Tríduo Pascal (2)
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Apresentação: .......
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Tema: “Tríduo Pascal” (João 3.16)
Oração: Senhor, abre os corações deste povo para ouvir Tua Palavra, que eles não escutem apenas com os ouvidos, mas que Tua verdade penetre profundamente em suas almas. Afasta toda distração e endurecimento, para que Teu Espírito Santo os ilumine e os transforme. Que esta Palavra seja luz para seus passos e fogo que aqueça seus corações.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!
Introdução: Recontar o texto que li.
(João 3.16) O amor de um Deus que vem em nossa Fraqueza.
Desenvolvimento:
A Última Ceia e o Sacerdócio: A Última Ceia - Um Ato de Amor e Serviço
Na noite da Páscoa, Jesus, com os discípulos ao redor da mesa, compartilhava um momento profundo de comunhão. Ele havia desejado ardentemente celebrar aquela refeição com eles antes de seu sofrimento. Era um momento que antecipava o sacrifício que Ele estava prestes a fazer por toda a humanidade. Com as palavras, “Este é o meu corpo... este é o meu sangue,” Jesus instituía a Eucaristia, entregando-se por amor a todos (Mateus 26.26-28).
Ao mesmo tempo, Jesus começava a mostrar que, além de ser o Cordeiro que se imola, Ele também era o exemplo perfeito de humildade. Durante o jantar, Ele, o Mestre, tomou uma bacia e, com suas mãos, lavou os pés de seus discípulos, dizendo: “Eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, vós também o façais” (João 13.12-15). Ele não só instituiu o sacerdócio, mas ensinou que a verdadeira grandeza vem do serviço, do cuidado com os outros, especialmente os mais necessitados.
A Traição e a Despedida: O Amor e a Dor de Jesus
Jesus sabia que a traição estava prestes a acontecer, e ao anunciar que um dos Seus discípulos o trairia, a tensão na sala aumentou (Mateus 26.21). Judas, com um gesto de aparente afeto, entregou Jesus por 30 moedas de prata, revelando a traição que quebraria a confiança entre mestre e discípulo (Mateus 26.48-50). Naquele momento, o destino de Jesus já estava selado, mas Ele continuou a olhar para Seus discípulos com amor, até mesmo naquele ato de traição.
Enquanto isso, Ele procurava consolar os discípulos com palavras de esperança e promessas de um Consolador. Ele prometeu o Espírito Santo e disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14.6). Ele também fez uma oração profunda pela unidade dos cristãos, desejando que todos fossem um, como Ele e o Pai são um (João 17.11-21) e deu lhes também um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros (João 13.34)
A Agonia no Getsêmani: A Luta Interior de Jesus
Após a ceia, Jesus levou seus discípulos ao Jardim do Getsêmani para orar. A angústia e o peso de sua missão começaram a se tornar mais visíveis. Ele pediu ao Pai que afastasse o cálice do sofrimento, mas ao mesmo tempo, se entregou à vontade divina: “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia, não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres” (Mateus 26.39). O suor de sangue, a dor profunda em Seu coração, e a solidão de ver seus discípulos adormecerem enquanto Ele orava, são sinais da profundidade do sofrimento que Ele estava prestes a enfrentar (Lucas 22.44).
A Prisão de Jesus: O Caminho da Redenção
Judas, guiando os soldados, veio até Jesus e O beijou, cumprindo o ato de traição (Mateus 26.48-50). Pedro, na tentativa de proteger seu Mestre, cortou a orelha de Malco, mas Jesus, em um ato de compaixão, curou o ferido e repreendeu Pedro, dizendo que não era através da violência que Seu reino seria estabelecido (João 18.10-11). Então, Jesus se entregou pacificamente, sabendo que aquele era o momento para cumprir a missão dada pelo Pai (Mateus 26.52-54).
A Negação de Pedro: A Fraqueza Humana Frente ao Medo
Enquanto Jesus era levado ao sumo sacerdote, Pedro seguiu de longe, mas, ao ser reconhecido como seguidor de Jesus, negou-O três vezes, como Jesus havia predito (Mateus 26.69-75). A tristeza e o peso de sua traição foram imensos, e ao ouvir o canto do galo, Pedro, arrependido, chorou amargamente, sentindo o peso de sua fraqueza humana diante do amor incondicional de Jesus (Mateus 26.75).
CRUCIFICAÇÃO DE JESUS
A Paixão de Cristo: A Jornada de Redenção
1. A Condenação de Jesus
Após ser julgado pelo Sinédrio, Jesus foi acusado de blasfêmia (Mateus 26.57) e levado diante de Pilatos e Herodes. No entanto, a multidão clamava: "Crucifica-o!", "Crucifica-o!", "Crucifica-o!" (Mateus 27.22-23). Pilatos, embora relutante, entregou Jesus para ser flagelado — um ato brutal. O açoite era feito com chicotes de couro entrelaçados com pedaços de ferro e ossos de animais nas pontas, que causavam feridas profundas, atingindo até os órgãos. Foram cerca de 39 chibatadas.
Os soldados zombaram de Jesus, colocando nele uma coroa de espinhos, semelhante a um capacete, com espinhos longos, entre 5 e 7 cm, que penetravam profundamente em sua cabeça. Enquanto isso, eles o ridicularizavam, dizendo: "Salve, rei dos judeus!" (Mateus 27.26-29).
