O Alvorecer de um novo dia
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Texto Lucas 23.26–24.12
Texto Lucas 23.26–24.12
Introdução
Introdução
O dia mais sombrio da história não terminou em silêncio.
A sexta-feira de trevas foi seguida pelo luz que raiou no domingo de manhã
Lucas relata que ao meio-dia a terra se escureceu (Lc 23.44), e por três horas a escuridão reinou.
Mas quando o sol nasceu no primeiro dia da semana, as mulheres foram ao túmulo — e a pedra estava removida. Um novo dia havia começado.
A Noite do Calvário: Quando a Justiça e a Misericórdia se Encontraram
A Noite do Calvário: Quando a Justiça e a Misericórdia se Encontraram
Lc 23.26 E, enquanto o conduziam, eles agarraram um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.
Lc 23.27 Uma grande multidão de povo o seguia, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam.
Lc 23.28 Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: — Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem antes por vocês mesmas e por seus filhos!
Lc 23.29 Porque virão dias em que se dirá: “Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram.”
Lc 23.30 Nesses dias, dirão aos montes: “Caiam em cima de nós!” E às colinas: “Cubram-nos!”
Lc 23.31 Porque, se isto é feito com a madeira verde, o que será da madeira seca?
Lc 23.32 E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com Jesus.
Lc 23.33 Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à sua direita, outro à sua esquerda.
Lc 23.34 Mas Jesus dizia: — Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, para repartir as roupas dele, lançaram sortes.
A narrativa começa com trevas físicas e espirituais. Enquanto o mundo mergulha em escuridão, o Justo caminha para o Gólgota, exausto, ferido, e sangrando.
Jesus havia sido preso na noite anterior, castigado com açoites cruéis no pretório de Pilatos, zombado pelos soldados, coroado com espinhos. Seu corpo já não suportava mais.
Sob o peso do lenho maldito, Ele cai exausto…
Nesse momento, os soldados obrigam Simão, o cireneu, a carregar a cruz de Jesus (Lc 23.26).
Simão Pedro havia dito: “Irei contigo até à prisão e à morte” (Lc 22.33), mas foi Simão Cireneu, um desconhecido, quem de fato acompanhou o Mestre até o Calvário.
Mas ainda que ele tenha levado a cruz fisicamente, ele não poderia cumprir a justiça de Deus. Ele suportou o peso do madeiro, mas era incapaz de suportar o peso dos nossos pecados. Assim somos nós, incapazes de suportar o peso da condenação de nossos pecados e transgressões.
A oração de Jesus na cruz, “Pai, perdoa-lhes”, mostra que seu sofrimento não foi vingança — foi redenção. Ali, a justiça foi satisfeita e a misericórdia foi estendida.
A escuridão do Calvário é o prenúncio da luz que vem com a ressurreição.
“A cruz é o coração do evangelho. No centro da cruz está a substituição: Cristo tomou o nosso lugar, levou a nossa culpa e nos deu a reconciliação.” - John Stott
Aplicação:
Aplicação:
Você não precisa tentar carregar uma cruz que não pode suportar.
A salvação não é conquistada por esforço humano, mas recebida pela fé naquele que já pagou o preço.
A Luz da Graça: Quando a Fé Encontra o Perdão
A Luz da Graça: Quando a Fé Encontra o Perdão
Lc 23.35 O povo estava ali e observava tudo. Também as autoridades zombavam e diziam:
— Salvou os outros. Que salve a si mesmo, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido.
Lc 23.36 Igualmente os soldados zombavam dele e, aproximando-se, trouxeram-lhe vinagre, dizendo:
Lc 23.37 Se você é o rei dos judeus, salve a si mesmo.
Lc 23.38 Acima de Jesus estava a seguinte inscrição: “ESTE É O REI DOS JUDEUS”.
Lc 23.39 Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Jesus, dizendo: — Você não é o Cristo? Salve a si mesmo e a nós também.
Lc 23.40 Porém o outro malfeitor o repreendeu, dizendo: — Você nem ao menos teme a Deus, estando sob igual sentença?
Lc 23.41 A nossa punição é justa, porque estamos recebendo o castigo que os nossos atos merecem; mas este não fez mal nenhum.
Lc 23.42 E acrescentou: — Jesus, lembre-se de mim quando você vier no seu Reino.
Lc 23.43 Jesus lhe respondeu: — Em verdade lhe digo que hoje você estará comigo no paraíso.
