Provérbios 15:16-19
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Provérbios 15:16-17.
“A escassez com o temor de Deus é melhor do que a prosperidade sem ele.”
Jesus ensinou claramente que a vida das pessoas não é medida por seus bens ( Lc 12:15 ). A vida não se trata de dinheiro; trata-se de relacionamentos. Amar a Deus e amar ao próximo são os dois aspectos mais importantes da vida na Terra. Salomão oferece dois provérbios sobre o valor dos relacionamentos: primeiro, um relacionamento com o Senhor e, segundo um relacionamento com as pessoas mais importantes da vida: a família.
O princípio aqui é que o temor do Senhor é a melhor coisa que podemos ter aqui neste mundo. Nada pode ser comparado ao seu valor.
Quando Paulo escreveu para Timoteo ele disse: 1Tm 6:6-19.
A piedade satisfeita é grande riqueza. (Piedade é sinônimo do Temor do Senhor).
A piedade com pouco é melhor do que a riqueza com problemas.
Observe que, felizmente, Salomão não se limita a dizer que " O pouco é melhor ". Pouco não é necessariamente melhor ! Mas é se for misturado com o qualificador de uma atitude de coração de "temor a Deus". Quem são aqueles que temem ao SENHOR ? Se examinarmos uma passagem paralela no Sl 37:16.
Comentário de Spurgeon : Este é um belo provérbio. O pouco de um homem justo é contrastado com as riquezas de muitos ímpios , e assim a expressão se torna mais contundente.
É a bênção de Deus que torna qualquer coisa agradável e satisfatória.
Ela é suficiente por si só para enriquecer o mendigo, e sem ela é pobre o homem que considera territórios inteiros seus.
É Deus quem dá alimento e alegria, e sem alegria, que bem pode nossa comida nos fazer?
A inquietação se refere à ansiedade; o temor do SENHOR alivia a ansiedade, pois traz consigo contentamento e confiança . Nem toda riqueza traz consigo a inquietação . Mas o provérbio se concentra na comparação de duas coisas: o temor do SENHOR com pouco e a riqueza com a inquietação. Entre as duas, a primeira é definitivamente melhor. ( Amém !)
“A escassez com o temor de Deus é melhor do que a prosperidade sem ele.”
Verso 17
“Melhor é um prato de hortaliças onde há amor do que o boi cevado e, com ele, o ódio.”
A escassez com amor é melhor do que a prosperidade sem ele.
As coisas espirituais superam as materiais, nesta vida e na vida por vir.
"Um bom relacionamento com pessoas, em vez de coisas, é preferível”
William MacDonald - Um prato de vegetais em uma atmosfera de amor é... melhor do que um filé mignon assado onde há conflitos. Moffatt diz: "Melhor é um prato de vegetais do que a melhor carne servida com ódio." Um bezerro gordo é aquele que foi criado em um estábulo e recebeu a melhor ração; sua carne é macia e deliciosa. Joseph R. Sizoo diz: Em uma cidade próxima, visitei uma das propriedades mais luxuosas que já vi na América. Dentro da casa havia lareiras italianas, tapeçarias belgas, tapetes orientais e pinturas raras. Eu disse a um amigo: "Como as pessoas que moravam aqui deviam ser felizes!" "Mas não eram", respondeu ele. "Embora fossem milionários, o marido e a esposa nunca se falavam. Este lugar era um viveiro de ódio! Eles não tinham amor a Deus nem um pelo outro" (Pão Diário).
Este provérbio "afirma que relacionamentos felizes e amorosos são mais agradáveis do que uma grande refeição regada a ódio. O ideal é ter uma família amorosa, amigos e boa comida; na falta disso, uma refeição humilde com amor é preferível."
