Etapas para plantação
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Introdução
Introdução
Por que plantar novas igrejas?
Por que plantar novas igrejas?
Texto base:
1 Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé; Simeão, chamado Níger; Lúcio, de Cirene; Manaém, que tinha sido criado com Herodes, o tetrarca; e Saulo. 2 Enquanto eles estavam adorando o Senhor e jejuando, o Espírito Santo disse:
— Separem-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.
3 Então, jejuando e orando, e impondo as mãos sobre eles, os despediram.
20 esforçando-me, deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já foi anunciado, para não edificar sobre alicerce alheio.
Irmãos, irmãs… vamos começar essa conversa com uma pergunta simples: Por que plantar mais uma igreja?
Afinal… já não temos igrejas demais? Tem igreja debaixo de viaduto, igreja no canal do YouTube, igreja no shopping… tem igreja até com área VIP.
Mas… será que quantidade é o mesmo que presença fiel do evangelho?
A resposta bíblica é clara: plantar igrejas é o plano de Deus para alcançar o mundo. Não é ideia de americano, nem moda de conferência. É o que vemos nas Escrituras – o Novo Testamento nos mostra, repetidamente, que onde o evangelho chega, igrejas nascem. E onde igrejas nascem, outras igrejas são plantadas. Veja comigo Atos 13. A igreja de Antioquia é a primeira a enviar missionários intencionalmente. Paulo e Barnabé foram enviados não porque o culto tinha terminado e eles estavam sem nada pra fazer. Eles foram enviados porque aquela igreja era saudável, cheia do Espírito, e tinha consciência de sua missão. Era uma igreja que orava, jejuava e… enviava!
E aí vem Paulo em Romanos 15 dizendo: “me esforcei para pregar o evangelho onde Cristo ainda não havia sido anunciado.” Olha que contraste com a lógica de muitos hoje:
A gente escolhe plantar igreja onde tem mais facilidades, onde pode ser mais interessante. Mas Paulo procurava lugares onde o nome de Jesus ainda não havia sido ouvido.
Agora, por que essa estratégia? Porque Deus escolheu a igreja local como embaixada do Reino de Deus em cada lugar. A igreja é a agência da missão de Deus.
Cada igreja nova é uma base de resistência contra o pecado, contra o orgulho humano, contra a idolatria. Você consegue imaginar uma cidade onde não há igreja que proclama o evangelho com fidelidade? Agora imagine essa mesma cidade com uma igreja que ama o evangelho, prega a Bíblia, serve o pobre e envia missionários. Percebe a diferença?
Aplicação:
Aplicação:
Você está esperando o quê para se envolver nisso? Seja como plantador, como parceiro, como enviador…
O campo está pronto. E Deus está chamando a sua igreja – não para ser um museu da fé, mas uma base missionária viva.
O Plantador de Igrejas
O Plantador de Igrejas
Texto base: Atos 13:1-3
Agora que você entendeu: que Deus quer plantar novas igrejas, vem a pergunta mais incômoda:
Quem Deus quer usar pra isso?
Quem é o tipo de pessoa que Deus levanta para ser um plantador de igrejas?
Porque, vamos combinar: nos nossos dias, qualquer um com carisma e câmera frontal já acha que é plantador.
Basta ter uma boa oratória, um instagram bem feito e já tá lançando ministério com nome em inglês.
Mas a Bíblia tem outro padrão. E o livro “O Plantador de Igrejas” nos ajuda a resgatar esse padrão: o caráter vem antes da competência.
Sim, é isso mesmo. A primeira qualificação de um plantador de igreja não é saber pregar, não é ser empreendedor, não é saber fazer reels.
É ter um coração transformado por Cristo.
Paulo e Barnabé foram separados pela igreja de Antioquia não por popularidade, mas por piedade.
Um plantador precisa ter três coisas: convicção, competência e caráter.
Convicção
Convicção
Você acredita mesmo no que prega? Não estou perguntando se você concorda. Estou perguntando se você sangra por isso.