2. O Caminho para o Calvário
Jesus carregava a cruz, mas, exausto, recebeu a ajuda de Simão de Cirene (Mateus 27.32). No caminho, as mulheres de Jerusalém choravam por Ele (Lucas 23.27-31), mas Jesus, com sabedoria, lhes falou sobre os tempos futuros: "Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, mas chorai por vós mesmas e por vossos filhos." (Lucas 23.28). Ao chegar ao Gólgota, a crucificação estava prestes a acontecer (Mateus 27.33).
3. A Crucificação
Jesus foi pregado na cruz com pregos longos e fortes, medindo entre 15 e 17 cm, capazes de suportar o peso do corpo. Ele foi crucificado entre dois ladrões, enquanto muitos zombavam d’Ele, desafiando-O a descer da cruz (Mateus 27.38-42). Na cruz, a inscrição "INRI" dizia: "Jesus Nazareno, Rei dos Judeus" (João 19.19).
O sofrimento de Jesus não foi apenas físico, mas também psicológico, pois Ele foi rejeitado pelos próprios líderes religiosos, pelo povo e até por seus discípulos.
4. As Últimas Palavras de Jesus
Enquanto pendia na cruz, Jesus proferiu palavras de perdão, consolo e entrega. Ele pediu ao Pai perdão para os que O crucificavam: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem" (Lucas 23.34). Para o ladrão arrependido, prometeu: "Hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23.43). Através de suas palavras para Maria e João, Ele instituiu a Igreja: "Mulher, eis aí teu filho... Eis aí tua mãe" (João 19.26-27). Jesus também expressou Sua dor: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mateus 27.46), e a sede, não apenas física, mas espiritual: "Tenho sede" (João 19.28). Quando tudo foi cumprido, Ele declarou: "Tudo está consumado" (João 19.30), e entregou Seu espírito: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23.46).
5. Morte e Eventos Sobrenaturais
Ao meio-dia, uma escuridão tomou a terra, refletindo o peso do pecado que Jesus carregava (Mateus 27.45). O terremoto e o véu do templo rasgado simbolizavam a mudança de uma era, o fim do antigo pacto e o início de um novo acesso a Deus (Mateus 27.51). A ressurreição dos mortos foi um sinal da vitória de Jesus sobre a morte (Mateus 27.52-53), e o centurião romano, impressionado, declarou: "Verdadeiramente, este era o Filho de Deus!" (Mateus 27.54).
6. O Sepultamento
José de Arimateia pediu o corpo de Jesus a Pilatos e o sepultou em um túmulo novo, envolto em lençóis e ungido com perfumes (Mateus 27.57-60). A guarda romana vigiava o túmulo, garantindo que o corpo de Jesus não fosse roubado (Mateus 27.64).
A crucificação de Jesus, segundo a ciência, foi um processo extremamente doloroso e brutal. Após ser flagelado severamente, Ele foi pregado nas mãos e pés na cruz. A posição suspensa dificultava a respiração, causando asfixia. A morte ocorreu por perda de sangue, asfixia e possível ruptura de órgãos. Esse processo levou várias horas e foi uma das formas de execução mais dolorosas da época.
Segundo a Igreja, a crucificação de Jesus é o sacrifício redentor pelo qual Ele se entregou para perdoar os pecados da humanidade e reconciliar as pessoas com Deus. Sua morte na cruz é vista como o máximo exemplo de amor e obediência.
RESSURREIÇÃO DE JESUS.
A Ressurreição de Jesus: O Triunfo sobre a Morte
1. O Sepulcro Vazio
Era o terceiro dia, e o sol começava a nascer quando Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, em dor e amor, se dirigiram ao túmulo de Jesus para ungir Seu corpo com especiarias (Marcos 16.1-2). Chegando lá, encontraram algo surpreendente: a pedra que selava o sepulcro havia sido removida. O sepulcro estava vazio, como se a morte tivesse sido vencida. O coração delas, já em agonia pela perda, agora batia mais forte pela esperança que surgia. Um anjo apareceu e proclamou a mensagem mais poderosa que já havia sido ouvida: "Ele não está aqui, ressuscitou!" (Lucas 24.5-6). A morte não tinha mais domínio sobre Ele.
2. Aparições de Jesus Ressuscitado
Maria Madalena, aflita e sem entender o que havia acontecido, permaneceu no jardim, buscando o corpo de Jesus (João 20.11-18). Foi quando, num momento de profunda dor e perplexidade, Ela O viu. Jesus, em Sua ressurreição gloriosa, apareceu a ela. Maria, ao reconhecer o Mestre, foi tomada pela alegria e surpresa indescritíveis. Jesus a chamou pelo nome, dizendo-lhe para ir anunciar a Seus discípulos que Ele estava vivo. A partir desse momento, a esperança da ressurreição se espalharia pelo mundo, transformando o desespero em fé e a morte em vida eterna.
Peroração:
A instituição da Eucaristia, do Sacerdócio e da Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana. Lucas 22.19 – "Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim." A Crucificação de Jesus e o cumprimento do projeto de Salvação do Pai. Mateus 26.39 – "Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia, não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres." Na Ressurreição, a morte é derrotada. Lucas 24.6 – "Ele não está aqui, ressuscitou!"
Conclusão:
Acreditamos na Igreja Católica e na Eucaristia. Quando estou servindo ao altar, será que sirvo com amor?
Fazemos a nossa vontade ou a vontade de Deus em nossa vida?
Acreditamos que Jesus ressuscitou e está vivo entre nós?
"Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." (Mateus 18,20)
São Agostinho: "O Tríduo Pascal nos convida a morrer para o pecado e ressurgir para a vida nova. Durante esses dias, unamo-nos a Cristo, reconhecendo Sua obra salvadora e vivendo com renovada esperança em Sua ressurreição."
