DEUS É MAIOR QUE DAGOM! 1 Samuel 5-6

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O nosso Deus jamais perde uma batalha: não há oposição ao seu governo. Ele é Rei.

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Grande ideia: O nosso Deus jamais perde uma batalha: não há oposição ao seu governo. Ele é Rei.
Estrutura: Conflito entre Deus e Dagom, no templo de Dagom (5) e a despedida de Deus da terra de Dagom (6)
Ezequiel 10.18 NAA
Então a glória do Senhor saiu da entrada do templo e parou sobre os querubins.
Ezequiel 43.1–2 NAA
Então o homem me levou ao portão, ao portão que dá para o leste. E eis que, do lado leste, vinha a glória do Deus de Israel. A sua voz era como o som de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.
Easten´s Bible Dictiionary- LBD
DAGON - pequeno peixe; diminutivo de dag = peixe, o deus-peixe; o deus nacional dos filisteus (Jz 16:23). Esse ídolo tinha o corpo de um peixe com a cabeça e as mãos de um homem. Era uma divindade assírio-babilônica, cuja adoração foi introduzida entre os filisteus por meio da Caldeia. Os mais famosos templos de Dagom ficavam em Gaza (Jz 16:23-30) e Asdode (1Sm 5:1-7). (Veja PEIXE.)
CASA DE DAGON - (1Sm 5:2), ou Bete-Dagom, como traduzido em outros lugares (Js 15:41; 19:27), era o santuário ou templo de Dagom. A Bete-Dagom de Js. 15:41 era uma das cidades da tribo de Judá, na planície ou planalto que se estende para o oeste. Ela não foi identificada.
A Bete-Dagom de Josué. 19:27 era uma das cidades fronteiriças de Aser. A de 1 Crônicas 10:10 ficava na metade ocidental da tribo de Manassés, onde os filisteus, após sua vitória em Gilboa, colocaram a cabeça de Saul no templo de seu deus. (Comp. 1 Sam. 31:8-13).
ARCA DA CONVENÇÃO Recipiente original para os Dez Mandamentos e símbolo central da presença de Deus com o povo de Israel. Antigo Testamento A arca do antigo Israel é misteriosa em suas origens, seus significados e seu destino final. Seus muitos nomes transmitem o sentido sagrado da presença de Deus. A palavra hebraica para arca (tebah) significa simplesmente "caixa, baú, caixão", conforme indicado por seu uso no caixão de José (Gênesis 50:26) e na caixa de coleta do templo do rei Joás (2 Reis 12:9-10).
Os nomes usados para a arca definem seu significado pelas palavras que a modificam. A palavra "aliança" no nome define a arca a partir de seu propósito original como um recipiente para as tábuas de pedra nas quais os Dez Mandamentos (às vezes chamados de "testemunho") foram inscritos. Às vezes, ela é identificada com o nome da divindade, "a arca de Deus", ou "a arca do Senhor" (Yahweh), ou mais ornamentadamente "a arca da aliança do Senhor dos Exércitos (Yahweh Sabaoth) que está entronizada sobre os querubins" (1 Sam. 4:4).
A origem da arca remonta a Moisés no Sinai. A origem misteriosa da arca é vista ao contrastar os dois relatos de como ela foi feita no Pentateuco. O relato mais elaborado sobre a fabricação e a ornamentação da arca pelo artesão Bezalel aparece em Êxodo 25:10-22; 31:2, 7; 35:30-35; 37:1-9. Ela foi planejada durante a primeira estada de Moisés no Sinai e construída depois que todas as especificações do tabernáculo foram comunicadas e concluídas. O outro relato é encontrado em Deuteronômio 10:1-5. Após o pecado do bezerro de ouro e a quebra das tábuas originais do Decálogo, Moisés fez uma caixa simples de madeira de acácia como recipiente para receber as novas tábuas da lei.
A arca foi projetada para ser móvel. Seu tamanho (cerca de um metro e oitenta de comprimento, dois metros e meio de largura e dois metros e meio de profundidade) e seu formato retangular eram apropriados para essa característica. Foram usadas varas permanentes para transportar a arca, pois ninguém podia tocá-la e somente os sacerdotes (levitas) podiam carregá-la. A arca era o objeto mais importante dentro do tabernáculo do período do deserto, embora sua relação com o tabernáculo tenha sido interrompida em algum momento após a conquista de Canaã.
A arca desempenhou um papel importante nas narrativas da "guerra santa" da travessia do Jordão e da conquista de Jericó (Josué 3-6). Após a conquista, ela foi localizada em Gilgal, Siquém (Josué 8:30-35; Deuteronômio 11:26-32; 27:1-26) ou Betel (Juízes 20:26), onde quer que o povo de Israel estivesse reunido para adoração. Por fim, foi localizado permanentemente em Siló, onde um templo foi construído para abrigá-lo (1Sm 1:9; 3:3).
Siló, cerca de 48 quilômetros ao norte de Jerusalém, foi o centro religioso de Israel por mais de um século após a conquista de Canaã e o local onde a arca da aliança foi guardada.