Porque quem planta igreja sem convicção do evangelho vai acabar plantando um gueto teológico, uma vaidade pessoal ou uma bolha cultural. Você quer plantar uma igreja pra alcançar os perdidos… Ou pra reunir os “desigrejados premium”?
Competência
Competência
Sim, habilidade importa. Mas não estamos falando de ser CEO de startup religiosa. A competência aqui é a capacidade de liderar com sabedoria, comunicar com clareza, cuidar de pessoas e tomar decisões difíceis com fé e humildade. Um plantador sem competência queima o campo. Um líder despreparado pode até encher a sala… mas esvazia corações.
Caráter
Caráter
Aqui está a pedra de tropeço de muitos. Porque caráter não viraliza. Não dá curtida. Mas é o que sustenta o ministério a longo prazo.
É por isso que as cartas pastorais gastam mais linhas falando sobre quem o homem é do que sobre o que ele faz.
Antes de Deus usar você publicamente, Ele vai tratar você no particular. Não tente plantar uma igreja se a sua vida com Deus está em ruínas.
Aplicação:
Aplicação:
Irmãos, Deus não está procurando super-heróis espirituais. Ele está levantando homens e mulheres quebrantados, cheios do Espírito e apaixonados por Cristo.
Antes de querer um microfone ou um novo campus, busque um coração aprovado por Deus. Porque igreja se planta com lágrimas, com paciência, com fé… e com integridade.
A formação e envio de um grupo base
A formação e envio de um grupo base
Texto base: Atos 18:1–4; Atos 2:42–47
42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43 Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por meio dos apóstolos. 44 Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. 45 Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. 46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos.
1 Depois disso, deixando Atenas, Paulo foi a Corinto. 2 Lá, encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, porque o imperador Cláudio havia decretado que todos os judeus deviam sair de Roma. Paulo aproximou-se deles. 3 E, como tinham o mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava. O ofício deles era fazer tendas. 4 E todos os sábados Paulo falava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos.
Irmãos, plantar uma igreja não começa com uma logo, nem com o culto público. Começa com um grupo base. Um pequeno grupo de discípulos que ama a Jesus, ama a cidade e está disposto a morrer pra si mesmo pelo bem do evangelho. E aqui eu quero abrir o jogo com vocês: O grupo base não é um grupo de apoio ao plantador. Não é uma equipe de produção para viabilizar o culto. É o embrião da nova igreja.
Agora, deixa eu te perguntar algo mais sério: Você está formando discípulos… ou multiplicando seus próprios traumas e preferências?
O grupo base precisa ser preparado com muita intencionalidade.
Porque, se você não discipular esse grupo para a missão, ele vai formar a nova igreja à imagem e semelhança da última decepção e da próxima preferência pessoal.
Treinamento: no que o grupo base deve ser formado?
Treinamento: no que o grupo base deve ser formado?
Evangelho, Evangelho, Evangelho.
Antes de tudo, o grupo precisa estar saturado do evangelho. Não pode ser um ajuntamento de reformados ressentidos, mas de pecadores arrependidos que conhecem a graça. Você precisa trabalhar “fluência do evangelho” desde o início: Como o evangelho responde ao coração idólatra da cidade? Como transforma nosso casamento, trabalho, identidade e relacionamentos?
2. Visão teológica de igreja.
Treine esse grupo com uma visão bíblica de igreja local:
— Igreja é corpo, não clube.
— Igreja é missão, não refúgio de preferência.
— Igreja é do Senhor, não dos fundadores.
3. Cultura de discipulado e hospitalidade.
A cultura começa antes do culto começar. Treine o grupo para ser intencional em discipular, ouvir, acolher, servir, abrir a casa, abrir a vida. Como disse Ed Stetzer: “Se você não formar cultura no grupo base, eles vão importar uma.”
4. Visão de cidade e glória de Deus.
Agora isso aqui é vital: o grupo precisa entender que não está plantando uma igreja para si, mas para a cidade e para a glória de Deus.
