Não se iluda com o que é passageiro e não pode saciar a sua alma

Não se iluda com o que é passageiro e não pode saciar a sua alma  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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João 7.37–44 ARA
No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado. Então, os que dentre o povo tinham ouvido estas palavras diziam: Este é verdadeiramente o profeta; outros diziam: Ele é o Cristo; outros, porém, perguntavam: Porventura, o Cristo virá da Galileia? Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém, donde era Davi? Assim, houve uma dissensão entre o povo por causa dele; alguns dentre eles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos.
Jo 7.37-44 Não se iluda com o que é passageiro e não pode saciar a sua alma
Introdução: 
O homem perdido no mar
Conta-se a história de um náufrago que passou dias no mar, cercado por água salgada, mas morrendo de sede. Em desespero, começou a beber a água do mar — e quanto mais bebia, mais desidratado ficava, até colapsar.
Muitos hoje estão assim: bebendo água salgada do mundo — prazeres, status, religião sem vida — e a alma só vai afundando mais.
A sede que revela o sensus divinitatis……..
Jesus se levanta diante da multidão e oferece água viva — a única que pode saciar a sede da alma, restaurar o senso de propósito e reconectar o ser humano com seu Criador.
Vivemos em uma geração sedenta. Não de água, mas de algo mais profundo. As pessoas buscam sentido em sucesso, entretenimento, prazeres momentâneos, religião sem vida — mas continuam secas por dentro.
Essa sede universal é um eco do que Calvino chamou de sensus divinitatis — o senso de que há algo (ou Alguém) maior, um anseio por transcendência plantado por Deus no coração humano…..
 Todo ser humano, mesmo o mais cético, sente essa inquietação. E essa sede se intensifica quando todas as outras fontes falham…..…
___________LER JO 7.37-44 Leitura explicativa____________________________________
No capítulo 7 de João, durante a Festa dos Tabernáculos, o povo celebrava a provisão de Deus no deserto……
Era uma festa de alegria, mas também de expectativa. No último e mais importante dia da festa, quando o ritual da água simbolizava esperança e salvação, Jesus faz algo radicalmente ousado: Ele interrompe a liturgia pública, ergue a voz no templo lotado e declara:
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba.” (Jo 7.37)
Essa declaração é ousada porque:
• Jesus reivindica ser a fonte daquilo que os símbolos apenas apontavam.
• Ele confronta a religiosidade estéril e se apresenta como o cumprimento das promessas.
• Ele fala diretamente ao sensus divinitatis do povo — à sede que os rituais não conseguiam saciar……..
Hoje, muitos ainda vivem no meio da festa, cercados por religião, mas sedentos de Deus…….
“Você tem sede? Então venha a mim.”
A pergunta é: você ainda consegue ouvir esse clamor? Ou sua religiosidade calou o seu sensus divinitatis?
Assim como Jesus, a igreja também precisa se levantar com ousadia…..
 Não para repetir rituais, mas para apontar para a única fonte viva…….
 Não para agradar o público, mas para saciar os sedentos com a verdade…….
_________________________________________________________________

1. Não se iluda com símbolos: Jesus é a única fonte que pode saciar sua alma (v. 37-38)

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba.”
Contexto: A cerimônia da água era apenas um símbolo da provisão de Deus no passado. Mas Jesus vai além — Ele é a própria realidade.
Exposição:
• A sede aqui é espiritual, existencial.
• O convite é universal (“se alguém”), mas a condição é clara: vir a Ele e crer.
• Quem crê em Jesus se torna um canal de bênção: “do seu interior fluirão rios de água viva”.
 Aplicação:
• Você tem se iludido com fontes passageiras que só aumentam a secura da alma?
• O convite continua válido. Jesus não é uma religião, nem um símbolo — é a única fonte real que sacia.

2. Não se contente com aparência espiritual: o Espírito é quem transforma e preenche (v. 39)

“Isto ele disse com respeito ao Espírito…”
 Contexto: João interpreta que essa água viva é o Espírito Santo, que seria dado após a glorificação de Cristo.
 Exposição:
• A promessa do Espírito é o cumprimento da nova aliança (Ez 36.25-27).

25 Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. 26 Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. 27 Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis

• O Espírito não é apenas uma emoção ou sensação — é a presença real de Deus habitando nos crentes.
• Naquela festa, havia muita forma, tradição e cerimônia… mas sem vida verdadeira. Por isso Jesus se levanta e rompe o ritual com a sua voz:
“Se alguém tem sede, venha a mim…” — é como se dissesse: “Chega de encenação! Vocês celebram o Deus que dá água, mas estão secos porque me rejeitam.”
 Regência de Jesus (implícita no contexto, reforçada por outros textos):
“Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mt 15.8)
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados…” (Mt 23.27)
 Jesus critica severamente a aparência de espiritualidade sem transformação interior — algo muito presente naquela geração… e também na nossa.
 Aplicação:
• Não se iluda com uma espiritualidade de superfície. Ritual sem Jesus é só encenação religiosa.
• Há muita gente com discurso piedoso, mas coração seco. Estão “celebrando a festa”, mas longe da Fonte.
• Somente o Espírito Santo pode transformar o coração de pedra em um coração vivo.
• Não basta conhecer a doutrina. É preciso ser habitado por Deus.

3. Não espere aceitação unânime: a verdade de Jesus divide corações (v. 40-44)

“Houve divisão entre o povo por causa dele.”
 Contexto: A resposta ao convite de Jesus foi diversificada e conflituosa.
Exposição:
• Uns o chamam de profeta, outros de Messias, outros o rejeitam.
• A ignorância e os preconceitos nublaram a revelação clara de Cristo.
• A divisão era mais que social — era espiritual.
 Aplicação:
• A ilusão de agradar a todos precisa cair: quem crê em Jesus será rejeitado por muitos.
• A grande pergunta permanece: “Quem é Jesus para você?”
Um símbolo? Um mestre moral? Ou o Cristo que pode saciar sua alma eternamente.
Conclusão e Apelo: A fonte ainda está aberta
Jesus se levanta em meio à religiosidade seca e diz:
“Quem tem sede, venha a mim e beba.”
Ele não impõe, Ele chama. Ele não exige, Ele oferece. Mas a resposta determina o destino eterno. A multidão se dividiu… e você? Vai se manter no ritual ou vai correr para a fonte?
Apelo prático:
• Você que está há anos na igreja, mas ainda sente sede, não se esconda no ritual, venha a Jesus.
• Você que está desviado, vazio, seco, não há vergonha em ter sede — só em ignorar o convite.
• Você que nunca entregou sua vida a Cristo — a fonte da vida está aberta hoje.
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