O Pecado da Maledicência e da Arrogância
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Tiago 4.11-17.
V.11-12
Tiago está falando aqui com irmãos, e fala de forma amorosa aos irmãos, e apesar de muitos pecados, Tiago se dirige a eles assim, como irmãos na fé em Jesus Cristo.
Tiago então faz uma advertência aos seus amados irmãos, e essa é sobre o que ele já havia de certa forma falado antes, mas agora ele fala especificamente da maledicência. Que é o ato
O falar mal dos cristãos por parte dos pagãos, daqueles que não servem a Cristo, é algo comum e de se esperar, pois assim como fizeram com Jesus Cristo, farão também conosco os cristãos.
Contudo, o que estava acontecendo de anormal era justamente dos próprios cristãos falarem mal uns dos outros,
Mas, o que seria falar mal? O que seria a maledicência aqui?
É o ato de expressar hostilidade contra o outro em seu falar, e isso pode ser de diversas formas praticado, através de calúnias, de injurias, ofender , dizer algo ruim contra a pessoa.
A Palavra de Deus é constantemente clara sobre esse assunto ser pecado e uma prática que deve ser abolida, abandonada entre os cristãos.
1Coríntios 5.11 “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais.”
1Tm 3.11 “Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo.”
Essa prática era comum entre aqueles crentes, eles estavam tornando aquilo normal em meio aos irmãos.
Jesus no Sermão do Monte. “Não julgueis para que não sejais julgados. Pois com o critério que julgares, sereis julgados” (Mt 7.1,2). Julgar é uma tarefa muito difícil, pois envolve não apenas outras pessoas, mas a própria lei. Tiago coloca nestes termos e afirma que se eles falam mal do irmão, ou julgam o irmão, assim também estão falando mal da lei e julga a lei, e assim se tornam juízes da lei e não observadores.
A pratica da maledicência é uma prática feita por pessoas que não consideram o outro como maiores que a si mesmas. Por isso não cabe ao cristão este pecado, pois somos chamados a humildade, o cristão humilde não é maldizente, ele não é um difamador, pois isso é uma obra do diabo, e seu nome significa difamador.
Se você se considera humilde, mas você é caluniador, difamador, é maledicente, então, você está violando a humildade. Tiago então chama os crentes a pensar nos outros e não falar mal deles pois isso é a mesma coisa que julgá-los.
E isso é fato, as nossas palavras refletem o julgamento que você faz do outro.
Existe a proibição de julgar o irmão o condenando, e o que é livre e até ensinado que devemos fazer que é o avaliar os erros e os pecados dos irmãos com o objetivo de corrigi-los e levá-los ao arrependimento.
Portanto, não podemos confundir.
E quando somos julgadores no sentido de apenas condenar o irmão, e lhe caluniar, lhe maldizer, nos tornamos juízes, tomando a lei em nossas mãos e nos tornando assim legisladores. Mas, nosso lugar não é de legislador nem mesmo de juízes, e sim apenas de observadores.
Deixe-me ilustra isso: Num tribunal, um juiz deve ser imparcial ao avaliar as evidências e ser justo ao aplicar a lei e pronunciar a sentença. Mas isso não acontece com o difamador, pois por outro lado, geralmente deixa de ficar sabendo sobre os fatos, evita falar na presença do acusado, deixa de lado a lei do amor, nomeia a si mesmo juiz e, como tal, dá o veredito final, sendo assim parcial e se colocando acima da lei, ou mesmo a desprezando como legislador e juiz injusto, e acima de Deus que é tanto o legislador e o juiz. Assim, o maldizente, ele fica cego pelos pecados, muitas vezes, não se dá conta da seriedade de seus atos. Mas o fato é, todavia, que o maldizer é um pecado contra a pessoa acusada e contra Deus, que proíbe esse pecado em sua lei.
Deus é então o único que pode salvar e fazer perecer, fazer destruir, e quem somos nós para julgarmos o próximo? diz Tiago.
