Jacó Casa-se e Forma sua Família

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Gênesis 28.1-29.35.
Jacó está pronto para fugir, mas algo precisa ser feito antes disso, então seu pai Isaque chamou seu filho mais novo Jacó, lhe deu a bênção e lhe despediu para Padã-Arã, cidade na região da Mesopotâmia e que hoje é a atual Síria. O nome da cidade é Harã que esta localizada na planície. E tando Isaque o enviado com está bênção, Isaque reconhece publicamente que Jacó é de fato o herdeiro da bênção de Abraão. Isaque dá a ordem que Jacó não se case como Esaú, com as cananeias. (v.1)
Jacó deveria casar-se com uma de suas primas, que fosse filha de Labão, irmão de sua mãe Rebeca, e estes moravam em Padã-Arã. (v.2)
Isaque abençoa Jacó e pede que Deus o abençoe com filhos, com uma grande nação e com a terra prometida. E essa bênção não é dada por Isaque, mas pelo Deus Todo-Poderoso, o Deus da aliança, o Deus de Abraão de Isaque e agora o Deus de Jacó. (v.3-4)
Isaque então se despede de seu filho e Jacó partiu para Padã-Arã. (v.5)
Quero lembrar aos irmãos que para os israelitas, o parentesco era uma questão extremamente importante e o autor aqui deseja se certificar de que o leitor se lembrará de todos os relacionamentos envolvendo a pessoa de Jacó.
(v.6-9) Mas, depois disso caiu a ficha de Esaú, e ele aprende uma lição.
As esposas hititas de Esaú “se tornaram amargura de espírito para Isaque e para Rebeca” (Gn 26.35).
Lembro que foi justamente este argumento que Rebeca usou para convencer Isaque de que Jacó precisava ser enviado a Padã-Arã (Gn 27.46) e por isso Isaque ordenou a Jacó especificamente para não se casar com mulheres cananeias.
Quando Esaú descobriu que Jacó estava sendo enviado para longe a fim de encontrar uma esposa, percebeu como Isaque, seu Pai, não via com bons olhos as filhas de Canaã (v.6-8). Numa tentativa de ter pelo menos uma esposa que agradasse a Isaque, casou-se com sua prima Maalate, filha de Ismael (v.9). Esaú fez isso para agradar ao se pai e não a Deus, pois fez isso ainda estando com suas outras duas esposas vivas, ele tentou resolver um pecado cometendo mais um. Mais uma vez este homem desprezou tudo que era espiritual.
Jacó partiu para Berseba e seguiu para Harã. Quando ele ali havia chegado em certo lugar, O Senhor se encontra com Jacó , Jacó saindo de Berseba indo de caminho para Harã, então Jacó tinha diante de si uma jornada de cerca de 800 quilômetros.
Em algum ponto dessa jornada, possivelmente na primeira noite, Jacó parou para descansar e teve uma experiência extraordinária. Enquanto dormia com sua cabeça sobre uma pedra, teve um sonho no qual viu uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela (v.11-12). No alto da escada estava o Senhor (v.13a).