Enquanto Jesus sofria, a multidão zombava. Os líderes religiosos escarneciam: “Salvou os outros, salve-se a si mesmo” (v.35). Os soldados o provocavam com vinagre e sarcasmo (v.36), e até um dos malfeitores o insultava (v.39). Era o auge do desprezo humano — a perversidade rindo da graça.
Mas diante do escárnio, Cristo responde com oração, não com vingança: “Pai, perdoa-lhes…” (v.34).
No meio da mais densa escuridão, brilha a luz da graça. Jesus está entre dois malfeitores.
Ambos estão sob a mesma sentença, ambos veem o mesmo Cristo crucificado. Mas suas respostas não poderiam ser mais diferentes: um endurece o coração, o outro se quebranta diante daquele que era o Deus encarnado,
E recebe uma promessa imediata: “Hoje estarás comigo no paraíso.”
Aplicação:
Aplicação:
A resposta de Cristo ao ódio é sempre graça. Mesmo ferido, Ele continua salvando — inclusive hoje.
A fé que se rende ao Senhorio de Cristo, mesmo no limite, é suficiente para herdar a eternidade.
O símbolo da Reconciliação: O Véu Foi Rasgado
O símbolo da Reconciliação: O Véu Foi Rasgado
Lc 23.44 Já era quase meio-dia, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde.
Lc 23.45 E o véu do santuário se rasgou pelo meio.
Lc 23.46 Então Jesus clamou em alta voz: — Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.
Lc 23.47 O centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: — Verdadeiramente este homem era justo.
Lc 23.48 E todas as multidões reunidas para aquele espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se, batendo no peito.
Lc 23.49 Entretanto, todos os conhecidos de Jesus e as mulheres que o tinham seguido desde a Galileia ficaram de longe, contemplando estas coisas.
A morte de Jesus não foi apenas um fim, foi uma inauguração gloriosa.
No exato instante em que Ele entregou seu espírito ao Pai, o véu do templo — que simbolizava a separação entre Deus e o homem — foi rasgado de alto a baixo.
“O véu rasgado é o símbolo mais claro da reconciliação. A distância foi superada. O caminho foi aberto. Agora, Deus está acessível a todo aquele que crê em seu Filho.”
A porta do Reino se abriu, e o mundo nunca mais seria o mesmo. O amor venceu, pois ele é mais forte do que a morte
“Jesus não foi morto — Ele se entregou. Sua morte é o cumprimento da missão redentora. O culto da antiga aliança foi encerrado, e a nova aliança foi selada com seu sangue.
Na cruz, o preço do pecado foi pago. A dívida foi quitada. A culpa foi removida.
E, com isso, nasceu um povo redimido — que agora pode viver o propósito eterno de sua existência: glorificar a Deus e desfrutar da comunhão com Ele.
Aplicação
Aplicação
Nada pode fechar o caminho que Jesus abriu até o Pai. Não há pecado que Ele não possa perdoar, nem barreira que Ele não tenha rompido.
Você pode viver hoje com acesso pleno a Deus — porque o amor venceu, e o propósito da sua existência foi restaurado.
O Alvorecer de um novo dia: O Túmulo Está Vazio
O Alvorecer de um novo dia: O Túmulo Está Vazio
Lc. 23.50 E eis que havia um homem, chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo,
Lc 23.51 que não tinha concordado com o plano e a ação dos outros; era natural de Arimateia, cidade dos judeus, e esperava o Reino de Deus.
Lc 23.52 Ele foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus.
Lc 23.53 E, tirando-o da cruz, envolveu-o num lençol de linho e o depositou num túmulo aberto numa rocha, onde ninguém havia sido sepultado ainda.
Lc 23.54 Era o dia da preparação, e o sábado estava para começar.
Lc 23.55 As mulheres que tinham vindo com Jesus desde a Galiléia seguiram José e viram o túmulo e como o corpo foi colocado ali.
Lc 23.56 Então se retiraram para preparar óleos aromáticos e perfumes. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.
Lc 24.1 Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, as mulheres foram ao túmulo, levando os óleos aromáticos que haviam preparado.
Lc 24.2 Encontraram a pedra removida do túmulo,
Lc 24.3 mas, ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus.
Lc 24.4 Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois homens com roupas resplandecentes.
Lc 24.5 Estando elas com muito medo e baixando os olhos para o chão, eles disseram: — Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive?
