DEUS É VENCEDOR NAS BATALHAS! 1 Samuel 7

1 Samuel   •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 71 views

Deus quebranta o homem e, diante do seu arrependimento, ele garante vitória sobre os seus inimigos.

Notes
Transcript
Grande ideia: Deus quebranta o homem e, diante do seu arrependimento, ele garante vitória sobre os seus inimigos.
Estrutura: Ao homem, cabe o arrependimento (vv. 1-4) e a Deus, a garantia da vitória (vv. 5-15).
1Samuel 5.1 NAA
Os filisteus tomaram a arca de Deus e a levaram de Ebenézer a Asdode.
1Samuel 6.21 NAA
Então enviaram mensageiros aos moradores de Quiriate-Jearim, dizendo: — Os filisteus devolveram a arca do Senhor. Venham até aqui e levem a arca com vocês.
ARCA DA CONVENÇÃO Recipiente original para os Dez Mandamentos e símbolo central da presença de Deus com o povo de Israel. Antigo Testamento A arca do antigo Israel é misteriosa em suas origens, seus significados e seu destino final. Seus muitos nomes transmitem o sentido sagrado da presença de Deus. A palavra hebraica para arca (tebah) significa simplesmente "caixa, baú, caixão", conforme indicado por seu uso no caixão de José (Gênesis 50:26) e na caixa de coleta do templo do rei Joás (2 Reis 12:9-10).
Os nomes usados para a arca definem seu significado pelas palavras que a modificam. A palavra "aliança" no nome define a arca a partir de seu propósito original como um recipiente para as tábuas de pedra nas quais os Dez Mandamentos (às vezes chamados de "testemunho") foram inscritos. Às vezes, ela é identificada com o nome da divindade, "a arca de Deus", ou "a arca do Senhor" (Yahweh), ou mais ornamentadamente "a arca da aliança do Senhor dos Exércitos (Yahweh Sabaoth) que está entronizada sobre os querubins" (1 Sam. 4:4).
A origem da arca remonta a Moisés no Sinai. A origem misteriosa da arca é vista ao contrastar os dois relatos de como ela foi feita no Pentateuco. O relato mais elaborado sobre a fabricação e a ornamentação da arca pelo artesão Bezalel aparece em Êxodo 25:10-22; 31:2, 7; 35:30-35; 37:1-9. Ela foi planejada durante a primeira estada de Moisés no Sinai e construída depois que todas as especificações do tabernáculo foram comunicadas e concluídas. O outro relato é encontrado em Deuteronômio 10:1-5. Após o pecado do bezerro de ouro e a quebra das tábuas originais do Decálogo, Moisés fez uma caixa simples de madeira de acácia como recipiente para receber as novas tábuas da lei.
A arca foi projetada para ser móvel. Seu tamanho (cerca de um metro e oitenta de comprimento, dois metros e meio de largura e dois metros e meio de profundidade) e seu formato retangular eram apropriados para essa característica. Foram usadas varas permanentes para transportar a arca, pois ninguém podia tocá-la e somente os sacerdotes (levitas) podiam carregá-la. A arca era o objeto mais importante dentro do tabernáculo do período do deserto, embora sua relação com o tabernáculo tenha sido interrompida em algum momento após a conquista de Canaã.