Muitos anos depois, Jesus fez referência a esse sonho ao falar sobre a ligação entre os seres humanos e Deus (Jo 1:51). O Senhor se identifica claramente a Jacó como Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. Ao dizer isso, traz à memória de Jacó aquilo que Deus havia feito por seus antepassados e convida Jacó a seguir os passos deles. Depois de se identificar, Deus repete a promessa da terra que havia feito a Abraão e Isaque: a terra em que agora estás deitado, eu ta darei (28:13b; 17:8; 26:3). Também repete a promessa de uma descendência numerosa: a tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Por fim, repete também a promessa misteriosa de que a família de Abraão abençoará muitas outras: em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra (28:14; 22:18). Até aqui, as palavras de Deus são as mesmas proferidas a Abraão e Isaque, mas agora Deus fala especificamente a Jacó, dando-lhe garantia de sua presença e proteção (28:15). Ele terá o consolo de saber que Deus diz: eis que estou contigo. Ao partir numa longa jornada rumo ao desconhecido, Deus promete: te guardarei por onde quer que fores. Além disso, Jacó recebe a garantia de que voltará à terra de onde está partindo, pois ali se encontra sua herança. Rebeca havia prometido mandar chamá-lo (27:45), mas ele não podia ter certeza de que isso aconteceria — até o Senhor da história lhe afirmar que estava no controle de seus movimentos e havia assumido o compromisso de levá-lo de volta. O Senhor não promete poupar Jacó de difi-culdades; antes, assegura-o de que nenhuma aflição ou frustração poderia impedir o Senhor de cumprir suas promessas e realizar seus planos. A aparição do Senhor foi tão real e dramática que Jacó não teve dúvidas: não havia sido um sonho qualquer; ele havia, de fato, visto o Senhor (28:16). Tomado de medo, Jacó exclamou: quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus (28:17). Em resposta a essa experiência, Jacó tomou a pedra que havia usado como travesseiro e erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou azeite (28:18). O ato de derramar azeite sobre a pedra constituiu uma unção de modo a separá-la para Deus. Jacó provavelmente teria oferecido um sacrifício nessa ocasião, se houvesse algum animal para sacrificar. Mas, uma vez que estava viajando, não tinha nenhum animal consigo. No entanto, o Senhor aceita nossas ofertas, por mais simples que sejam, quando vêm do coração. Jacó chama o lugar onde dormiu de Betel, a “casa de Deus”, para comemorar o que aconteceu ali (28:19). Também faz um voto expresso na forma condicional. Se o Senhor o proteger e prover para ele no futuro e se a promessa em 28:15 se cumprir, então o Senhor será o meu Deus; e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo (28:20-22). Jacó deixou seu lar com muitos problemas e estava vivendo fora da vontade de Deus. Assim, Deus agiu de forma dramática para chamar sua atenção. Ele sabia que Jacó precisava assumir um compromisso firme de segui-lo. Do mesmo modo, Deus não fala conosco de maneira incerta. Ele nos dá mensagens claras para podermos tomar decisões refletidas acerca de como segui-lo e servi-lo melhor. Uma decisão desse tipo deve ser pessoal, tomada sem a interferência de outras pessoas. Começa com um compromisso sério de vida com Cristo. Considerar-se um cristão e levar uma contribuição à igreja ou mesmo ter o desejo de se consagrar ao ministério como pastor ou mestre da Palavra de Deus antes de conhecer a Cristo pessoalmente não traz nenhuma bênção para a igreja e nem mesmo para a humanidade em geral. Somente pelo nosso relacionamento com Cristo podemos dar frutos duradouros. 