Somente Deus cria as leis, e Ele julga segundo as leis que Ele mesmo criou. E Ele pode salvar a sua alma, como pode condenar a sua alma. Como disse Jesus: Mateus 10.28 “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.”
Quando nós falamos mal dos outros, quando estamos difamando os outros, ou mesmo quando alguém está a nos levar a esse tipo de pecado, nós devemos fazer essa pergunta ao nosso coração e ao coração do irmão: quem és tu que julgas o próximo?
Você percebe a gravidade deste pecado?
Nos colocamos na posição de Deus.
A maledicência não deixar de ser um pecado contra seu irmão, mas, é sobretudo um pecado contra Deus!
V.13-17
Tiago chama os ouvintes/leitores a ouvirem a mensagem que ele tinha a dizer ainda, e deixa claro a quem ele se dirige:
vocês que dizem: “Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.”
Tiago aqui condena uma prática correta, mas feita de maneira errada.
Tiago aqui não condena o aumento o seu negócio, nem mesmo proíbe que nós venhamos planejar o nosso futuro.
Mas, o pecado proibido e denunciado aqui por Tiago era que os irmãos que eram empresários, mas que faziam seus planejamentos e trabalhavam sem pensar em Deus, e ao ignorar Deus, eles estavam mostrando a sua arrogância, o pecado aqui não é o planejamento, mas a falta de planejamento inserido Deus em seus planos.
Mas, perceba melhor isso, os judeus cristãos aqui que eram empresários, faziam seus planos e se gloriavam disso, e diziam: hoje ou amanhã vamos para tal cidade. E assim, o plano é de negócios, de ir para uma cidade e então ali junto com seus sócios realizar seus planos.
Depois passarão um ano, e lá vão negociar, e lá vão ter lucros.
Com isso, eles davam a impressão que eram donos de tudo, do tempo, do dinheiro, dos planos, da execução dos planos, e que eram também donos do futuro.
Lembro aos irmãos que muitos no passado pensaram dessa mesma maneira, fizeram planos, e isso não é condenado, contudo, seus planos eram arrogantes e sem levar em conta a Deus.
A torre de Babel é um grande exemplo: Gênesis 11.4 “Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.”
Assim, muitos ainda hoje fazem como esses crentes, planos sem levar em conta a sua fragilidade humana e a total dependência de Deus que temos.
Provérbios 27.1 “Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz.”
Ainda tem o alerta de que isso pode ser idolatria.
Salmo 39.6 “Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará.”
Provérbios 11.4 “As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte.”
Provérbios 16.16 “Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!”
Mas, ainda sobre isso, quero trazer a sua memoriza uma parábola que foi contada pelo nosso Senhor Jesus:
Lucas 12.17–20 “E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”
Esse homem rico fez planos para expandir seu negócio e isso apenas para morrer naquela noite.
Tiago nos diz que nós somos ignorantes com relação ao dia de amanhã.
O conhecimento do que sucederá amanhã é conhecido apenas por Deus.
Mateus 6.34 “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.”
Outra coisa que Tiago afirma é com relação a duração da nossa vida, ela é como neblina que aparece e em poucos instantes desaparece.
Salmo 39.6 “Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará.”
Somos como sombra.
Salmo 90.10 “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.”
Salmo 102.3 “Porque os meus dias, como fumaça, se desvanecem, e os meus ossos ardem como em fornalha.”
Por isso, em vez disso, devemos fazer planos dizendo: se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.
Não está aqui a questão de apenas falar essas palavras como se fossem palavras mágicas.
Mas sim, se trata de crer nessa verdade.
Isso porque a é depender de Deus, então é que amanha viveremos. E a depender de Deus, então é que faremos os planos que temos para o amanhã e o futuro.
Não apenas declare isso em sua vida de que tudo fará se Deus quiser. Mas, viva diante dessa verdade, crendo nela.
Provérbios 19.21 “Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá.”