Se você deixar solto, o grupo vai querer escolher nome, cor do logo, tipo de louvor…— tudo baseado no gosto deles.
Mas a pergunta certa não é: "do que a gente gosta?", mas: "do que a cidade precisa, para que Jesus seja glorificado aqui?"
Aplicação:
Aplicação:
Não forme um grupo de consumidores religiosos com um novo CNPJ.
Forme um povo missionário, que compreendeu que Jesus é o Senhor da igreja — e que estão aqui não para repetir o que deu certo em outro lugar, mas para viver o evangelho nesse lugar, com sacrifício, alegria e humildade.
Seu grupo base está pronto para abrir um culto? Ou precisa ainda abrir o coração e morrer pra si mesmo?
A importância de uma igreja de envio e das parcerias no evangelho
A importância de uma igreja de envio e das parcerias no evangelho
Textos base: Atos 13:1–3; Filipenses 1:3–5; 3 João 5–8
3 Dou graças ao meu Deus por tudo o que lembro de vocês, 4 fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vocês, em todas as minhas orações. 5 Dou graças pela maneira como vocês têm participado na proclamação do evangelho, desde o primeiro dia até agora.
5 Amado, você tem sido fiel no que faz pelos irmãos, mesmo quando são estrangeiros. 6 Estes deram testemunho, diante da igreja, do amor que você tem. Você fará bem encaminhando-os em sua jornada de um modo que agrada a Deus. 7 Pois foi por causa do Nome que eles saíram, sem receber nada dos gentios. 8 Portanto, devemos acolher esses irmãos, para que nos tornemos cooperadores com eles na proclamação da verdade.
Agora que falamos sobre o grupo base, deixa eu puxar um outro assunto que, infelizmente, às vezes é tratado como detalhe… mas é fundamental na plantação de igrejas:
a igreja de envio e as parcerias no evangelho.
Deixa eu te perguntar com sinceridade pastoral:
Quem está enviando você?
Quem está orando com você, jejuando por você, confrontando você, sustentando você, celebrando com você?
Porque, existe muito plantador “autônomo”. Eu não estou falando de uma situação especídica, mas aquele plantador que não tem o seu chamado validado por ninguém. Parece que o Espírito Santo falou só com ele. Não teve pastoreio, não teve processo, não teve envio. Foi só uma “voz interior” e uma conta no Instagram: “Em breve, uma nova igreja na cidade”.
Mas… no Novo Testamento, não existe missão sem igreja. A igreja envia. A igreja sustenta. A igreja supervisiona. Foi assim com Paulo e Barnabé, Atos 13 nos mostra claramente: eles foram separados pela igreja, com imposição de mãos, jejum e oração. Ou seja: plantadores não nascem no vácuo. São formados e enviados no seio da igreja local.
Por que a igreja de envio é essencial?
Por que a igreja de envio é essencial?
Ela testifica seu caráter e chamado.
A igreja conhece você. Ela viu seu crescimento, sua fidelidade, sua família. Se nem sua própria igreja confirma seu chamado… talvez não seja chamado. Talvez seja carência.
Ela sustenta com recursos e oração.
Em Filipenses 1, Paulo celebra a parceria da igreja em “dar e receber” desde o primeiro dia. O plantador precisa de recursos espirituais, emocionais e financeiros — não é vergonha nenhuma depender.
Ela protege contra o isolamento e o orgulho.
É a igreja de envio que vai lembrar você de que o ministério não é sobre você. Ela ajuda você a prestar contas, permanecer humilde e ser confrontado quando necessário.
E as parcerias no evangelho?
E as parcerias no evangelho?
Você está disposto a admitir que precisa de ajuda?
Em 3 João, o apóstolo encoraja a igreja a acolher e apoiar missionários itinerantes por causa do nome de Cristo. Isso é parceria no evangelho: igrejas cooperando, orando, doando, indo juntos.
