Espiritualidade Cristã — Aula 1

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Objetivo Geral

Compreender o conceito de espiritualidade cristã e sua aplicação no cotidiano, promovendo uma relação mais profunda com Deus e o desenvolvimento de um estilo de vida baseado nos ensinamentos de Jesus Cristo.

O que é espiritualidade cristã?

Espiritualidade cristã ≠ Espiritualidade

Espiritualidade Cristã é:
É o caminho de viver a vida cristã de maneira autêntica e transformadora, cultivando um relacionamento de comunhão íntima com Deus através de Jesus Cristo. Ela envolve a prática dos ensinamentos de Cristo, a vivência do Espírito Santo e a busca pela santidade, com o objetivo de refletir o caráter de Cristo no cotidiano.
A espiritualidade cristã não é simplesmente uma busca por experiências espirituais ou momentos de devoção, mas é um estilo de vida que se traduz em ações, atitudes e decisões que honram a Deus. Ela inclui tanto a vida interior, como a oração, meditação e contemplação, quanto a vida externa, com foco em servir ao próximo, praticar a justiça, viver em comunidade e ser testemunha do evangelho.

Onde começa nosso espiritualidade?

Propósito eterno (criação) — queda — redenção (os vestígios do mistério) — consumação.

Redenção é o fundamento da comunhão

É aqui que tudo começa — o recebimento da nova vida que foi perdida no primeiro Adão.
Perigos da vida espiritual
Asceticismo
A primeira coisa que devemos evitar é o asceticismo. Essa filosofia de vida que visa disciplinas rigorosas de auto negação, tendo em vista que essa filosofia de vida rejeita todo que é material por considerar que esse mundo é mal.
Apesar de asceticismo ser a raiz da palavra disciplina que no grego é askesis, ela tem conotações bem negativas. Mas iremos aprender que a disciplina tem seu papel de importância na nossa vida espiritual da forma positiva que As Escrituras nos ensina.
Então, de acordo com essa filosofia de vida ao negar esse mudo através de disciplinas rigorosas, quem assim o fiz alcançará altos níveis de perfeição espiritual, e claro que isso é engano e nos livra de fazermos as coisas certas e de fato chegarmos a perfeição ou plenitude cristã que na doutrina cristã é conhecida como santidade.
De agora em diante iremos ver como usar as disciplinas espirituais de forma que agrade a Deus. Pois a doutrina bíblica para alguém ser aperfeiçoado é pela graça e pelo poder de Jesus mediante o Espírito Santo, requerer colaboração da parte daquele que está em processo de santificação.
Essa filosofia de vida foi uma das primeiras inimigas do evangelho logo no primeiro século, fortemente combatida nos dias de Paulo. Em sua carta aos Colossos uma das principais razões para a escrita dessa carta foi combater tal heresia no meio do povo de Deus (Cl 2:20-23).
Hoje no mundo moderno não temos tanta práticas do asceticismo de forma explícita. Porém, temos um um grande inimigo que deriva dessa filosofia, que é o legalismo.
Muitos pensamos que serão abençoados ou que serão cheios do Espírito por meio de leis e mandamentos rígidos, mas isso só traz glória e honra aos que assim praticam, contudo, vimos que Paulo combateu à isso, e veremos mais a frente o segredo para não se tornarmos legalistas.
Legalismo — O fermento dos fariseus
Então, o que consiste esse mal? Desejo por glória a si mesmo e orgulho de fazer o que é certo pensando que isso traz salvação. Enquanto o asceticismo visa a autonegação, o fermento dos fariseus consiste em ter reconhecimento diante dos homens à sua espiritualidade.
Embora Jesus condene esse mal, estamos mais envolvidos com isso do que imaginamos. Apesar do que os fariseus praticavam era bom e mandamentos de Deus, porém, sua motivação não, e isso constitui o fermento dos fariseus:
ARA, Mt 23:1-51 Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: 2 Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. 3 Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. 4 Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. 5 Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas.
Note que Jesus como homem, não foi quem começou as práticas espirituais, isso já vem dos primeiros humanos, dos primeiros povos com práticas que visam alcançar o Divino. Quando Deus se torna Homem e vem à Terra, não veio para iniciar algo novo, mas, redefinir o que ja estava sendo feito em meio a seu povo.
