Carta aos Efésios 6: 10-16

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Ficando firmes na batalha

INTRODUÇÃO

Resumo sermões anteriores
Paulo está a terminar a sua carta. Recordamos que desde o capítulo 4 Paulo chama os crentes a viverem de acordo com a salvação de que foram alvos. Para isso ele usa o verbo “andar”. Primeiro somos exortados a andar em unidade porque Deus quebrou todas as barreiras que nos separavam, e fomos feitos um só corpo em Cristo. Judeus e Gentios fazem parte do povo de Deus e isso se aplica também a outras culturas, várias culturas juntas podem adorar a Deus porque em Cristo é alcançada a paz e quebradas as barreiras de separação. Depois fomos chamados a andar em santidade deixando para trás as obras pecaminosas, o que fazíamos não devemos fazer mais. Logo de seguida Paulo exorta a Igreja a andar em amor e andar em amor é viver na prática da Palavra de Deu, nesse seguimento somos chamados a anadar na luz e produzir frutos da luz pois antes éramos trevas, mas agora fomos tornados luz. Por últmio vimos que Paulo chamou a Igreja a andar em sabedoria e ser cheia do Espírito sendo que essa sabedoria será refletida na forma como gerimos a nossa vida e nos relacionamentos sociais que temos no nosso dia a dia.
Explicação Sermão
Chegamos agora perto das considerações finais. Paulo vai ainda dar algumas instruções muito importantes para a Igreja e para uma realidade que ela precisava de estar consciente. Ele começa o verso 10 a dizer “Finalmente” ou “Quanto ao mais...”. Paulo nestes versículos vai descrever a batalha real que existe das forças ímpias contra os crentes, eles não podem ser ignorantes acerca dela pois se assim o forem serão derrotados muito facilemente.
Quando não temos consciência de que estamos em guerra, não nos preparamos para ela. Hoje por causaa da instabilidade em que o mundo vive e dos rumores de guerras, alguns países estão a tomar consciência que não estão preparados para a guerra, não têm os instrumentos necessários para se defenderem em caso de uma invasão. Por isso muitos estão criando medidas e procurando soluções para não serem apanhados despreparados.
Como cristãos não podemos viver despreparados. O cristão deve ser alguém que está bem equipado antes de ser atacado, para que vindo o dia mau possamos permanecer firmes. A preparação para a batalha não pode ser feita no dia mau, mas antes do dia mau. E não podemos ser ignorantes, os dias maus vêm e na maior parte das vezes sem nos avisarem.
Quando aceitamos a Cristo declaramos guerra ao mundo espiritual das trevas. Passamos a ser um alvo que antes não erámos. Antes éramos escravos das trevas, mas Cristo nos tornou seus guerreiros que defendem o reino de Deus. Como estamos nós?

I- CAPACITADOS POR DEUS

Paulo vai nos apresentar a forma de ficarmos firmes na batalha. E os intrumentos que ele apresenta são instrumentos que vem de Deus. Nenhuma batalha espiritual é vencida pela força humana. Só em Deus há os recursos que precisamos para vencer.

Poder de Cristo

“ Sejam fortalecidos no Senhor” - É o poder de Deus que nos fortalece, é Deus quem pode nos fortelecer, apenas em Deus está a fonte do poder é a Ele que precisamos de nos dirigir. A força não está em nós mesmo, como a sociedade diz, a força está em Deus.
Quando Paulo diz Senhor, ele se refere a Cristo. A Cristo foi dada toda a autoridade no céu e na terra e tamém em Efésios vimos que Ele está assentado à destra do Pai. Só na nossa união com Cristo podemos encontrar o poder para vencer as batalhas espirituais.
“e na força do seu poder”- Quanto meditamos sobre os versículos 1:19, vimos que Paulo fez uma oração pelos crentes efésios para que eles conhecessem o poder de Cristo que foi manifesta na sua ressurreição e ascensão e que eles se pudessem apropriar dele. Paulo ora para que a Igreja conheça a “eficácia da força do seu poder”. O poder de Cristo não é um poder qualquer. Ele tem poder sobre a morte e sobre toda a autoridade e potestade e principado. Ele está exaltado acima de todas as coisas. Então quando Paulo diz aqui para nos fortalecermos no Senhor e na força do seu poder, o poder de Cristo não é um poder qualquer, só vivemos enfraquecidos porque queremos, porque Crsito tem todo o poder e nós temos acesso a esse poder.