A arca desempenhou um papel importante nas narrativas da "guerra santa" da travessia do Jordão e da conquista de Jericó (Josué 3-6). Após a conquista, ela foi localizada em Gilgal, Siquém (Josué 8:30-35; Deuteronômio 11:26-32; 27:1-26) ou Betel (Juízes 20:26), onde quer que o povo de Israel estivesse reunido para adoração. Por fim, foi localizado permanentemente em Siló, onde um templo foi construído para abrigá-lo (1Sm 1:9; 3:3).
Siló, cerca de 48 quilômetros ao norte de Jerusalém, foi o centro religioso de Israel por mais de um século após a conquista de Canaã e o local onde a arca da aliança foi guardada.
Devido à superstição infiel dos filhos iníquos de Eli, as tribos hebréias foram derrotadas na batalha de Ebenézer, e a arca foi capturada pelos filisteus (1 Sam. 4). As aventuras da arca nas cidades de Asdode, Gate e Ecrom são contadas para magnificar a força e a glória do Senhor da arca. O Senhor derrotou Dagom e espalhou pragas bubônicas entre os inimigos até que eles propiciaram ao Deus de Israel por meio de ofertas simbólicas de culpa e um envio ritualmente correto do objeto temido (1 Sam. 5:1-6:12). Os homens de Bete-Semes receberam bem o retorno da arca, até que, imprudentemente, violaram sua santidade ao olhar para dentro dela (1Sm 6:13-15, 19-20). Em seguida, a arca foi levada para Quiriate-Jearim, onde permaneceu em relativa negligência, até que Davi a transferiu para sua nova capital e santuário em Jerusalém (1Sm 6:21-7:2; 2Sm 6). Abinadabe e seus filhos (2Sm 6:3) pareciam ter servido fielmente ao Senhor da arca, até que um dos filhos, Uzá, foi ferido por ter tocado o objeto sagrado de forma imprudente durante a primeira tentativa de Davi de transportar a arca de seu "monte" em Quiriate-Jearim para sua própria cidade. Com medo, Davi deixou a arca com Obede-Edom, o giteu, cuja casa foi abençoada pela presença da arca. Mais cauteloso e com grande fervor religioso, Davi conseguiu, pela segunda vez, levar a arca para sua capital (2 Sam. 6:12-19).
Êxodo 25.10 NAA
— Também farão uma arca de madeira de acácia, de um metro e dez de comprimento, sessenta e seis centímetros de largura, e sessenta e seis centímetros de altura.
Êxodo 25.17 NAA
— Faça também um propiciatório de ouro puro, de um metro e dez de comprimento e sessenta e seis centímetros de largura.
Êxodo 25.22 NAA
Ali eu me encontrarei com você e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei com você a respeito de tudo o que eu lhe ordenar para os filhos de Israel.
Hebreus 9.3–4 NAA
Por trás do segundo véu se encontrava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos, ao qual pertencia um altar de ouro para o incenso e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, o bordão de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança.
Apelo ao arrependimento. (vv. 1-4)
Depois do ocorrido em Bete Semes, os homens de Quiriate- Jearim, observam algumas condições para se ter a “arca do Senhor” entre eles.