Isso é visto claramente em Mt 6:1-5 quando Jesus instrui os seus discípulos sobre as verdadeiras práticas espirituais, Ele as redefine e condena não todos os fariseus, mas os hipócritas, que amam ser vistos em momentos de devoção.
Gnosticismo
Também tem como uma de suas principais doutrinas que o espírito é bom, e as coisas materiais são má. Basicamente o ascetismo surge do gnosticismo. E também uma ênfase muito grande que através do conhecimento (gnosis) o ser humano poderia a chegar a salvação (que consiste em escapar do corpo) e elevados níveis de sabedoria.
O gnosticismo foi uma das primeiras heresias mais combatidas no primeiro século, e seu principal ataque ao cristianismo era negar as duas naturezas de Cristo. 1 epístola de João combate muito isso.
Em Cl 2:18 Paulo combate essa heresia que insistia em sincretizar o conhecimento e a devoção a Deus, até por meio de culto a anjos, e Paulo diz que isso roubaria a herança dos santos.
At 8:9-10 — O exemplo de Simão, o mágico, que praticava magia em nome Deus, e isso acarretou em que ele quis comprar o poder do Espírito Santo (v.18, 19).
Temos que ter muito cuidado com essas práticas, tendo em vista que, nos dias atuais a doença que mais predomina são as doenças da alma, e muita coisa que se encontra na psicologia vem de religiões orientais, da filosofia e gnosticismo, o propósito dessas práticas é fazer com que as pessoas através de alguns exercícios, e principalmente exercícios mentais, elas sejam libertas daquilo que as oprimem, e isso pode fazer com que a alma sirva de portais para que o engano entre e tenha contato com espíritos que não glorificam o Cristo.
Um exemplo disso é meditação oriental que consiste basicamente em esvaziar todo o interior para se chegar a um estado de neutralidade com tudo deste mundo. Pois bem, isso é totalmente o contrário do que é meditação bíblica (falaremos sobre meditação nas aulas sobre disciplinas espirituais).
Comparação
Apesar de não ser uma heresia ou um mal combatido durante a história da igreja, fazer comparação da sua vida espiritual com alguém mais experimentado e profundo na devoção é um caminho para o fracasso espiritual.
Então o que fazer? Imitação, é isso que Jesus fez — só faço o que ue vejo meu pai fazendo” e também Paulo — “sede meus imitadores como eu sou de Cristo”.
Está perto de homens e mulheres de Deus com uma profunda devoção ainda continua sendo o caminho a se prosseguir. Procure seu líder pergunte como é sua vida devocional e peça ajuda. Tenha também amigos que juntos buscarão crescer em devoção.
Por que não se comparar? A vida espiritual cristã é como um atleta de grandes maratonas, treinamento não é para corridas rápidas de alta velocidade, mas grandes percursos de velocidade lenta, então, não tenha pressa. Respeite os processos e a cada novo dia se exercite um pouco, esse foi o conselho de Paulo para Timóteo: “...Exercita-te, pessoalmente, na piedade...” (1 Timoteo 4:7; ARA).
Superficialidade
A busca por resultados rápidos é sempre um grande mal em toda a história da igreja, para cada geração teve o seu mal. Por exemplo, homens e mulheres que começaram a buscar o Senhor em troca de algum benefício próprio.
Quando estamos buscando resultados rápidos por até meios corretos que são as disciplinas espirituais, um destino certo que chegaremos é o tédio.
O tédio espiritual consiste em não termos as motivações corretas para buscar Jesus na vida devocional, e isso pode ocorrer não somente com uma busca superficial, mas por meio do legalismo e moralismo.
O tédio é quando Jesus e sua bondade, beleza, santidade e outros atributos já não são o que de fato buscamos, e a superficialidade entra em cena nos levando a um lugar de monotonia, e incredulidade ao que A Palavra de Deus sobre busca-Lo em secreto.
Graça barata
Aqui temos o extremo oposto do legalismo e asceticismo, onde você tem que fazer tudo para receber perfeição espiritual. Na graça barata você não precisa fazer nada pois Cristo já pagou preço por você.
Lindo demais, se não fosse limitar o que As Escrituras ensinam sobre santificação e aperfeiçoamento. O preço que Jesus pagou como já vimos antes foi pra nos resgatar de um império de trevas e nos devolver vida, e de fato nessa obra, não podemos fazer nada, é ação totalmente de Deus.
Porém, existe um convite de Deus para à comunhão e nela iremos desenvolver nossa salvação (Fp 2:12).

Relacionamento com Deus — O primeiro e grande mandamento

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