A armadura de Deus

Como afinal podemos ser fortalecidos com esse poder? No verso 11 o apóstolo vai dizer a forma como podemos ser fortalecidos e que é vestindo a armadura de Deus.
Nos versos anteriores os crentes forama chamados a se revestirem do novo homem, deixando as roupas velhas do pecado. Mas além das roupas de santidade, o crente precisa de vestir as roupas de guerreiro. Essa ação de vestir é responsabilidade nossa. O poder não vem de nós, a armadura não vem de nós, mas ela nos foi dada, nós temos a responsabilidade de a vestir e de estar preparados.
Claro que Paulo nestes versículos está a usar uma linguagem metafórica, ele pega no exemplo da armadura dos soldados romanos e a aplica ao crente. Ao escrever esta carta Paulo estava em prisão domiciliar, guardado por soldados romanos e ao olhar para eles, Paulo decide usar uma ilustração da sua armadura para falar a Igreja de como ela devia estar preparada para a batalha.
A batalha que o crente enfrenta é uma batalha espiritual e por isso a armadura precisa de ser espiritual.

II- PORQUE A LUTA É REAL

Agora porque precisamos do poder de Cristo e da armadura de Deus? Porque a batalha é real.

Permanecer firme contra as ciladas

“para poderdes ficar firmes” - Qual é a estratégia que devemos usar? A estratégia é a defesa - ficar firme, resitir. Aquele que está firme não permite ser empurrado, mas mantém firme a sua posição. É interessante que este permanecer firme é uma postura de defesa e não uma postura de ataque. É a postura de alguém que está protegendo o terreno, não deixando o avanço do inimigo. Aqui o inimigo é o Diabo.
A firmeza é contra “as ciladas do diabo”. O diabo maquina contra a igreja, tem ciladas contra ela. O diabo é apresentado nas Escrituras como o enganador, o pai da mentira, por isso a sua forma de atuação é através de ciladas de engano. O engano pode passar despercebido, por isso a forma de combater é estar firme, sem firmeza o crente cai nas ciladas do inimigo. Não existe uma diretiva de atacar o diabo ou de avançar contra ele, mas a permanecer firmes. Em outra passagem diz : “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós”. A estratégia para vencer a batalha contra o inimigo não é atacando mas resistindo, permanecendo firmes.

Os inimigos são seres espirituais

“não é contra carne e sangue” - Se por um lado a Igreja precisa de saber que a batalha é real e não podem ser ignorantes a esse respeito, por outro lado, a Igreja precisa de ter consciência da natureza dessa batalha. A batalha que enfrentamos não é um batalha contra homens, mas é uma batalha contra seres espirituais. Se pensarmos em lutas ou batalhas de carne e sangue, é necessário a proximidade do inimigo. Embora hoje em dia já vivemos tempos em que os inimigos podem estar do outro lado do mundo e atacar. Da mesma forma podemos ser atacados de várias maneiras, a qualquer instante, de perto ou de longe. Paulo se coloca também incluído nesta batalha, porque ela não é apenas dos líderes nem dos membros, mas de toda a Igreja, ninguém está imune a ela.
No verso 12 Paulo descreve como são esses inimigos espirituais tentando alertar a Igreja para a gravidade do perigo e para não subestimar o inimigo. Quando subestimamos o inimigo, não nos preparamos de forma adequada. Existem poderes das trevas que estão em oposição direta a Cristo e à Igreja, eles estãos nas regiões celestiais. Quando fala de regiões celestiais é para identificar o lugar onde estão esses seres espirituais. A batalha que travamos é apartir daqui mas também nas regiões celestiais, ou seja, são batalhas espirituais que são travadas, invisíveis aos olhos terrenos, mas reais no mundo espiritual.
A Cristo foi dada toda a autoridade e Ele já venceu o poder das trevas, no entanto a vitória completa sobre as forças do mal só será consumada quando Cristo retornar. Por isso apesar de já sermos vencedores em Cristo, não podes ignorar que ainda travamos batalhas espirituais. Por vezes como cristãos tomamos esta postura de acomodação, só à espera que Cristo retorne, temos a garantia da salvação, queremos viver a nossa fé no nosso cantinho. Mas a Palavra de Deus quando fala do crente trasnformado, não apresenta um crente acomodado ou inerte, mas alguém ativo, esforçado que está em alerta, que se prepara, que é diligente que está desperto, porque no mundo continuam a haver lutas e aflições e precisamos estar preparados para elas.

III- VESTINDO A ARMADURA DE DEUS

Sabendo de tudo isto só nos resta vestir a armadura de Deus. Somos responsáveis por a vestir, cabe a nós essa atitude. Não fiquemos à espera de ser vestidos, nós é que vestimos a armadura. A armadura não é nossa, é de Deus, mas nós é que a vestimos.

