FELICIDADE COMEÇA COM FÉ! Lucas 6.20-26

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Somos felizes mesmo quando não estamos felizes, pois nossa felicidade é a nossa satisfação em Cristo.

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Grande ideia: Somos felizes mesmo quando não estamos felizes, pois nossa felicidade é a nossa satisfação em Cristo.
Estrutura: Em Cristo somos felizes (vv. 20-23) e sem Cristo somos infelizes (vv. 24-26).
O movimento religioso dos Valdenses, que surgiu no século XII, representou um desafio significativo à Igreja Católica de sua época, questionando várias práticas e doutrinas da igreja. A conversão dramática do líder Pedro Valdo marcou o início do movimento. Buscando orientação espiritual, Valdo procurou um padre, que lhe expôs a parábola do jovem rico no Evangelho de Lucas, destacando as palavras de Jesus: "Ainda te falta uma coisa: vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me" (Lc 18:22 ARC).
Esse ensinamento de Cristo no Evangelho teve um profundo impacto no coração de Valdo, levando-o a refletir sobre suas prioridades e valores. Assim como o jovem rico, Valdo se deu conta de que estava priorizando a acumulação de riquezas neste mundo em detrimento do relacionamento com Deus. Contudo, diferentemente do jovem da parábola, que se entristeceu por possuir muitas riquezas e se afastou de Jesus, Valdo se arrependeu e decidiu seguir a ordem de Cristo, dando seus bens aos pobres.
Após organizar suas posses para garantir o sustento de sua esposa e duas filhas, Valdo escolheu adotar um novo estilo de vida pautado pela simplicidade e pobreza. Investiu todos os seus demais recursos no trabalho evangelístico de disseminação do Evangelho, vivendo em completa dependência de Deus, em total confiança na Sua direção e provisão.
Valdo iniciou imediatamente um ministério de pregação, utilizando sua Bíblia como fonte de inspiração e autoridade. Dirigiu sua mensagem especialmente às pessoas pobres e marginalizadas, que se reuniam nas ruas de Lião para ouvir suas palavras de esperança e redenção. Essa abordagem inovadora e focada nos mais necessitados marcou o início de um movimento que se espalharia por toda a Europa, desafiando as estruturas eclesiásticas tradicionais e promovendo uma renovada compreensão da fé cristã.
Podem-se destacar alguns aspectos da teologia e da prática dos Valdenses: contestaram a autoridade do Papa e da hierarquia eclesiástica e defenderam a autoridade das Escrituras como fonte primária da fé. Essa postura foi um desafio direto à estrutura de poder da Igreja Católica. Denunciaram a corrupção e o mundanismo da Igreja, defendendo uma vida de simplicidade e pobreza, criticando diretamente a acumulação de riquezas e poder por parte do clero. Permitiam a pregação e o ensino por leigos, desafiando assim o monopólio clerical da pregação. Essa prática ameaçava a autoridade do clero. Questionaram a validade de certos sacramentos, como a confissão auricular e a adoração de imagens. Criticavam práticas que não tinham base bíblica como as indulgências e o purgatório. 
A resistência e teologia dos Valdenses contribuíram significativamente para o surgimento da Reforma Protestante. 
Leon Morris:
Juntamente, com os ais que se seguem, estas bem-aventuranças revelam o vazio dos valores do mundo. Exaltam aquilo que o mundo despreza e rejeitam aquilo que o mundo admira.
J. C. Ryle:
Os versículos que estamos considerando apresentam um teste importante para comprovar a realidade de nosso cristianismo. Nenhuma pessoa incrédula jamais gostará ou aceitará as verdades neles contidas. Felizes são aqueles que experimentaram a veracidade dessas palavras de Jesus e podem dizer “Amém!” a todas elas. Não importa o que os homens pensam, aqueles que Cristo abençoa estão abençoados, aqueles não abençoa serão lançados fora para todo o sempre.
 "A VIDA CRISTÃ SEGUNDO JESUS: O manifesto do Rei no Sermão da Planície" de Alistair Begg:
"Não fomos chamados para ser como o mundo, e o mundo não precisa que sejamos como ele. Temos algo melhor a dizer porque temos alguém melhor a quem seguir. Isso significa que o chamado de Cristo para você e para mim é, ao mesmo tempo, muito empolgante e profundamente desafiador. O chamado não é para nos sentirmos confortáveis, mas para sermos semelhantes a Cristo: para descobrirmos os meios surpreendentes de experimentar a verdadeira bênção e, ao fazê-lo, indicar aos outros o caminho para isso também."
"Jesus diz: Eu quero que você fique feliz com coisas diferentes daquelas com as quais as outras pessoas ficam felizes, e triste com coisas com as quais as outras pessoas não costumam ficar tristes. Quero que você tenha como ambição algo que o mundo considera fraco e ineficaz. Quero que você trate as pessoas de uma forma que não faça sentido para elas e, às vezes, não faça muito sentido para você. Quero que você tenha uma maneira diferente de avaliar suas decisões, suas reações e sua vida. Quero que você seja diferente."
1. “Felizes”. (vv. 20-23)
O foco do olhar de Jesus está em seus discípulos, embora algumas dessas orientações também alcançassem parte daquela multidão reunida.
"A VIDA CRISTÃ SEGUNDO JESUS: O manifesto do Rei no Sermão da Planície" de Alistair Begg:
"Para ser claro, o Senhor não está descrevendo como entramos no Reino, mas como vivemos no Reino. Como o grande reformador Martinho Lutero disse sobre essa passagem: “Cristo não está dizendo nada nesse sermão sobre como nos tornamos cristãos, mas apenas sobre as obras e os frutos que ninguém pode fazer a menos que seja cristão e esteja em um estado de graça”."
Jesus sai do extraordinário no campo das operações de poder e maravilhas, e reafirma aqui a “constituição do Reino de Deus”.
Carlos Queiroz:
