DEUS É VENCEDOR NAS BATALHAS! 1 Samuel 7
Deus quebranta o homem e, diante do seu arrependimento, ele garante vitória sobre os seus inimigos.
QUIRIATE-JEARIM
Cidade dos cananeus, centro do culto a BAAL (
Por 20 anos, os filisteus mantiveram domínio sobre o povo de Deus. Israel foi reduzido a uma virtual escravidão, proibido pelos filisteus de ter ferreiros, para que seus arados não fossem transformados em espadas, enquanto seus inimigos mantinham quartéis dentro do território de Israel (cf.
A maioria das pessoas só se sente pesarosa quando é flagrada pecando ou pelas más consequências que sofrem por causa do pecado. Mas o verdadeiro arrependimento começa com o pesar pelo pecado e segue em frente até o abandono total do pecado e um retorno a Deus com obediência renovada.
O estilo de vida da idolatria é de tomar, enquanto Deus chama seu povo para dar; os deuses deste mundo nos ensinam a dominar os outros, enquanto o verdadeiro Deus nos chama a um estilo de vida de sacrifício e serviço. Nessas coisas é que nossa religião é vista. Quando Israel voltou para o Senhor, uma longa era da idolatria pecaminosa chegou ao fim e um novo dia de bênção estava nascendo.
O escritor da Epístola aos Hebreus nos lembra que, porque o Senhor ressurreto vive e reina para sempre, “pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (
7.12 Naquele dia, também, Mispa foi o lugar da renovação da aliança, e seu nome significa a torre de vigia. Estas pessoas reuniram-se para renovar sua aliança com Deus, e esperar por Ele como por uma torre de vigia. Sempre que o povo de Deus olha para o passado, eles devem renovar sua aliança com Deus. Coloquem suas mãos nas mãos de Cristo novamente, vocês santos do Altíssimo, e entreguem-se a Ele de novo! Subam à sua torre de vigia e esperem a vinda de seu Senhor. Vejam se há ou não pecado dentro de vocês e tentação em seu exterior: dever negligenciado ou letargia rastejando sobre vocês. Venham a Mispa, à torre de vigia! Venham a Mispa, o lugar da renovação da aliança, e depois ponham sua pedra e digam: “Até aqui o SENHOR nos ajudou”.
Assim, os israelitas compareceram perante o Senhor declarando sua disposição de receber sua graça renovadora. Pode haver pouca dúvida sobre a sinceridade, o fervor e a dor derramados em suas palavras de confissão, ditas em conjunto, como povo penitente: “Pecamos contra o SENHOR” (
EBENÉZER (= rocha de auxílio) (1) Lugar onde os filisteus atacaram Israel e capturaram a arca da Aliança (1 Sm 4:1; 5:1). (2) Nome dado por Samuel a uma rocha como sinal da vitória obtida sobre os filisteus depois da anterior derrota de Israel (1 Sm 7:12).
“A ideia desses memoriais”, escreve Gordon Keddie, “era que fossem um testemunho permanente do que Deus havia feito no passado pelo seu povo e do que ele ainda faria no tempo por vir.”
A característica curiosa dessa ocasião foi o nome que Samuel deu à pedra memorial: Ebenézer. Ebenézer era o lugar da derrota de Israel 20 anos antes, muitos quilômetros a noroeste. Naquela ocasião, o nome do lugar zombava do fracasso de Israel. Ebenézer significa “pedra de auxílio”, mas Deus recusou-se a ajudar Israel por causa da incredulidade. Agora, agindo em fé, Israel havia vivenciado o auxílio de Deus, e Samuel parece querer deixar isso bem claro. Robert Bergen escreve: “Tudo o que foi perdido pelo pecado no primeiro acontecimento Ebenézer foi restaurado pelo arrependimento no segundo”.
BETEL (= casa de Deus) Originalmente chamada de Luz (
GILGAL (= círculo de pedras) O primeiro lugar da Palestina onde Israel acampou depois de cruzar o Jordão (
MISPA (= atalaia) Nome de vários lugares. Destes, o mais importante é um povoado de Benjamim (
RAMÁ (= altura) Nome de cinco lugares mencionados no AT. O que se relaciona com a infância de Jesus (
o ensino de Samuel lembra-nos que a verdadeira renovação espiritual é sempre acompanhada por arrependimento pelo mundanismo e pelo pecado, assim como o verdadeiro reavivamento também produz fruto na reforma da igreja de Cristo segundo a palavra de Deus.
Esse relato sugere que os cristãos devem fazer memoriais da graça de Deus em sua própria vida. Há momentos em que nos voltamos ao Senhor sinceramente e ele nos dá sua paz, supre nossas necessidades e fortalece nossa fé para suportarmos uma provação. Kenneth Chafin nos diz como responder: “Geralmente uma pessoa pode atravessar um momento de desânimo simplesmente por deixar de se lembrar de todas as bênçãos que Deus derramou na sua vida”. No futuro, podemos nos encontrar em caminhos sombrios e podemos pensar que fomos levados ao limite da nossa resistência e tentados ao desespero. O que precisamos, então, é de nos lembrar que “até aqui nos ajudou o SENHOR”. Deus estava ali para nos ajudar no passado, por isso somos encorajados a confiar nele hoje e amanhã. O famoso hino extraído dessa passagem diz: “Aqui edifico meu Ebenézer; mais perto eu chego por teu auxílio / E por teu beneplácito, espero chegar em casa em segurança”. Os cristãos não vivem no passado, mas vivemos do passado: nós nos lembramos de como Deus provou sua fidelidade e amor e, assim, esperamos mais uma vez chegar em casa em segurança.