Aplicação:
Aplicação:
Não plante uma igreja sem ser enviado por outra (pelo menos essa não deve ser a forma ordinária). Não viva um ministério independente como se fosse uma franquia do Reino. Procure uma igreja de envio que te ame o suficiente pra dizer “sim” com alegria, ou “ainda não” com sabedoria. E se você é pastor, líder de igreja — seja essa igreja que envia, sustenta, supervisiona e celebra.
Plantadores nascem do ventre da igreja local — não do algoritmo.
Tópico 5: Contextualização e exegese cultural
Tópico 5: Contextualização e exegese cultural
Texto base: 1Coríntios 9:19–23; Atos 17:22–31
22 Então Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse:
— Senhores atenienses! Percebo que em tudo vocês são bastante religiosos, 23 porque, andando pela cidade e observando os objetos de culto que vocês têm, encontrei também um altar no qual aparece a seguinte inscrição: “Ao Deus Desconhecido”. Pois esse que vocês adoram sem conhecer é precisamente aquele que eu lhes anuncio.
24 — O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas; 25 nem é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa, pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais. 26 De um só homem fez todas as nações para habitarem sobre a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; 27 para buscarem Deus se, porventura, tateando, o possam achar, ainda que não esteja longe de cada um de nós; 28 pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns dos poetas de vocês disseram: “Porque dele também somos geração.” 29 Portanto, visto que somos geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30 Deus não levou em conta os tempos da ignorância, mas agora ele ordena a todas as pessoas, em todos os lugares, que se arrependam. 31 Porque Deus estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça, por meio de um homem que escolheu. E deu certeza disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.
19 Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 20 Para com os judeus, fiz-me como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da Lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da Lei, embora eu não esteja debaixo da Lei. 21 Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. 22 Fiz-me fraco para com os fracos, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, a fim de, por todos os modos, salvar alguns.
23 Tudo faço por causa do evangelho, para ser também participante dele.
Agora, deixa eu provocar você com uma pergunta simples: Você sabe onde está plantando uma igreja?
Não é uma pergunta geográfica. Eu sei que você sabe o bairro, o CEP, a estação de metrô mais próxima. A pergunta é mais profunda: Você entende a cultura das pessoas que moram ali? Os ídolos, os medos, os sonhos, as feridas?
Porque não adianta plantar uma igreja em Copacabana com a cabeça em Genebra de 1559. Nem tentar replicar o modelo da igreja gringa do YouTube achando que o povo da sua cidade vai entender.
O que é contextualização?
O que é contextualização?
Contextualizar é comunicar o evangelho com fidelidade bíblica e sensibilidade cultural. É traduzir sem trair. Tim Keller dizia que a contextualização verdadeira acontece quando você responde com o evangelho às perguntas que a cultura está fazendo — e também às perguntas que ela deveria estar fazendo, mas não tem coragem.
Em Atos 17, Paulo não começa citando Isaías. Ele cita poetas gregos. Mas termina no mesmo lugar: o arrependimento diante de Jesus, que Deus ressuscitou dos mortos. Fidelidade na mensagem, criatividade no método.
Exegese cultural: o que é isso?
Exegese cultural: o que é isso?
É ler o bairro como você lê a Bíblia: com atenção, oração e intencionalidade.
Quais são os ídolos do lugar?
Carreira? Família? Prazer? Religião?
O que move as pessoas?
Medo de exclusão? Desejo por identidade? Vontade de status?
Como o evangelho confronta e cura isso? Num bairro de classe média alta, talvez o evangelho precise libertar as pessoas da autossuficiência. Num bairro periférico, talvez da autocondenação. Mas o evangelho é o mesmo — a apresentação é que deve ser sensível a cada realidade (levar em consideração).
Erros comuns na contextualização
Erros comuns na contextualização
Rejeitar a cultura por completo.
A igreja vira um bunker de valores cristãos e não se envolve com ninguém. Resultado? Gente santa, mas irrelevante.