Para resistir no dia mau

Os dias maus chegam e é necessário que quando eles chegarem nos possam encontrar preparados para resistir, para permanecer firmes, como já vimos. Termos uma postura de defesa, manter o terreno. O dia mau pode ser o dia da anústia, o dia crítico, o dia da aflição, o dia em que a nossa fé é colocada à prova, o dia da tentação. O dia não quer dizer especificamente um dia, mas um determinado tempo. O dia mau chegou à casa de Jó e ele precisou permanecer firme.
Quando Satanás tentou Jesus, mas não conseguiu que ele pecasse, em Lucas 4:13 , vai dizer que o diabo se ausentou dele, até momento opurtuno.
Lucas 4.13 ARA
Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno.
Em 1Pedro 5:8 , o apóstolo alerta sobre como o diabo está sempre buscando oportunidades para atacar.
1Pedro 5.8 ARA
Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;
O nosso inimigo está sempre nos observando e procurando ocasiões opurtunas para nos atacar, momento opurtunos, por isso precisamos de estar preparados, vestir a armadura.
Apesar desta batalha ser real, dos inimigos serem seres espirituais dotados com poder, a Palavra de Deus nos garante que é possível vencê-los, eles não são onipotentes. Se estivermos munidos com o poder de Cristo, vestindo a sua armadura, é garantido que temos o poder suficiente para derrotá-los.

A armadura

Paulo vai agora pegar na armadura dos romanos, e aplicar a armadura espiritual do cristão.
Cinturão da Verdade: Cingir os lombos é prender à volta da cintura. Na época de Paulo, o cinturão do soldado romano era uma éspecie de avental pendurado na parte inferior do corpo sob a armadura, feito de tiras de couro soltas ou costuradas e que servia para proteger as coxas.
Paulo aplica este elemento da armadura à verdade - o cinturão da Verdade. O cristão conhece a Verdade de Deus e vive em verdade. Como Paulo já antes menciou: “deixando a mentira”. O inimigo da Igreja é o enganador, a Igreja precisa de estar revestida com a Verdade de Deus e viver nessa verdade de forma a resitir aos ataques do inimigo.
Couraça da justiça: Uma peça da armadura colocada no peito e era feita de cota de malha ou de placas de escamas, podia ser um peitoral de bronze, assim como o cinturão, a couraça era também um equipamento de defesa. Paulo a aplica à justiça. Da mesma forma que a Verdade de Deus nos leva a viver em verdade, a justiça de Deus na qual fomos justificados nos conduz a viver em retidão. Viver em santificação, uma vida justa diante de Deus guarda o nosso coração dos ataques do diabo.
Sandálias da Paz: As sandálias antigas eram amarradas com tiras. Os legionários romanos usavam sandálias pesadas com solas feitas de várias camadas de couro com cerca de 2 centímetros de espessura, cravejadas com tachas ocas. Eram amarradas com tiras de couro até a metade da perna e, no clima frio, revestidas de lã ou pele de animal. Não eram sandálias para correr, mas que permitiam fincar os cravos ocos no chão e permanecer firme contra o inimigo. A aplicação feita é à preparação do evangelho da paz. Importante ressaltar que Paulo não usa a palavra proclamação, por isso aqui a ideia não será no sentido de pregar o evangelho, mas de viver esse evangelho de paz, o evangelho da paz nos dá essa preparação e firmeza contra o inimigo. Alcançamos paz uns com os outros e paz com Deus. O evangelho da paz nos prepara contra as investidas do mal.
Escudo da fé: Depois de falar as várias peças da armadura, Pualo diz: “acima de tudo”. Enquanto que os outros elementos da armadura estavam colocados no corpo, o escudo da fé deve ser embraçado, apanhado. O escudo romano era um escudo alongado com cerca de 1,25 cme uma espessura de 6 a 10 cm. Era feito de tábuas de madeira coladas uma à outra e com a superfície externa coberta com lona e com couro de bezerro. Nas bordas era revestida de metal para proteger a madeira e no meio tinha uma protuberancia de ferro para a defesa contra as flechas e pedras. O escudo cobria o corpo. Ele identifica o escudo como o escudo da fé é ele que protege o crente com os dardos inflamados ndo maligno.
Os dardos inflamados eram flechas em chamas que eram lançadas e Paulo usa esse elemento para exemplificar os ataques do inimigo. Os escudos eram normalmente encharcados com àgua pelos soldados de forma a que quando flechas em chamas fossem lançads pudessem ser apagadas.
O escudo da fé além de proteger o crente, ele torna inútil os ataques do inimigo que são lançados. A fé é a confiança em Deus.

CONCLUSÃO

Como estamos nós a viver a nossa fé? Será que temos cosnciência dos perigos que nos rodeiam, do nosso inimigo, que se travam batalhas espirituais reais? Como estamos a enfrentar o dia mau? Há poder suficiente em Cristo que garante a nossa vitória, a questão é se o estamos a usar adequadamente ou estamos a viver negligenciando a nossa dependência de Deus.
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