Resumindo, o Sermão anuncia a natureza original da vida, o começo de tudo- um retorno a ser criança. Se podemos chamar isso de “exigências do Reino”, aí está uma delas: obedecer a natureza de ser gente, no seu projeto mais primitivo. E assim, obedecer ao Rei já não é mais um peso, senão uma forma de permitir que a vida desabroche com toda a sua bem-aventurança e felicidade. E, à semelhança de como vive qualquer criança, a cruz, por exemplo, deixa de ser um peso, uma carga, passando a fazer parte de um sonho, uma esperança, um projeto de vida, ou até mesmo um brinquedo de estimação- encantamento de criança-, um jeito estranho de viver em meio às etiquetas dos “adultos”.
Mateus 18.3–4 NAA
e disse: — Em verdade lhes digo: se vocês não se converterem e não se tornarem como crianças, de maneira nenhuma entrarão no Reino dos Céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus.
Tudo começa, com a “bem aventurança” que diz respeito àqueles que se veem completamente dependentes de Deus (πτωχος).
A MENSAGEM:
“Abençoados são vocês, quando nada têm para oferecer. Quando vocês saem de cena, há mais de Deus e do seu governo”.
Mateus 5.3 NAA
— Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Lucas 12.32 NAA
— Não tenha medo, ó pequenino rebanho; porque o Pai de vocês se agradou em dar-lhes o seu Reino.
A. W. Pink:
Ser pobre de espírito é perceber que nada tenho, nada sou, nada posso fazer e preciso de todas as coisas. A pobreza de espírito é evidente em uma pessoa quando ela é levada ao pós diante de Deus para reconhecer suas total impotência. É a primeira evidência experimental de uma obra divina da graça dentro da alma, e corresponde ao despertar inicial do pródigo na terra distante quando ele “começou a passar necessidade” (Lucas 15.14)
O correspondente hebraico é “ebyon”, com o sentido de “mendigo”, “pedinte”, “não saciado”. No grego, ela é derivada do verbo “ptossein”, que significa “abaixar-se”, “encolher-se”. Ela descreve um indivíduo vivendo em condições miseráveis, tendo perdido a dignidade, e que para sobreviver necessita esmolar. Um exemplo de aplicação deste termo está no caso de Lázaro, que precisava esmolar à porta do rico.
Lucas 16.19–21 NAA
— Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que se alegrava todos os dias com grande ostentação. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de feridas, que ficava deitado à porta da casa do rico. Este desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhe as feridas.
Lucas 18.22–24 NAA
Ouvindo isso, Jesus lhe disse: — Uma coisa ainda falta a você: venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos céus; depois, venha e siga-me. Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo. Jesus, vendo-o assim triste, disse: — Como é difícil para os que têm riquezas entrar no Reino de Deus!
Temos outra “bem aventurança” selecionada por Lucas: a que se refere aos que não estão satisfeitos com a injustiça desse mundo.
A MENSAGEM:
“Abençoados são vocês, quando sentem fome de verdade. Ele é comida e bebida- é alimento incomparável”.
Mateus 5.6 NAA
— Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
A. W. Pink:
Quando Deus cria fome e sede na alma, é para que Ele as satisfaça. Quando o pobre pecador sente sua necessidade de Cristo, é para o fim que ele pode ser atraído a Cristo e levado a abraçá-lo como sua única justiça perante um Deus santo. Ele tem o prazer de confessar a Cristo como sua justiça recém-descoberta e gloriar-se nEle somente.
1Coríntios 1.30–31 NAA
Mas vocês são dele, em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e redenção, para que, como está escrito, “aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.
Martyn Lloyd Jones:
Não nos compete ter fome e sede de experiências; e nem se espera de nós que tenhamos fome e sede de bênçãos. Se quisermos ser verdadeiramente felizes e abençoados, então precisamos ter fome e sede de justiça.
Mateus 5.20 NAA
Porque eu afirmo que, se a justiça de vocês não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrarão no Reino dos Céus.
Mateus 6.1 NAA
— Evitem praticar as suas obras de justiça diante dos outros para serem vistos por eles; porque, sendo assim, vocês já não terão nenhuma recompensa junto do Pai de vocês, que está nos céus.
Lutero:
"A ordem para você não é rastejar para um canto ou para o deserto, mas, sim, sair correndo e oferecer as suas mãos e os seus pés e todo o seu corpo, e empenhar tudo o que você tem e pode fazer." É preciso ter, ele prossegue, "uma fome e sede de justiça que jamais possam ser reprimidas, ou sustadas, ou saciadas, que não procurem nada e não se importem com nada a não ser com a realização e a manutenção do que é justo, desprezando tudo o que possa impedir a sua consecução. Se você não puder tornar o mundo completamente piedoso, então faça o que você puder."
Mereceu o destaque de Lucas a “bem aventurança” que diz respeito ao lamento pelo desvalor da vida humana (κλαιω).
A MENSAGEM:
“Abençoados são vocês, que sofrem por terem perdido o que mais amavam. Só assim poderão ser abraçados por aquele que é a fonte de toda alegria”.
Mateus 5.4 NAA
— Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
A W. Pink:
O luto pelo qual Cristo promete conforto deve ser restrito ao que é espiritual. O luto que é abençoador é o resultado de uma compreensão da santidade e bondade de Deus que resulta em um senso de depravação de nossa natureza e a enorme culpa de nossa conduta. O luto pelo qual Cristo promete conforto divino é uma tristeza por nossos pecados com uma tristeza segundo Deus.
William Barclay:
A principal ideia do texto é: bem- aventurado o homem que está desesperadamente entristecido de seu próprio pecado e indignidade (...) Não se trata apenas da dor que faz doer o coração, mas da dor que nos faz chorar.

