O MODO COMO VIVEM OS FILHOS DE DEUS

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão destaca que o modo de vida dos filhos de Deus reflete sua verdadeira filiação divina. A partir de 1 João 3.11-12, o apóstolo João ensina que, como filhos de Deus, devemos viver em amor mútuo, seguindo o exemplo de Cristo, que nos amou incondicionalmente. João compara o amor cristão ao comportamento de Caim, que, movido pelo ódio e pelo mal, assassinou seu irmão Abel, evidenciando que, ao viver sem amor, nos afastamos de Deus. A mensagem central do sermão é que o amor verdadeiro deve ser praticado de maneira sincera, sem falsidade, e que o ódio, mesmo em suas formas mais sutis, é contrário à natureza de Deus. A aplicação prática nos chama a refletir sobre nosso comportamento e a obedecer ao mandamento de amar uns aos outros como expressão de nossa nova vida em Cristo.

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O MODO COMO VIVEM OS FILHOS DE DEUS

Introdução: Há um ditado que diz: "Diga-me com quem tu andas, que eu te direi quem tu és." Esse ditado significa que as pessoas com quem você se relaciona ou frequenta refletem sua personalidade e seus valores. No entanto, irei modificar essa expressão para: “Diga-me como tu vives, que eu direi de quem tu és filho.” O modo como o crente vive reflete a sua verdadeira filiação. Por exemplo, o diabo é o pai da mentira (Jo 8.44), então os filhos do diabo vivem na mentira. Assim, se Deus é amor (1Jo 4.8, 16), então os filhos de Deus vivem em amor. É justamente isso que o apóstolo João nos ensina em 1Jo 3.11-12.
Lição: Os Filhos De Deus Vivem Em Amor.
Texto: 1João 3.11-12.
João já havia tratado sobre Deus ser luz e que os Seus filhos também devem ser luz (1Jo 1.5-2.27). Também falou sobre Deus ser justiça e que os Seus filhos devem ser justos (1Jo 2.28-3.10). Agora, ele aborda o tema “Deus é amor”. Com isso, ele mostrará que os filhos de Deus devem viver em amor. Assim como Deus nos amou, devemos amar os nossos irmãos em Cristo.
João já havia declarado, no capítulo 2, versos 9 e 10, que quem é da luz ama seu irmão:Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.” No final do verso 10 do capítulo 3, ele faz a transição para o tema do amor. Nos versos 11 e 12, o apóstolo começa relembrando o que ouvimos desde o princípio: que devemos amar uns aos outros e alertando contra o falso amor. Nessa passagem, João pega um evento histórico entre dois irmãos de sangue e o aplica aos irmãos da fé. Nesses versos, ele mostra o que é e o que não é amar. Com isso, podemos dividir esse texto em duas partes: (1) uma vida com amor (v. 11) e (2) uma vida sem amor (v. 12).
Uma vida com amor (11).
11 Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros;
João encerra o verso 10 entrando no tema do amor mútuo: “nem aquele que não ama a seu irmão”. Ele o faz de forma negativa, mas, com isso, inicia o tema do amor. O verso 11 começa explicando o final do verso 10: “Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros”. A vida de amor mútuo, que não era vivida pelos anticristos, não era algo novo, pois era uma mensagem que haviam ouvido desde o início e ao longo de toda a vida cristã.
A mensagem de amor mútuo é a mensagem que ouvimos desde a nossa conversão.
No início, Jesus deixou o novo mandamento: que vos ameis uns aos outros (Jo 13.34-35; 15.12). Os apóstolos repassaram essa mensagem: João (1Jo 4.7, 21; 2Jo 5), Paulo (Ef 5.2; 1Ts 4.9) e Pedro (1Pe 1.22; 4.8). Essa mensagem chegou até nós, e a temos ouvido de pastores e irmãos que nos ensinaram a Bíblia.
João deseja que seus ouvintes vivam com amor uns pelos outros, como ouviram desde o início da vida cristã. Não era para eles se desviarem dessa mensagem tão importante.
A mensagem de amor mútuo faz parte da nossa vida cristã.
João diz, no 4.7: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” Como nascidos de Deus, a vida com amor faz parte da nova vida que Deus nos deu.
Aplicação:
Será que temos obedecido a essa mensagem que ouvimos a tanto tempo? Ou não temos dado a mínima para ela? Ou temos feito “ouvidos de mercador”?
Quando não amamos uns aos outros, estamos desobedecendo a Deus.
O crente que vive em desamor não tem desculpa, pois ouve a mensagem de amor mútuo desde a sua conversão.
Uma vida sem amor (12).
12 não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.”
João apresenta como não se deve viver a vida cristã. Ele traz à lembrança de seus ouvintes o desamor de Caim por seu irmão, Abel. Leiamos Gênesis 4.1-8.
Eu imagino como seria a vida deles antes da tragédia familiar; devia haver aquele bom relacionamento entre eles. Por parte de Abel, um amor verdadeiro, mas, por parte de Caim, um amor falso, até o dia em que a verdade veio à tona.
O ponto principal da rejeição de Caim por Deus não foi a oferta em si, mas a sua condição: ele era do Maligno. Provavelmente, Deus disse como queria ser adorado, e Caim O desobedeceu, decidindo adorá-Lo do seu próprio jeito, o que não agradou a Deus. O culto que Caim apresentou a Deus foi sem fé. Caim era mau.
Aplicação:
Um crente não regenerado por Deus não tem como prestar um culto agradável a Deus.
O culto deve ser prestado a Deus conforme Ele deseja, não conforme o que eu quero.
Caim, sendo do Maligno, não amava seu irmão e o assassinou; “e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.”
O que Caim era internamente era visível externamente pelas suas obras; ou seja, ele era do Maligno e, consequentemente, suas obras eram más. Já as obras de seu irmão Abel eram justas; ou seja, Abel era de Deus. As obras justas de Abel levaram Caim a odiá-lo. Assim como o mundo odeia os crentes (v. 13).
João quer que seus ouvintes tenham um amor verdadeiro entre si, e não como os anticristos, que não amavam verdadeiramente. O falso amor se revela como falso através das obras, e seu resultado é uma tragédia.
Aplicação:
Não adianta nada fingir amor se não há amor. Devemos buscar o amor verdadeiro e barrar os sentimentos maus.
O assassino não é somente aquele que mata fisicamente, mas também aquele que fica muito irado com seu irmão, que o chama de burro e tolo (Mt 5.21-26). Quem mata um irmão espiritualmente também é um assassino.
As nossas obras mostram quem nós somos.
O falso amor se revela através das más obras, e seu resultado será danoso à irmandade.
Uma vida sem amor está afastada de Deus.
Conclusão: Como temos vivido? Que tipo de amor temos manifestado para com os irmãos? Não deixemos que os sentimentos ruins inflamem nossos corações; isso não é de Deus. Olhemos para o amor de Deus. Obedeçamos a Sua ordem. Deixemos o fruto do amor crescer na nossa vida cristã. O ódio não é de Deus, mas o amor sim; e, como filhos de Deus, devemos viver em amor uns pelos outros, assim como Ele é amor. Esta é a mensagem que ouvimos desde a nossa conversão, e o amor faz parte da nossa nova vida em Cristo. Como filhos de Deus, amemos nossos irmãos como Cristo nos amou, e não como Caim. Em amor mútuo é o modo como os filhos de Deus vivem.
Minha tradução interpretativa: 11 Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que amemos uns aos outros. 12 Não como Caim que era do Maligno e matou seu irmão; e qual foi a razão por que matou seu irmão? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão eram justas.
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