Devido à superstição infiel dos filhos iníquos de Eli, as tribos hebréias foram derrotadas na batalha de Ebenézer, e a arca foi capturada pelos filisteus (1 Sam. 4). As aventuras da arca nas cidades de Asdode, Gate e Ecrom são contadas para magnificar a força e a glória do Senhor da arca. O Senhor derrotou Dagom e espalhou pragas bubônicas entre os inimigos até que eles propiciaram ao Deus de Israel por meio de ofertas simbólicas de culpa e um envio ritualmente correto do objeto temido (1 Sam. 5:1-6:12). Os homens de Bete-Semes receberam bem o retorno da arca, até que, imprudentemente, violaram sua santidade ao olhar para dentro dela (1Sm 6:13-15, 19-20). Em seguida, a arca foi levada para Quiriate-Jearim, onde permaneceu em relativa negligência, até que Davi a transferiu para sua nova capital e santuário em Jerusalém (1Sm 6:21-7:2; 2Sm 6). Abinadabe e seus filhos (2Sm 6:3) pareciam ter servido fielmente ao Senhor da arca, até que um dos filhos, Uzá, foi ferido por ter tocado o objeto sagrado de forma imprudente durante a primeira tentativa de Davi de transportar a arca de seu "monte" em Quiriate-Jearim para sua própria cidade. Com medo, Davi deixou a arca com Obede-Edom, o giteu, cuja casa foi abençoada pela presença da arca. Mais cauteloso e com grande fervor religioso, Davi conseguiu, pela segunda vez, levar a arca para sua capital (2 Sam. 6:12-19).
1Samuel 5.1 NAA
Os filisteus tomaram a arca de Deus e a levaram de Ebenézer a Asdode.
1Samuel 6.21 NAA
Então enviaram mensageiros aos moradores de Quiriate-Jearim, dizendo: — Os filisteus devolveram a arca do Senhor. Venham até aqui e levem a arca com vocês.
Deus e Dagom: conflito na terra de Dagom. (5)
A arca de Deus no templo de Dagom. Um confronto imagético. (vv. 1-5)
Joyce Baldwin:
A arca de Deus foi levada como troféu de guerra para a cidade de Asdode, cerca de 30 quilômetros ao sul, e posta ali no templo consagrado ao deus Dagom, cuja imagem dominava o santuário (cf. o templo de Dagom em Gaza, onde Sansão perdeu a vida, Jz 16.23-30). O nome Dagom (ou Dagã) é de origem cananéia, talvez esse deus fosse o principal do panteão filisteu, que incluia Baal-Zebube, o deus de Ecrom (2 Rs 1.2,3), e Astarote (1 Sm 31.10), junto com outros ídolos (1 Sm 31.9).
No templo de Dagom, a disputa não é entre Israel e Filístia, mas entre o Deus de Israel e os deuses dos filisteus. Nesse aspecto, bem como no tema da peste que experimentaram, esses capítulos recordam a história do êxodo… A ideia é a mesma: “… executarei juízo sobre todos os deuses do Egito” (ou “Filistia”, Êx 12.12); e, assim, nas cidades da Filístia, o Deus de Israel Se mostra mais uma vez como “homem de guerra” (cf Êx. 15.3), provocando o caos sempre que a arca “capturada” seja levada, numa autêntica paródia de uma marcha de vitória.
1Samuel 5.11 NAA
Então enviaram mensageiros e reuniram todos os governantes dos filisteus, e disseram: — Devolvam a arca do Deus de Israel. Que ela volte ao seu lugar, para que não mate nem a nós nem ao nosso povo. Porque havia terror de morte em toda a cidade, e a mão de Deus castigou duramente ali.
Deus pune aos adoradores de Dagom. Uma sentença de quase morte. (vv. 6-12)
A população de Asdode e dos arredores reconheceu a terrível peste que atingiu sua cidade como a mão do Senhor agindo. A LXX acrescenta: “E os ratos apareceram na terra, e houve morte e destruição por toda a cidade”.
Quando a doença atingiu Gate, a arca foi enviada para o norte até Ecrom, para terror de seus moradores. A população dizimada não queria mais nada com a arca.
1Samuel 5.12 (Bíblia Sagrada: Nova Versão Transformadora)
12Os que não morreram foram afligidos com tumores, e o clamor da cidade subiu até o céu.
2. Deus deixa a terra de Dagom: a arca volta para casa. (6)
1Samuel 6.3 NAA
Eles responderam: — Se devolverem a arca do Deus de Israel, não a mandem vazia, mas enviem também a ele uma oferta pela culpa. Então vocês serão curados e saberão por que a mão dele continua pesando sobre vocês.
Tentativas de aplacar a ira de Deus com os filisteus. Deus não se deixa escarnecer. (vv. 1-9)
Joyce Baldwin:
O escritor não demonstra interesse algum no método usado para decidir o que fazer; estava claro que se exigia uma dádiva custosa como oferta pela culpa (...) a fim de compensar o erro cometido e evitar maiores sofrimentos.
1Samuel 6.5–6 NAA
Façam imitações dos tumores e dos ratos que andam destruindo a terra, e deem glória ao Deus de Israel. Assim ele talvez alivie a sua mão de cima de vocês e do deus e da terra de vocês. Por que vocês endureceriam o coração, como os egípcios e Faraó fizeram? Não é verdade que, depois que Deus os maltratou, eles deixaram os israelitas sair, e eles foram embora?