Lc 24.6 Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrem-se do que ele falou para vocês, estando ainda na Galileia:
Lc 24.7 “É necessário que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia.”
Lc 24.8 Então elas se lembraram das palavras de Jesus.
Lc 24.9 E, voltando do túmulo, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os outros que estavam com eles.
Lc 24.10 Essas mulheres eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos.
Lc 24.11 Mas para eles tais palavras pareciam um delírio; eles não acreditaram no que as mulheres diziam.
Lc 24.12 Pedro, porém, levantando-se, correu ao túmulo. E, abaixando-se, viu somente os lençóis de linho e nada mais; e retirou-se para casa, admirado com o que tinha acontecido.
A sexta-feira terminou com uma morte cruel, uma despedida silenciosa e um sepultamento improvisado.
José de Arimateia, um membro do Sinédrio que não havia concordado com a condenação de Jesus, tomou uma decisão pública e arriscada: pediu o corpo, envolveu-o com linho e doou seu próprio túmulo — um túmulo novo, cavado na rocha (Lc 23.50–53).
José não sabia que aquele sepulcro se tornaria o palco da maior manifestação da vitória de Deus.
O sábado chegou — e com ele, a longa espera.
O sábado chegou — e com ele, a longa espera.
Foi o dia do silêncio. Um tempo de confusão, medo, dúvidas e insegurança.
Para os discípulos, o mundo havia virado de cabeça para baixo. As promessas pareciam perdidas, o Messias estava morto, e o futuro havia desaparecido.
O céu ficou em silêncio. O sábado foi longo.
As autoridades civis e religiosas acreditavam que haviam resolvido o problema. Jesus estava morto, sepultado, vigiado. Tudo parecia voltar à normalidade.
Mas eles não sabiam que o sábado era apenas o intervalo entre o sofrimento e a glória.
Não esperavam o que estava prestes a acontecer.
Tudo já estava definido pelo Deus soberano.
A morte não poderia reter Aquele que é a origem, o sustento e o Senhor de toda a vida.
O domingo chegou!
O domingo chegou!
Ao nascer do sol no primeiro dia da semana, as mulheres foram ao túmulo, levando perfumes. Elas queriam honrar a morte, mas encontraram a vida.
O túmulo estava vazio. A pedra havia sido removida. E os anjos anunciaram:
“Por que vocês procuram entre os mortos aquele que vive?”
A ressurreição é o sim de Deus para a cruz. É o selo da aceitação. O túmulo emprestado se tornou trono de glória. A morte foi vencida. O mundo nunca mais foi o mesmo.
A nova manhã chegou — e com ela, a certeza de que a esperança não morre.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
O alvorecer da ressurreição não foi apenas o fim de um sepultamento — foi o nascimento de uma nova criação.
Jesus é o primeiro homem a ressuscitar para uma vida eterna, gloriosa e incorruptível.
Na manhã daquele domingo, cumpriu-se a primeira estação das festas bíblicas — festas que marcam o tempo e moldam a memória do povo de Deus.
Festa da Páscoa: O Cordeiro Pascal foi imolado e o sangue da Nova Aliança foi derramado na Cruz.
Festa dos Pães Ázimos: Cristo o pão da Vida foi partido por nós, para que possamos viver a sua vida de justiça e santidade.
Festa dos Molho das Primícias: o Filho ressuscitou como a primeira colheita de uma nova humanidade, restaurada a sua condição original. Ele é a primícia de Deus — o sinal de que a colheita final virá.
Tudo isso nos relembra o que refletimos no último domingo: Deus está conduzindo soberanamente a história.
Ele não age apenas em grandes manifestações visíveis, mas na fidelidade silenciosa do sábado, no túmulo emprestado de José, na coragem das mulheres que voltaram ao jardim, e sobretudo, na vitória do Filho que ressuscita como Rei.
O mundo nunca mais será o mesmo.
O caminho foi aberto. A porta jamais será fechada. O amor venceu e cobriu uma multidão de pecados. O propósito da nossa existência foi restaurado.
Apelo final:
Apelo final:
Se você está vivendo dias nublados, como o sábado do silêncio, lembre-se: o domingo chegou. O túmulo está vazio. Cristo está vivo.
E porque Ele vive, você pode recomeçar — com perdão, com propósito e com esperança que nunca se apaga.
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” (1 Pedro 1.3)
A partir da morte e ressurreição de Cristo, nós lutamos batalhas que Jesus Venceu!