Talvez foi a partir dessa passagem que começou a se usar entre muitos a frase: “se Deus quiser”
Atos dos Apóstolos 18.21 “Mas, despedindo-se, disse: Se Deus quiser, voltarei para vós outros. E, embarcando, partiu de Éfeso.”
1Coríntios 4.19 “mas, em breve, irei visitar-vos, se o Senhor quiser, e, então, conhecerei não a palavra, mas o poder dos ensoberbecidos.”
1Coríntios 16.7 “Porque não quero, agora, ver-vos apenas de passagem, pois espero permanecer convosco algum tempo, se o Senhor o permitir.”
Infelizmente, esses irmão porém não faziam assim, em vez disso eles eram jactanciosos com suas arrogâncias e pretensões. Eles estavam se gloriando de suas pretensões, e assim não somente pecavam tomando de Deus o seu governo, eles se gloriavam disso.
Eles se gloriavam, e eram pretensões arrogantes, porque eram pretensões falsas, vãs, pois se gloriavam daquilo ao qual eles não tinham nenhum controle.
Mas, Tiago então qualifica essas pretensões, e diz que elas são malignas. Isso quer dizer que são más, mundanas.
Provérbios 25.14 “Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez.”
Assim eles estavam fazendo. Totalmente independentes de Deus, os cristãos estavam se gloriando de seus planos, como sendo certos de acontecerem conforme o planejando porque eles assim fizeram e estavam se gloriando disso como se tudo dependesse inteiramente deles e não de Deus.
Por fim, Tiago adverte que os que sabem e não fazem, os que ouvem, mas não praticam, os que creem, mas não vivem, os que tem fé e não possuem obras práticas, Tiago afirma que estão pecando.
Tiago está se referindo ao pecado de omissão. Esse pecado particular mostra seu semblante horrível quando o ser humano ignora Deus, faz planos, alcança o sucesso e gloria-se de suas realizações (Tg 4.13–16). O ser humano repete o pecado de omissão ao não praticar o bem, quando sabe que deve fazê-lo. Jesus deixou claro esse pecado quando falou do sacerdote e do levita na parábola do bom samaritano (Lc 10.30–35) e do homem rico que desprezou Lázaro (Lc 16.19–31) e das pessoas que durante sua vida na terra deixaram de alimentar os famintos, hospedar os forasteiros, vestir os pobres e visitar os enfermos e prisioneiros (Mt 25.40–46).
Tiago se dirige à pessoa que sabe que deve fazer o bem. Ele não está falando para pessoas que cometem o pecado na ignorância.
Assim diz Paulo para os filósofos atenienses no Areópago: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependam” (At 17.30).
Pecado é transgressão da lei, diz João em uma de suas epístolas (1Jo 3.4).
Quer seja este o pecado de ação ou omissão, é uma afronta a Deus, especialmente quando o pecador conhece os mandamentos de Deus.
Richard Baxter disse: As pessoas conhecem a vontade de Deus, mas deliberadamente a desobedecem. Nosso pecado torna-se mais grave, mais hipócrita e mais danoso do que o pecado de um incrédulo ou ateu.
Mas, eu lhe afirmo então o porque: o nosso pecado como cristão se torna mais grave porque pecamos contra um maior conhecimento. Mais hipócrita porque declaramos que cremos, mas desobedecemos. Mais danoso porque os nossos pecados são mestres do pecado dos outros.
Aqueles cristãos estavam pecando por deixar de fazer aquilo que sabiam que era o correto a ser feito. Se sabemos que devemos agir desse modo, mas não o fazemos, pecamos claramente. É evidente que o princípio tem uma aplicação mais ampla. Em todas as áreas da vida, temos a responsabilidade de fazer o bem sempre que surge a oportunidade. Se sabemos o que é certo, temos a obrigação de viver de acordo com esse conhecimento. A negligência é pecado contra Deus, nosso próximo e nós mesmos.
