Salmo 145.1-13a

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Salmo 145.1-13a

A GRATIDÃO QUE NOS FAZ AGIR:

Introdução
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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No catecismo maior, na pergunta 1 está escrito:
Qual é o fim supremo e principal do homem?
Resposta: O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre.
Como escreveu Paulo em Romanos 11.36:
“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”
E também a igreja em Corinto (1Co 10.31), quando disse:
“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”
O homem foi criado a fim de glorificar a Deus. Teologicamente falando, todos glorificarão ao Senhor, quer sejam seus servos ou não. Pois uns o glorificarão por terem sido justificados, e outros por terem sido alvo da sua justiça. No fim, tudo converge em glória ao Deus Eterno!
Tudo mesmo. Do micro ao macro. Desde a criação em toda a sua perfeição, até o simples ato de comer e beber, o ato de sentar-se à mesa com irmãos.
O nosso texto de hoje a noite fala sobre os louvores de um servo ao Senhor, sobre glorificar o seu santo nome. Ao mesmo tempo que, trata do nosso compromisso ativo em entregarmos louvores a Ele, tanto como o alvo que devemos buscar quando enaltecemos o nosso SENHOR.
Partimos destas observações para TRÊS VERDADES extraídas do texto que nos engajam pessoalmente, comunitariamente, e missiologicamente, com vistas à promovermos a gloria do Senhor entre os homens.
E a primeira verdade envolve:
O COMPROMISSO PESSOAL, DE LOUVOR AO REI;
v.1-2
A linguagem que abre este cântico era comum entre o povo de Deus. Muito parecida com a linguagem do Salmo 30.1, tanto como no Salmo 34.1, 3.
Assim como encontramos uma linguagem semelhante na doxologia de Davi, em 1Cr 29.10-13, onde ele diz:
“Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome.”
Mas, voltando ao salmo, Davi declara um compromisso em “primeira pessoa.” Se observar bem os verbos nos v.1-2, perceberão; quando ele diz: “Exaltar-te-ei… bendirei… louvarei.”
Ele está comprometido pessoalmente com o louvor ao rei.
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APLICAÇÕES:
Você tem esse compromisso pessoal? Em tudo que faz, o faz para a glória de Deus?
Você declara pessoalmente, exaltar, bendizer e louvar o Senhor? Para além do que é feito em culto público, inclusive? Toda sua vida, principalmente a esfera ordinária (comum): exalta o Senhor?
Pois é nesta esfera que você “passa” a maior parte do tempo.
Passemos a segunda verdade, que envolve:
2. O COMPROMISSO COMUNITÁRIO, COM O ESPLENDOR DA MAJESTADE DE DEUS;
v.3-7
Mais uma vez, há uma repetição de referências aqui. No Sl 48.1 e Sl 96.4, o salmista usa a expressão que encontramos no Sl 145.3: “Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado”.
Enquanto a segunda parte do v.3 (“a sua grandeza é insondável”), é encontrada em Jó 5.9, por exemplo, quando este servo declara: “ele faz coisas grandes e inescrutáveis e maravilhas que não se pode contar;”
Mas temos a ideia central deste “recorte”, na conexão do v.3-4, quando o salmista declara: Ele é “mui digno de ser louvado”, conectando com “Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos.”
Testemunhar o esplendor da majestade de Deus, nos leva a um compromisso com as gerações seguintes. Os feitos do Senhor tem dois fins: a) glorificá-Lo, sempre; b) edificar o seu povo. Abençoar seus santos. Sua igreja.
Lendo estes versículos você pode ficar distraído quanto a este envolvimento comunitário e tomá-lo como secundário, pois temos expressões superlativas em todos estes versículos.
Tais como: “sua grandeza é insondável”, “teus poderosos feitos”, “glorioso esplendor da tua majestade”, “feitos tremendos, e contarei a tua grandeza”, “tua muita bondade… com júbilo celebrarão a tua justiça.”
Mas não podemos esquecer o versículo central nesta perícope (esse recorte), o v.4: “Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos.”
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APLICAÇÕES:
Você envolve-se neste compromisso? Um compromisso que necessariamente exige que você dedique-se ao outro. Ao próximo. Seu irmão, que está ao seu lado. Principalmente se ele for mais jovem do que você.
Certamente você é um pai ativo na educação de seus filhos, certo? Uma mãe bem envolvida? Você tem ensinado seus filhos a guardarem os mandamentos do Senhor, estes que refletem o esplendor da sua majestade?
Continuemos então, seguindo para a terceira verdade que envolve:
3. O COMPROMISSO MISSIONÁRIO, COM A GLÓRIA DO REINO DE DEUS;
v.8-13a
O v.8 inicia com a declaração sobre o próprio Deus e seu caráter, como também está registrado em Êx 34.6:
“SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade.”
Este é o SENHOR. Por isso o salmista ratifica isto no v.9, ao declarar que o SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras.
Neste versículo, o salmista não está tratando de como os homens são pecadores, mas de como o Senhor é misericordioso, até mesmo para com os injustos.
Ele é minimamente misericordioso (o que já é muito), pelo fato destes homens estarem simplesmente respirando e desfrutando de dádivas comuns a todos.
Tanto que dos v.10-12, o salmista nos apresenta os seres humanos em sua totalidade e a criação inanimada. Todos estes, respectivamente, são descritos como rendendo graças ao Senhor.
Mas no v.10 especificamente, encontramos o nosso versículo central. Especialmente, depois de declarar que todas as obras d’Ele lhe renderão graças, e o papel dos santos (nós) aqui. Nós bendiremos o Senhor, onde estamos: no mundo.
No v.11 está escrito: “Falarão da glória do teu reino e confessarão o teu poder,”. Veja o papel que temos aqui. Fazer o que discípulos de verdade fazem. Principalmente quando foram comissionados em Mt 28.18-20.
Visando qual propósito? Resposta:
“… para que aos filhos dos homens se façam notórios os teus poderosos feitos e a glória da majestade do teu reino.”
Fazer notórios os poderosos feitos do Senhor, envolve mais do que palavras? Claro que sim! Como nos ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo em Mt 5.16: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”
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APLICAÇÕES:
Qual o seu compromisso com a glória do reino de Deus?
O que o Senhor fez por você até hoje, deve levá-lo a um compromisso pessoal, comunitário, mas que o faz olhar para o próximo (lá fora) com compaixão.
Como você tem olhado para os que vivem em sua casa e encontram-se perdidos? Como você tem observado os que estão ao seu redor, na vizinhança, no seu trabalho etc?
Ou, o que eles poderiam dizer sobre você? As suas obras tornam notórios os poderosos feitos do SENHOR? Ou o contrário?
Entre os seus familiares? Entre seus filhos? Entre seus amigos?
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CONCLUSÃO:
O que este sermão tem com a ver com ações de graças? Resposta: Tudo!
Você tem um compromisso pessoal de exaltar o SENHOR, pelos seus grandes feitos? Por Ele ser o Rei que governa sobre você e dirige sua vida?
Ações de graças!
Você tem um compromisso comunitário? Envolvendo-o com a nova geração, assim como a geração que passou fez com você? Compromisso de relatar o esplendor da majestade do SENHOR?
Isso envolve ações de graças.
Comunicar a esplendor do que o SENHOR fez nesta congregação nestes últimos meses. Dando aos irmãos uma acomodação melhor para desenvolver as atividades eclesiásticas.
O que ações de graças tem a ver com missões? Tudo!
Pois os irmãos não receberam o que receberam do SENHOR, aqui, com o fim que encerra-se em si mesmos.
Os irmãos conseguiram o que conseguiram, pela graça de Deus. Com vistas à edificação da Igreja, o servir melhor o povo do SENHOR, tanto como alcançar mais eleitos, tornando notório aos de fora, os grandes feitos do SENHOR.
Portanto, sejamos gratos pelo o que o SENHOR fez, e que preparemos nosso coração pois muito Ele fará.
E que esta gratidão nos mova, nos faça agir!
Tanto pessoalmente, comunitariamente e com os de fora.
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