29:1-14a Jacó chega a Padã-Arã Jacó prosseguiu em sua jornada e se foi à terra do povo do Oriente (29:1). Lá, ele viu um poço no campo e três rebanhos de ovelhas deitados junto dele (29:2). Os rebanhos bebiam a água desse poço e, quando não estava em uso, permanecia coberto por uma grande pedra. De tão pesada, a pedra só podia ser removida com um esforço em equipe (em suaíli, harambee). Assim, os rebanhos da região eram reunidos no local, e então, os pastores removiam a pedra da boca do poço, davam de beber às ovelhas. Uma vez que as ovelhas haviam terminado de beber, o poço era coberto novamente (29:3). Jacó saudou os pastores junto ao poço chamando-os de Meus irmãos (29:4a), apesar de nunca tê-los visto antes. No entanto, sua abordagem mostraria que sua presença era amistosa e causaria uma boa impressão inicial. Quando Jacó quis saber de onde eram, os pastores lhe disseram que vinham de Harã (29:4b). Finalmente ele havia chegado a seu destino! Mais que depressa, ele perguntou, conheceis a Labão, filho de Naor? (29:5). Eles responderam afirmativamente e informaram: Raquel, sua filha, vem vindo aí com as ovelhas (29:6). Ao que parece, Raquel não estava muito perto do poço, pois Jacó continuou a conversar com os pastores até ela chegar, sugerindo a eles: é ainda pleno dia, não é tempo de se recolherem os rebanhos; dai de beber às ovelhas e ide apascentá-las (29:7). Os pastores explicaram que não podiam fazer isso: não o podemos, responderam eles, enquanto não se ajuntarem todos os rebanhos, e seja removida a pedra da boca do poço (29:8). Precisavam esperar e trabalhar em equipe para que ninguém fosse deixado para trás e ficasse impossibilitado de usar o poço depois da partida dos demais. Falava-lhes ainda, quando chegou Raquel com as ovelhas de seu pai; porque era pastora (29:9). Esse encontro marca o início de algo que duraria até o fim da vida de Jacó. Sua mãe, Rebeca, havia sido encontrada junto a um poço, talvez aquele mesmo. Mais uma vez, Deus conduziu o homem em busca de uma esposa ao lugar certo. O Deus de Abraão e Isaque é um Deus de milagres. Tudo está sob seu controle e os resultados de sua operação são sempre perfeitos. Tendo visto Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, fez o que para outros era praticamente impossível: chegou-se, removeu a pedra da boca do poço e deu de beber ao rebanho de Labão, irmão de sua mãe (29:10). Apesar de não ser sempre recomendável, o amor à primeira vista pode ser extremamente motivador! Depois de dar de beber às ovelhas, Jacó beijou a Raquel e, erguendo a voz, chorou (29:11). Por que ele chorou? Foi a emoção de encontrar uma parenta? Amor? Algum outro motivo? Não sabemos; porém, quando Raquel ficou sabendo que ele era parente de seu pai, pois era filho de Rebeca, ela não guardou o fato para si, mas correu e o comunicou a seu pai (29:12). Sua empolgação nos traz à memória a empolgação de uma mulher samaritana muitos anos depois (Jo 4:28). Labão também ficou encantado em saber que o filho de sua irmã tinha ido visitá-los e correu-lhe ao encontro, abraçou-o, beijou-o e o levou para casa (29:13a). Talvez essa recepção calorosa fosse típica de um parente, mas somos lembrados mais uma vez da reação dos samaritanos quando a mulher lhes contou que havia encontrado o Messias. “Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele” (Jo 4:30). Eis um desafio para todos nós: ao recebermos boas novas, não devemos esperar. O que estamos fazendo com as boas-novas sobre Jesus que recebemos de tantas maneiras e em tantos lugares? Estamos passando essa notícia adiante? Na casa de Labão, Jacó lhe contou os acontecimentos de sua viagem (29:13b), incluindo notícias sobre Rebeca e o restante da família. O comentário de Labão diante do relato — de fato, és meu osso e minha carne (29:14a) — é um bom exemplo de como a afinidade familiar era importante no at. Como em muitas sociedades africanas o filho de uma irmã é considerado “filho” ou “filha” de seu tio. Na verdade, entre o povo kamba no Quênia, quando um filho ou uma filha fogem de casa, a “casa do tio” é, quase sempre, sua “cidade de refúgio”. Assim também, um vínculo se formou entre Jacó e Labão. 29:14b-30 Jacó se casa com suas primas O povo kamba do Quênia tem um ditado: Vaii nzau yanasya utumo umwe mbua ili (“Nenhum touro governa o mesmo vale por duas estações”), indicando que ninguém pode pressupor estar sempre na posição de vantagem. Até um trapaceiro como Jacó pode ser trapaceado, especialmente por um mestre das intrigas como seu tio Labão. Jacó trabalhou de graça para Labão pelo espaço de um mês (29:14b). Ciente disso, Labão perguntou a Jacó: acaso, por seres meu parente, irás servir-me de graça? Dize-me, qual será o teu salário? (29:15). Labão mostrou-se mais justo do que muitos de nós na África, cujos parentes se hospedam conosco enquanto procuram emprego. Por vezes, alguns desses parentes trabalham anos a fio em nossa casa sem