EBD #09 - O QUE DEVEMOS ENTENDER QUANDO DEUS NÃO ATENDE NOSSO PEDIDO?
Cristianismo Bem Explicado - Augustus Nicodemus • Sermon • Submitted • Presented
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1. Introdução
1. Introdução
Questão Inicial
Questão Inicial
Pergunte aos alunos: "Já ouviram falar de campanhas de oração com prazos como 21 dias ou 7 dias? O que vocês pensam sobre isso?"
Objetivo da Aula:
Objetivo da Aula:
Discernir a diferença entre a experiência específica de Daniel e a criação de campanhas de oração baseadas em prazos.
2. Dinâmicas Iniciais (Escolha uma ou mais)
2. Dinâmicas Iniciais (Escolha uma ou mais)
"O Cálice do Getsêmani"
"O Cálice do Getsêmani"
Como fazer:
Desenhe na lousa um cálice (símbolo do sofrimento de Jesus no Getsêmani).
Peça aos alunos que escrevam dentro do cálice um pedido que fizeram a Deus e não foi atendido (ex.: cura, emprego, relacionamento).
Ao lado do cálice, escreva: "Mas não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mt 26:39).
Discuta:
"O que esse pedido não atendido revelou sobre o caráter de Deus?"
"Como você reagiu ao ‘não’ divino?"
3. Tópicos da Aula
3. Tópicos da Aula
No Sermão do Monte, Jesus disse que, se pedíssemos algo ao Pai, receberíamos:
8 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, a porta será aberta.
Isso parece uma garantia de que qualquer pedido que fizermos será atendido, a despeito da soberania de Deus. Na prática, contudo, não é o que acontece. Não recebemos tudo o que pedimos. Tiago afirma:
3 pedem e não recebem, porque pedem mal, para esbanjarem em seus prazeres.
mas a verdade é que, às vezes, não somos atendidos até mesmo quando fazemos orações altruístas, como uma súplica pela cura de um ente querido. Se a soberania de Deus é decisiva na pessoa das orações, por que Jesus disse o que disse?
O que Jesus parece estar dizendo em seu sermão é que Deus ouvirá nossas orações, atenderá ao nosso clamor e concederá o que é pedido. No entanto, entendemos que o Filho não assegura que o Pai dará exatamente aquilo que pedimos, pois sabe que nem sempre pedimos a coisa certa.
Muitas vezes não sabemos orar como convém. Embora eu acredite que toda oração é ouvida por Deus, isso não significa que ele responderá exatamente como queremos.
A resposta divina pode ser não, espere um pouco ou sim, mas de maneira distinta da que imaginamos. Há vários exemplos na Bíblia dessa realidade. Hebreus diz que Jesus foi atendido por Deus em suas súplicas e orações:
7 Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, foi ouvido por causa da sua reverência.
mas, quando vemos o relato dos evangelhos, encontramos Cristo tendo seu pedido negado no Getsêmani, na noite em que foi preso:
39 E, adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: — Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice! Contudo, não seja como eu quero, e sim como tu queres.
36 E dizia: — Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice! Porém não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.
42 dizendo: — Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.
O que Jesus havia pedido, como homem, sob o peso do sofrimento da cruz, recebeu um não do Pai. Embora naquele momento ele tivesse suplicado que o cálice do sofrimento fosse passado dele, Jesus teria necessariamente de passar pela morte em prol daqueles que viriam a se beneficiar de seu sofrimento na cruz recebendo a redenção e o perdão de pecados.
Outro exemplo é o do apóstolo Paulo, que foi afligido por um espinho na carne a fim de não se deixar levar pela arrogância. A princípio, quando ele começou a sentir o sofrimento daquele espinho, pediu três vezes a Deus que o livrasse. O texto deixa claro que Deus ouviu a oração. Porém, a resposta foi um retumbante não: Deus não tiraria o espinho, mas concederia algo melhor, isto é, graça para suportar o tormento 2Co 12.7-10
7 E, para que eu não ficasse orgulhoso com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que eu não me exalte.
8 Três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
9 Então ele me disse: “A minha graça é o que basta para você, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
10 Por isso, sinto prazer nas fraquezas, nos insultos, nas privações, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então é que sou forte.
