A esperança em 4 atos paradoxais
Paradoxos da Páscoa • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução:
Introdução:
Paradoxos da páscoa, foi o tema que escolhemos para essa série
Hoje é o ponto alto desta jornada.
O evangelho de Jesus é um ensino contrário ao fluxo normal da vida de homens e mulheres pecadores;
Não é apenas contrário, é loucura, é paradoxal...
O Apóstolo Paulo afirma em 1 CO 1:18
18 Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.
Hoje vamos ver em 4 atos, como até os últimos momentos do nosso Senhor em carne é um reflexo deste ensino
Vamos ver na Crucificação, Morte, Sepultamento e Ressurreição, como nos é apresentado de forma clara o teor central da mensagem
Texto Base: Marcos 15:25 - 16:8
Texto Base: Marcos 15:25 - 16:8
Gostaria que sua bíblia permanecesse aberta, ela é a revelação do que cremos, é nela que está posta a mensagem que salva.
Ponto 1 - A crucificação
Ponto 1 - A crucificação
25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.
26 E assim estava escrito na acusação contra ele: O REI DOS JUDEUS.
27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda,
28 e cumpriu-se a Escritura que diz: “Ele foi contado entre os transgressores”.
29 Os que passavam lançavam-lhe insultos, balançando a cabeça e dizendo: “Ora, você que destrói o templo e o reedifica em três dias,
30 desça da cruz e salve-se a si mesmo!”
31 Da mesma forma, os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei zombavam dele entre si, dizendo: “Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo!
32 O Cristo, o Rei de Israel... Desça da cruz, para que o vejamos e creiamos!” Os que foram crucificados com ele também o insultavam.
Nossa fé tem base na realidade
Nossa fé tem base na realidade
O texto começa indicando seu relato no tempo.
O objeto do relato é realmente um acontecimento no tempo, não filosofia disfarçada, a “Sexta-feira da Paixão especulativa”
Evangelho de Marcos (15. A execução de Jesus, 15.20b-41)
Exite um termo usado hoje na academia pela “Busca do Jesus histórico” onde há um exercício acadêmico de comprovar a existência e história de um homem chamado Jesus. Hoje há um consenso acadêmico de que sim, existiu entre nós um homem chamado Jesus
Flávio Josefo, um historiador judeu do século I, menciona Jesus em suas obras "Antiguidades Judaicas", com uma passagem conhecida como o Testimonium Flavianum, que se refere a Jesus como um "homem sábio" e líder que foi crucificado por Pôncio Pilatos.
Tácito, um historiador romano, também menciona Jesus em seus "Anais", fazendo referência à sua execução por Pilatos e o surgimento do cristianismo.
O principal ponto aqui irmãos, é que toda a história contada e repassada por séculos é real. Os historiadores não podem comprovar ou refutar os aspectos teológicos que Jesus afirmava, mas não há muita dúvida da sua existência.
Sua fé é depositada na realidade, no tempo, na verdade. Não numa filosofia do como viver melhor.
E a verdade e a vida foi crucificada em nosso favor.
Jesus ensina sobre sua morte
Jesus ensina sobre sua morte
Ele ensinou isso aos discípulos, mas eles não creram
31 Então ele começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse.
Paradoxo da Cruz
Paradoxo da Cruz
Em seu livro “A crucificação. Entendendo a morte de Jesus Cristo”, Fleming Rutledge, uma teóloga, pregadora e autora episcopal ela afirma algo a respeito do cristianismo
O CRISTIANISMO é único. As religiões do mundo têm certas características em comum; contudo, até que o evangelho de Jesus Cristo irrompesse no mundo mediterrâneo, ninguém na história da imaginação humana havia concebido algo como a adoração de um homem crucificado.
Fleming Rutledge
A crucificação. Entendendo a morte de Jesus Cristo
Em geral, a religião é um conjunto de crenças projetadas a partir das necessidades e dos desejos, anseios e temores da humanidade. A imaginação religiosa busca elevação, e não a tortura, humilhação e a morte.
A pregação dos primeiros cristãos anunciou a entrada de Deus no palco da História na pessoa de um mestre judeu itinerante, ingloriosamente afixado ao lado de dois rejeitados da sociedade. Para morrer de uma forma horrível, sendo renegado e condenado por autoridades religiosas e seculares, descartado no monturo da humanidade, desdenhosamente abandonado pelas elites e pelo povo, deixando para trás apenas um punhado de discípulos desalentados e desmoralizados, os quais não tinham qualquer status aos olhos das pessoas.
Fleming Rutledge
A crucificação. Entendendo a morte de Jesus Cristo
Bonhoeffer escreveu que a fraqueza e o sofrimento de Cristo eram e continuam a ser “uma inversão do que o homem religioso espera de DEUS”.
Esse é o paradoxo da cruz, por isso que quando se percebe uma pregação do evangelho de vitória, dupla honra, prosperidade, não se relaciona com a mensagem que o Cristo crucificado deixou.