QUIRIATE-JEARIM

Cidade dos cananeus, centro do culto a BAAL (

20 anos, alcançou o tempo em que Davi já era rei em Israel.

Por 20 anos, os filisteus mantiveram domínio sobre o povo de Deus. Israel foi reduzido a uma virtual escravidão, proibido pelos filisteus de ter ferreiros, para que seus arados não fossem transformados em espadas, enquanto seus inimigos mantinham quartéis dentro do território de Israel (cf.

2Samuel 6.1–11 NAA
Mais uma vez Davi reuniu todos os escolhidos de Israel, em número de trinta mil. Davi se levantou e, com todo o povo que tinha consigo, partiu para Baalá de Judá, para de lá trazer a arca de Deus, diante da qual se invoca o Nome, o nome do Senhor dos Exércitos, que se assenta acima dos querubins. Puseram a arca de Deus numa carroça de bois novo e a levaram da casa de Abinadabe, que ficava numa colina. Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, conduziam aquela carroça. Levaram a carroça de bois com a arca de Deus da casa de Abinadabe, que ficava na colina; e Aiô ia adiante da arca. Davi e toda a casa de Israel se alegravam diante do Senhor, com todo tipo de instrumentos de madeira de faia, com harpas, liras, tamborins, pandeiros e címbalos. Quando chegaram à eira de Nacom, Uzá estendeu a mão para segurar a arca de Deus, porque os bois tropeçaram. Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência. E Uzá morreu ali, ao lado da arca de Deus. Davi ficou irado, porque o Senhor havia irrompido contra Uzá, e chamou aquele lugar de Perez-Uzá, até o dia de hoje. Naquele dia, Davi teve medo do Senhor e disse: — Como poderei levar comigo a arca do Senhor? Davi não quis levar a arca do Senhor para junto de si, na Cidade de Davi, mas fez com que fosse levada para a casa de Obede-Edom, o geteu. Assim, a arca do Senhor ficou na casa de Obede-Edom, o geteu, durante três meses, e o Senhor o abençoou e a toda a sua casa.
Samuel começa formalmente seu ministério de liderança espiritual em Israel com um apelo por arrependimento.
1Samuel 7.3 NAA
Samuel falou a toda a casa de Israel, dizendo: — Se é de todo o coração que vocês estão voltando ao Senhor, então tirem do meio de vocês os deuses estranhos e os astarotes, preparem o coração ao Senhor e sirvam somente a ele. Ele livrará vocês das mãos dos filisteus.
Zacarias 1.3 NAA
Portanto, diga-lhes: Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Voltem para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu voltarei para vocês, diz o Senhor dos Exércitos.
Vez por outra, Israel precisa ser relembrado de que ele era um povo exclusivo do Senhor. A idolatria é estabelecer concorrência no coração aos deuses rivais.
Josué 24.14–17 NAA
— Agora, pois, temam o Senhor e o sirvam com integridade e com fidelidade. Joguem fora os deuses que os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates e no Egito e sirvam o Senhor. Mas, se vocês não quiserem servir o Senhor, escolham hoje a quem vão servir: se os deuses a quem os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates ou os deuses dos amorreus em cuja terra vocês estão morando. Eu e a minha casa serviremos o Senhor. Então o povo respondeu: — Longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses! Porque o Senhor é o nosso Deus. Ele é quem nos tirou, a nós e aos nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão. Ele é quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos e nos guardou por todo o caminho em que andamos e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos.

A maioria das pessoas só se sente pesarosa quando é flagrada pecando ou pelas más consequências que sofrem por causa do pecado. Mas o verdadeiro arrependimento começa com o pesar pelo pecado e segue em frente até o abandono total do pecado e um retorno a Deus com obediência renovada.

Arrependimento não é sentir peso pelo pecado apenas, mas é entregar-se de coração a Deus.
Mateus 6.24 NAA
— Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou irá odiar um e amar o outro, ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas.

O estilo de vida da idolatria é de tomar, enquanto Deus chama seu povo para dar; os deuses deste mundo nos ensinam a dominar os outros, enquanto o verdadeiro Deus nos chama a um estilo de vida de sacrifício e serviço. Nessas coisas é que nossa religião é vista. Quando Israel voltou para o Senhor, uma longa era da idolatria pecaminosa chegou ao fim e um novo dia de bênção estava nascendo.

Deus assume a maldição do seu povo, por conta dos erros de Eli e seus filhos.
Deuteronômio 28.64–68 NAA
— O Senhor os espalhará entre todos os povos, de uma até a outra extremidade da terra. Ali vocês servirão outros deuses, deuses de madeira e de pedra, que nem vocês nem os seus pais conheceram. Nem ainda entre estas nações vocês terão descanso, nem a planta de seus pés terá repouso, porque ali o Senhor dará a vocês um coração que treme, olhos cansados e uma alma que desfalece. A vida de vocês estará suspensa como por um fio diante de vocês; terão pavor de noite e de dia e não terão certeza de que irão sobreviver. Pela manhã vocês dirão: “Ah! Quem dera já fosse noite!” E, à noitinha, vocês dirão: “Ah! Quem dera já fosse dia!” Isso pelo pavor que sentirão no coração e pelo espetáculo que terão diante dos olhos. O Senhor fará com que vocês voltem ao Egito em navios, pelo caminho de que eu lhes disse: “Nunca mais vocês o verão.” Ali vocês serão oferecidos para venda como escravos e escravas aos seus inimigos, mas não haverá quem queira comprá-los.
Salmo 78.61 NAA
e passou a arca da aliança ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário.
Tim Chester:
O povo merece o juízo do exílio. Mas, em vez disso, é o próprio Deus que é exilado. Ele toma sobre si o juízo do povo. (...) Deus tomou o juízo do exílio sobre si mesmo para que pudéssemos ser recebidos em casa.
Gálatas 3.13–14 NAA
Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar — porque está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro” —, para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Cristo Jesus, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.
Samuel intercedendo pelo seu povo, aponta para Jesus, nosso Perfeito Intercessor.

