Amizade conjugal

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Amizade conjugal:
Amigos para sempre
O ideal bíblico é que os cônjuges sejam os melhores amigos e desenvolvam sua intimidade num jugo igual.
Já descobrimos que Deus define o casamento em termos da aliança assumida pelo casal diante dEle e das testemunhas. Se “aliança” define o casamento, “amizade” descreve o ideal divino para a vida a dois. Para entendermos a beleza e a seriedade dessa amizade, precisamos compreender o ensino bíblico sobre a amizade e a intimidade. Devemos ser “amigos para sempre”.
Leia Provérbios 2.17 e Malaquias 2.14. O que os dois textos revelam sobre amizade no casamento? Quais os termos usados para descrever essa amizade?
Em Provérbios, o contexto fala de traição, um casamento aparentemente precoce em que o jovem não conhecia de fato a moça. Em Malaquias, Deus levanta uma queixa contra o povo por causa dos divórcios. O termo “amigo” usado em Provérbios 2.17 — a qual deixa O AMIGO da sua mocidade (ARA) — é muito forte e foi traduzido por “melhores” ou “maiores amigos” em outros textos (cf. Pv 16.28; 17.9). A ideia é de confiança e de intimidade total; duas pessoas completamente “à vontade” uma com a outra, que compartilham tudo o que têm e tudo o que são.
O termo “companheira” em Malaquias 2.14 — embora ela fosse tua COMPANHEIRA e a mulher da tua aliança matrimonial — retrata a amizade conjugal em termos de unidade, companheirismo e parceria entre pessoas iguais que contribuem mutuamente para o relacionamento. Os cônjuges são companheiros, passando lado a lado pela jornada matrimonial como coerdeiros da graça da vida (1Pe 3.7) e prestando serviço mútuo ao reino de Deus. Como se afia o ferro com outro ferro (Pv 27.17), um cônjuge aperfeiçoa o caráter do outro.
Por que esse nível de intimidade, transparência e vulnerabilidade é tão raro no relacionamento a dois em nossos dias?
Leia 2Coríntios 6.14-16. Embora o texto trate do lado negativo (do jugo desigual entre crentes e descrentes), Uma união de pares, ou seja, um jugo igual, é descrita no texto como uma “sociedade”, comunhão (intimidade), harmonia, parceria e acordo. Em outras palavras, uma associação de benefício mútuo que leva a muitas alegrias. 6. Qual a figura por trás da ideia de um “jugo”? (Em termos agrícolas, qual o propósito de um jugo ou “canga”?) Como essa ilustração nos ajuda a compreender o propósito de Deus para a união conjugal? O que seria um “jugo desigual”?
Na Antiguidade, um campo era cultivado por dois bois ligados por uma canga, que os mantinha trabalhando juntos, guiados pelo fazendeiro. Dois animais diferentes, que não puxavam o arado com a mesma força, ou que tinham tamanhos ou disposições diferentes, levariam à confusão. No fim, um animal ou ambos ficariam debilitados. No entanto, o trabalho de arar a terra era realizado, ainda que debaixo daquele jugo ou canga. Pelo fato de o casamento ter sido feito para glorificar a Deus, espelhando e espalhando Sua imagem e Seu reino na terra, o “jugo desigual” dentro do casamento é uma contradição de termos. Mas o “jugo igual”, em que cada um reforça o outro, leva à cooperação mútua, aliviando a carga de cada cônjuge e multiplicando seu esforço. O profeta Amós acusou o povo de Israel de ter ferido os termos da sua aliança com Deus, com efeito, andando num jugo desigual com Ele: Por acaso andarão duas pessoas juntas, se não estiverem de acordo? (Am 3.3). Esse princípio também se aplica ao casamento. Quando não houver um propósito comum; quando não existir um objetivo maior que dê sentido à vida; quando cada cônjuge puxar o arado numa direção, haverá confusão, atrito e derrota. Podemos dizer que a fórmula matemática que mais bem descreve o casamento aos olhos de Deus é: 1 + 1 > 2. Ou seja, a soma de duas vidas que servem ao mesmo Mestre com a mesma missão deve produzir mais para o reino de Deus do que cada uma produziria separadamente.
Sugestões para fortalecer a amizade conjugal
· Relembrar os “bons e velhos tempos” do seu namoro, noivado e casamento com os álbuns de fotos, vídeo, DVD e outras lembranças.
· Desenvolver um hobby e/ ou ministério em conjunto.
· Voltar a praticar (ou começar!) as pequenas “cortesias” e expressões de carinho: • Andar de mãos dadas; • dar um abraço espontâneo; • abrir a porta para ela; • escrever um bilhete amoroso.
· Aprender a se comunicar de maneira mais profunda sem ficar na defensiva, justificando-se, vingando-se ou fugindo de conversas mais sérias.
A perda do primeiro amor Há várias etapas na vida de um casamento. Mesmo que aquela paixão do namoro não continue acompanhada pelo “arrepio” de antes, a profundidade do nosso amor deve aumentar. Caso isso não esteja acontecendo, devemos ficar preocupados. A pergunta-chave é: será que nossa amizade como casal está aumentando ou diminuindo?
Amizade conjugal deve ser a marca de grife que destaca o relacionamento a dois. Como qualquer outro investimento lucrativo, esse tipo de compromisso e de companheirismo envolve sacrifícios e alguns riscos.
o padrão bíblico para o casal é que sejam os melhores amigos, desenvolvendo uma intimidade cada vez maior em todas as esferas da vida — intelectual, emocional, física e espiritual. Este é o alvo: minha esposa, minha amiga; meu esposo, meu amigo.
Amizade bíblica: Amizade é um relacionamento de compromisso mútuo, baseado em provas de confiabilidade e compatibilidade, que leva ao crescimento de intimidade em todos os aspectos.
Cultivando a amizade conjugal
 Se o padrão bíblico para o casamento envolve compromisso que leva à intimidade, podemos perceber por que Satanás ataca o casamento justamente nesse ponto. Enquanto a Palavra de Deus afirma: … o que Deus uniu o homem não separe (Mt 19.6), o alvo de Satanás é romper o relacionamento conjugal (1Pe 5.8). Por isso, o casal tem a responsabilidade de proteger seu relacionamento e de desenvolver sua amizade. A intimidade no casamento deve ser cultivada. No namoro e noivado, a terra está sendo preparada enquanto crescemos no entendimento mútuo e no sacrifício pessoal. No dia do casamento, as sementes são definitivamente plantadas no jardim. O relacionamento tem de ser trabalhado e cultivado — precisamos capinar, arrancando as pragas do egoísmo, do ativismo e da preguiça que ameaçam estrangular as plantas pequenas. Precisamos molhar as plantas, nutri-las, assim como temos de providenciar o calor do sol e bastante espaço para que elas cresçam. É desse modo que precisamos crescer como casal, cultivando o relacionamento como melhores amigos, compartilhando as alegrias e as tristezas da vida a dois, gastando tempo de qualidade e de quantidade juntos. Precisamos erguer cercas ao redor do nosso relacionamento, não admitindo terceiros no nosso jardim, quaisquer que sejam eles — amigos, parentes, trabalho, ministério ou, no pior dos casos, concorrentes. Todos estes matam o jardim e destroem a amizade conjugal se nele ocuparem um lugar central.
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