QUESTÕES RELACIONADAS À INTERPRETAÇÃO

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PLUMMER, Robert L. “40 questões para se interpretar a Bíblia”, São José dos Campos: Fiel, 2017.
Por que a interpretação bíblica é importante?
"Quando nos familiarizamos com os diferentes períodos de tempo, gêneros e antecipações/cumprimentos da Escritura, somos mais capazes de abordar com confiança qualquer parte individual da Bíblia. Admitindo a natureza unificada da Bíblia, bem como o desdobramento progressivo dos planos de Deus (Hb 1:1-3), é claro que uma pessoa que tem um entendimento definido dos propósitos universais de Deus estará mais preparada para entender as partes individuais da história. É claro que se exigem tempo e estudo para se obter maior familiaridade com o texto."
"Interpretar um documento é expressar seu significado por meio de falar ou de escrever. Envolver-se em interpretação presume que há, de fato, um significado correto e um significado incorreto de um texto, e que devemos ter cuidado para não interpretarmos errado esses significados."
As Escrituras mostram a necessidade de interpretação bíblica.
2 Timothy 2:15 NAA
Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
Psalm 119:18 NAA
Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.
2 Peter 3:15–16 NAA
E considerem a longanimidade do nosso Senhor como oportunidade de salvação, como também o nosso amado irmão Paulo escreveu a vocês, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar a respeito destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas cartas. Nelas há certas coisas difíceis de entender, que aqueles que não têm instrução e são instáveis deturparão, como também deturparão as demais Escrituras, para a própria destruição deles.
Ephesians 4:11–13 NAA
E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de pessoa madura, à medida da estatura da plenitude de Cristo,
2 Timothy 4:2–3 NAA
que pregue a palavra, insista, quer seja oportuno, quer não, corrija, repreenda, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, se rodearão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos.
Linguagem e cultura mostram a necessidade de interpretação bíblica.
Todas as línguas têm elementos culturais e panos de fundo históricos admitidos que não podem ser expressos com o mesmo número de palavras ou construções gramaticais exatamente correspondentes.
Quando nos familiarizamos com os diferentes períodos de tempo, gêneros e antecipações/cumprimentos da Escritura somos mais capazes de abordar com confiança qualquer parte individual da Bíblia.
Diz-se, às vezes, que a Escritura é o melhor intérprete da Escritura. Isso significa que um contexto bíblico mais amplo ajudará o leito a entender corretamente qualquer passagem individual.
Um entendimento correto do significado original do autor é também fundamental para a aplicação correta do texto hoje.
É importante proceder a uma interpretação cuidadosa porque pressuposições teológicas podem nortear interpretações. (...) Por meio de interpretação bíblica cuidadosa, o estudante da Escritura pode tornar-se ciente das tendências de outros, bem como chegar a reconhecer e avaliar suas próprias predileções hermenêuticas.
2. Como a Bíblia foi interpretada no decorrer da história da igreja?
O uso do Antigo Testamento no Novo Testamento.
1. Os autores e os personagens (em narrativas) do Novo Testamento citam as Escrituras do Antigo Testamento como relatos confiáveis das intervenções e comunicações anteriores de Deus (por exemplo, Mt 12:40-41; Rm 4:1-25).61 Para os autores do Novo Testamento, as Escrituras eram a Palavra de Deus inspirada e inerrante.
2. Os autores do Novo Testamento respeitaram os contextos das passagens que citaram. Algumas vezes, autores do Novo Testamento são caluniados por citarem textos de maneira aleatória. Mas uma olhada compreensiva e atenta em suas citações mostra que essa acusação é infundada.
3. Os autores do Novo Testamento empregaram o Antigo Testamento de maneira tipológica e messiânica . Isso significa que eles viam a revelação anterior de Deus como prenunciadora, alcançando sua realização culminante na vinda do Messias, Jesus. As intervenções anteriores de Deus apontavam para a vinda de Jesus e podiam ser citadas como predições históricas do sacrifício final, redenção final, libertação final, solução final etc.
4. Os autores do Novo Testamento não usaram o Antigo Testamento de maneira alegórica. Ou seja, eles não atribuíram significados a detalhes dos textos do Antigo Testamento que os autores originais não teriam aprovado. Sem dúvida, em uma passagem do Novo Testamento (Gl 4:24), Paulo diz que Agar e Sara podem ser entendidas como “alegóricas” para representar as duas alianças: uma de escravidão e outra de promessa. Mesmo aqui, porém, Paulo não afirma estar interpretando os textos relevantes do Antigo Testamento, mas reconhece que está oferecendo uma reflexão homilética que identifica explicitamente como figurada.
O surgimento da interpretação alegórica (100-500 D.C.)