O escritor da Epístola aos Hebreus nos lembra que, porque o Senhor ressurreto vive e reina para sempre, “pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (

2. Deus garante a vitória. (vv. 5-15)
E Mispa, o lugar da reunião do povo de Deus (7 vezes).

7.12 Naquele dia, também, Mispa foi o lugar da renovação da aliança, e seu nome significa a torre de vigia. Estas pessoas reuniram-se para renovar sua aliança com Deus, e esperar por Ele como por uma torre de vigia. Sempre que o povo de Deus olha para o passado, eles devem renovar sua aliança com Deus. Coloquem suas mãos nas mãos de Cristo novamente, vocês santos do Altíssimo, e entreguem-se a Ele de novo! Subam à sua torre de vigia e esperem a vinda de seu Senhor. Vejam se há ou não pecado dentro de vocês e tentação em seu exterior: dever negligenciado ou letargia rastejando sobre vocês. Venham a Mispa, à torre de vigia! Venham a Mispa, o lugar da renovação da aliança, e depois ponham sua pedra e digam: “Até aqui o SENHOR nos ajudou”.

Houve oração, oferta de libação (água derramada), jejum e confissão.

Assim, os israelitas compareceram perante o Senhor declarando sua disposição de receber sua graça renovadora. Pode haver pouca dúvida sobre a sinceridade, o fervor e a dor derramados em suas palavras de confissão, ditas em conjunto, como povo penitente: “Pecamos contra o SENHOR” (

Nisso, os filisteus tentam uma retomada.
Quando mantemos o foco na oração, Deus intervém em nosso favor.
1Samuel 7.10 NAA
Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegaram para lutar contra Israel. Mas naquele dia o Senhor trovejou com grande estrondo sobre os filisteus. Eles entraram em pânico e foram derrotados pelos filhos de Israel.
E para servir de testemunho dessa vitória, que só foi possível por conta do Senhor: uma “pedra de ajuda”.
1Samuel 7.12 NAA
Então Samuel pegou uma pedra e a pôs entre Mispa e Sem. E lhe deu o nome de Ebenézer, dizendo: — Até aqui nos ajudou o Senhor.

EBENÉZER (= rocha de auxílio) (1) Lugar onde os filisteus atacaram Israel e capturaram a arca da Aliança (1 Sm 4:1; 5:1). (2) Nome dado por Samuel a uma rocha como sinal da vitória obtida sobre os filisteus depois da anterior derrota de Israel (1 Sm 7:12).

“A ideia desses memoriais”, escreve Gordon Keddie, “era que fossem um testemunho permanente do que Deus havia feito no passado pelo seu povo e do que ele ainda faria no tempo por vir.”

A característica curiosa dessa ocasião foi o nome que Samuel deu à pedra memorial: Ebenézer. Ebenézer era o lugar da derrota de Israel 20 anos antes, muitos quilômetros a noroeste. Naquela ocasião, o nome do lugar zombava do fracasso de Israel. Ebenézer significa “pedra de auxílio”, mas Deus recusou-se a ajudar Israel por causa da incredulidade. Agora, agindo em fé, Israel havia vivenciado o auxílio de Deus, e Samuel parece querer deixar isso bem claro. Robert Bergen escreve: “Tudo o que foi perdido pelo pecado no primeiro acontecimento Ebenézer foi restaurado pelo arrependimento no segundo”.

A vitória foi integral: inimigo afastado, destituído e a paz retornando a Israel.
1Samuel 7.13–14 NAA
Assim os filisteus foram abatidos e nunca mais vieram ao território de Israel, porque a mão do Senhor esteve contra eles todos os dias de Samuel. As cidades que os filisteus haviam tomado de Israel foram devolvidas, desde Ecrom até Gate. E até os territórios ao redor delas Israel tirou das mãos dos filisteus. E houve paz entre Israel e os amorreus.
Tim Chester:
O exílio de Deus foi perpetuado no nome “Icabode” (4.21). Agora a vitória de Deus é perpetuada em outro nome, “Ebenézer” (7.12).
Samuel e os lugares sagrados: Betel, Gilgal e Mispa. E sua casa em Ramá.