receberem salário formal algum. Geralmente, justificamos essa prática dizendo que pagamos o suficiente: sua alimentação, moradia, água e eletricidade. Mas será mesmo o suficiente ou será que estamos nos aproveitando deles porque estariam desamparados sem nossa ajuda? Labão considerou incorreto usar o trabalho de Jacó sem lhe pagar e, portanto, ofereceu a Jacó a oportunidade de dizer o que desejava receber. Jacó respondeu: sete anos te servirei por tua filha mais moça, Raquel (29:18b). Labão tinha duas filhas: Lia, a mais velha e de olhos baços, e Raquel, a mais nova e formosa de porte e semblante (29:16-17). Jacó amava a Raquel (29:18a) e, portanto, estava disposto a oferecer sete anos de trabalho em troca de sua amada. O amor não calcula os custos.Há casos na África de parentes da noiva que estipulam um preço tão alto por ela a ponto de fazer seu pretendente desanimar. Ainda assim, onde há amor, o rapaz sempre recobra o ânimo e se esforça para pagar o preço requerido para obter a noiva. Por vezes, é bom o que o amor seja cego. Em seu estado de enlevo, Jacó mal percebeu o tempo passar e os sete anos lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava (29:20). No fim dos sete anos, Labão, que havia concordado com a proposta de Jacó dizendo Melhor é que ta dê, em vez de dá-la a outro homem (29:19), preparou para Jacó a maior surpresa de sua vida. Depois de Jacó lembrá-lo de que o prazo havia vencido, reuniu, pois, Labão, todos os homens do lugar e deu um banquete (29:22). Em se tratando da comunidade, ele procedeu como devia. No entanto, conduziu a Lia, sua filha, e a entregou a Jacó (29:23). Isso aconteceu à noite. Na escuridão, Jacó pensou que fosse Raquel e coabitaram. O casamento foi consumado e, portanto, não podia ser anulado. Labão estava ansioso para casar Lia e conseguir um bom preço por ela. É provável que, devido às suas vistas fracas, outros homens não tenham se interessado por ela. Assim, ele usou a aparência de honestidade para enganar Jacó. Realizou todos os procedimentos externos corretamente oferecendo uma grande festa e dando a impressão de que tudo estava correndo conforme o planejado, mas o fez com um coração desonesto. Havia feito um acordo com Jacó, mas manipulou as coisas de modo a levar vantagem sobre o futuro genro incauto. Esse tipo de prática não é um “bom negócio”, mas sim desonestidade. Precisamos nos lembrar sempre: o mais importante não são nossas conquistas, mas a forma como são realizadas. A desonestidade estraga tudo o que toca. Quando amanheceu, Jacó percebeu que havia recebido Lia no lugar de Raquel. Irado, confrontou Labão, perguntando: que é isso que me fizeste? Não te servi eu por amor a Raquel? Por que, pois, me enganaste? (29:25). Esaú poderia ter feito a mesma pergunta a Jacó sete anos antes! Muitas vezes, nos queixamos de algo quando nossos interesses são afetados de forma negativa, mas nos justificamos quando somos a parte beneficiada. Por isso, a Bíblia fala com frequência da necessidade de amarmos uns aos outros (Jo 13:34; 15:12; Rm 12:10; 13:8; 1Ts 3:12; 1Pe 4:8; 1Jo 3:23; 4:11; 2Jo 5) e fazer aos outros como desejamos que façam a nós (Mt 7:12). Deus conhece nosso egocentrismo e trata dele claramente. Jacó poderia ter justificado o fato de haver enganado Esaú argumentando: “Mas ele vendeu para mim o direito de primogenitura”. Labão também justificou seu ato: não se faz assim em nossa terra, dar-se a mais nova antes da primogênita (29:26). Apesar de ambas as afirmações serem verdadeiras, não são justificativas autênticas para a conduta subsequente. Jacó deveria ter sido avisado desse costume sete anos antes. Mesmo que tivesse esperança de casar Lia com outro homem antes de vencer o prazo, Labão deveria ter especificado seu acordo com Jacó, explicando: “Sim, desde que Lia tenha encontrado um marido até então”. Não obstante o costume de sua terra, Labão procedeu mal por não declarar inequivocamente os termos do acordo. Há quem se pergunte se práticas como o suborno são erradas para os cristãos, pois também fazem parte do costume de algumas culturas. No entanto, os costumes não mudam a essência da honestidade e da desonestidade. Em seguida, Labão fez outra oferta a Jacó: decorrida a semana desta, dar-te-emos também a outra, pelo trabalho de mais sete anos