kabowd raramente כבד kabod

procedente de 3513; DITAT - 943d,943e; n m

1) glória, honra, glorioso, abundância

1a) abundância, riqueza

1b) honra, esplendor, glória

1c) honra, dignidade

1d) honra, reputação

1e) honra, reverência, glória

1f) glória

vv. 7-9: Prepara-se um teste para verificar se o Senhor tinha ou não sido responsável pelas pragas, já que elas podiam muito bem ter acontecido por acaso. (?)
A arca processualmente está voltando para casa. (vv. 10-21)
Ao invés de bençãos, os problemas atingiram até mesmo Bete-Semes, que pertencia a Israel, porque a arca de Deus não recebeu a devida reverência.
1Samuel 6.19–20 NAA
O Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porque olharam para dentro da arca do Senhor, matando setenta deles. Então o povo chorou, porque o Senhor tinha feito tão grande matança entre eles. Os homens de Bete-Semes disseram: — Quem poderia estar diante do Senhor, este Deus santo? E para onde subirá, para que fique longe de nós?
Salmo 15 NAA
Salmo de Davi Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem poderá morar no teu santo monte? Aquele que vive com integridade, que pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; aquele que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; aquele que, a seus olhos, tem por desprezível ao que merece reprovação, mas honra os que temem o Senhor; aquele que jura e cumpre o que prometeu, mesmo com prejuízo próprio; aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem age assim não será jamais abalado.
Tim Chester:
Não podemos ser levianos com Deus. Ter Deus entre nós é uma questão de peso. Deus é perigoso. É como se sua santidade fosse radiotiva. Há um peso inevitável de glória que exige ser levado a sério. No começo da história, pensamos que os filisteus são uma ameaça a Israel. Mas no fim das contas o próprio Deus também é uma ameaça.
Uma razão por que muitas pessoas acham a teoria da evolução tão atraente é que ela nos proporciona o grande consolo emocional de acreditar em um Deus sem termos que assumir nenhuma conseqüência. Quando você se sente disposto e o sol brilha, e você não quer acreditar que o universo todo não passa de uma mera dança mecânica de átomos, é bom estar em condições de pensar nessa grande força misteriosa como uma onda gigantesca que se move através dos séculos, carregando você na crista dela. Se, por outro lado, você estiver a fim de cometer um ato muito feio, aquela Força Vital, que não passa de uma energia cega, amoral e desprovida de mente, jamais irá interferir na sua vida da mesma forma como faz aquele Deus terrível, do qual ouvimos falar na infância. A Força Vital é uma espécie de deus domesticado. Podemos acioná-la quando bem entendemos, desde que ela não interfira nas nossas vidas. Podemos, assim, usufruir de todas as emoções da religião, sem nenhum custo.  Seria essa Força Vital a maior expressão de falsa esperança que o mundo já viu?  - Cristianismo Puro e Simples - C.S. Lewis
3. Outras aplicações:
(a) Deus defende a sua própria glória. Ele não chama apoiadores, mas sim adoradores.
João 4.19–24 NAA
A mulher então lhe disse: — Agora eu sei que o senhor é um profeta! Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Jesus respondeu: — Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai. Vocês adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.