Abraçar a cultura sem filtros.
A igreja se parece tanto com o mundo que ninguém sabe mais o que ela tem de diferente. Resultado? Gente legal, mas sem verdade.
Copiar modelos prontos.
Ah, esse aqui é o clássico. Pega a série da megaigreja americana, traduz o PDF, grava um teaser bonito… e esquece que sua realidade é outra. Deus não quer que você replique modelos. Ele quer que você sirva pessoas reais.
Aplicação:
Aplicação:
Você foi chamado pra pregar o evangelho onde você está. Com fidelidade bíblica e amor pelas pessoas à sua volta. Isso exige estudo, humildade, escuta, envolvimento. Contextualizar não é negociar a verdade — é demonstrar o amor. Se a sua igreja desaparecer do bairro amanhã… alguém sentiria falta? Se a resposta for “não”, talvez você esteja plantando uma igreja para crentes… E não para os perdidos.
Tópico 6: Lançamento do culto público
Tópico 6: Lançamento do culto público
Textos base: Atos 2:42–47; Atos 17:1–4
1 Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, Paulo e Silas chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos judeus. 2 Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, discutiu com eles a respeito das Escrituras, 3 expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. Paulo dizia:
— Este Jesus, que eu anuncio a vocês, é o Cristo.
4 Alguns deles foram persuadidos e se juntaram a Paulo e Silas. O mesmo aconteceu com numerosa multidão de gregos piedosos e muitas mulheres importantes.
Chegou a hora que muitos plantadores esperam com ansiedade… e também com nervosismo: o lançamento do culto público. Mas antes de montar o cronograma, chamar a banda, imprimir o flyer e alugar a lona… deixa eu te perguntar: Você sabe por que vai fazer um culto público? Porque o culto não é uma estratégia de marketing. Não é o “grande dia” da inauguração do seu projeto pessoal. É a expressão visível de uma comunidade invisível que já foi formada pelo evangelho.
Culto público não é o começo da igreja — é a expressão dela.
Culto público não é o começo da igreja — é a expressão dela.
Em Atos 2, o culto não começa com som, luz e palco. Começa com gente convertida, batizada, discipulada, vivendo em comunhão e oração. Depois disso, eles se reúnem em público e de casa em casa. O culto é um sinal para o bairro de que ali existe uma nova comunidade em Cristo. É hospital para os feridos e mesa para os famintos espirituais. Ou seja: o culto não é uma “experiência de domingo” com café especial e slogans instagramáveis. É o povo de Deus adorando a Deus em meio a um povo que ainda não conhece a Deus.
Como lançar o culto com sabedoria?
Como lançar o culto com sabedoria?
Com oração e clareza de identidade.
Você não está abrindo um evento. Está abrindo um altar. Então saiba quem vocês são, qual é a visão da igreja e qual o evangelho que será pregado.
Com foco na hospitalidade e no discipulado.
Gente vai chegar. Gente ferida, cética, curiosa. Você precisa estar pronto pra acolher, ouvir, discipular. Cada culto é uma oportunidade de construir pontes para o evangelho.
Com simplicidade e reverência.
Não precisa de show. Precisa de Bíblia aberta, Cristo exaltado, Espírito Santo presente. Pregação centrada no evangelho, oração fervorosa, música que serve à Palavra.
🔹 O que comunicar no culto público?
🔹 O que comunicar no culto público?
O culto público revela a cultura da igreja.
O que você valoriza vai transbordar ali:
– se você valoriza aparência, vai ser um evento.
– se valoriza controle, vai parecer um espetáculo bem ensaiado.
– se valoriza Cristo, o culto será um ambiente de graça, verdade e vida.
Aplicação:
Aplicação:
Quando for lançar o culto, lembre-se: você está abrindo um espaço onde pecadores serão encontrados pelo Salvador.