κλαιω klaio

de afinidade incerta; TDNT - 3:722,436; v

1) chorar, lamentar, enlutar

1a) lamentação como o sinal de dor e aflição por algo significativo (i.e., pela dor e tristeza)

1b) daqueles que choram pelo morto

2) chorar por, sentir profunda tristeza por, lamentar

Romanos 8.22–25 NAA
Porque sabemos que toda a criação a um só tempo geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Porque na esperança fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança. Pois quem espera o que está vendo? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.
Ivênio dos Santos:
Em síntese "os que choram" são aqueles que são sensíveis ao seu pecado, sendo, portanto, pessoas quebrantadas, ou seja, que olham para a vida não como vítimas, mas como responsáveis pelos erros cometidos e, que, por isso, são igualmente sensíveis ou compassivos com os pecados e/ou problemas do próximo, procurando ver a vida pelo prisma do outro, desenvolvendo assim a compreensão de servo.
Robert Jones:
Quando ficarmos tentados a nos irar contra Deus, não precisamos nos contentar com a fria resignação ou com a blasfêmia incandescente. Deus nos abre a porta ao lamento, a fim de levarmos até Ele nossas dúvidas e perguntas- de maneira sábia, humilde e honesta. Ele inclina Seus ouvidos ao Seu povo quando este sofre. Que o Senhor nos encoraje a fé, santidade, e humildade renovadas à medida que andamos com Ele
E, por fim temos a “bem aventurança” que remete-nos a clamar pelos cristãos, que por conta do cristianismo que vivem são perseguidos com ódio mortal.
A MENSAGEM:
“Considerem-se abençoados sempre que forem odiados, agredidos, expulsos ou caluniados para me desacreditar. Isso significa que a verdade está perto o suficiente para os consolar- consolo que os outros não têm. Alegrem-se quando isso acontecer. Comemorem, porque, ainda que eles não gostem disso, eu gosto! E os céus aplaudem, pois sabem que vocês estão em boa companhia. Meus profetas e minhas testemunhas sempre enfrentaram essa mesma dificuldade”.
Mateus 5.10–12 NAA
— Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. — Bem-aventurados são vocês quando, por minha causa, os insultarem e os perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vocês. Alegrem-se e exultem, porque é grande a sua recompensa nos céus; pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.
A. W. Pink:
As palavras “perseguidos por causa da justiça” e “por minha causa” nos alertam para que nos oponhamos e sejamos odiados apenas porque somos seguidores do Senhor Jesus, e não por causa de nossa própria má conduta ou comportamento imprudente.
1Pedro 2.19–20 NAA
Porque isto é agradável a Deus, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus. Pois que glória há, se, pecando e sendo castigados por isso, vocês o suportam com paciência? Se, entretanto, quando praticam o bem, vocês são igualmente afligidos e o suportam com paciência, isto é agradável a Deus.
João 15.18 NAA
— Se o mundo odeia vocês, saibam que, antes de odiar vocês, odiou a mim.
2Timóteo 3.12 NAA
Na verdade, todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.
A nossa religião deve custar para nós as lágrimas do arrependimento e o sangue da perseguição, diz Thomas Watson.
"A VIDA CRISTÃ SEGUNDO JESUS: O manifesto do Rei no Sermão da Planície" de Alistair Begg
"Quando formos odiados por dizer a verdade, devemos encarar isso como um motivo de alegria. Afinal de contas, ser tratado dessa forma é um sinal de que realmente somos membros do Reino de Cristo – e estar em seu Reino é o que nos dá vida, agora e por toda a eternidade. O fato de sermos ridicularizados por nossa fé não removerá nossa bênção se nosso senso de alegria não vier de nossa reputação em primeiro lugar."
1Pedro 4.14 NAA
Se são insultados por causa do nome de Cristo, vocês são bem-aventurados, porque o Espírito da glória, que é o Espírito de Deus, repousa sobre vocês.