1. Uma razão para os cristãos primitivos terem sido atraídos para a alegoria foi a presença limitada de alegoria na própria Bíblia. Sim, Jesus deu uma interpretação alegórica a pelo menos uma de suas parábolas (Mc 4:1-20; ver também Mt 13:24-30, 36-43). Parece que Paulo também empregou alegoria uma vez (Gl 4:24, ver acima). Obviamente, onde Jesus e Paulo tencionaram atribuir um significado alegórico no Novo Testamento, a interpretação fiel exige respeito a esse gênero poderoso. O problema reside na importação ilegítima da alegoria.
2. Uma olhada casual na história ou na sociedade atual mostra que a natureza humana é frequentemente enamorada daquilo que é secreto ou conspirativo. As pessoas amam sentir que têm conhecimento exclusivo ou acesso a uma realidade mais profunda que outros não têm. Embora a Bíblia afirme realmente que revela os mistérios de Deus, faz isso por meio da proclamação inequívoca dos apóstolos (1 Co 2:1-7).
3. Talvez ainda mais significativo seja o fato de que métodos de intepretação alegóricos eram usados comumente no antigo mundo greco-romano para interpretar textos religiosos difíceis. As ações imorais e caprichosas dos deuses greco-romanos eram tornadas compreensíveis e instrutivas por meio de alegoria. Possivelmente, esses métodos alegóricos estavam arraigados no ponto de vista platônico sobre o mundo – procurar a realidade última por trás do mundo ou do texto visíveis. Quando a fé cristã se propagou, pessoas que antes eram pagãs aplicaram as convenções literárias reconhecidas de seus dias a textos desafiadores em suas novas Escrituras. Não somente os cristãos primitivos, mas também os judeus antigos imergidos na cultura greco-romana, adotaram o método alegórico.
As interpretações de textos bíblicos dos pais da igreja eram, muitas vezes, distantes da intenção do autor dos textos expostos. Em tal ambiente, tornou-se cada vez mais importante ter algumas salvaguardas teológicas objetivas, para que os hereges não reivindicassem validade para suas interpretações não ortodoxas e infundadas. A “regra de fé” (o resumo aceito e reconhecido de doutrina cristã ortodoxa), bem como um respeito crescente pela tradição e pelos resumos formais de doutrina, atenderam a esse propósito. A repetição da tradição da igreja e a criação de resumos de doutrina ortodoxa substituíram funcionalmente a primazia da Bíblia.
O significado quádruplo da Escritura (500-1500 D.C.)
Já nos escritos de João Cassiano (360-435 d.C.) e de Agostinho (354-430 d.C.), encontramos a afirmação de que todo texto bíblico tem quatro níveis de significado: o literal, o moral, o espiritual (alegórico) e o celestial (escatológico ou anagógico). Essencialmente, esse quarto nível de significado era outro nível alegórico com nuanças celestiais ou escatológicas (fim dos tempos). Uma referência a Jerusalém, por exemplo, incluiria estas quatro dimensões: Literal: porção de terra na Palestina Moral: a alma humana Espiritual: a igreja cristã Celestial: a cidade celestial, a nova Jerusalém Um poema repetido com frequência resume esse método hermenêutico de quatro níveis: A letra nos mostra o que Deus e nossos pais fizeram; A alegoria nos mostra onde nossa fé está oculta; O significado moral nos dá regras para a vida diária; A anagogia nos mostra onde acabamos nosso conflito.
O retorno a um método interpretativo mais fiel (1500 D.C.- Presente).
O famoso reformador Martinho Lutero (1483-1546) referiu-se às interpretações alegóricas anteriores como “tolas”, “tagarelice admirável”, “absurdas” e “inúteis”. “Quando eu era jovem, minhas próprias tentativas na alegoria tiveram pouco sucesso... Mas eu lhe pergunto: isso não é uma profanação dos escritos sagrados?” De modo semelhante, João Calvino disse: “Devemos ter pela Escritura uma reverência tão profunda que nos impeça de nos julgarmos em liberdade para dissimular seu significado natural”. Em outra passagem, Calvino escreveu: “É... uma audácia, aliada a sacrilégio, mudarmos precipitadamente a Escritura de qualquer maneira que nos agrade e satisfaça à nossa imaginação como em divertimento, o que foi feito por muitos em tempos anteriores”.
Bases antisobrenaturais e ceticismo da erudição moderna (1650 D.C)- Presente.
