Jó 19: Eu sei que meu redentor vive
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Introdução
Introdução
Jó apela para a compaixão de seus amigos, pois não há nada que ele possa falar que irá mudar a sua situação.
Isso coaduna com o que ele já tinha falado antes, em que ele percebeu que falar ou deixar de falar não amenizaria a sua dor.
1. Uma queixa contra o tratamento dos amigos (v. 1-5)
1. Uma queixa contra o tratamento dos amigos (v. 1-5)
A primeira parte do discurso de Jó neste capítulo é dirigida aos amigos como uma queixa acerca do modo como suas palavras o têm afligido profundamente.
Jó 19.2 “Até quando afligireis a minha alma e me quebrantareis com palavras?”
Embora estes amigos buscavam consolar Jó, o efeito tem sido o contrário.
Uma bela lição: precisamos estar atentos ao efeito que nossas palavras estão tendo na vida daqueles que pretendemos ajudar.
Jó 19.4 “Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.”
Jó admite que errou. Isso contradiz em muito a opinião que os amigos têm a seu respeito, ou seja, a ideia de que Jó era muito arrogante para admitir seu erro.
Sempre bom lembrar: Deus tinha opinião diferente dos amigos acerca de Jó.
2. Uma queixa contra o tratamento recebido de Deus (19. 6-12)
2. Uma queixa contra o tratamento recebido de Deus (19. 6-12)
Nesta seção Jó inicia mais uma vez a descrição do modo como ele percebe que Deus tem o tratado ultimamente.
Jó refaz sua descrição do modo como tem percebido as ações de Deus na sua vida.
Jó 19.6 “sabei agora que Deus é que me oprimiu e com a sua rede me cercou.”
Deus foi o autor do mal que Jó estava vivendo.
Ponto importante. A relação com Jó 1.10 “Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra.”
Jó 19.7 “Eis que clamo: violência! Mas não sou ouvido; grito: socorro! Porém não há justiça.”
Deus não me responde.
Jó sente na pele a falta que a presença providencial de Deus faz em nossas vidas.
Jó 19.8 “O meu caminho ele fechou, e não posso passar; e nas minhas veredas pôs trevas.”
Deus bloqueou todas as alternativas.
Isso é proposital, pois Jó não pode saber o que está acontecendo para que o teste seja realizado.
Jó 19.9 “Da minha honra me despojou e tirou-me da cabeça a coroa.”
Deus despojou Jó da sua honra. Provavelmente, Jó era um homem de grande influência.
Jó 19.10 “Arruinou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou-me a esperança, como a uma árvore.”
Deus arruinou a minha vida por completo.
Jó 19.11 “Inflamou contra mim a sua ira e me tem na conta de seu adversário.”
Deus irou-se inexplicavelmente contra Jó.
A primeira parte do versículo descreve a percepção que Jó tem de Deus; a segunda parte descreve a percepção que Jó acha que Deus tem dele.
3. Uma queixa contra o abandono pelos seus parentes (19.13-20)
3. Uma queixa contra o abandono pelos seus parentes (19.13-20)
A descrição encontrada a partir do v. 13 pressupõe Deus causando todas estas esferas de abandono.
Jó 19.13 “Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos, se apartaram de mim.”
Jó se queixa do abandono dos seus irmãos.
Eles só retornam quando a situação de Jó melhorou (Jó 42.11)
Mais um indício de que os três amigos não eram tão próximos de Jó.
Jó 19.15–16 “Os que se abrigam na minha casa e as minhas servas me têm por estranho, e vim a ser estrangeiro aos seus olhos. Chamo o meu criado, e ele não me responde; tenho de suplicar-lhe, eu mesmo.”
Servos e hóspedes o consideram como estranho (ironia).
Há muitos casos em que o abandono é mais dolorido que a própria enfermidade.
Jó 19.17 “O meu hálito é intolerável à minha mulher, e pelo mau cheiro sou repugnante aos filhos de minha mãe.”
Jó se queixa por se tornar repugnante a sua esposa e filhos.
Jó 19.18 “Até as crianças me desprezam, e, querendo eu levantar-me, zombam de mim.”
Jó se queixa da zombaria a seu respeito.
Em resumo: Jó se queix a de ter se tornado uma abominação.
4. Mais um motivo de esperança (19.21-27)
4. Mais um motivo de esperança (19.21-27)
A grande virada acontece quando ele pede compaixão (v. 21)
De onde Jó tirou ânimo pra fazer isso?
3 desejos e 3 convicões:
Desejos
Quem me dera fosse escritas as minhas palavras;
Quem me dera fossem gravadas em livro;
Quem me dera fossem esculpidas na rocha.
Convicções:
Eu sei que meu redentor vive; (Jó 16.18-22)
Eu sei que ele se levantará sobre a terra; (Lembre da esperança no capítulo 17. Ele acredita que a sua esperança se levantará após a morte, e ele também.
Eu sei que verei a Deus com meus próprios olhos. Ele acredita que Deus lhe dará uma nova pele.
PARA REFLETIR:
Você já se viu em situações semelhantes às relatadas por Jó referente ao tratamento recebido por amigos e/ou parentes?
Qual o seu maior motivo de esperança hoje?