Provérbios 15:16-17 - Aqui estão as fontes do coração alegre — o temor do SENHOR e o amor ao próximo. E aqui também está o banquete constante que satisfaz tanto que o pouco do santo é melhor do que tudo o que o mundo tem. “Riquezas e pobreza estão mais no coração do que nas mãos. É rico aquele que está contente. É pobre aquele que quer mais” (Bishop Hall). O universo não saciará uma pessoa mundana, enquanto um pouco bastará para um coração celestial. Poucos, infelizmente, colocam esse testemunho divino em prática.
A conversa entre amigos é muito mais agradável do que qualquer prato à mesa. Onde há ódio, há silêncio ou mau humor, ou pelo menos alegria vazia e cerimônia de mau gosto; mas onde há amor e temor a Deus, a conversa à mesa é deliciosa e útil.
Aplicação . — Neste provérbio, o amor ao próximo é representado como algo que adoça a refeição social. A refeição mais simples pode ser muito mais agradável do que o banquete mais luxuoso. A diferença entre os homens reside muito mais no coração do que em qualquer coisa externa. Há companheiros de trabalho, há famílias de camponeses, aos quais, unidos por verdadeira consideração mútua, a refeição social, tão simples e barata quanto possível, proporciona verdadeiro prazer, especialmente se "for santificada pela Palavra de Deus e pela oração". Há proprietários de mansões, por outro lado, com todo o luxo à disposição, cujo repasto diário comum é uma provação diária devido à contrariedade de temperamentos e cujas festas formais proporcionam pouca ou nenhuma satisfação real pela ausência de genialidade e amizade. O amor adoçará a comida mais mesquinha. O ódio, ou a ausência de amor, amargará o banquete mais farto. Não são as riquezas, portanto, nem a pobreza o segredo da felicidade social — mas o amor. Há pessoas ricas que vivem harmoniosamente e desfrutam duplamente de sua abundância. Há pessoas pobres que brigam por causa de suas ervas. Há hospitalidade que proporciona prazer genuíno por ser tão calorosa; e uma recepção fria de hóspedes, sem o espírito de hospitalidade, que repele; e isso, em ambos os casos, totalmente independente de fatores externos. "Andar em amor, como também Cristo nos amou", este é o único segredo da alegria social, e isso aprendemos de Jesus.
Nossa família não precisa tanto de mais conforto quanto precisa de mais amor. Não precisamos de casas mais belas, de roupas mais sofisticadas ou de carros mais luxuosos. O que precisamos é de mais amizade, mais companheirismo e mais amor no lar. É melhor comer verduras na companhia daqueles a quem amamos do que comer a melhor carne onde existe ódio e indiferença. O amor supera a pobreza. As pessoas mais felizes não são aquelas que mais têm bens materiais, mas aquelas que têm mais amor. O amor transforma o casebre num palacete. O amor transforma um prato de hortaliças num cardápio sofisticado. O amor faz o deserto da pobreza florescer e tornar-se um rico jardim de mimosas flores.
Verso 18
“O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta.”
15:18 O homemde pavio curto está sempre espalhando contendas. O sábio evita a luta ou a acalma se já estiver em andamento.
Sua conduta e suas consequências
Este verso fala da inteligência emocional dos sábios. Os tolos reagem a um ataque revidando, o que só piora as coisas. Por outro lado, os sábios são calmos e pacientes, acabando por subjugar as acusações que lhes são dirigidas.
Um homem de disposição irada, de espírito furioso, de temperamento raivoso; que está sob o poder e domínio de tal paixão, e se entrega a ela, e aproveita todas as oportunidades para satisfazê-la; ele incita conflitos e contendas onde não havia nenhum, ou onde eles foram colocados; como um homem atiça brasas de fogo e faz uma chama; veja Provérbios 26:21 .
Incitam conflitos - A imagem é que eles provocam conflitos onde eles não existem, e o fazem aumentando a "temperatura" em situações que já estão "fervendo". Que contraste com o homem justo que é lento para se irritar, pois abaixa a temperatura, acalmando a situação, por assim dizer. Eles amenizam problemas potenciais e evitam conflitos.