O principal erudito em Novo Testamento do século XX, Rudolf Bultmann, incorporou esse antissobrenaturalismo. Em um artigo categórico, Bultmann mencionou a pressuposição necessária à exegese bíblica. Ele escreveu: O método histórico inclui a pressuposição de que a história é uma unidade no sentido de um continuum fechado de efeitos em que os eventos individuais estão conectados pela sucessão de causa e efeito... Esse fechamento significa que o continuum de acontecimentos históricos não pode ser rompido pela interferência de poderes sobrenaturais e transcendentes e que, portanto, não há “milagre” no sentido da palavra. Esse milagre seria um evento cuja causa não está dentro da história.
3. Quais são alguns princípios gerais para se interpretar a Bíblia?
Aproxime-se da Bíblia com oração.
Psalm 119:17–20 NAA
Sê generoso com o teu servo, para que eu viva e observe a tua palavra. Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei. Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos.
Psalm 119:34–37 NAA
Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei; de todo o coração a cumprirei. Guia-me pela vereda dos teus mandamentos, pois nela encontro felicidade. Inclina o meu coração aos teus testemunhos e não à cobiça. Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.
Leia a Bíblia como um livro que mostra Jesus.
John 5:39–40 NAA
Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, vocês não querem vir a mim para ter vida.
O Novo Testamento anuncia o cumprimento em Cristo de toda a lei, história, profecias e instituições de Israel. Cada passagem da Escritura tem de ser lida como um capítulo de um livro completo. E, à medida que vamos conhecendo como a história se desenrola (na vida, na morte e na ressurreição de Cristo), devemos sempre indagar como os capítulos anteriores levam a essa culminação. Quanto a mais considerações sobre a natureza cristocêntrica (centrada em Cristo) da Escritura.
Deixe a Escritura interpretar a Escritura.
Se cremos que toda a Bíblia é inspirada por Deus e, portanto, não contraditória, as passagens da Escritura que são menos claras devem ser interpretadas com relação àquelas que são mais transparentes em significado.
Outra dimensão de permitir que a Escritura interprete a Escritura significa ouvir a todo o conjunto de textos que falam sobre um assunto.
Medite na Bíblia.
O puritano Thomas Manton (1620-1677) escreveu: A meditação é um tipo de dever intermediário entre a palavra e a oração e respeita a ambas. A palavra alimenta a meditação, e a meditação alimenta a oração. Devemos ouvir para não sermos errôneos e meditar para não sermos estéreis. Esses deveres precisam andar sempre juntos. A meditação deve seguir o ouvir e preceder a oração. Ouvir e não meditar é infrutífero. Podemos ouvir e ouvir, mas isso é como colocar uma coisa numa sacola com buracos... É imprudência orar e não meditar. O que ouvimos pela palavra assimilamos por meditação e expressamos por oração. Esses três deveres precisam ser tão ordenados que um não exclua o outro. Homens são estéreis, superficiais e insípidos em suas orações por não se exercitarem em pensamentos santos.
Estude a Bíblia com fé e obediência.
A Bíblia não é um livro filosófico a ser debatido; é a revelação de Deus que deve ser crida e obedecida. Quando cremos na Palavra de Deus e lhe obedecemos, experimentaremos não somente alegria, mas também acima de tudo, a benção ou aprovação de Deus.
Psalm 119:72 NAA
Para mim vale mais a lei que procede da tua boca do que milhares de peças de ouro ou de prata.
James 1:22–25 NAA
Sejam praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando a vocês mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se àquele que contempla o seu rosto natural num espelho; pois contempla a si mesmo, se retira e logo esquece como era a sua aparência. Mas aquele que atenta bem para a lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte que logo se esquece, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.
1 John 2:4 NAA
Aquele que diz: “Eu o conheço”, mas não guarda os seus mandamentos, esse é mentiroso, e a verdade não está nele.
Romans 8:28–29 NAA
Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Pois aqueles que Deus de antemão conheceu ele também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
Observe o cenário bíblico que você está lendo.
O estudo e a aplicação de diretrizes interpretativas para vários gêneros às vezes são chamados campo de hermenêutica especial.
Compreenda questões de contexto histórico e cultural.
Os 66 livros da Bíblia presumem frequentemente certa familiaridade dos leitores com várias práticas culturais, determinantes geográficos e personagens políticos.
À medida que você estuda cada vez mais a Bíblia, terá menos necessidade de consultar comentários ou materiais de ajuda para responder às questões básicas. Há muitas obras introdutórias do Antigo e do Novo Testamento, bem como livros que abordam, especificamente, o contexto histórico e cultural, que proverão riqueza de informação para estudantes curiosos.
Ao discutirmos os contextos histórico e cultural dos livros da Bíblia, devemos notar duas advertências importantes. Primeiro, podemos ficar tão encantados com as questões históricas, culturais, políticas ou arqueológica exteriores à Bíblia que acabamos usando a Bíblia como um trampolim para trivialidades não bíblicas. (...) U segundo erro que deve ser evitado em questões de contexto histórico e cultural é negligencia-las. A fim de entendermos e aplicarmos fielmente um texto, devemos ter algum conhecimento das pressuposições históricas e culturais do autor.