O sacerdotes e mestre pediram um último sinal para crerem, podia ser apenas ironia, mas se Cristo realizasse algum milagre, provavelmente eles acreditariam...
William Booth, o fundador do Exército de Salvação, afirma: “Eles teriam crido em Jesus se ele tivesse descido da cruz. Nós cremos porque ele permaneceu nela”.
Comentário Bíblico Latino-Americano (Jesus É Crucificado (15.21–32))
Por isso faz sentido a afirmação de Paulo
18 Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.
Ponto 2 - A morte
Ponto 2 - A morte
33 E houve trevas sobre toda a terra, do meio-dia às três horas da tarde.
34 Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?”, que significa “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”
35 Quando alguns dos que estavam presentes ouviram isso, disseram: “Ouçam! Ele está chamando Elias”.
36 Um deles correu, embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-a a Jesus para beber. E disse: “Deixem-no. Vejamos se Elias vem tirá-lo daí”.
37 Mas Jesus, com um alto brado, expirou.
38 E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.
39 Quando o centurião que estava em frente de Jesus ouviu o seu brado e viu como ele morreu, disse: “Realmente este homem era o Filho de Deus!”
40 Algumas mulheres estavam observando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, o mais jovem, e de José.
41 Na Galiléia elas tinham seguido e servido a Jesus. Muitas outras mulheres que tinham subido com ele para Jerusalém também estavam ali.
A Morte do Rei dos Judeus.
Uma estranha escuridão cobre a terra desde o meio-dia. Às três da tarde, Jesus grita fortemente em aramaico, e Marcos registra a tradução para o grego: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? (15.34).
São palavras que Jesus cita de Salmo 22.1 “1 Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia?”
Trata-se do ápice de sua solidão no momento de sua morte: ele é o justo sofredor e abandonado do salmo.
Como no Getsêmani, seus discípulos estão distantes dele e de sua situação, como aconteceu também em sua prisão (14.50) e na traição de Pedro (14.66–72). Jesus tem de beber esse cálice completamente só.
O que aconteceu? Seu Pai também o abandonou? Esse sentimento momentâneo de total desolação só pode ser explicado à luz da realidade e densidade do pecado.
Quando cometemos pecado, fazemos algo errado, o medo e a vergonha se apoderam. Imagina Jesus pegando o seu pecado e dizendo ao Deus. “faça o que é Justo comigo para salvar ele, eu pago”.
E o universo, encoberto pela escuridão, testifica desse instante em que Jesus percebe que a comunhão com seu Pai se fragmenta e que seu abandono é absoluto (15.34). Jesus experimenta o horror do pecado porque veio para “dar sua vida em resgate por muitos” (10.45).
Ele morre para que tenhamos vida
Ele sofre para sermos curados
Ele perde a conexão com Deus para termos restabelecida a nossa
Esse é o Paradoxo da morte de Jesus
A cortina do Santuário foi resgada, o símbolo que mostrava o pecado do povo, dizendo, a partir daqui vocês não podem entrar, se rasga de cima a baixo, não existe símbolo mais poderoso da nossa reconexão.
O romano percebe o que houve, vês mensagem absurda de um Deus crucificado e começa a entender, reconhece que Ele é o filho de Deus
Deus pagou por nosso pecado!!!!
Ponto 3 - O sepultamento
Ponto 3 - O sepultamento
42 Era o Dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado,
43 José de Arimatéia, membro de destaque do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se corajosamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44 Pilatos ficou surpreso ao ouvir que ele já tinha morrido. Chamando o centurião, perguntou-lhe se Jesus já tinha morrido.
45 Sendo informado pelo centurião, entregou o corpo a José.
46 Então José comprou um lençol de linho, baixou o corpo da cruz, envolveu-o no lençol e o colocou num sepulcro cavado na rocha. Depois, fez rolar uma pedra sobre a entrada do sepulcro.
47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, viram onde ele fora colocado.
Pedro, Tiago, João, apóstolos de Cristo se escondem, se afastam, tem medo… As mulheres não podem fazer nada naquele momento...
Mas um homem rico e importante, membro do cinédrio, que tinha muito a perder… enche-se de coragem e pede o corpo do mestre
Muito a perder…
Sua reputação
Sua comunidade
A possibilidade de participar das festas, porque naquele momento está tocando em um morto e se tornando impuro Números 19.11 “11 “Quem tocar num cadáver humano ficará impuro durante sete dias.”
Mas ele não se importou… Toda sua vida e tradição diante do Seu Senhor morto perde valor e sentido
Todo sacrifício da nossa parte necessário para atender o chamado do Senhor torna-se pouco diante da convicção do que Cristo carregou por nós.
Ele prepara o sepulcro e coloca o corpo de Cristo lá, com uma pedra enorme na frente.
E o silêncio se faz! e todos voltam reclusos para suas casas. Sem esperança, com medo, em sofrimento
O salvador morreu!!!
Eles ainda não suspeitam da ressurreição da Páscoa!
Quando estamos na escuridão, é difícil acreditar que ela passará.
No momento de profunda angústia é difícil perceber saída.