Crisóstomo, um grande cristão do quinto século, foi preso e chamado diante do imperador Arcadius, por pregar a Palavra. Ameaçou bani-lo. Ele disse: “Majestade, não podes me banir, pois o mundo é a casa do meu Pai”. “Então, terei de matá-lo”. “Não podes, pois minha vida está guardada com Cristo em Deus”. “Seus bens serão confiscados”. “Majestade, isso não será possível. Meus tesouros estão nos céus.”. “Eu te afastarei dos homens e não terás amigos.” “Isso não podes fazer, porque tenho um Amigo nos céus que disse: De maneira alguma te deixarei, jamais o abandonarei”.
2. “Infelizes”. (vv. 24-26)
Leon Morris:
É mais como uma expressão de pesar, de lástima e compaixão, e não uma ameaça; como “que terrível” (TEV).
Evangelho de Lucas 3 – Bem-aventuranças e ais – Lc 6.20–26

É muito característico que os ricos sejam descritos como “cheios”, mas não realmente “saciados” (Lc 15:16; Sl 17:14). Trata-se dos ricos e cheios, que se consideram satisfeitos com bens terrenos.

Lucas 15.16 NAA
Ali, ele desejava alimentar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.
Salmo 17.14 NAA
Com a tua mão, Senhor, livra-me dos homens deste mundo, cuja porção é desta vida e cujo ventre tu enches com os teus tesouros; os quais se fartam de filhos e o que lhes sobra deixam aos seus pequeninos.
Correspondente aos pobres que já são o “Reino de Deus”, temos os ricos que “já receberam a consolação (παρακλησις)”.
A MENSAGEM:
“Mas coitados de vocês, que amam os seus bens materiais. Vocês não receberão mais nada.”
Tiago 5.1–3 NAA
Escutem, agora, ricos! Chorem e lamentem, por causa das desgraças que virão sobre vocês. As suas riquezas apodreceram, e as suas roupas foram comidas pelas traças. O seu ouro e a sua prata estão enferrujados, e essa ferrugem será testemunha contra vocês e há de devorar, como fogo, o corpo de vocês. Nestes tempos do fim, vocês ajuntaram tesouros.
Correspondente aos que tem fome e que “serão saciados”, temos os fartos que “vão passar fome”.
A MENSAGEM:
“Coitados de vocês que estão satisfeitos com vocês mesmos e com o que têm. Vocês passarão necessidade”.
Leon Morris:
As pessoas que vivem pensando que suas posses são suficientes para tudo, que permitem que os bens materiais sejam tudo para elas, e que pensam que não têm necessidade de Deus, são asseguradas: vireis a ter fome. Isso não se refere necessariamente à fome física. Os satisfeitos normalmente permanecem satisfeitos durante a vida. Jesus está se referindo à realidade final. No reino de Deus são estes homens que são os indigentes. Um dia perceberão isto por si mesmos.
Lucas 12.18–21 NAA
Até que disse: “Já sei! Destruirei os meus celeiros, construirei outros maiores e aí armazenarei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi à minha alma: ‘Você tem em depósito muitos bens para muitos anos; descanse, coma, beba e aproveite a vida.’ ” Mas Deus lhe disse: “Louco! Esta noite lhe pedirão a sua alma; e o que você tem preparado, para quem será?” — Assim é o que ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para com Deus.
Correspondente aos que choram e “que haverão de rir”, temos os que estão rindo, mas vão “lamentar e chorar”.
A MENSAGEM:
“Coitados de vocês que vivem apenas se divertindo. Vocês conhecerão o que é dor de verdade.”
Tiago 4.7–10 NAA
Portanto, sujeitem-se a Deus, mas resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês. Cheguem perto de Deus, e ele se chegará a vocês. Limpem as mãos, pecadores! E vocês que são indecisos, purifiquem o coração. Reconheçam a sua miséria, lamentem e chorem. Que o riso de vocês se transforme em pranto, e que a alegria de vocês se transforme em tristeza. Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará.
Evangelho de Lucas 3 – Bem-aventuranças e ais – Lc 6.20–26