Preste atenção ao contexto.
Qualquer porção da Escritura deve ser lida no contexto da sentença, do parágrafo, da unidade de discurso maior e de todo o livro bíblico. Quanto mais o leitor se afasta das palavras em questão, tanto menos informativo é o material considerado. Tentar entender ou aplicar uma frase ou um versículo bíblico específico sem referência ao contexto literário equivale a uma quase certeza de resultar em distorção.
Diz-se com frequência: “Um texto sem contexto é um pretexto”, o que significa que um pregador será inclinado a encher um texto com suas próprias ideias preconcebidas se não permitir que o contexto o conduza à intenção do autor.
Leia a Bíblia em comunidade.
Hebrews 10:25 NAA
Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos admoestações, ainda mais agora que vocês veem que o Dia se aproxima.
Se negligenciarmos a graça que Deus nos deu na capacitação de outros crentes, quão pobres seremos! Ler a Bíblia com irmãos em Cristo nos ajuda a ganhar um discernimento que perderíamos de outras maneiras. Além disso, nossos irmãos e irmãs em Cristo podem guardar-nos de seguir falsas interpretações e aplicações erradas.
Comece a jornada de se tornar um intérprete mais fiel.
Uma boa maneira de iniciar uma jornada em direção a uma interpretação mais fiel é começar com humildade. Ao escolher um livro específico da Bíblia e dedicar tempo focalizado nele, por um período de várias semanas ou meses, podemos começar a ver a importância e o benefício do estudo cuidadoso da Bíblia. Estabeleça alvos atingíveis de leitura e estudo da Bíblia. Se possível, convide um amigo ou amigos para o acompanharem nessa jornada. O estudo da Bíblia, como o treinamento de um atleta, é frequentemente fortalecido por camaradagem e responsabilidade de um grupo.
4. Como posso melhorar como intérprete da Bíblia?
Leia a Bíblia.
Leia e ouça pregação e ensino fiéis.
O famoso pregador britânico Charles Spurgeon (1834-1892) escreveu: Alguns, sob o pretexto de serem ensinados pelo Espírito de Deus, recusam-se a serem instruídos por livros ou por homens vivos. Isso não é honrar o Espírito de Deus; é desrespeitá-lo, porque ele dá a alguns servos mais luz do que a outros, usando-a para o bem da igreja. Mas, se a outra parte da igreja se recusa a receber essa luz, com que finalidade o Espírito de Deus a outorgou? Isso significaria que há um erro em alguma parte da economia dos dons e da graça de Deus, que é realizada pelo Espírito Santo.
Compreenda as relações entre fé e entendimento.
Agostinho (354-430 d.C.), um líder da igreja, aconselhou: “Crede, unt intelligas” (“Creia para que possa entender”).99 De modo semelhante, Anselmo (c. 1033-1109) disse: “Pois não procuro entender para que creia; eu creio para que entenda. Pois também creio que, ‘se não creio, não entenderei’”.100 Deus exige que nos aproximemos dele com fé e recebamos sua revelação com confiança. Na verdade, rejeitar a revelação de Deus é nada mais do que chamar a Deus mentiroso (1 Jo 1:10); é abraçar a idolatria, a exaltação de algo ou alguém acima de Deus (Rm 1:18-32).
Não somente afirme princípios intepretativos corretos; aplique-os.
Um dos legados mais tristes de um ministério que não manuseia corretamente a Palavra de Deus é uma congregação que está espiritualmente faminta e confusa. Com o passar do tempo, em vez de aprender como entender a Bíblia, uma congregação que recebe ensino de um intérprete infiel aprenderá como interpretar mal a Bíblia. Quando filhos e netos são afetados, potencialmente centenas, se não milhares, de pessoas são levadas ao erro e ao mal-estar espiritual. Ao considerarmos a devastação que um mau pregador pode causar, não é surpreendente que Tiago nos advirta: “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo” (Tg 3:1).
Aceite e receba opiniões graciosamente.
Provérbios 27.17
Provérbios 24.26
Adquira e empregue ferramentas de estudo bíblico.
Erasmo, um líder da igreja no século XVI, disse: “Quando consigo um pouco de dinheiro, compro livros; e, quando sobra algum dinheiro, compro comida e roupas”.105 Podemos ser agradecidos pelo fato de que não vivemos naqueles dias de escassez, mas um estudante diligente da Bíblia tornará prioridade comprar livros para ajudá-lo em seu estudo das Escrituras.
Passe adiante o que você está aprendendo.
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