BETEL (= casa de Deus) Originalmente chamada de Luz (

GILGAL (= círculo de pedras) O primeiro lugar da Palestina onde Israel acampou depois de cruzar o Jordão (

MISPA (= atalaia) Nome de vários lugares. Destes, o mais importante é um povoado de Benjamim (

RAMÁ (= altura) Nome de cinco lugares mencionados no AT. O que se relaciona com a infância de Jesus (

3. Outras aplicações:
(a) “A nossa religião deve custar para nós as lágrimas do arrependimento e o sangue da perseguição”, diz Thomas Watson.

o ensino de Samuel lembra-nos que a verdadeira renovação espiritual é sempre acompanhada por arrependimento pelo mundanismo e pelo pecado, assim como o verdadeiro reavivamento também produz fruto na reforma da igreja de Cristo segundo a palavra de Deus.

Joel 2.1–17 NAA
Toquem a trombeta em Sião e deem o alarme no meu santo monte. Que todos os moradores da terra tremam, porque o Dia do Senhor está chegando; já está próximo. É dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e densas trevas! Como a luz do amanhecer sobre os montes, assim se difunde um povo grande e poderoso, como nunca houve igual desde os tempos antigos, nem haverá outro depois dele pelos anos seguintes, de geração em geração. À frente dele vai fogo devorador, atrás dele vêm chamas destruidoras. Diante desse povo, a terra é como o jardim do Éden; mas, atrás dele, fica devastada como um deserto. Nada lhe escapa. A sua aparência é como a de cavalos; e, como cavaleiros, assim correm. Com um estrondo semelhante ao de carros de guerra, eles vêm saltando no alto dos montes, crepitando como chamas de fogo que devoram a palha, como um povo poderoso posto em ordem de combate. Diante deles, os povos tremem; todos os rostos empalidecem. Correm como valentes; como homens de guerra, sobem muros. Cada um vai no seu caminho e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos outros; cada um segue o seu rumo. Avançam entre as lanças e não se detêm no seu caminho. Invadem a cidade, correm pelas muralhas, sobem pelas paredes das casas, entram pelas janelas como ladrões. Diante deles, a terra treme e os céus se abalam; o sol e a lua se escurecem, e as estrelas deixam de brilhar. O Senhor levanta a voz diante do seu exército. Porque o seu arraial é enorme, e quem executa as suas ordens é poderoso. Sim, grande e mui terrível é o Dia do Senhor! Quem o poderá suportar? Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: “Convertam-se a mim de todo o coração; com jejuns, com choro e com pranto. Rasguem o coração, e não as suas roupas.” Convertam-se ao Senhor, seu Deus, porque ele é bondoso e compassivo, tardio em irar-se e grande em misericórdia, e muda de ideia quanto ao mal que havia anunciado. Quem sabe se ele não se voltará e mudará de ideia, e, ao passar, deixe uma bênção, para que vocês possam trazer ofertas de cereais e libações ao Senhor, seu Deus? Toquem a trombeta em Sião, proclamem um santo jejum, convoquem uma reunião solene. Reúnam o povo, santifiquem a congregação, congreguem os anciãos, reúnam as crianças e os que mamam no peito. Que o noivo saia do seu quarto, e a noiva, dos seus aposentos. Que os sacerdotes, ministros do Senhor, chorem entre o pórtico e o altar, e orem: “Poupa o teu povo, ó Senhor, e não faças da tua herança um objeto de deboche e de zombaria entre as nações. Por que hão de dizer entre os povos: ‘Onde está o Deus deles?’ ”
(b) Não podemos nos esquecer que em Jesus, temos a vitória plena sobre os nossos maiores inimigos: o mundo, a carne e o diabo.
A Arca da Aliança no Antigo Testamento era o símbolo máximo da presença de Deus e da propiciação. Mas agora, em Cristo temos a revelação real de Deus (Colossenses 1:15). Na Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo nos ensina que Deus ofereceu Jesus como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça (Romanos 3:25). Não necessitamos mais do propiciatório da Arca, pois Cristo é a propiciação perfeita pelos nossos pecado. Agora que Cristo veio, a função de tutor da Lei Cerimonial, juntamente com seus símbolos e rituais, foi encerrada (Gálatas 3:23-27).
Colossenses 1.15 NAA
Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.
Romanos 3.25 NAA
a quem Deus apresentou como propiciação, no seu sangue, mediante a fé. Deus fez isso para manifestar a sua justiça, por ter ele, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos,
Gálatas 3.23–27 NAA
Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, no futuro, haveria de ser revelada. De maneira que a lei se tornou nosso guardião para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé. Mas, agora que veio a fé, já não permanecemos subordinados ao guardião. Pois todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos vocês que foram batizados em Cristo de Cristo se revestiram.