Prepare tudo com excelência — mas não confie na excelência. Confie na Palavra. Confie no Espírito. Confie em Jesus. O que vai atrair as pessoas ao seu culto: a presença de Deus… ou a performance da sua equipe? Se for a performance… vai cansar. Mas se for a presença de Deus, você pode ter poucos, mas eles verão a glória de Cristo.
O desenvolvimento da igreja — liderança, estrutura e consolidação
O desenvolvimento da igreja — liderança, estrutura e consolidação
Textos base: Tito 1:5; Efésios 4:11–16; Atos 14:23
5 Foi por esta causa que deixei você em Creta: para que pusesse em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísse presbíteros, conforme prescrevi a você:
11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, 12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, 13 até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de pessoa madura, à medida da estatura da plenitude de Cristo, 14 para que não mais sejamos como crianças, arrastados pelas ondas e levados de um lado para outro por qualquer vento de doutrina, pela artimanha das pessoas, pela astúcia com que induzem ao erro. 15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16 de quem todo o corpo, bem-ajustado e consolidado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio crescimento para a edificação de si mesmo em amor.
23 E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor, em quem haviam crido.
Irmãos, plantar uma igreja não é o mesmo que fundar uma ONG com boas intenções. Não basta começar bem… é preciso perseverar com fidelidade. E, depois do culto público, começa um dos trabalhos mais desafiadores — e mais negligenciados — na plantação: o desenvolvimento da igreja. Paulo escreveu a Tito: “Eu o deixei em Creta para que você pusesse em ordem o que ainda faltava…” Ou seja: a igreja já existia. Mas ainda faltava estrutura. Faltava liderança. Faltava maturidade.
Plantar é só o começo — consolidar é o chamado
Plantar é só o começo — consolidar é o chamado
Tem muito plantador apaixonado pelo início, mas sem estômago pro processo. Quer fazer a igreja nascer, mas não quer criá-la. Quer batizar gente, mas não quer caminhar com ela até a maturidade. Você quer plantar igreja… ou lançar startup e sair na primeira rodada? Plantador fiel é aquele que sabe formar e depois formar outros.
O que significa “pôr em ordem o que falta”?
O que significa “pôr em ordem o que falta”?
Formar uma liderança plural e saudável
Paulo instrui Tito a estabelecer presbíteros em cada cidade. Igreja sem liderança bíblica não é igreja — é uma comunidade frágil com risco de colapso. São os mais confiáveis, fiéis à Palavra, maduros na fé, irrepreensíveis no caráter. Uma igreja saudável se mede não só pela pregação do púlpito, mas pela saúde da liderança nos bastidores.
Ensinar com profundidade e simplicidade
Efésios 4 mostra que os líderes existem para edificar o corpo — não para centralizar tudo. Ensinar, treinar, discipular — e ver a igreja crescer “em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.”
Estabelecer uma cultura de discipulado e missão
A cultura é o que sustenta a doutrina ao longo do tempo. Se você não formar uma cultura centrada no evangelho, vai herdar uma centrada em preferências, tradições ou performances. Desde o início, você precisa modelar uma igreja que vive em comunidade, serve a cidade, celebra os sacramentos com reverência e envia com intencionalidade.
As marcas da consolidação saudável
As marcas da consolidação saudável
Pregação centrada no evangelho
Liderança plural e pastoreadora
Discipulado intencional
Missão contextualizada
Hospitalidade autêntica
Comunhão sacrificial
A igreja se consolida quando ela deixa de depender do plantador... e passa a depender do evangelho.
Aplicação:
Aplicação:
Você não foi chamado apenas pra começar algo novo. Você foi chamado pra edificar o corpo de Cristo com alicerce firme e com amor. Então treine, delegue, ore, confie. Não plante uma igreja dependente de você — plante uma igreja dependente de Cristo. Você não está formando uma audiência. Está formando um povo. E esse povo precisa de pastores, doutrina, discipulado e missão.