Aplicações:
Corte a maledicência e arrogância pela raiz
Quantas vezes você parou pra pensar que nós de diversas formas nos colocamos como donos da verdade, que somos maiores do que os outros, que somos melhores do que o outro irmão e do que a outra irmã, sempre temos vivido em competição com os outros e olhamos para eles com inveja, ciúmes, e com palavras de calúnia e assim, nós caímos na maledicência e arrogância.
A maledicência é o falar mal dos outros, é muitas vezes usado entre nós para colocarmos uns irmãos contra os outros, uma irmã contra a outra, ou mesmo para causa intrigas e brigas. Mas, isso não deve ser comum entre nós. Esse pecado é abominável diante de Deus.
Você gosta de fofoca? Você gosta de falar mal dos outros? Aumentar aquilo que você ouviu? Gosta de compartilhar com os outros algo sobre alguém com finalidade de dividir, de magoar, de desprezar, de atacar o outro?
Tiago nos diz que isso é uma prática mundana, carnal, que vem da língua, e sua fofoca é capaz de acabar com a vida de uma pessoa, de uma família, de uma empresa, de uma igreja.
Você com suas fofocas pode criar uma barreira entre Cristo e as pessoas. Pois, o seu exemplo de cristão será péssimo, e muitos não vão querer ouvir da mesma boca que fala mal dele ou dela, as boas novas de salvação de Cristo para ela. O fofoqueiro(a) tem prazer na fofoca, se isso é algo que você tem praticado e tem prazer nisso, eu lhe digo que esse é um dos pecados mais graves diante de Deus, e o Senhor irá julgar isso.
Provérbios 6.16–19 “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.”
A boca fala aquilo que o coração está cheio.
Busque falar menos, falar pouco, ou fique calado. No muito falar você poderá cair facilmente na maledicência.
Se cale diante da fofoca, se cale diante da maledicência. Fale então o que edifica, fale coisas positivas sobre o outro, para ajudar, animar, encorajar, dar honra ao outro. E use seu tempo não para buscar fofocas, não para falar mal dos outros, mas sim para ter tempo com Deus. E busque assim cuidar de sua vida, de seus pecados, de seus erros e das suas falhas para ser corrigido e se parecer mais com Cristo.
Oração é dependência
Porque você não gosta de orar? Porque sua carne não gosta de dependência de Deus.
O orgulho e a arrogância, a nossa prepotência nos afasta da oração.
Você não caiu quando você deixou de orar naquele dia, você caiu quando você deixou de depender de Deus. Você caiu quando o seu orgulho sentou o trono do seu coração e a humildade e a dependência foi expulsa d você.
Cuidado com o pecado de omissão
São muitos pecados que nós praticamos a ação, e esses talvez sejam mais claros aos nossos olhos. Porém, Tiago chama sua atenção para o pecado de saber o que é certo, de saber o que você de fato deveria fazer, e muitas vezes você apenas ignora a verdade de Deus e não faz a vontade de Deus que é o bem que sabemos que deveríamos fazer.
Seja a prática de cultuar a Deus aos domingos, seja o ler a sua Bíblia diariamente, seja a oração diária, seja a prática de aproveitar as oportunidades e falar de Cristo.
Seja a confissão de pecados, seja o dizimar, o ofertar, nós sabemos que isso é o bem que Deus quer que façamos, mas muitas vezes ignoramos a verdade de Deus.
Seja o usar a boca, usar os olhos, usar suas redes sociais, e tudo que Deus te deu, para glória de Deus, pense sobre isso, o quanto nós temos ignorado a vontade de Deus e não temos praticado aquilo que Ele deixa claro que devemos fazer.
Deus deixou muito claro muitos mandamentos, muitas ordens para você fazer e viver, não permita que o diabo lhe desvie disso, não permita que seus olhos, que seus ouvidos, que o seu coração lhe deixe ignorar Deus em sua vida, ignorar o Evangelho, ignorar a Palavra em sua vida.