que ainda me servirás (29:27). Jacó estava apaixonado por Raquel, e Labão se aproveitou da situação, mas para Jacó não havia como voltar atrás. Depois da semana designada para Lia, Labão lhe deu por mulher Raquel (29:28) e Jacó continuou servindo a Labão por outros sete anos (29:30). O autor nos informa que Jacó amava mais a Raquel do que a Lia. Essa situação, comum em casamentos polígamos, sempre dá origem a problemas familiares. Toda esposa deve receber amor suficiente para satisfazê-la. É possível que a situação fosse difícil para Jacó, pois ele não escolheu se casar com Lia. No entanto, como ela havia se tornado sua esposa, também merecia seu amor. Jacó tem agora duas esposas, e cada uma delas tem uma serva. Para serva de Lia, sua filha, deu Labão Zilpa, sua serva (29:24) e para serva de Raquel, sua filha, deu Labão a sua serva Bila (29:29). A facilidade com que Jacó se tornou polígamo mostra como essa prática era comum no mundo antigo. O amor dedicado de um genro como Jacó deveria ter sido motivo de graças e louvor ao Senhor, mas Labão considerou essa afeição algo a ser explorado e profanou o casamento usando-o para se enriquecer. Não se trata de um problema incomum na África. Talvez os pais africanos não troquem “Raquel” por “Lia”, mas, ainda assim, tentam extrair o máximo possível de seu futuro genro, demonstrando uma atitude egocêntrica e condenável. 29:31—30:24 O convívio na família de Jacó A família de Jacó não podia ser considerada feliz, pois Lia era injustamente desprezada e privada de amor conjugal. O relato concentra-se na competição entre as duas irmãs, cujo ciúme e inveja levaram Jacó a ter filhos com várias mulheres, uma vez que as irmãs usavam suas servas para lhes gerar descendentes. Como no caso de Sara e Abraão, o filho gerado pela serva era considerado um filho legítimo de sua senhora. 29:31-35 Os filhos de Jacó com Lia Pelo fato de Jacó amar Raquel, mas não Lia, Deus supriu as carências de Lia. Ele fê-la fecunda (29:31), enquanto Raquel sofria do mesmo mal que Sara (11:30) e Rebeca (25:21), pois era estéril. Talvez, até certo ponto, Raquel fosse vítima das circunstâncias, pois Jacó a amava, enquanto Lia era desprezada; mas, ao que parece, ela não incentivou Jacó a mudar sua atitude fria em relação à irmã mais velha (30:14-16). A fertilidade de Lia e a esterilidade de Raquel nos lembram de que, em meio a qualquer injustiça, Deus toma partido dos desvalidos. Enquanto Raquel não teve nenhuma criança, Lia deu à luz quatro filhos: Rúben, cujo nome significa o Senhor atendeu à minha aflição ou “vejam, um filho” (29:32). Simeão, cujo nome significa “Aquele que ouve” (29:33), porque Deus ouviu suas orações. Levi, cujo nome quer dizer “unido”, pois sua esperança era que seu marido se unisse mais a ela (29:34). Judá, cujo nome significa “louvor”, pois ela disse: esta vez louvarei o Senhor (29:35). O raciocínio de Lia é um produto de sua cultura. Ela estava certa de que, ao gerar filhos para Jacó, ele a amaria. Por isso declarou no nascimento de Rúben: agora me amará meu marido (29:32). Não foi o que aconteceu, e ouvimos seus anseios não satisfeitos nas palavras proferidas no nascimento de Simeão e Levi. No entanto, quando Judá nasceu, ela mudou o foco de sua atenção. Em vez de pensar em si mesma e na tristeza de não ser amada, voltou-se para Deus e o louvou. Suas circunstâncias nos fazem lembrar a futilidade de contarmos com outra pessoa para nos fazer felizes (Lia ansiava pelo amor de Jacó, uma afeição que nunca recebeu), a insensatez de nos concentrarmos em nós mesmos (enquanto Lia só pensava em si mesma, continuou infeliz) e a alegria de nos voltarmos para Deus. Um coração aflito foi transformado num coração repleto de louvor.
Aplicações:
A Bênção de Deus Permanece
A bênção, a presença de Deus e suas promessas de abundância e domínio são comunicadas por meio da palavra falada. A transferência de bênção deve ser expressa com fé, confiando na capacitação divina. Com sua bênção, Arão, como sacerdote de Deus, abençoa o povo para multiplicar como povo escolhido de Deus e a subjugar a terra (Lv 9.22). Mais tarde, Cristo, na ascensão, estende suas mãos na bênção sobre a igreja, capacitando-a a reproduzir-se e encher a terra (Lc 24.50,51).
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