Portanto, as promessas de resposta de oração que encontramos na Bíblia precisam ser entendidas à luz do propósito maior de Deus para nós. O Senhor responde a todas as orações de seus filhos, e é isso que Jesus diz no Sermão do Monte: o que nós pedirmos, Deus haverá de atender. É um incentivo a perseverar e não desistir. Todavia, isso não significa que a resposta do Senhor será exatamente o que queremos. E graças a Deus por isso!
Quando olho para o passado, vejo que, se Deus tivesse atendido a alguns de meus pedidos exatamente como eu gostaria, hoje eu não estaria onde estou. É exatamente porque Deus me ama que ele não atendeu à minha oração como pedi. Muitas vezes, ele me deu um não quando eu queria um sim e, tempos depois, percebi que o meu jeito não teria sido tão bom. Outras vezes, eu não havia nem mesmo pedido determinada coisa e Deus me concedeu gratuitamente, por misericórdia.
O que Jesus quer dizer é que Deus sempre nos dá o que é melhor para nós, exatamente como um pai faz com seu filho. Porém, o filho nem sempre sabe o que pede nem sabe o que é melhor, algo que o pai conhece.
7 — Peçam e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta será aberta para vocês.
8 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, a porta será aberta.
9 Ou quem de vocês, se o filho pedir pão, lhe dará uma pedra?
10 Ou, se pedir um peixe, lhe dará uma cobra?
11 Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem?
9 — Por isso, digo a vocês: Peçam e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta será aberta para vocês.
10 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, a porta será aberta.
11 Quem de vocês, sendo pai, daria uma cobra ao filho que lhe pede um peixe?
12 Ou daria um escorpião ao filho que lhe pede um ovo?
13 Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai celeste dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!
A fim de construir um entendimento amplo de determinado tema bíblico, é importante sempre analisá-lo como um todo, e não pegar somente uma passagem isolada sobre certo assunto. Portanto, em vez de apenas olhar para o Sermão do Monte com o objetivo de entendermos como se dá o processo de resposta divina às orações dos santos, precisamos analisar sistematicamente toda a Bíblia e observar tudo o que ela nos ensina a respeito do assunto. O resultado desse ensino é muito claro: Deus nos encoraja a pedir e promete que atenderá às orações, mas essa promessa não significa que ele nos dará exatamente o que queremos, quando desejamos e como imaginamos. Deus nos responde por graça e misericórdia, mas ele quer que tenhamos fé e insistamos em nossos pedidos, sem nunca desanimar.
1 Jesus lhes contou uma parábola para mostrar que deviam orar sempre e nunca desanimar:
2 — Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus, nem respeitava ninguém.
3 Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que sempre o procurava, dizendo: “Julgue a minha causa contra o meu adversário.”
4 Por algum tempo, ele não a quis atender, mas depois pensou assim: “É bem verdade que eu não temo a Deus, nem respeito ninguém.
5 Porém, como esta viúva fica me incomodando, vou julgar a sua causa, para não acontecer que, por fim, venha a molestar-me.”
6 Então o Senhor disse: — Ouçam bem o que diz este juiz iníquo.
7 Será que Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?
8 Digo a vocês que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando o Filho do Homem vier, será que ainda encontrará fé sobre a terra?
É importante frisar que existem condicionantes para recebermos respostas de oração. João escreveu:
14 E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.
15 E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito.
Essas palavras deixam claro que devemos pedir de acordo com a vontade do Senhor. A oração não é um cheque em branco que Deus nos deu, no qual podemos escrever qualquer coisa que quisermos, com a garantia de que ele nos atenderá. Na equação sempre entram os propósitos de Deus, seus interesses e a visão que ele tem do todo.
1 Não se irrite por causa dos malfeitores, nem tenha inveja dos que praticam a iniquidade.
2 Pois em breve eles secarão como a relva e murcharão como a erva verde.
3 Confie no Senhor e faça o bem; habite na terra e alimente-se da verdade.
4 Agrade-se do Senhor, e ele satisfará os desejos do seu coração.
5 Entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele, e o mais ele fará.
6 Fará com que a sua justiça sobressaia como a luz e que o seu direito brilhe como o sol ao meio-dia.
7 Descanse no Senhor e espere nele; não se irrite por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do que realiza os seus maus desígnios.
Versículos para Leitura Pública:
Versículos para Leitura Pública:
26 Da mesma maneira, também o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza. Porque não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
Encerramento:
Encerramento:
Ore com a turma, pedindo a Deus sabedoria e discernimento para tomar decisões de acordo com Sua vontade.