Plantando novas igrejas – a igreja plantada que planta
Plantando novas igrejas – a igreja plantada que planta
Textos base: Atos 16:1–5; 2Timóteo 2:2; João 20:21
1 Paulo chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego. 2 Os irmãos em Listra e Icônio davam bom testemunho dele. 3 Paulo queria que Timóteo fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou-o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que o pai dele era grego. 4 Ao passar pelas cidades, entregavam aos irmãos as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém, para que as observassem. 5 Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número.
2 E o que você ouviu de mim na presença de muitas testemunhas, isso mesmo transmita a homens fiéis, idôneos para instruir a outros.
21 E Jesus lhes disse outra vez:
— Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.
Se a plantação da igreja é uma obra de Deus… então essa obra não termina quando você estabiliza um culto, multiplica um pequeno grupo e organiza uma liderança.
Essa obra só está começando. Porque igrejas plantadas devem se tornar igrejas plantadoras. Se a sua igreja nasceu a partir da missão… ela precisa viver pra missão. Se ela foi alcançada… ela deve alcançar. Se ela foi enviada… ela deve enviar.
Multiplicar é natural no Reino de Deus
Multiplicar é natural no Reino de Deus
A lógica do evangelho sempre foi multiplicação: Jesus discipula doze. Os doze fazem discípulos. As igrejas nascem. As igrejas plantam novas igrejas.
Paulo passa por Derbe e Listra e encontra Timóteo — fruto de uma dessas igrejas recém-plantadas.
E o que ele faz? Toma Timóteo consigo para a próxima plantação. Ou seja: igrejas geram líderes. E líderes geram novas igrejas.
A cultura de envio começa no nascimento da igreja
A cultura de envio começa no nascimento da igreja
Não espere a igreja “estar grande” para começar a pensar em plantar outra. Comece sendo parceiro. Envolva-se com quem já planta. Envie recursos. Ore com eles. Participe das dores e alegrias de outras plantações. Uma criança saudável não começa a se preparar pra vida adulta aos 18. Ela aprende desde pequena a cooperar, crescer, servir.
Assim também é a igreja: a maturidade missionária começa desde o berço.
O que impede uma igreja de multiplicar?
O que impede uma igreja de multiplicar?
Medo de perder as melhores pessoas.
Sempre que alguém maduro fala em ir… o líder trava.
Mas Jesus não travou com os discípulos. Ele enviou.
Cultura de manutenção, não de missão.
Foca-se em manter os programas, os números, a reputação.
A igreja vira um aquário bem cuidado — mas sem peixe novo.
Identidade centrada no plantador, não em Cristo.
Se tudo gira em torno do líder, a missão paralisa quando ele está cansado, inseguro ou ausente.
Mas se a igreja gira em torno de Cristo… ela cresce, serve, envia, mesmo quando dói.
A alegria de ver frutos em outros lugares
A alegria de ver frutos em outros lugares
[2 Timóteo 2:2] Paulo diz a Timóteo: “O que você ouviu de mim… confie a homens fiéis… que também sejam capazes de ensinar a outros.”
Isso é liderança multiplicadora. Isso é igreja gerando igreja.E essa é a verdadeira glória da plantação: ver o Reino avançar muito além do que você poderia controlar ou imaginar.
Aplicação:
Aplicação:
Você quer plantar uma igreja? Então já comece sonhando com a próxima. Forme líderes. Envie discípulos. Participe com alegria de outras plantações. Porque a igreja que não planta outra, corre o risco de morrer com seu fundador. Você não foi chamado pra manter uma obra. Foi chamado pra multiplicar o Reino.
Conclusão:
Conclusão:
Hoje vimos os passos para a plantação de uma nova igreja. Mas eu preciso te lembrar: plantar uma igreja não é um projeto pessoal. É um ato de obediência.
É morrer pra si, é viver para Cristo, é servir a cidade e esperar que Deus faça infinitamente mais do que você imagina.
Plante com fidelidade.
Lidere com humildade.
Envie com coragem.
E que a sua igreja — a sua vida — seja um farol do evangelho para essa geração.