O conteúdo do terceiro ai forma uma transição para o quarto ai, que fala de “colorir”, bajular e fingir, referindo-se aos falsos profetas. Ai daqueles que são enaltecidos pelos porta-vozes da geração decaída de Deus como verdadeiros líderes!

Correspondente aos que são perseguidos, como os profetas do passado, temos os que por serem reféns de elogios dos homens, são surpreendidos ao serem igualmente vítimas de ódio generalizado.
A MENSAGEM:
“Coitados de vocês que dependem da aprovação dos outros, sempre preocupados em agradar a todos. Essa escravidão compromete a sinceridade. Lembrem-se de quantos profetas corruptos receberam aprovação dos seus antepassados! Não repitam o mesmo erro.”
Jeremias 5.30–31 NAA
Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles. E é o que o meu povo deseja. Porém o que é que vocês farão quando o fim chegar?
"A VIDA CRISTÃ SEGUNDO JESUS: O manifesto do Rei no Sermão da Planície" de Alistair Begg:
"Jesus está falando sobre as realidades mais importantes da vida, incluindo a vida eterna. A maneira de ser verdadeiramente feliz agora é viver à luz de sua divindade e de nossa eternidade, ele está dizendo. Só desfrutaremos verdadeiramente a vida agora se tivermos resolvido a questão de como será a vida depois. Só aprenderemos a viver se resolvermos a questão de como morrer e do que está além."
3. Outras aplicações:
(a) Estamos diante de um texto que pode ser retratado como o perfil de Jesus (uma espécie de “retrato falado”). Somente vivendo em Cristo podemos cumprir o que Deus espera de cada um de nós.
A. W. Pink:
Não uma ou duas, mas todas essas perfeições foram exibidas por Ele, pois Ele não é apenas amável, mas “totalmente amável”. Que o Espírito Santo, que está aqui para glorificá-lo, tome agora as coisas de Cristo e as mostre a nós.
João 16.14–15 NAA
Ele me glorificará, porque vai receber do que é meu e anunciará isso a vocês. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso eu disse que o Espírito vai receber do que é meu e anunciar isso a vocês.
(b) Nessa relação entre “felizes” e “infelizes” algo fica bem claro: não existe neutralidade em nosso coração. Em outras palavras, ou entregamos o nosso coração a Deus ou ao Diabo. Somos súditos de um Reino ou de outro.
Mateus 6.24 NAA
— Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou irá odiar um e amar o outro, ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas.
"A VIDA CRISTÃ SEGUNDO JESUS: O manifesto do Rei no Sermão da Planície" de Alistair Begg:
"O cristão genuíno é pobre, faminto, chora e é odiado, mas encontrou bênçãos, pois com essas coisas vêm a satisfação e a alegria. Essas são as marcas da vida no Reino de Deus. O que você prefere ser? Um pobre, faminto, que chora e é odiado, ou um rico, bem-alimentado, irreverente e popular? A verdadeira felicidade não está na escolha óbvia e natural, mas naquela que é contracultural e cristã."
Ilustr.:
Conta-se uma história maravilhosa de um homem que uma vez ficou diante de Deus com seu coração quebrantado pela dor e injustiça no mundo. "Deus querido", ele clamou, "olhe para todo o sofrimento, angústia e aflição no mundo que criaste. Por que não envia ajuda?" Deus respondeu, "eu enviei ajuda. Eu enviei você."
2Coríntios 4.10–11 NAA
Levamos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida dele se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.
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