Mas há uma saída, uma salvação, uma esperança, uma vitória
Porque o texto continua!!! O texto continua!!
Ponto 4 - A ressurreição
Ponto 4 - A ressurreição
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1 Quando terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus.
2 No primeiro dia da semana, bem cedo, ao nascer do sol, elas se dirigiram ao sepulcro,
3 perguntando umas às outras: “Quem removerá para nós a pedra da entrada do sepulcro?”
4 Mas, quando foram verificar, viram que a pedra, que era muito grande, havia sido removida.
5 Entrando no sepulcro, viram um jovem vestido de roupas brancas assentado à direita, e ficaram amedrontadas.
6 “Não tenham medo”, disse ele. “Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto.
7 Vão e digam aos discípulos dele e a Pedro: Ele está indo adiante de vocês para a Galiléia. Lá vocês o verão, como ele lhes disse.”
8 Tremendo e assustadas, as mulheres saíram e fugiram do sepulcro. E não disseram nada a ninguém, porque estavam amedrontadas.
9 Quando Jesus ressuscitou, na madrugada do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, de quem havia expulsado sete demônios.
10 Ela foi e contou aos que com ele tinham estado; eles estavam lamentando e chorando.
11 Quando ouviram que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não creram.
12 Depois Jesus apareceu noutra forma a dois deles, estando eles a caminho do campo.
13 Eles voltaram e relataram isso aos outros; mas também nestes eles não creram.
14 Mais tarde Jesus apareceu aos Onze enquanto eles comiam; censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não acreditaram nos que o tinham visto depois de ressurreto.
15 E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas.
Ainda em silêncio as mulheres foram fazer o que era possível a elas, horar a memória do seu Senhor cuidando do seu corpo.
As mesmas mulheres que não saíram de perto de Jesus em sua morte
Estavam lá, e se perguntavam quem vai tirar a PEDRA?
Elas estavam conscientes de suas limitações físicas. Elas devem ter chamado alguém para ir com elas, não tinha tinha ninguém
Quem vai tirar a Pedra?
Mas elas não contavam que o Deus todo poderoso não só tinha retirado a pedra, mas feito muito mais.
Assustadas elas entrar em vêem alguém na entrada…
6 “Não tenham medo”, disse ele. “Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui.
A cruz tem seu significado completo a luz da ressurreição!
“A ressurreição foi a demonstração pública de que o Pai havia aceitado o sacrifício do Filho, e que a redenção estava completa. Sem a ressurreição, a cruz não teria significado. A ressurreição foi a confirmação da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte.”
John Stott — em “A Cruz de Cristo”:
19 Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão.
20 Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dentre aqueles que dormiram.
21 Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem.
22 Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados.
Não tenham medo! Ele não está aqui!
“A ressurreição não é apenas consolo para o sofrimento, ela é a restauração da vida. Nós não apenas receberemos algo melhor do que o que perdemos, mas recuperaremos tudo que foi perdido e mais ainda — será gloriosamente melhor.”
Tim Keller — em “Esperança em Tempos de Medo” (Hope in Times of Fear)
A ressurreição de Cristo nos mostra a vitória sobre a morte.
No suposto túmulo de Jesus existe uma frase “"ELE NÃO ESTÁ AQUI, POIS RESSUSCITOU"”
Inicia o início de um novo reino, que começa através de nós!
Cristo ressurreto é a razão do nosso discurso de afirma. Ele está no meio de nós! Ele está no meio de Nós!
Onde está morte a sua vitória?
Esse é o PARADOXO DA PÁSCOA!
Como diz MAX LUCADO em seus livros "O CRIADOR DAS ESTRELAS DURANTE UM TEMPO FAZIA MÓVEIS EM NAZARÉ"
É sobre uma revelação que transforma o símbolo de tortura em símbolo de fé.
É sobre uma morte que traz vida
É sobre ser o último porque não precisamos ser os primeiros
E sobre o Deus que nasceu e padeceu para nos dar vida. Que não segue a cartilha de herói e não nos convida a seguir.
Essa é a base da nossa fé!
Pastor e minha dor e sofrimento? Deus cuidará de cada um de nós, mas precisamos entender que estamos seguros nele para enfrentar a lutas que essa vida nos imporão...
Estamos prontos para viver a vida com novos olhos, para nos tornarmos semelhantes a ele
Porque ele VIVE entre nós e somos o reflexo do reino que ele fará acontecer em plenitude ao final
Entregue-se a Ele! Que seu Espírito toque em você para fazer a Sua vontade.
Por isso vamos concluir esse culto com o sacramento da Ceia
Os sacramentos comunicam graça, fortalecem nossa fé, intensificam a unidade e o compromisso do seu povo e renovam nossa confiança nas promessas de Deus!!
22 Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos discípulos, dizendo: “Tomem; isto é o meu corpo”.
23 Em seguida tomou o cálice, deu graças, ofereceu-o aos discípulos, e todos beberam.
24 E lhes disse: “Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos.
25 Eu lhes afirmo que não beberei outra vez do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”.
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