Esse relato sugere que os cristãos devem fazer memoriais da graça de Deus em sua própria vida. Há momentos em que nos voltamos ao Senhor sinceramente e ele nos dá sua paz, supre nossas necessidades e fortalece nossa fé para suportarmos uma provação. Kenneth Chafin nos diz como responder: “Geralmente uma pessoa pode atravessar um momento de desânimo simplesmente por deixar de se lembrar de todas as bênçãos que Deus derramou na sua vida”. No futuro, podemos nos encontrar em caminhos sombrios e podemos pensar que fomos levados ao limite da nossa resistência e tentados ao desespero. O que precisamos, então, é de nos lembrar que “até aqui nos ajudou o SENHOR”. Deus estava ali para nos ajudar no passado, por isso somos encorajados a confiar nele hoje e amanhã. O famoso hino extraído dessa passagem diz: “Aqui edifico meu Ebenézer; mais perto eu chego por teu auxílio / E por teu beneplácito, espero chegar em casa em segurança”. Os cristãos não vivem no passado, mas vivemos do passado: nós nos lembramos de como Deus provou sua fidelidade e amor e, assim, esperamos mais uma vez chegar em casa em segurança.

Ilustr.:
Hino 132 do Cantor Cristão
SUA SORTE ERA OUTRA
A história conta que uns jovens obrigaram uma cigana a ler a sorte deles. O jovem Robert Robinson ouviu as seguintes palavras: “você rapaz, viverá para conhecer os seus netos e bisnetos?. Ele então refletiu sobre como tornar sua vida mais útil. Foi durante uma conferência ministrada por George Whitfield que as coisas começaram a mudar. Robert foi até o local da conferência para envergonhar os crentes, porém ouviu a mensagem e se converteu, tornando-se também um pregador. Ele escreveu o hino “Fonte, Tu, de Toda Benção?. É uma espécie de autobiografia. A música é de John Wyatt, norte-americano.
Robert Robinson (27 de setembro de 1735 - 09 de junho de 1790) foi um determinado Inglês dissidente, um influente Batista e estudioso que fez um estudo ao longo da vida da antiguidade e da história do baptismo cristão. Ele também foi autor de hinos “ Venha fonte de mil de cada bênção “e” Poderoso Deus, enquanto os anjos te abençoe, “o primeiro dos quais ele escreveu aos 22 anos após se converter aoMetodismo . O último foi mais tarde com música de Dr John Randall, Professor de Música na Universidade de Cambridge.
132 Cantor Cristão – Ebenézer (John Wyeth / Robert Robinson)
Fonte Tu de toda bênção, Vem o canto me inspirar; Dons de Deus, que nunca cessam, Quero em alto som louvar. Oh, ensina o novo canto Dos remidos lá dos céus Ao teu servo e ao povo santo, Pra louvarmos-Te, bom Deus!
Cá meu “Ebenézer” ergo, Pois Jesus me socorreu; E, por sua graça, espero Transportar-me para o céu. Eu, perdido, procurou-me, Longe do meu Deus, sem luz; Maculado e vil, lavou-me Com seu sangue o bom Jesus.
Devedor à tua graça Cada dia e hora sou; Teu desvelo sempre faça Com que eu ame a Ti, Senhor. Eis minha alma vacilante: Toma-a, prende-a com amor, Para que ela, a todo instante, Glorifique a ti, Senhor.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.