencia os filhos de Deus dos filhos do diabo não é a disposição para pregar, não é ir à igreja, não é louvar, não é ofertar, não é ajudar, não é se emocionar, não é levantar as mãos para o alto, não é dizer palavras de amor a Deus, não é dizimar, não é ter uma Bíblia, não é vestir roupas sociais, não é ser crente. Não! O que diferencia é a vida na justiça. Façamos o bem, façamos o que é correto, obedeçamos a Deus, amemos os irmãos, odiemos o pecado... assim nossa justiça resplandecerá como a luz do dia e todos verão que somos filhos de Deus.
Minha tradução interpretativa: 7 Filhinhos, ninguém vos engane: aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. 8 Aquele que pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Por isso, o Filho de Deus foi manifestado, para pôr fim às obras do diabo. 9 Todo aquele que é gerado por Deus não pratica o pecado, porque a natureza de Deus permanece nele, e ele não pode pecar, porque é gerado por Deus. 10 Nisso, são claramente conhecidos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica a justiça não é gerado por Deus, e também aquele que não está amando a seu irmão.
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