Um indivíduo raivoso, destemperado emocionalmente, que deixa vazar sua ira pelos poros da alma, é um incendiário. Está sempre colocando lenha na fogueira, atiçando as brasas da contenda e provocando o fogo das desavenças. Uma mente perturbada e um coração iracundo produzem uma língua solta. E uma pessoa que fala sem refletir suscita contendas, semeia intrigas e planta a inimizade no coração das pessoas.
O propósito de Deus para nós é o oposto desse caminho de guerra. Podemos ser pacificadores, em vez de provocadores de contendas. Podemos apaziguar os ânimos, em vez de acirrá-los. Podemos jogar água na fervura, em vez de colocar mais lenha na fogueira. Podemos ser ministros da reconciliação, em vez de ser agentes da guerra. Não fomos chamados por Deus para cavar abismos nos relacionamentos das pessoas, mas para construirmos pontes de contato. Nossa língua pode ser remédio que cura, em vez de ser espada que fere. Nossos gestos devem caminhar na direção de reconciliar as pessoas, em vez de jogá-las umas contra as outras. Somos agentes da paz, e não promotores da guerra; protagonistas do bem, e não feitores do mal; veículos do amor, e não canais do ódio.
Estamos apaziguando as lutas ou acendendo elas?
Verso 19 –
“O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é plana.”
O caminho - Metáfora frequente em Provérbios, geralmente descrevendo a maneira como alguém vive sua vida.
Este provérbio diz que o preguiçoso parece encontrar obstáculos ao longo do caminho — seu caminho é como uma cerca de espinhos.
Como uma cerca de espinhos - Uma imagem seria que, devido à sua falta de diligência e determinação, seu caminho ficou obstruído como uma trilha coberta de espinhos, dificultando a passagem. O progresso na vida é impedido, repleto de dificuldades (assim como trilhar um caminho bloqueado por uma cerca de espinhos ). Agora ele está em sérios apuros e só lhe resta sentar e reclamar, possivelmente usando a "cerca" como desculpa para sua inação (mesmo tendo sido ele quem causou o problema!).
Salomão volta a insistir no assunto da preguiça como uma das marcas da tolice. O modo como o tema é apresentado nesse texto oferece aos leitores duas surpresas, ou pelo menos duas abordagens inesperadas. A primeira é perceber que o preguiçoso, querendo aproveitar o sossego, sofre consequências que lhe tiram a paz. Isso fica evidente quando o “caminho”, tanto do “preguiçoso” como do “justo”, são comparados. O do preguiçoso, que deseja viver folgadamente como entre flores, é “cheio de espinhos”, mostrando que as consequências da sua indolência recaem severamente sobre ele — a vida e o mundo não parecem ser pacientes e compreensivos com os preguiçosos. O justo, por sua vez, apesar de trabalhar duro, tem diante de si “uma estrada plana”. Precavido em seu trabalho, ele está pronto para todas as suas responsabilidades e aproveita a paz que isso lhe dá. A surpresa vem do fato de o preguiçoso buscar sem sucesso a vida tranquila que o trabalhador obtém pelo seu esforço.
A segunda abordagem inesperada é a comparação feita pelo rei sábio. Normalmente ele compara o sábio com o tolo, o justo com o injusto, o fiel com o infiel e assim por diante. Só que nesse caso, ele compara o “preguiçoso” não ao “trabalhador”, mas ao “justo”. O que parece, a princípio, um engano do escritor, surge como algo bastante observador quando se nota que junto com a preguiça sempre há uma porção de injustiça. O preguiçoso falta com suas obrigações e quer receber a parte do que trabalhou, ou finge que desempenhou suas funções quando, na verdade, apenas fingiu trabalhar. Assim, o preguiçoso é também uma pessoa desonesta. Sendo assim, pense duas vezes antes de seguir o caminho da preguiça. Seu caráter será muito mais danificado que o seu sofá.