(b) Batalha espiritual é uma questão de resistência, não de ataque. Não temos de “ir até o terreno do inimigo”, Jesus já foi lá por nós.
Marcos 3.22–27 NAA
Os escribas, que tinham vindo de Jerusalém, diziam: — Ele está possuído de Belzebu. Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios. Então, convocando-os, Jesus lhes disse, por meio de parábolas: — Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir. Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir. Se Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir; é o seu fim. Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então saqueará a casa dele.
Apocalipse 20.1–3 NAA
Então vi descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos. Lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disso, é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.
A lógica que Jesus quer reforçar é: Satanás tem algum interesse em expulsar a si mesmo do coração das pessoas? Jesus expõe seu argumento com figuras: um reino dividido, e uma casa invadida por ladrões. O reino das trevas é bem mais unido do que o reino da luz: sua força é compacta e agregadora!
O reino de Satanás é um sistema fechado. A aparência pluralista é ilusória. Satanás junta suas forças e não trabalha contra si mesmo. (Hernandes Dias Lopes)
A casa (o coração do homem) só pode ter um dono, um valente (Cristo ou Satanás).
Satanás é o valente e tem uma casa: e Jesus é o maior valente, o que tem poder amarrar a Satanás, ele está debaixo da autoridade absoluta de Jesus. (Hernandes Dias Lopes)
Ilustr.:
Declarações de incrédulos:
“Eu não acredito em Bíblia. Eu não acredito em tarô. Eu não acredito em Jesus. Eu não acredito em Buda. Eu só acredito em mim” (John Lennon) “A crença é, em grande parte, uma necessidade, uma muleta. Eu adoraria acreditar que existe vida após a morte” (Larry King) “Aqui na Praça Vermelha, em Moscou, o Comunismo irá enterrar o Cristianismo.” (Stalin) “Cem anos depois de minha morte não haverá mais cristãos, não haverá mais Bíblias, não haverá mais a Palavra de Deus, e desaparecerá definitivamente toda memória de Cristo e seus ensinamentos.” (Voltaire) “Para você sou um ateu, porém para Deus sou um membro da oposição.” (Woody Allen) 'Se Deus existe, por que Ele não me dá um sinal de Sua existência? Como por exemplo, abrir uma bela conta em meu nome num banco suíço?' (Woody Allen)
Um ateu, querendo ridicularizar um crente humilde e de poucas letras, perguntou-lhe: “Sabe você alguma coisa a respeito de Cristo?” “Sim, pela graça de Deus!” — foi à resposta. “Então, diga-me: quando nasceu Ele?” E lá veio uma resposta errada. “Que idade tinha quando morreu?” Nova resposta incorreta. E assim prosseguiram mais perguntas, e mais respostas erradas. E o ateu concluiu: “Está vendo? Você não conhece Jesus”.
“Há coisas a respeito de Jesus de que pouco sei” — foi à resposta humilde do novo crente — “Mas de uma coisa estou muito seguro: três anos atrás eu era um dos piores beberrões desta cidade. Três anos atrás minha esposa era uma mulher infeliz e meus filhos tinham medo de mim como se eu fosse uma fera. Hoje eu sou um dos homens mais felizes do mundo. E minha família também é feliz. Isso Cristo fez por mim e disso estou bem certo”.
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